Foz do IguaçuGuia

Lado argentino das Cataratas: ingresso custa AR$ 60 mil e Garganta do Diabo segue fechada

Brasileiros entram em Puerto Iguazú com RG ou passaporte, e o parque nacional argentino abre todos os dias, das 8h às 18h, com o trem incluído no ingresso.

Saltos das Cataratas do Iguaçu entre a mata, vistos do Circuito Superior, no lado argentino
Saltos vistos do Circuito Superior, no Parque Nacional Iguazú, em Puerto Iguazú, em imagem de 2010.Foto: Jorge Láscar / Wikimedia Commons · CC BY 2.0

O ingresso do lado argentino das Cataratas custa AR$ 60.000 para brasileiros, segundo a concessionária Iguazú Argentina. O parque abre todos os dias, das 8h às 18h, e o valor inclui o trem que leva aos circuitos. Para atravessar a fronteira em Foz do Iguaçu, basta o RG físico ou o passaporte.

A visita deste mês tem uma diferença importante. O circuito da Garganta do Diabo, o mais famoso do parque, está fechado desde 3 de agosto, quando começou a retirada preventiva de pisos e grades por causa das cheias previstas com o El Niño. A Administração de Parques Nacionais da Argentina não deu data para a reabertura.

O resto funciona. Depois da cheia que fechou o parque inteiro em 12 de outubro, a visitação foi retomada, e mais de 5 mil pessoas percorreram os circuitos Superior e Inferior na quinta-feira (15), segundo a concessionária. Com o rio ainda alto, as quedas aparecem mais volumosas do que o normal.

  • IngressoAR$ 60.000 para visitante estrangeiro, com o trem incluído
  • Segundo dia50% de desconto, com a entrada do primeiro dia
  • GrátisMenores de 6 anos e pessoas com deficiência, com documento
  • HorárioTodos os dias, das 8h às 18h, inclusive feriados e dias de chuva
  • Última entrada16h no parque; 16h45 nos circuitos
  • AbertosCircuitos Superior e Inferior, Sendero Verde e Sendero Macuco
  • FechadoCircuito da Garganta do Diabo, desde 3 de agosto
  • Pagamento na bilheteriaPesos argentinos em dinheiro, cartão de crédito ou débito
  • DocumentosRG físico ou passaporte
  • OndeRuta Nacional 101, km 142, Puerto Iguazú, Misiones
  • Telefone+54 9 3757 674714

AR$ 60.000

é o preço do ingresso para visitantes estrangeiros, com o Tren Ecológico de la Selva incluído

Fonte: Iguazú Argentina, outubro de 2026

Link para este dado

O parque argentino foi criado em 1934 e tem mais de 67 mil hectares de selva, segundo a Administração de Parques Nacionais. Recebeu da Unesco o título de Patrimônio Mundial em 1984, dois anos antes do vizinho brasileiro. Juntos, os dois parques protegem o mesmo conjunto de quedas, dividido pelo rio Iguaçu.

Como atravessar a Ponte Tancredo Neves

A passagem de Foz do Iguaçu para Puerto Iguazú é feita pela Ponte Tancredo Neves, sobre o rio Iguaçu. Do lado brasileiro, o acesso é pela BR-469; do argentino, pela Ruta Nacional 12. O Centro de Frontera Iguazú, posto argentino na cabeceira da ponte, funciona 24 horas para carros particulares, segundo o governo da Argentina.

No posto, trabalham juntos a Dirección Nacional de Migraciones, a Aduana, a vigilância sanitária de fronteira e o Senasa. Este último faz o controle fitossanitário e zoossanitário, ou seja, de alimentos e produtos de origem vegetal e animal.

Para entrar na Argentina como turista, o brasileiro precisa de um destes dois documentos, segundo o Itamaraty:

  • Carteira de identidade (RG)Física, não digital, em bom estado, com foto parecida com a aparência atual e emitida há no máximo 10 anos
  • PassaporteDentro da validade

A CNH e a certidão de nascimento não valem como documento de viagem, nem para adultos nem para crianças. Quem vai tirar documento novo encontra o passo a passo em nova carteira de identidade.

Crianças e adolescentes brasileiros que viajam sozinhos ou com só um dos pais precisam de autorização de viagem, pela Resolução 131/2011 do Conselho Nacional de Justiça. Ela é feita em cartório, com firma reconhecida, em duas vias.

