Aeroportos

Espanhola Aena assume o Galeão, no Rio, seis meses após leilão de R$ 2,9 bilhões

A empresa recebeu em 6 de outubro todas as ações da concessionária do aeroporto internacional do Rio, que teve 17,5 milhões de passageiros em 2025, recorde da série da Anac.

Vista aérea do terminal 1 do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro
Vista aérea do terminal 1 do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, em imagem de 2013.Foto: Portal da Copa /Governo Federal Brasileiro / Daniel Basil / Wikimedia Commons · CC BY 3.0 br

A espanhola Aena assumiu em 6 de outubro o Galeão, aeroporto internacional do Rio, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A empresa recebeu na terça-feira a totalidade das ações da Concessionária do Aeroporto do Rio de Janeiro, seis meses depois de vencer o leilão com um lance de R$ 2,9 bilhões.

Para quem embarca ou desembarca no Galeão, a mudança é de dono da concessionária, não de funcionamento. O terminal segue aberto, e voos, horários e remarcações continuam sob responsabilidade das companhias aéreas. O que muda é quem responde pela administração do aeroporto, pela manutenção e pelos investimentos dos próximos anos.

Com a transferência, deixam a concessionária as duas acionistas, a Rio de Janeiro Aeroporto S.A. e a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). O contrato de concessão, assinado em 2014, passa por uma repactuação. Foi o primeiro procedimento de venda assistida do setor aeroportuário no país, conduzido pela Anac.

Um leilão de 26 lances. A disputa aconteceu em 30 de março, na sede da B3, em São Paulo. Vencia quem oferecesse a maior contribuição inicial ao Fundo Nacional de Aviação Civil, com lance mínimo de R$ 932,83 milhões. A Aena chegou a R$ 2,9 bilhões, ágio de 210,88%, segundo a Anac e o Ministério de Portos e Aeroportos.

Na fase de envelopes, a Aena e a suíça Zurich Airport empataram com R$ 1,5 bilhão cada uma. A decisão foi para o viva-voz, com 26 lances. A Zurich parou em R$ 2,8 bilhões, e a Rio de Janeiro Aeroporto S.A., então acionista da concessionária, em R$ 1,88 bilhão. Além da contribuição inicial, o contrato repactuado prevê o pagamento de 20% da receita bruta da concessão ao longo do contrato.

A venda assistida nasceu de uma negociação mediada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo a Anac, o objetivo foi “restabelecer a sustentabilidade econômico-financeira da concessão, garantindo a continuidade e a qualidade da prestação do serviço” por meio de um processo competitivo.

Ano recorde de passageiros. O Galeão chega às mãos da Aena no melhor momento de sua história recente. Em 2025, o aeroporto recebeu 17,5 milhões de passageiros, alta de 23,5% sobre os 14,2 milhões de 2024, segundo o painel estatístico da Anac. Superou o recorde anterior, de 16,9 milhões, registrado em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil.

Com esse número, o Galeão terminou 2025 como o terceiro aeroporto mais movimentado do país, atrás de Guarulhos, com 46,3 milhões de passageiros, e de Congonhas, com cerca de 24 milhões. Parte do avanço veio da transferência de rotas do Santos Dumont, que passou a ter limites de operação.

A Aena já opera Congonhas, em São Paulo, e aeroportos como os de Recife, Maceió e João Pessoa. Com o Galeão, a empresa passa a administrar 18 terminais no Brasil.


O processo ainda tem duas etapas, segundo a Anac: a assinatura do termo aditivo de repactuação do contrato e o pagamento da contribuição inicial pela concessionária, como prevê o edital. As datas não foram divulgadas.

  • 30 de março de 2026Leilão na B3, vencido pela Aena
  • 6 de outubro de 2026Aena recebe todas as ações da concessionária
  • Próxima etapaAssinatura do termo aditivo e pagamento da contribuição inicial

Quem vai viajar no feriado de 12 de outubro deve seguir as orientações da própria companhia aérea sobre horários e embarque. Para voos internacionais, confira a validade do documento com antecedência: o passaporte brasileiro é pedido à Polícia Federal pela internet, com agendamento.

Perguntas frequentes

Quem administra o aeroporto do Galeão agora?

A espanhola Aena, que recebeu em 6 de outubro de 2026 todas as ações da Concessionária do Aeroporto do Rio de Janeiro, segundo a Anac. A empresa venceu o leilão de 30 de março com lance de R$ 2,9 bilhões.

O que muda para quem vai embarcar no Galeão?

A troca é de controle da concessionária e não interrompe a operação. Voos, horários e remarcações continuam a cargo das companhias aéreas.

Quantos aeroportos a Aena administra no Brasil?

Com o Galeão, são 18, entre eles Congonhas, em São Paulo, e os aeroportos de Recife, Maceió e João Pessoa.

Quanto a Aena pagou pelo Galeão?

O lance vencedor foi de R$ 2,9 bilhões em contribuição inicial ao Fundo Nacional de Aviação Civil, ágio de 210,88% sobre o mínimo de R$ 932,83 milhões, segundo a Anac e o Ministério de Portos e Aeroportos.

#Galeão#Aena#Anac#RioDeJaneiro#Aeroportos

Enquete do leitor

Com que frequência você usa o aeroporto do Galeão?

Enquete aberta, sem valor estatístico. Todas as enquetes

Mais sobre o assunto

Últimas de Economia

Todas as matérias de Economia →

O que você achou desta matéria?

O Ouviram confere cada dado em fontes oficiais e separa informação de opinião. Como trabalhamos · Achou um erro? Avise a redação

Debate : leia e comente

Comente com respeito. Leia as regras de participação: sem ofensas, sem dados pessoais de terceiros, sem links.

    Em alta agora

    1. Nunes marquesTSE tem sete ministros e é presidido por Nunes Marques; Paulo Gonet comanda a PGR
    2. Br-040Engavetamento com ao menos 20 veículos fecha a BR-040 em Nova Lima, sentido BH; 6 feridos
    3. DinheiroAbono do PIS/Pasep de até R$ 1.621 pode ser sacado até 30 de dezembro de 2026
    4. Primeiro vooVoos regionais do VOA + SC ligam dez cidades catarinenses a partir de 3 de novembro