PIBExplicador

PIB do Brasil em 2026: valor em reais chega a R$ 13,2 trilhões em quatro trimestres

Em dólares, a economia brasileira deve fechar o ano em US$ 2,65 trilhões e em 10º lugar no mundo, pelas contas do FMI divulgadas em 13 de outubro.

Colheitadeiras descarregam soja em caminhão contra o sol, em lavoura de Goiatuba (GO)
Colheitadeiras descarregam soja em caminhão durante a colheita em Goiatuba, em Goiás, em imagem de 2013.Foto: Tiago Firmino Boaven… / Wikimedia Commons · CC BY 3.0

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil somou R$ 13,19 trilhões nos quatro trimestres encerrados em junho de 2026, segundo o IBGE. Em dólares, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estima US$ 2,65 trilhões para o ano, o que faz do país a 10ª maior economia do mundo.

O PIB é a soma de tudo o que o país produz em bens e serviços, da colheita de soja em Mato Grosso ao corte de cabelo no salão. Ele cresce em ritmo moderado: subiu 0,5% no 2º trimestre em relação ao 1º e 2,0% sobre o mesmo período de 2025, segundo o IBGE.

O número importa para o seu bolso de forma direta. O crescimento do PIB entra na conta do reajuste do salário mínimo e serve de base para o Orçamento federal. Também é um dos dados que o Banco Central acompanha ao decidir os juros.

  • PIB em quatro trimestresR$ 13,19 trilhões, de julho de 2025 a junho de 2026 (IBGE)
  • PIB do 2º trimestre de 2026R$ 3,43 trilhões (IBGE)
  • PIB de 2025R$ 12,7 trilhões, alta de 2,3% (IBGE)
  • Em dólaresUS$ 2,65 trilhões em 2026 (FMI)
  • Ranking mundial10º lugar em 2026 e 8º previsto para 2027 (FMI)
  • Por habitanteUS$ 12.397 em 2026 (FMI)
  • Previsão para 20261,83% (Focus), 2,0% (Ministério da Fazenda) e 2,2% (FMI)
  • Próxima divulgação2 de dezembro de 2026, com o 3º trimestre (IBGE)

R$ 13,19 trilhões

é o valor do PIB somado nos quatro trimestres até junho de 2026, em reais correntes

Fonte: IBGE, setembro de 2026

Link para este dado

Quanto é o PIB do Brasil em 2026 em reais e em dólar

O IBGE só fecha o PIB do ano inteiro de 2026 em 2 de março de 2027, quando sai o resultado do 4º trimestre. Até lá, a melhor resposta para quem pergunta o valor do PIB é a soma dos últimos quatro trimestres já medidos.

Somados, os trimestres de julho de 2025 a junho de 2026 dão R$ 13,19 trilhões, pelos valores das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE. Só o 1º semestre de 2026 somou R$ 6,68 trilhões, contra R$ 6,23 trilhões no mesmo período de 2025.

Essa diferença em reais, de 7,3%, é maior do que o crescimento de verdade. Ela inclui a inflação, que aumenta o valor da produção mesmo quando a quantidade produzida não muda. Descontada a alta de preços, o PIB do semestre cresceu 1,9%, segundo o IBGE.

A tabela mostra os últimos oito trimestres. Os valores em reais não têm ajuste sazonal. Por isso o 1º trimestre costuma ser menor que o 4º, mesmo quando a economia cresce, por efeito das férias e do carnaval.

TrimestrePIB (R$ bilhões)Sobre o trimestre anteriorSobre o mesmo trimestre do ano anterior
3º tri 20243.015,90,9%4,1%
4º tri 20243.063,70,1%3,6%
1º tri 20253.024,71,3%3,1%
2º tri 20253.200,30,4%2,4%
3º tri 20253.235,70,1%1,8%
4º tri 20253.277,80,2%1,8%
1º tri 20263.251,01,1%1,8%
2º tri 20263.425,70,5%2,0%

Fonte: IBGE, Contas Nacionais Trimestrais, setembro de 2026 (variação sobre o trimestre anterior com ajuste sazonal).

