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Exposições em São Paulo: 11 mostras não cobram entrada em outubro e novembro

Sheila Hicks, no Tomie Ohtake, e a Ocupação Helena Ignez, no Itaú Cultural, estão entre as seis que saem de cartaz até o domingo, 25 de outubro.

Fachada ondulada em azul, vermelho e lilás do complexo do Instituto Tomie Ohtake, em Pinheiros
Fachada do complexo onde fica o Instituto Tomie Ohtake, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, em imagem de 2018.Foto: MTur Destinos / Wikimedia Commons · domínio público

Onze exposições em cartaz em São Paulo não cobram entrada em nenhum dia, segundo os museus e centros culturais que as organizam. Elas fazem parte de uma lista de 24 mostras abertas em outubro e novembro, da Avenida Paulista ao Ipiranga, com nomes como Sheila Hicks, Ismael Nery e Beatriz Milhazes.

O calendário pede pressa. Seis exposições saem de cartaz até o domingo, 25 de outubro, dia do 2º turno das eleições, e outras oito fecham até o fim de novembro. Nas que cobram, a escolha do dia faz diferença: quase todos os museus têm uma data semanal sem ingresso, reunidas no guia de museus de São Paulo.

11 de 24

exposições em cartaz nesta lista não cobram entrada em nenhum dia de funcionamento

Fonte: museus e centros culturais, 14 de outubro de 2026

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Mostra gratuitaOndeAté
Ocupação Helena IgnezItaú Cultural18 de outubro
Mulheres da BocaMIS18 de outubro
Sheila Hicks – O que que é isso?Instituto Tomie Ohtake25 de outubro
Tatiana Blass: ContrarregraInstituto Tomie Ohtake25 de outubro
Shiro: uma escala de nuancesJapan House25 de outubro
Solange Pessoa: outras escalasItaú Cultural1º de novembro
ZineZonaIMS Paulista5 de novembro
Círio de Nazaré: do sagrado ao profanoMIS15 de novembro
Dignidade e luta: Laudelina de Campos MelloIMS Paulista22 de novembro
Marlene Barros: tecitura do femininoCCBB25 de janeiro
Liberdade: bairro pluralMuseu do Ipiranga31 de janeiro

Fonte: museus e centros culturais, 14 de outubro de 2026

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Últimos dias, até 25 de outubro

A primeira a fechar é a 74ª Ocupação Itaú Cultural, dedicada à atriz e cineasta Helena Ignez, que fica até o domingo, 18. O instituto, na Avenida Paulista, 149, abre de terça a sábado, das 11h às 20h, e aos domingos e feriados, das 11h às 19h, sem cobrar entrada.

No mesmo domingo terminam duas mostras. No MIS, “Mulheres da Boca” revisita o documentário experimental de 1981 dirigido por Cida Aidar e Inês Castilho, com entrada gratuita e classificação de 16 anos. Na Pina Contemporânea, na Avenida Tiradentes, 273, “Para crianças: experiências com a arte desde 1968” tem programação de encerramento até o dia 18.

O Instituto Tomie Ohtake, na Rua Coropés, 88, em Pinheiros, a 800 metros da estação Faria Lima da Linha 4–Amarela, recebe duas exposições gratuitas até 25 de outubro.

“Sheila Hicks – O que que é isso?” reúne cerca de 30 obras de mais de seis décadas da artista norte-americana, nascida em 1934, de pequenas tecelagens a uma instalação inédita. “Contrarregra”, de Tatiana Blass, soma cerca de 50 obras produzidas entre 2008 e 2026, de pinturas a vídeos.

Também até o dia 25, a Japan House, na Avenida Paulista, 52, mostra “Shiro: uma escala de nuances”, sobre o branco na cultura japonesa. O percurso usa a neve, o papel, a seda e o sal como eixos, e a entrada é gratuita.