Se o pai ou a mãe que fica estiver na região atendida pelo consulado brasileiro em Puerto Iguazú, a autorização pode ser feita lá, de graça. As regras para outros países vizinhos estão em viagens para países vizinhos.

Quem vai de carro com placa brasileira leva, segundo o consulado do Brasil em Paso de los Libres:

  1. CNH física e dentro da validade.
  2. Documento do veículo (CRLV) impresso.
  3. Autorização com firma reconhecida e apostila, se o motorista não for o dono do carro.
  4. Seguro Carta Verde impresso, o seguro de responsabilidade civil para carros no Mercosul.
  5. Dois triângulos de sinalização e extintor de incêndio com carga válida.

O consulado também avisa que carros com engate saliente, na frente ou atrás, não podem circular. No parque, o estacionamento custa AR$ 12.500 por dia para carros e AR$ 6.250 para motos.

Sem carro, há várias opções. Táxis, aplicativos e excursões saem de Foz e fazem o trajeto direto até o parque.

Há também ônibus internacional entre o centro de Foz e o terminal rodoviário de Puerto Iguazú. De lá, ônibus para as Cataratas saem a cada 20 minutos, segundo a concessionária do parque. Puerto Iguazú e Foz estão no mesmo fuso horário, o de Brasília, o que facilita o planejamento.

Na volta ao Brasil, a Receita Federal permite trazer até US$ 500 em compras sem imposto por pessoa, a cada 30 dias, quando a chegada é por terra. A cota é individual e não pode ser somada entre familiares. Bebidas alcoólicas têm limite de 12 litros por pessoa.

Os circuitos abertos, o trem e o roteiro do dia

A visita começa no Portal de Acesso, onde ficam a bilheteria e o estacionamento. Dali, o visitante caminha até a Estação Central do Tren Ecológico de la Selva, o trem que corta a mata até os circuitos.

A primeira saída é às 8h20, e a última rumo às quedas, às 15h30, segundo a concessionária. O último retorno da estação final sai às 17h30.

Nas primeiras horas, os trens partem a cada 20 minutos e, depois, a cada 30. Na alta temporada, o intervalo cai para 15 minutos. O bilhete do trem não é cobrado à parte, mas precisa ser retirado nos postos dentro do parque.

Quem prefere caminhar pode trocar o primeiro trecho do trem pelo Sendero Verde, uma trilha de 650 metros pela selva entre a Estação Central e a Estação Cataratas. É desta segunda estação que partem os dois circuitos abertos hoje.

O Circuito Superior tem 1.850 metros de passarelas por cima dos saltos, com vista do alto das quedas. O Circuito Inferior, de 1.450 metros, desce pela mata e chega perto da base das cachoeiras, com trechos de escada.

É no Inferior que o visitante sente a névoa no rosto, e vale levar capa de chuva e saco plástico para o celular.

Para quem quer mais mata, o Sendero Macuco tem 7 km, ida e volta, sem serviços no caminho, e termina no Salto Arrechea. Ele fecha às 15h e pode ser interditado conforme o tempo. O trem e os principais circuitos são acessíveis para cadeira de rodas, e o parque empresta cadeiras de graça.

O circuito da Garganta do Diabo, de 2.200 metros, fica no fim da linha do trem e continua fechado. As passarelas levavam o visitante até a borda dos saltos mais caudalosos. A retirada das estruturas começou em 3 de agosto, para protegê-las das cheias, e a volta depende do nível do rio.