Link para este dado

Nos oito trimestres da tabela, a economia não encolheu nenhuma vez na comparação com os três meses anteriores. Na série revisada do IBGE, são 20 trimestres seguidos sem queda, desde o 3º trimestre de 2021.

Em dólares, o PIB brasileiro deve somar US$ 2,65 trilhões em 2026, segundo o World Economic Outlook, o relatório do FMI publicado em 13 de outubro. Com esse valor, o Brasil passa o Canadá e chega ao 10º lugar entre as maiores economias do mundo.

Para 2027, o FMI projeta US$ 2,80 trilhões e mais dois degraus. O Brasil ultrapassaria Itália e Rússia e ficaria em 8º lugar, como mostra o ranking das maiores economias do mundo publicado pelo Ouviram.

PIB do Brasil em dólares quase dobra entre 2020 e 2027 (US$ bilhões)
20201.476
20252.280
20262.655
20272.796

Fonte: FMI, World Economic Outlook, outubro de 2026 (2026 e 2027 são projeções)

Link para este dado

O valor em dólares sobe muito mais do que a economia cresce de fato. Ele depende de três coisas: o crescimento real, a inflação em reais e o câmbio médio do ano. Um real mais forte faz a mesma produção valer mais dólares, e um real mais fraco faz o contrário.

Por isso, o PIB em dólar muda com a cotação do dólar. No Focus de 16 de outubro, o mercado prevê o dólar a R$ 5,13 no fim de 2026 e a R$ 5,22 no fim de 2027, segundo o Banco Central.

Dividido pela população, o PIB brasileiro dá US$ 12.397 por habitante em 2026, segundo o FMI. É o 18º valor entre as 20 maiores economias, atrás de México e China. Em reais, o IBGE calculou o PIB per capita de 2025 em R$ 59.687,49.

O FMI faz ainda um segundo ranking, pela paridade do poder de compra (PPC). Nele, o PIB de cada país é ajustado pelo custo de vida local. Nessa conta, a economia brasileira vale US$ 5,27 trilhões e sobe para o 8º lugar no mundo.

Os setores que puxaram e a previsão para 2026 e 2027

No 2º trimestre de 2026, a agropecuária foi o destaque. O setor cresceu 2,8% sobre o 1º trimestre, contra 0,2% dos serviços e 0,1% da indústria, segundo o IBGE.

Na comparação com o mesmo período de 2025, a alta do campo chegou a 6,8%. O IBGE atribui o resultado à pecuária e ao ganho de produção e produtividade da soja, de 5,3%, e do café, de 15,1%. O arroz caiu 11,3% e o algodão, 6,7%.

Petróleo, tecnologia e campo lideram o crescimento do 2º trimestre (% sobre o 2º trimestre de 2025)
Indústrias extrativas12,0
Informação e comunicação8,4
Agropecuária6,8
PIB2,0
Serviços1,5
Indústria1,5

Fonte: IBGE, Contas Nacionais Trimestrais, setembro de 2026

Link para este dado

Na indústria, quem puxou foi a extração de petróleo e gás. As indústrias extrativas subiram 12,0% em um ano, segundo o IBGE, enquanto a indústria de transformação, a das fábricas, recuou 0,9%. A construção cresceu 1,0%.

Nos serviços, todos os ramos cresceram na comparação anual. O maior avanço foi o de informação e comunicação, de 8,4%, que reúne telecomunicações, internet e programas de computador. As atividades imobiliárias subiram 2,2%.

O efeito desse desenho muda de região para região. A soja pesa mais no Centro-Oeste, no Sul e no Matopiba, área entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O café é força de Minas Gerais e do Espírito Santo, e o petróleo, do litoral do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Pelo lado de quem gasta, o quadro foi misto. O consumo das famílias caiu 0,4% sobre o 1º trimestre, enquanto os investimentos em máquinas, equipamentos e obras subiram 1,2%, segundo o IBGE. A taxa de investimento ficou em 16,1% do PIB, abaixo dos 16,6% de um ano antes.