Até o fim de novembro

No Itaú Cultural, “Solange Pessoa: outras escalas” reúne desenhos inéditos, filmes e uma instalação da artista mineira até 1º de novembro. Ocupa os pisos 1, -1 e -2 e tem classificação de 12 anos, segundo o instituto.

Na outra ponta da avenida, o IMS Paulista, no número 2424, tem duas exposições gratuitas. “ZineZona”, dedicada aos zines, as revistas feitas de forma artesanal e independente, fica até 5 de novembro.

Até 22 de novembro, “Dignidade e luta” conta a história de Laudelina de Campos Mello (1904–1991), pioneira na luta pelos direitos das trabalhadoras domésticas, com cerca de 160 itens.

No Campo Belo, a Casa-Ateliê Tomie Ohtake, na Rua Antônio de Macedo Soares, 1800, recebe “Zanine Caldas: criação de mundos” até 7 de novembro. A casa abre de quinta a domingo, das 10h às 17h, com entrada até as 16h.

O ingresso custa R$ 50, com meia de R$ 25, e crianças de até 12 anos não pagam. Nos sábados com programação pública, como 24 de outubro e 7 de novembro, a visita é gratuita, com ingresso reservado no site do instituto.

O Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, celebra os próprios 20 anos com “Luz da Língua”, até 8 de novembro. A mostra percorre a história da instituição, da inauguração em março de 2006 ao incêndio de 2015 e à reabertura em julho de 2021, com fotografias, desenhos e documentos originais.

“Com essa exposição, queremos mostrar que a língua é o melhor retrato de um povo e é também o seu mais poderoso instrumento de transformação”

Isa Grinspum Ferraz, curadora da mostra, no texto de apresentação publicado pelo Museu da Língua Portuguesa

Na Pina Luz, do outro lado da praça, “Paulo Pedro Leal: trágico subúrbio” também fecha em 8 de novembro. A Pinacoteca abre de quarta a segunda, das 10h às 18h, com entrada até as 17h. O ingresso de R$ 40 vale para os três prédios, e aos sábados e no segundo domingo do mês ninguém paga.

O MIS, na Avenida Europa, 158, tem duas mostras até novembro. “Círio de Nazaré: do sagrado ao profano”, do fotógrafo Fabricio Augusto, leva a festa de Belém à capital paulista até 15 de novembro, com entrada gratuita.

É a quinta exposição do programa Nova Fotografia em 2026, e a procissão deste ano está no especial sobre o Círio de Nazaré.

No mesmo museu, “Marília Mendonça – Sentimento Louco”, imersão em dois andares sobre a cantora goiana, vai até 29 de novembro. O ingresso custa R$ 50, com meia de R$ 25. Às terças, exceto feriados, a entrada é gratuita, com retirada só na bilheteria do MIS e sem reserva. O passo a passo está no guia da exposição de Marília Mendonça.

Até o verão, e o que estreia

Algumas mostras atravessam o fim do ano. No Parque Ibirapuera, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo abriu no sábado, 10, “Afropindorama”, com curadoria de Vera Nunes, que fica até 13 de dezembro. O museu, perto do Portão 10, abre de terça a domingo, das 10h às 17h, cobra R$ 15 e não cobra às quartas.

Ali perto, o MAM apresenta o 39º Panorama da Arte Brasileira, “Depois que tudo foi dito”, até 24 de janeiro, com entrada livre aos domingos.

No centro, o Centro Cultural Banco do Brasil, na Rua Álvares Penteado, 112, exibe até 25 de janeiro “Marlene Barros: tecitura do feminino”. São 15 obras de bordado, crochê e escultura, com entrada gratuita e ingresso retirado na bilheteria ou no site. O prédio abre todos os dias, exceto às terças, das 9h às 20h.

