Tempestade geomagnética até domingo tem nível G1, o mais fraco, e efeito longe do Brasil
O índice Kp deve chegar a 5 entre 21h de sexta e 0h de sábado e de novo entre 15h e 18h de domingo, pelo horário de Brasília, segundo a agência americana.

A agência americana NOAA prevê de sexta (6) a domingo (8) uma tempestade geomagnética de nível G1, o mais baixo de uma escala de cinco. A área de impacto fica perto dos polos, e a tabela da agência não lista falhas de celular ou de internet nesse nível.
Tempestade geomagnética é uma perturbação do campo magnético da Terra provocada pelo Sol. Desta vez, a causa é um buraco coronal, região da atmosfera solar de onde o vento solar sai em alta velocidade, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
“Períodos de tempestade geomagnética de nível G1 são prováveis, com chance de nível G2, de 6 a 8 de novembro”, diz o boletim publicado às 9h30 desta sexta. O texto é do Centro de Previsão do Clima Espacial da agência.
O índice Kp, que mede de 0 a 9 a agitação do campo magnético, marcou 2 entre 12h e 15h, abaixo do nível de tempestade.
A previsão aponta quatro janelas de maior agitação, todas pelo horário de Brasília:
- 18h às 21h de sextaKp 4,67
- 21h de sexta à 0h de sábadoKp 5
- 3h às 6h de domingoKp 4,67
- 15h às 18h de domingoKp 5
Nesse nível, a NOAA descreve oscilações fracas em redes de energia, efeito pequeno na operação de satélites e aurora em altas latitudes, como o norte dos estados americanos de Michigan e Maine. O aviso da agência situa a área de impacto sobretudo acima de 60 graus de latitude geomagnética.
O território brasileiro fica em latitudes baixas, longe dessa faixa. Falhas intermitentes na navegação por satélite só entram na tabela a partir do nível G3, dois degraus acima. Mesmo o nível G2, previsto pela NOAA em outubro, concentra os efeitos acima de 55 graus.
O fenômeno é comum. Pela tabela da NOAA, o nível G1 ocorre em cerca de 900 dias a cada ciclo solar, que dura 11 anos, o que dá em média 82 dias por ano.
A explosão solar de classe M3,5 registrada às 15h33 de quinta-feira (5) não entra nessa conta. A NOAA informa que não detectou ejeção de massa coronal, nuvem de gás eletrizado, em direção à Terra.
Até domingo, a agência calcula 35% de chance por dia de erupções que causam falhas fracas ou moderadas no rádio de ondas curtas e 10% para as mais fortes.
No Brasil, quem acompanha o clima espacial é o programa Embrace, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A página do programa traz o índice K da rede brasileira de magnetômetros e mapas da ionosfera, a camada alta da atmosfera que o sinal de GPS atravessa.
A tempestade que pede cuidado neste sábado (7) é outra, a do tempo. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho para 325 cidades do Sul, com risco de vento acima de 100 km/h e granizo. Em emergência, o telefone da Defesa Civil é 199, e o dos Bombeiros, 193.
A NOAA refaz a previsão de três dias a cada 12 horas. A próxima edição sai às 21h30 desta sexta, pelo horário de Brasília, e pode ajustar os horários e a intensidade.
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