As três projeções mais acompanhadas apontam crescimento em 2026, entre 1,8% e 2,2%. Para 2027, os números se afastam mais: o mercado espera desaceleração, e o Ministério da Fazenda, uma alta maior que a deste ano.

Quem projetaData20262027
Boletim Focus (mercado, Banco Central)16 de outubro1,83%1,32%
Ministério da Fazenda (Boletim Macrofiscal)22 de setembro2,0%2,3%
FMI (World Economic Outlook)13 de outubro2,2%1,9%

Fonte: Banco Central, Ministério da Fazenda e FMI, 2026.

Link para este dado

O Focus reúne as previsões de bancos, corretoras e gestoras e sai toda segunda-feira. Na edição de 16 de outubro, 105 instituições tinham respondido sobre o PIB nos 30 dias anteriores, segundo o Banco Central. Há quatro semanas, a mediana para 2026 era de 1,88%, e a de 2027, de 1,43%. As duas foram revisadas para baixo desde então.

A Secretaria de Política Econômica da Fazenda também cortou a sua estimativa em setembro, de 2,3% para 2,0% em 2026 e de 2,5% para 2,3% em 2027. No boletim, a secretaria atribuiu a revisão sobretudo aos juros ainda altos, que pesam mais sobre serviços e indústria, como mostra a matéria sobre Selic, Copom e inflação.

Para o 3º trimestre, a Fazenda projeta alta de 1,8% sobre o mesmo período de 2025, um pouco abaixo dos 2,0% do 2º trimestre. O resultado oficial sai em 2 de dezembro.

A economia cresce todo ano desde 2021, em ritmo menor em 2025 (% ao ano)
20214,8
20223,0
20233,2
20243,4
20252,3

Fonte: IBGE, Contas Nacionais Trimestrais, setembro de 2026 (série revisada)

Link para este dado

Como o PIB é calculado e onde ele chega ao seu bolso

O IBGE mede o PIB de duas formas principais, que precisam chegar ao mesmo número. A primeira olha quem produz: agropecuária, indústria e serviços. A segunda olha quem gasta: famílias, governo, empresas que investem e o resto do mundo, que compra nossas exportações.

Do lado da produção, o que conta é o valor adicionado, ou seja, o que cada empresa acrescenta ao que comprou. Uma padaria em Recife que vende R$ 10 mil em pães e gasta R$ 6 mil com farinha, gás e luz adiciona R$ 4 mil à economia. Somar as vendas inteiras contaria a farinha duas vezes.

No 2º trimestre de 2026, o valor adicionado de todos os setores somou R$ 2,9 trilhões, segundo o IBGE. Com mais R$ 487,9 bilhões de impostos sobre produtos, já descontados os subsídios, chega-se aos R$ 3,4 trilhões do PIB do trimestre.

Os serviços são a maior parte da economia, de longe. No 1º semestre de 2026, eles responderam por 69,0% do valor adicionado, a indústria por 23,4% e a agropecuária por 7,6%, pelas contas trimestrais do IBGE. O campo pesa pouco no total, mas mexe muito no resultado, porque varia mais de um ano para o outro.

Os números trimestrais são revisados a cada nova divulgação, quando chegam dados mais completos. Por isso uma taxa publicada hoje pode mudar alguns décimos nos meses seguintes.

O crescimento do PIB chega ao bolso por um caminho bem concreto: o reajuste do salário mínimo. Pela Lei 14.663/2023, o piso sobe pela inflação do INPC em 12 meses até novembro mais o crescimento do PIB de dois anos antes.