A Pinacoteca tem três mostras novas até 31 de janeiro na Pina Luz: “Ismael Nery: armadilha moderna”, com classificação de 12 anos, “Luana Vitra: Bandeira Branca” e vídeos de Luiz Roque. Na Pina Estação, no Largo General Osório, 66, “Beatriz Milhazes: gravuras do acervo” fica até 14 de março. Segundo a Pinacoteca, a mostra reúne pela primeira vez 27 gravuras da artista carioca, feitas entre 1996 e 2019.

O MASP mantém “Histórias latino-americanas” até 31 de janeiro e prepara duas levas de estreias.

Em 30 de outubro, abrem “Rosa Elena Curruchich: crônicas de Comalapa”, “Pablo Delano: Museu da Antiga Colônia” e uma sala de vídeo de Edgar Calel. Em 27 de novembro chegam “Manuel Herreros & Mateo Manaure: mi nombre es Venezuela” e uma mostra de Jesús Soto, as duas até abril.

No Ipiranga, o Museu do Ipiranga, na Rua dos Patriotas, 100, recebe “Liberdade: bairro plural” no salão de exposições temporárias até 31 de janeiro. A mostra sobre o bairro da Liberdade tem entrada gratuita, segundo o museu, que abre de terça a domingo, das 10h às 17h.

Para quem vai com filhos, a classificação indicativa pesa na escolha. “Mulheres da Boca” é para maiores de 16 anos, e as mostras de Ismael Nery e Solange Pessoa, para maiores de 12.

A Pinacoteca não cobra de crianças de até 10 anos e tem, na Pina Contemporânea, a mostra “Nós, Jovens”, aberta em 7 de outubro e em cartaz até junho de 2027. Outros passeios estão no guia de programas com crianças em São Paulo.


O 2º turno muda a agenda do domingo, 25. O IMS Paulista fica fechado, e o Centro Cultural Banco do Brasil só abre a partir das 12h. Nos feriados nacionais seguintes, o de Finados, em 2 de novembro, cai numa segunda-feira, e o Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, numa sexta.

Nesta quarta, 14, o Museu Afro Brasil e o Museu do Ipiranga não cobram entrada. No sábado, 17, a visita é gratuita na Pinacoteca, e no sábado seguinte, 24, na Casa-Ateliê Tomie Ohtake, com ingresso reservado no site do instituto.

Como citar: Ouviram (14 out. 2026). «Exposições em São Paulo: 11 mostras não cobram entrada em outubro e novembro». ouviram.com.br/agenda/exposicoes-em-cartaz-sao-paulo-outubro-2026

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

Estudante paga meia-entrada em exposição em São Paulo?

Sim. A lei garante meia-entrada a estudantes com carteira estudantil, a jovens de baixa renda com ID Jovem e a pessoas com 60 anos ou mais. Alguns museus vão além: na Pinacoteca, quem tem 60 anos ou mais entra de graça.

Pessoa com deficiência paga para ver exposição em São Paulo?

Na maioria dos museus, não. MASP, Pinacoteca, Museu da Língua Portuguesa e Museu Afro Brasil liberam a pessoa com deficiência e um acompanhante, e a Casa-Ateliê Tomie Ohtake segue a mesma regra.

Onde estacionar para ir ao MAM e ao Museu Afro Brasil?

O Parque Ibirapuera tem estacionamento nos portões 3 e 7, por R$ 11 em dias úteis e R$ 13 em fins de semana e feriados, segundo o Museu Afro Brasil. Do estacionamento ao museu são cerca de 600 metros a pé.

Professor paga para entrar na Pinacoteca?

Professores e funcionários de escolas públicas entram de graça com holerite, e a gratuidade vale também para a família, segundo a Pinacoteca.

#SãoPaulo#Pinacoteca#MASP#MIS#Exposições

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  1. 1. Em que cidade do Japão nasceu a artista Tomie Ohtake?

  2. 2. Em que ano o Museu da Língua Portuguesa foi inaugurado?

  3. 3. Que cor a mostra “Shiro”, da Japan House, investiga na cultura japonesa?

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