Alagoas, Sergipe e Roraima têm alta de casos graves de vírus respiratórios em crianças
Cinco capitais, entre elas Porto Alegre e Vitória, estão em nível de alerta, e o rinovírus aparece em mais da metade das internações recentes com exame positivo.

Alagoas, Sergipe e Roraima têm alta de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) entre crianças e adolescentes, segundo o boletim InfoGripe que a Fiocruz divulgou nesta quinta-feira (8). Nos três estados, a incidência está em nível de alerta, risco ou alto risco.
A SRAG é a forma grave das infecções respiratórias, a que leva à internação. Em Alagoas e em Sergipe, a alta está associada ao metapneumovírus, um vírus da mesma família do VSR, segundo a fundação. Em Roraima, ainda não há dados suficientes para apontar o vírus responsável.
O boletim cobre os dados até a semana epidemiológica 39, de 27 de setembro a 3 de outubro. No país como um todo, os casos oscilam ou ficam estáveis nas últimas seis semanas, mas mostram crescimento de curto prazo nas últimas três.
Três vírus estão em alta no Brasil: o rinovírus, causador de boa parte dos resfriados, o metapneumovírus e o Sars-CoV-2, da Covid-19. Os casos semanais de Covid grave, porém, continuam baixos. O VSR e a influenza B estão em queda, e as internações por influenza A seguem estáveis, em nível baixo.
Uma leve retomada aparece entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, a idade da creche e da escola, enquanto as demais faixas ficam estáveis.
Nas últimas oito semanas, a incidência mais alta foi a das crianças de até 2 anos, e a mortalidade pesou mais entre pessoas com 65 anos ou mais. Nas crianças pequenas, o VSR e o rinovírus são as principais causas de morte, segundo a Fiocruz.
Fonte: Fiocruz, boletim InfoGripe, 8 de outubro de 2026
O retrato muda de uma região para outra. No Nordeste, o Maranhão também está em nível de alerta ou acima, mas sem tendência de crescimento no longo prazo. O mesmo vale para Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste, e para Rio Grande do Sul e Santa Catarina, no Sul.
Entre as 27 capitais, cinco estão em alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinal de crescimento em seis semanas: Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória. A lista tem capitais de todas as regiões, menos do Centro-Oeste.
Em 2026, o Brasil soma 161.053 casos de SRAG, segundo o InfoGripe. Em 86.534 deles, ou 53,7%, o exame encontrou algum vírus respiratório. O VSR responde por 40% desses casos positivos no ano, o rinovírus por 32,5% e a influenza A por 16,2%.
A orientação dos pesquisadores é conferir a caderneta de vacinação. “É importante que a população prioritária verifique se está em dia com a vacinação contra a Covid-19”, informou a equipe do InfoGripe. “No caso das gestantes, é fundamental também se vacinar contra o VSR.”
No SUS, a vacina contra o VSR é aplicada em dose única a partir da 28ª semana de gestação, segundo o Ministério da Saúde.
Desde fevereiro de 2026, bebês prematuros e crianças menores de 2 anos com condições de saúde que aumentam o risco de doença grave recebem o nirsevimabe. O anticorpo é aplicado em dose única e protege durante a temporada do vírus.
A mesma ida ao posto serve para pôr em dia outras doses, como a vacina contra o sarampo e, no Rio, a vacina contra a meningite para quem tem até 24 anos.
Segunda-feira (12) é o feriado de Nossa Senhora Aparecida, e o funcionamento das salas de vacinação no feriadão muda de cidade para cidade.
As vacinas contra a Covid-19 e contra o VSR para gestantes são gratuitas na rede pública, e o InfoGripe traz um novo boletim toda quinta-feira.
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