Parque Nacional Iguazú e fronteira, em Puerto Iguazú
  1. 1Garganta del Diablo parqueParque Nacional Iguazú, Ruta Nacional 101Circuito de 2.200 m até a borda dos saltos mais caudalosos; fechado desde 3 de agosto de 2026
  2. 2Estación Central tremParque Nacional Iguazú, Ruta Nacional 101Saída do Tren Ecológico de la Selva; primeira partida às 8h20
  3. 3Estación Cataratas tremParque Nacional Iguazú, Ruta Nacional 101Início dos circuitos Superior e Inferior
  4. 4Estación Garganta del Diablo tremParque Nacional Iguazú, Ruta Nacional 101Fim da linha; último retorno às 17h30
  5. 5Circuito Superior trilhaParque Nacional Iguazú, Ruta Nacional 1011.850 m de passarelas por cima dos saltos
  6. 6Circuito Inferior trilhaParque Nacional Iguazú, Ruta Nacional 1011.450 m, perto da base das quedas, com escadas
  7. 7Sendero Verde trilhaParque Nacional Iguazú, Ruta Nacional 101650 m pela selva entre as estações Central e Cataratas
  8. 8Sendero Macuco trilhaParque Nacional Iguazú, Ruta Nacional 1017 km até o Salto Arrechea; fecha às 15h
  9. 9Centro de Visitantes Yvyrá Retá museuParque Nacional Iguazú, Ruta Nacional 101Centro de visitantes do Área Cataratas
  10. 10Centro de Frontera Iguazú fronteiraRuta Nacional 12, cabeceira da Ponte Tancredo NevesMigração e aduana argentinas; 24 horas para carros
  11. 11Terminal de Ómnibus de Puerto Iguazú transporteCentroÔnibus para as Cataratas a cada 20 minutos
  12. 12Consulado do Brasil em Puerto Iguazú serviçoAvenida Córdoba, 278Atendimento a brasileiros; telefone +54 3757 420-192

Mapa: © colaboradores do OpenStreetMap. Toque num nome da lista para vê-lo no mapa.

Do lado brasileiro, em Foz do Iguaçu
  1. 1Ponte Tancredo Neves fronteiraRodovia das Cataratas (BR-469)Saída para Puerto Iguazú, sobre o rio Iguaçu
  2. 2Parque Nacional do Iguaçu parqueRodovia das Cataratas (BR-469)Lado brasileiro das quedas; ingresso com data e horário
  3. 3Marco das Três Fronteiras miranteEncontro dos rios Iguaçu e ParanáVista da Argentina e do Paraguai ao pôr do sol
  4. 4Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu transporteRodovia das Cataratas (BR-469)Chegada de voos; fica no caminho do parque brasileiro

Mapa: © colaboradores do OpenStreetMap. Toque num nome da lista para vê-lo no mapa.

Um roteiro que funciona: chegue na abertura, às 8h, faça primeiro o Circuito Superior, almoce nas lanchonetes do parque e deixe o Inferior para o começo da tarde. Se sobrar tempo antes das 15h, encare o Macuco. O acesso aos circuitos fecha às 16h45, e o parque, às 18h.

Lado brasileiro ou argentino: o que muda

Os dois lados mostram as mesmas quedas, mas de pontos diferentes. No Brasil, a trilha corre de frente para os saltos e dá a vista panorâmica, a das fotos clássicas. Na Argentina, as passarelas passam por cima dos saltos e perto da base das quedas, e o visitante fica dentro da paisagem.

Por isso, quem tem dois dias em Foz costuma reservar um para cada lado.

Lado brasileiroLado argentino
ParqueParque Nacional do Iguaçu, de 1939Parque Nacional Iguazú, de 1934
Patrimônio Mundial da Unesco19861984
Vistapanorâmica, de frente para as quedasde perto, por cima e junto à base dos saltos
Percurso principalTrilha das Cataratas, cerca de 1,5 kmCircuito Superior (1.850 m) e Inferior (1.450 m)
Transporte internoônibus panorâmicoTren Ecológico de la Selva
Horáriosegunda a sexta, 9h às 16h; fim de semana, 8h30 às 16htodos os dias, 8h às 18h; entrada até 16h
Ingressopela internet, com data e horáriointernet ou bilheteria; AR$ 60.000
Garganta do Diabopassarela interditada desde 11 de outubrocircuito fechado desde 3 de agosto

Fonte: Urbia+Cataratas, Iguazú Argentina e Administração de Parques Nacionais, outubro de 2026.

Link para este dado

No lado brasileiro, a passarela que avança sobre o rio fechou em 11 de outubro, quando a vazão passou de 8,8 milhões de litros por segundo. As grades foram retiradas no dia 13, segundo a concessionária Urbia+Cataratas.

A reabertura exige que o volume caia a pelo menos 8,5 milhões de litros e o aval de um engenheiro. A cheia de outubro está contada em Cataratas com vazão oito vezes acima da média.