O ganho acima da inflação tem limites. Pela Lei 15.077/2024, ele não pode passar de 2,5% nem ficar abaixo de 0,6%. Em 2026, o PIB de 2024 cresceu 3,4%, mas o ganho real ficou travado em 2,5%, e o mínimo foi a R$ 1.621.

Para 2027, a conta usa o PIB de 2025, de 2,3%, que fica dentro do limite. O projeto de Orçamento enviado ao Congresso prevê mínimo de R$ 1.741, segundo o Ministério do Planejamento e Orçamento. O valor final depende do INPC de novembro.

Se você ganha um salário mínimo, o PIB de 2026 já tem endereço: ele vai definir o ganho real do piso de 2028. O mesmo vale para aposentados e pensionistas do INSS que recebem o piso e para o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que segue o mínimo.

O PIB também serve de régua para as contas públicas. A dívida pública, o déficit e a carga de impostos são medidos como porcentagem do PIB.


O IBGE divulga o PIB do 3º trimestre de 2026 em 2 de dezembro. O resultado do ano inteiro, com o 4º trimestre, sai em 2 de março de 2027, pelo calendário oficial do instituto.

Como citar: Ouviram (20 out. 2026). «PIB do Brasil em 2026: valor em reais chega a R$ 13,2 trilhões em quatro trimestres». ouviram.com.br/economia/pib-do-brasil-2026-valor-em-reais-e-em-dolar

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

Qual foi o PIB do Brasil em 2025?

O IBGE calculou o PIB de 2025 em R$ 12,7 trilhões, com crescimento de 2,3% sobre 2024. O PIB por habitante ficou em R$ 59.687,49 no ano.

O PIB do Brasil está crescendo ou caindo?

Está crescendo. Nos oito trimestres entre julho de 2024 e junho de 2026, as taxas sobre o trimestre anterior ficaram entre 0,1% e 1,3%, segundo o IBGE. O maior salto foi o do 1º trimestre de 2025.

Qual a diferença entre PIB nominal e PIB real?

O nominal é o valor em reais do ano, com a inflação dentro. O real desconta a alta de preços e mostra quanto a produção aumentou de fato. Os R$ 13,19 trilhões são nominais; o crescimento de 1,9% é real.

O que é recessão técnica?

É o nome que economistas dão a dois trimestres seguidos de queda do PIB, na série com ajuste sazonal do IBGE. O Brasil está longe disso: desde o 3º trimestre de 2021, foram 20 trimestres seguidos sem queda, pela série revisada do IBGE.

Quanto vale o PIB do Brasil em dólar hoje?

O FMI estima US$ 2,65 trilhões para 2026, convertidos pelo câmbio médio do ano. O valor muda com a cotação: o mercado prevê o dólar a R$ 5,13 no fim de 2026, segundo o Focus de 16 de outubro.

#PIB#IBGE#BancoCentral#FMI#MinistérioDaFazenda

Informar um erro nesta matéria · Correções publicadas

Mais sobre o assunto

Últimas de Economia

Todas as matérias de Economia →

  1. 1. Qual setor mais cresceu no 2º trimestre de 2026 em relação ao 1º?

  2. 2. Quanto o PIB do Brasil cresceu em 2025?

  3. 3. Que fatia da produção do país vem dos serviços?

O que você achou desta matéria?

O Ouviram confere cada dado em fontes oficiais e separa informação de opinião. Como trabalhamos · Achou um erro? Avise a redação

Debate : leia e comente

Comente com respeito. Leia as regras de participação: sem ofensas, sem dados pessoais de terceiros, sem links.

    Em alta agora

    1. 20 de outubroSine vagas de emprego: como consultar hoje pelo celular e se cadastrar de graça
    2. BrasilEconomia da Argentina em 2026: inflação de 33,4% em 12 meses, sete vezes a do Brasil
    3. Mega-Sena hojeAcumulada: Mega-Sena sorteia R$ 185 milhões hoje; veja o último resultado
    4. 2º turnoQuem ganhou na sua cidade: o resultado nos 5.570 municípios