Rio de Janeiro

Polícia Civil pede câmeras corporais após tiroteio entre PMs que matou subtenente do Bope

Segundo a Secretaria de Polícia Militar, agentes do 18º BPM confundiram a abordagem de colegas com uma ação criminosa por causa da pouca luz no trecho.

Blindados do Bope enfileirados perto da torre da Central do Brasil, no Centro do Rio
Blindados do Bope estacionados em frente à Central do Brasil, no Centro do Rio, em imagem de 2018.Foto: Carlos Magno / Governo do Rio de Janeiro / Wikimedia Commons · CC BY 2.0

Um subtenente do Bope morreu e cinco PMs ficaram feridos num tiroteio entre colegas na Gardênia Azul, no Rio, informou a Polícia Militar. O confronto foi na manhã de domingo (11), na Zona Sudoeste da cidade.

Nesta segunda-feira (12), a Polícia Civil já tinha ouvido parte dos policiais envolvidos, recolhido as armas para perícia e pedido as imagens das câmeras corporais das equipes. O caso está com a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).

De acordo com a Secretaria de Polícia Militar, a equipe do Bope abordava um carro na Rua Guilherme Moreira, perto do Beco do Saci, na divisa com a Freguesia, em Jacarepaguá. Agentes do 18º BPM (Jacarepaguá), que tinham recebido a informação de que havia homens armados na rua, viram a movimentação. Por causa da pouca luz no trecho, teriam confundido os colegas com criminosos e atirado.

As câmeras corporais, presas ao uniforme, gravam a ação de cada policial. Ao lado dos depoimentos e da perícia das armas, as imagens ajudam a reconstituir como as duas equipes se encontraram na Zona Sudoeste. A Corregedoria Interna da PM também apura o caso, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (2ª DPJM).

Os seis policiais atingidos, cinco do Bope e um do 18º BPM, foram levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. O subtenente, de 54 anos, já chegou sem vida, segundo a direção da unidade. Dos cinco feridos, três tiveram alta e dois passaram por cirurgia e estavam em quadro estável.

A Rua Guilherme Moreira ficou fechada durante a manhã de domingo para o trabalho da perícia.

Em nota de pesar, o comandante do Bope, tenente-coronel Carlos Eduardo da Silveira Monteiro, lembrou que o subtenente completaria 26 anos de serviço na Polícia Militar em dezembro e prestou solidariedade à família. O subtenente deixa três filhos. O irmão dele, sargento do Bope, morreu em outubro de 2025, durante a Operação Contenção, nos complexos da Penha e do Alemão.

Pelos dados mensais do Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão do governo fluminense, quatro policiais militares morreram em serviço no estado de janeiro a agosto de 2026. No mesmo período de 2025, foram sete. Os números de setembro e outubro ainda não foram divulgados.

Na sexta-feira (9), três policiais militares de Minas Gerais morreram na queda de um avião da PM perto de Ipatinga. No mesmo dia, em Curitiba, o Bope da PM do Paraná resgatou 13 crianças mantidas reféns num CMEI.


O sepultamento do subtenente estava marcado para a tarde desta segunda-feira, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na Zona Oeste. Quem tiver informações sobre o caso pode avisar, sem se identificar, o Disque Denúncia, pelo (21) 2253-1177.

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