Na tabela atual do parque argentino, não há preço diferenciado para cidadãos do Mercosul: brasileiros pagam a tarifa de visitante internacional. Os ingressos são liberados para venda 30 dias antes da data escolhida e valem para o dia e o horário marcados. Em caso de força maior, a entrada continua válida por até 72 horas, segundo a concessionária.

A bilheteria aceita pesos argentinos em dinheiro e cartões de crédito e débito. Comprar pela internet, no site oficial do parque, evita fila e a necessidade de levar pesos. Na entrada, leve o documento usado na fronteira: a bilheteria pede identificação para definir a categoria do visitante.

O parque também vende dois passeios guiados à parte, o Paseo de Luna Llena, à noite, e o Atardecer en Cataratas, no fim da tarde. Cada um custa AR$ 95.000 para adultos e AR$ 47.500 para crianças de 6 a 12 anos; até 5 anos não pagam.

O Paseo de Luna Llena acontece só em cinco noites por mês, perto da lua cheia, e as datas aparecem no calendário do site oficial.

Para o dia no parque, a concessionária recomenda:

  • RoupaLeve e confortável, com tênis para caminhar
  • ProteçãoProtetor solar, repelente, boné e óculos de sol
  • Chuva e névoaCapa de chuva, sobretudo para o Circuito Inferior
  • ÁguaHá bebedouros e lanchonetes, mas é bom ter uma garrafa
  • BagagemGuarda-volumes de AR$ 13.500 (pequeno) ou AR$ 21.000 (grande)

Animais de estimação não entram, por se tratar de área protegida. Ao lado do estacionamento, há canis gratuitos, individuais e na sombra, com vaga para seis animais; o dono leva cadeado, comida e vasilhas. O parque tem wi-fi gratuito e pontos de recarga de celular.


Quem vai pela primeira vez a Foz encontra no guia de Foz do Iguaçu os passeios do lado brasileiro, como Itaipu. Do Marco das Três Fronteiras, ao pôr do sol, dá para ver a Argentina do outro lado do rio. O parque argentino atende pelo telefone +54 9 3757 674714.

Em caso de perda de documento ou outra emergência na Argentina, o consulado do Brasil em Puerto Iguazú fica na Avenida Córdoba, 278, e atende pelo telefone +54 3757 420-192.

Como citar: Ouviram (18 out. 2026). «Lado argentino das Cataratas: ingresso custa AR$ 60 mil e Garganta do Diabo segue fechada». ouviram.com.br/turismo/lado-argentino-das-cataratas-guia-puerto-iguazu

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

Como ir para o lado argentino das Cataratas?

De Foz do Iguaçu, atravesse a Ponte Tancredo Neves até Puerto Iguazú e siga pela Ruta Nacional 12 e pela Ruta 101 até o parque. Dá para ir de carro, táxi, aplicativo, excursão ou ônibus; do terminal de Puerto Iguazú, sai um ônibus para o parque a cada 20 minutos.

Quanto custa o ingresso do lado argentino?

Para brasileiros e demais visitantes estrangeiros, AR$ 60.000, com o Tren Ecológico de la Selva incluído. Menores de 6 anos não pagam, e o segundo dia sai com 50% de desconto.

Precisa de passaporte para ir a Puerto Iguazú?

Não. Brasileiros entram com a carteira de identidade física, em bom estado e com até 10 anos de emissão, ou com o passaporte válido. RG digital, CNH e certidão de nascimento não servem como documento de viagem.

Lado brasileiro ou argentino das Cataratas: qual é melhor?

São passeios complementares. No Brasil, a trilha mostra a vista panorâmica das quedas; na Argentina, as passarelas chegam perto e por cima dos saltos. Quem tem dois dias costuma fazer um lado em cada dia.

Pode pagar em real no lado argentino?

Na bilheteria do parque, não: ela aceita pesos argentinos em dinheiro e cartões de crédito e débito. A compra também pode ser feita pela internet, no site oficial do parque, com cartão.

Quanto tempo leva para conhecer o lado argentino das Cataratas?

Reserve um dia inteiro. Só os circuitos Superior e Inferior somam 3,3 km de passarelas, e o trem leva os visitantes entre as estações; a entrada no parque vai até as 16h.

#FozDoIguaçu#CataratasDoIguaçu#PuertoIguazú#ParqueNacionalIguazú#Argentina

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