Basílica de Aparecida terá teto de mosaicos bíblicos e vitrais coloridos
O arcebispo Dom Mário Antonio da Silva anunciou o projeto Semear a Palavra na Missa Solene desta segunda, com desenho deixado por Cláudio Pastro em 2016.

O Santuário Nacional anunciou nesta segunda-feira (12), Dia da Padroeira, que vai cobrir de mosaicos inspirados na Bíblia o teto das quatro naves da Basílica de Aparecida. O projeto Semear a Palavra também põe vitrais coloridos nas janelas laterais e troca a iluminação do templo por lâmpadas de LED.
O anúncio foi feito pelo arcebispo de Aparecida, Dom Mário Antonio da Silva, na homilia da Missa Solene das 9h, diante de milhares de fiéis. É a primeira Festa da Padroeira que ele celebra como arcebispo, segundo o Santuário.
O desenho do teto é o último projeto do artista sacro Cláudio Pastro, nascido em São Paulo em 1948 e autor de grande parte da arte interna da Basílica. Ele o concluiu semanas antes de morrer, em 2016, informou o Santuário.
“Ao longo dos próximos anos, sobre nossas cabeças, florescerá um jardim para Nossa Senhora”, disse Dom Mário. Ele explicou que será “um jardim de mosaicos, que revestirá o teto das quatro naves do Santuário Nacional”, e pediu a ajuda dos devotos, porque “esse sonho só florescerá com a participação de todos nós”.
Para quem visita o templo, a mudança será visível. O teto branco de hoje é feito de placas de alumínio composto, instaladas em 2008 e 2009 como solução provisória para os 300 anos do encontro da imagem, em 2017.
Uma inspeção na Nave Norte, em maio de 2026, apontou a necessidade de retirá-las e adotar uma proteção definitiva para a laje, segundo o Santuário. Durante a obra, as missas seguem nos horários de sempre, com interdições parciais apenas na nave em reforma.
A obra será gradual, uma nave por vez, a começar pela Norte, a primeira parte da Basílica a ser erguida. Os mosaicos mostram um jardim inspirado no Cântico dos Cânticos, imagem que a Igreja associa a Maria, explicou o ecônomo adjunto do Santuário, padre Adam Rapala. A instalação ficará com o ateliê que trabalhou na Cúpula Central, inaugurada em 2017.
Os vitrais, fabricados à mão na Alemanha, vão substituir os cobogós, os blocos vazados das janelas laterais, e terão caixilhos pensados para renovar o ar do templo. As quatro grandes janelas das fachadas ficam como estão. As lâmpadas a vapor darão lugar ao LED, que gasta menos energia e esquenta menos o ambiente.
O Santuário não divulgou o custo, e ainda não há prazo definido para a conclusão. A obra dá sequência ao acabamento artístico do interior, iniciado em 1999 num templo cuja construção começou em 1955. Segundo o administrador-ecônomo, padre Fábio Evaristo, os trabalhos visam “preservar e completar a ambientação interna da Basílica”.
O projeto também quer aproximar os fiéis da Bíblia, em linha com as diretrizes da Igreja no Brasil para 2026 a 2030. “Mais do que uma obra de acabamento da construção, este é um projeto pastoral”, afirmou o reitor do Santuário Nacional, padre Eduardo Catalfo.
Como nas etapas anteriores, o dinheiro virá de doações mensais, sem valor fixo, dos fiéis da Família dos Devotos. Essas contribuições sustentam ainda as obras sociais do Santuário, que atendem cerca de 94 mil pessoas por ano. Quem for à cidade pode conhecer a Cúpula e a arte de Pastro com o guia de Aparecida.
No feriado nacional, a programação segue com missas às 14h, às 16h e às 18h, esta a de encerramento, e com a Consagração Solene às 15h, na Basílica Histórica. A procissão com fogos sai às 19h30. Para apoiar o projeto, o telefone da Família dos Devotos é 0300 2 10 12 10.
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