Polícia Civil pede câmeras corporais após tiroteio entre PMs que matou subtenente do Bope
Segundo a Secretaria de Polícia Militar, agentes do 18º BPM confundiram a abordagem de colegas com uma ação criminosa por causa da pouca luz no trecho.

Um subtenente do Bope morreu e cinco PMs ficaram feridos num tiroteio entre colegas na Gardênia Azul, no Rio, informou a Polícia Militar. O confronto foi na manhã de domingo (11), na Zona Sudoeste da cidade.
Nesta segunda-feira (12), a Polícia Civil já tinha ouvido parte dos policiais envolvidos, recolhido as armas para perícia e pedido as imagens das câmeras corporais das equipes. O caso está com a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
De acordo com a Secretaria de Polícia Militar, a equipe do Bope abordava um carro na Rua Guilherme Moreira, perto do Beco do Saci, na divisa com a Freguesia, em Jacarepaguá. Agentes do 18º BPM (Jacarepaguá), que tinham recebido a informação de que havia homens armados na rua, viram a movimentação. Por causa da pouca luz no trecho, teriam confundido os colegas com criminosos e atirado.
As câmeras corporais, presas ao uniforme, gravam a ação de cada policial. Ao lado dos depoimentos e da perícia das armas, as imagens ajudam a reconstituir como as duas equipes se encontraram na Zona Sudoeste. A Corregedoria Interna da PM também apura o caso, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (2ª DPJM).
Os seis policiais atingidos, cinco do Bope e um do 18º BPM, foram levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. O subtenente, de 54 anos, já chegou sem vida, segundo a direção da unidade. Dos cinco feridos, três tiveram alta e dois passaram por cirurgia e estavam em quadro estável.
A Rua Guilherme Moreira ficou fechada durante a manhã de domingo para o trabalho da perícia.
Em nota de pesar, o comandante do Bope, tenente-coronel Carlos Eduardo da Silveira Monteiro, lembrou que o subtenente completaria 26 anos de serviço na Polícia Militar em dezembro e prestou solidariedade à família. O subtenente deixa três filhos. O irmão dele, sargento do Bope, morreu em outubro de 2025, durante a Operação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão.
Pelos dados mensais do Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão do governo fluminense, quatro policiais militares morreram em serviço no estado de janeiro a agosto de 2026. No mesmo período de 2025, foram sete. Os números de setembro e outubro ainda não foram divulgados.
Na sexta-feira (9), três policiais militares de Minas Gerais morreram na queda de um avião da PM perto de Ipatinga. No mesmo dia, em Curitiba, o Bope da PM do Paraná resgatou 13 crianças mantidas reféns num CMEI.
O sepultamento do subtenente estava marcado para a tarde desta segunda-feira, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste. Quem tiver informações sobre o caso pode avisar, sem se identificar, o Disque Denúncia, pelo (21) 2253-1177.
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