Petróleo e gásNotícia
Leilão do pré-sal vende 7 de 13 blocos e garante R$ 530 milhões em bônus à União
O bônus é cinco vezes o do leilão de 2025, e as vencedoras se comprometeram a investir ao menos R$ 778,4 milhões na busca por petróleo. Seis blocos ficaram sem oferta.

O resultado do leilão da ANP desta quarta-feira, 7 de outubro de 2026, saiu ainda pela manhã. Sete dos 13 blocos do pré-sal em oferta foram arrematados, com R$ 530.466.522,04 em bônus de assinatura para a União. A sessão foi no Centro do Rio de Janeiro, e os números são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
O valor é cinco vezes o do ciclo anterior de partilha, em outubro de 2025, quando cinco blocos renderam R$ 103,7 milhões. As vencedoras também assumiram o compromisso de investir pelo menos R$ 778,4 milhões na fase de exploração, que dura sete anos, segundo a ANP.
Seis empresas fizeram ofertas, e as seis saíram com áreas: duas brasileiras e quatro estrangeiras. A Petrobras ficou sozinha com Azurita, na Bacia de Campos, e Cruzeiro do Sul, na Bacia de Santos. Os dois blocos somam R$ 232,4 milhões, 44% do bônus total, pelas contas do Ouviram.
A Prio, também brasileira, arrematou Hematita e Magnetita, em Campos. A norueguesa Equinor levou Rubi sozinha e Rodocrosita em consórcio com a portuguesa Galp. O bloco Jade ficou com as chinesas CNOOC, que será a operadora, e Sinopec.
| Bloco | Bacia | Vencedor | Bônus (R$ milhões) | Parte da União no excedente |
|---|---|---|---|---|
| Cruzeiro do Sul | Santos | Petrobras | 134,0 | 15,27% |
| Jade | Santos | CNOOC (70%) e Sinopec (30%) | 104,7 | 18,20% |
| Azurita | Campos | Petrobras | 98,4 | 30,00% |
| Magnetita | Campos | Prio | 93,3 | 32,80% |
| Rubi | Santos | Equinor | 77,6 | 25,02% |
| Rodocrosita | Santos | Equinor (70%) e Galp (30%) | 20,8 | 15,52% |
| Hematita | Campos | Prio | 1,6 | 7,18% |
No regime de partilha, usado no pré-sal, o bônus de cada bloco é fixo e já vem no edital. A disputa se dá pela fatia do petróleo que fica com a União depois que a empresa desconta seus custos, o chamado excedente em óleo. Quanto maior o percentual oferecido, maior a parte do governo em cada barril produzido no futuro.
Uma proposta por bloco
Nenhum dos sete blocos teve concorrência: cada um recebeu uma única proposta, mostram as planilhas da ANP. Ainda assim, todas as ofertas ficaram acima do mínimo do edital. Em Rodocrosita, o piso era de 2,61% e a Equinor ofereceu 15,52%, um ágio de 494,64%, o maior do leilão. Em Hematita, a Prio ofereceu 7,18%, contra um mínimo de 1,73%.
Os maiores percentuais para a União saíram na Bacia de Campos. A Prio se comprometeu a entregar 32,80% do excedente de Magnetita, e a Petrobras, 30% do de Azurita. O ágio mais baixo foi o de Cruzeiro do Sul, de 8,07%: a estatal ofereceu 15,27%, pouco acima do piso de 14,13%.
Juntas, as sete áreas somam 14,4 mil quilômetros quadrados de mar. É mais de nove vezes o território da cidade de São Paulo, na conta do Ouviram com as áreas informadas pela ANP.
Os dois maiores ficaram na prateleira
Seis blocos não receberam proposta: Turmalina e Larimar, em Campos, e Aragonita, Opala, Granada e Cerussita, em Santos. Entre eles estão os dois mais caros do edital, Cerussita, com bônus de R$ 329,1 milhões, e Opala, de R$ 249,1 milhões.
Por isso a arrecadação ficou em 43% do R$ 1,235 bilhão que estava em oferta, valor que o Ouviram havia somado antes da sessão. Os blocos sem oferta continuam na Oferta Permanente, o sistema em que as áreas ficam disponíveis e voltam a leilão quando alguma empresa declara interesse.
O dinheiro do bônus só entra no caixa da União quando as vencedoras pagarem, o que tem prazo até o fim de dezembro. Para o Rio de Janeiro, São Paulo e o Espírito Santo, de frente para as duas bacias, o efeito vem depois. Se houver descoberta comercial, chegam a produção, os empregos e os royalties. O petróleo bruto já foi o principal produto de exportação do país em setembro, como mostram os dados da balança comercial.
- Hoje, 14hComeça o leilão de concessão, com 22 setores de blocos em nove bacias, em terra e no mar.
- Até 14 de outubroAs vencedoras do pré-sal entregam os documentos de qualificação.
- Até 18 de novembroA ANP homologa o resultado.
- Até 30 de dezembroFim do prazo para pagar o bônus de assinatura.
- Até 26 de fevereiro de 2027Assinatura dos contratos de partilha.
Como o Ouviram fez a conta. O bônus por empresa e o total em oferta saem da soma dos valores fixos de cada bloco no edital da Oferta Permanente de Partilha; o total dos sete blocos arrematados bate com o divulgado pela ANP. A área é a soma dos sete blocos na planilha de ofertas vencedoras da agência, comparada ao território do município de São Paulo, de 1.521 quilômetros quadrados, segundo o IBGE.
1. Quantos blocos do pré-sal foram arrematados no leilão da ANP de 7 de outubro de 2026?
Foram 7 dos 13 blocos em oferta, segundo a ANP. Em 2025, tinham sido 5 de 7.
2. No regime de partilha, quem vence a disputa por um bloco?
O bônus é fixo. Vence quem oferece o maior percentual do excedente em óleo à União, segundo o edital da ANP.
3. Qual bloco teve o maior ágio do leilão?
Em Rodocrosita, a oferta foi de 15,52%, contra um mínimo de 2,61%: ágio de 494,64%, segundo a ANP.
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Perguntas frequentes
Qual foi o resultado do leilão da ANP de 7 de outubro de 2026?
Sete dos 13 blocos do pré-sal foram arrematados no 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha. O bônus de assinatura somou R$ 530.466.522,04 e o investimento mínimo previsto é de R$ 778.426.200,00, segundo a ANP.
Quem ganhou o leilão do pré-sal?
A Petrobras levou Azurita e Cruzeiro do Sul; a Prio, Hematita e Magnetita; a Equinor, Rubi sozinha e Rodocrosita com a Galp; e o consórcio das chinesas CNOOC e Sinopec ficou com Jade, segundo a ANP.
Quais blocos do pré-sal ficaram sem oferta?
Turmalina e Larimar, na Bacia de Campos, e Aragonita, Opala, Granada e Cerussita, na Bacia de Santos, não receberam propostas. Eles continuam disponíveis na Oferta Permanente da ANP.
O que é o excedente em óleo no regime de partilha?
É o petróleo e o gás que sobram depois de descontados os custos da empresa. No leilão, vence quem oferece à União a maior parte desse excedente, a partir de um mínimo fixado no edital.
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