Avião da PM de Minas cai perto do aeroporto de Ipatinga e três policiais morrem
O acidente com o bimotor King Air de 1986 foi no km 43 da BR-458, em Santana do Paraíso, e a FAB acionou investigadores do Cenipa para apurar as causas.

Três policiais militares morreram na tarde desta sexta-feira (9) na queda de um avião da Polícia Militar de Minas Gerais perto do aeroporto de Ipatinga, informou a PMMG.
O avião caiu em Santana do Paraíso, onde fica o Aeroporto Regional do Vale do Aço, nas proximidades do km 43 da BR-458. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h20 e mandou duas equipes ao local. A PM não divulgou os nomes no primeiro momento, porque as famílias ainda estavam sendo avisadas.
Chamada Pegasus 17 pela PM, a aeronave saiu da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16 e pousou em Ipatinga às 15h59, segundo dados públicos de rastreamento de voos. A queda aconteceu depois de uma nova decolagem, perto do terminal. A PM não detalhou oficialmente a missão do voo.
“E a informação que nós temos, infelizmente, é de três óbitos de companheiros da nossa corporação”, disse o tenente-coronel Flávio Santiago, diretor de Comunicação Organizacional da PMMG. Ele afirmou que toda a Polícia Militar estava de luto e consternada.
Os três eram pilotos do Comando de Aviação do Estado (Comave): o tenente-coronel Luis Silvestre e as tenentes Gabriela Emília Soares Lacerda Resende e Alice Almeida. Silvestre comandava o Esquadrão de Aviões e era instrutor de voo e examinador credenciado pela Anac. Alice nasceu em Governador Valadares e foi criada em Caratinga, no leste de Minas.
Gabriela Emília era a primeira mulher da PMMG habilitada a pilotar os aviões do Comave, de acordo com a corporação. Na véspera do acidente, o comando tinha publicado uma homenagem pela volta dela aos voos, depois da licença-maternidade.
O avião é um bimotor turbo-hélice Beech modelo 300, da linha King Air, fabricado em 1986, com dez assentos e peso máximo de decolagem de 6.350 quilos. A PMMG aparece como dona e operadora no Registro Aeronáutico Brasileiro, da Anac.
Na consulta feita às 18h48 desta sexta, a aeronave estava em situação normal no registro. O certificado de verificação de aeronavegabilidade valia até 6 de abril de 2027.
A Força Aérea Brasileira informou que acionou o Seripa III, serviço regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), para a ação inicial. É a etapa em que os investigadores coletam e confirmam dados, preservam elementos e verificam os primeiros danos na aeronave. O objetivo do Cenipa é prevenir novos acidentes, e o relatório final não tem prazo fixo.
Foi a segunda queda de avião em Minas no mesmo dia. No fim da manhã, um monomotor particular caiu no pátio do metrô em Belo Horizonte, atrás da Estação São Gabriel, e o piloto morreu. Os dois aviões tinham decolado da Pampulha. Não há, até agora, informação oficial que ligue um acidente ao outro.
O Comave, a aviação da PM mineira, faz policiamento, resgates e transporte de órgãos para transplante. Em 1º de maio deste ano, a corporação completou a marca de 2 mil órgãos levados de avião e de helicóptero desde 2018.
O trabalho apoia o MG Transplantes, da Secretaria de Estado de Saúde. Naquele dia, o voo entre Belo Horizonte e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, durou cerca de meia hora.
A PM anunciou uma entrevista coletiva ainda nesta sexta-feira para dar detalhes da ocorrência. A causa da queda só será conhecida com a investigação do Cenipa.
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