Tempestade geomagnética prevista para sexta é moderada e deve ter efeito longe do Brasil
A agência americana NOAA espera o pico entre 6h e 9h de Brasília, com índice Kp de 5,67, e auroras visíveis no norte dos Estados Unidos.

A agência americana NOAA prevê para esta sexta-feira (9) uma tempestade geomagnética de nível G2, o segundo de uma escala de cinco. O efeito se concentra perto dos polos, e o Brasil fica fora da área de impacto descrita no aviso.
Tempestade geomagnética é uma perturbação do campo magnético da Terra causada por partículas que o Sol lança no espaço. Desta vez, a origem é uma ejeção de massa coronal, nuvem de gás eletrizado que deixou o Sol na terça-feira (6) e leva cerca de três dias para chegar.
“Tempestades geomagnéticas de nível G1 a G2 são prováveis em 9 de outubro, com a chegada de uma ejeção de massa coronal que deixou o Sol em 6 de outubro”, diz o aviso da NOAA. O texto foi emitido na terça-feira pelo Centro de Previsão do Clima Espacial da agência.
O boletim de três dias, atualizado na noite de quarta-feira (7), aponta dois momentos. Entre 0h e 3h de sexta, pelo horário de Brasília, o índice Kp, que mede de 0 a 9 a agitação do campo magnético, deve chegar a 5, o nível G1.
O pico vem entre 6h e 9h, com Kp de 5,67, já na faixa G2. Nas 24 horas anteriores ao boletim, o máximo foi 3.
Nesse nível, a NOAA descreve efeitos sobretudo acima de 55 graus de latitude geomagnética. A lista inclui oscilações em redes de energia de regiões próximas aos polos, mais atrito sobre satélites de órbita baixa e enfraquecimento do rádio de ondas curtas.
A aurora pode ser vista até a altura de Nova York, de Wisconsin e do estado de Washington, no norte dos Estados Unidos.
O território brasileiro está em latitudes baixas, longe dessa faixa. Celular, internet e GPS do dia a dia não aparecem entre os efeitos do nível G2. Na escala da NOAA, falhas intermitentes na navegação por satélite só entram a partir do nível G3, e a tabela não lista efeito sobre pessoas em terra.
O fenômeno também não é raro. Pela tabela da agência, o nível G2 ocorre em cerca de 360 dias a cada ciclo solar, que dura 11 anos. No fim da tarde de domingo (4), o índice já havia chegado a 6, o mesmo nível G2, segundo alerta da agência.
No Brasil, quem acompanha o clima espacial é o programa Embrace, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o mesmo instituto que conta as queimadas por satélite. A rede tem magnetômetros, sondas da ionosfera e receptores de GPS. Os dados servem a quem depende de rádio de ondas curtas e de posicionamento de alta precisão.
O aviso chega no meio da Semana Mundial do Espaço, celebrada de 4 a 10 de outubro.
O Sol continua ativo. A NOAA vê 40% de chance de novas erupções de classe M, a segunda mais forte, até sábado, sobretudo na região de manchas 4549.
Uma segunda ejeção, ligada a uma erupção de quarta-feira (7), tem chegada prevista para o início de domingo (11) pelo horário universal, entre a noite de sábado e a madrugada de domingo em Brasília.
A previsão de três dias é refeita a cada 12 horas. As próximas edições saem às 9h30 e às 21h30 de Brasília desta quinta-feira (8) e podem ajustar o horário e a intensidade da tempestade.
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