PIBGuia
PIB da América Latina em 2026: Brasil lidera com US$ 2,65 trilhões, um terço da região
O México vem em segundo, com US$ 2,18 trilhões, e o Uruguai tem a maior renda por habitante, US$ 27.339, pelas projeções de outubro do Fundo.

O Brasil terá a maior economia da América Latina em 2026, com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,65 trilhões, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). A projeção está no World Economic Outlook de outubro de 2026, e o valor equivale a 32,3% de tudo o que a América Latina e o Caribe produzem.
O México aparece em segundo lugar, com US$ 2,18 trilhões, e a Argentina em terceiro, com US$ 768 bilhões. Os três somam mais de dois terços da economia regional, que o FMI calcula em US$ 8,23 trilhões neste ano.
O tamanho em dólares importa para quem trabalha com comércio exterior, turismo e investimento. Ele mostra o peso de cada mercado na região e muda com o câmbio. O PIB brasileiro em dólares sobe 16,4% de 2025 para 2026, embora o crescimento real da produção seja de 2,2%.
- Maior PIBBrasil, US$ 2,65 trilhões
- Maior PIB per capitaUruguai, US$ 27.339
- Crescimento da região2,3% em 2026 e 2,5% em 2027
- Maior crescimento em 2026, fora a GuianaPanamá e Venezuela, 5,0%
- Inflação média da região6,8% em 2026
- FonteFMI, World Economic Outlook de outubro de 2026
| Posição | País | PIB 2026 (US$ bilhões) | PIB per capita (US$) | Crescimento 2026 | Inflação 2026 |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Brasil | 2.654,8 | 12.397 | 2,2% | 4,4% |
| 2º | México | 2.176,2 | 16.191 | 1,5% | 3,8% |
| 3º | Argentina | 768,2 | 16.021 | 2,1% | 32,5% |
| 4º | Colômbia | 572,7 | 10.726 | 2,2% | 6,0% |
| 5º | Chile | 402,2 | 19.961 | 0,6% | 3,7% |
| 6º | Peru | 399,6 | 11.498 | 3,0% | 3,8% |
| 7º | República Dominicana | 145,4 | 13.245 | 4,6% | 5,1% |
| 8º | Equador | 138,2 | 7.575 | 2,7% | 2,0% |
| 9º | Guatemala | 132,3 | 6.980 | 4,0% | 3,0% |
| 10º | Venezuela | 124,2 | 4.355 | 5,0% | 467,9% |
| 11º | Costa Rica | 115,3 | 21.282 | 3,3% | -0,8% |
| 12º | Panamá | 96,5 | 20.877 | 5,0% | 1,8% |
| 13º | Uruguai | 95,2 | 27.339 | 1,3% | 4,0% |
| 14º | Paraguai | 64,0 | 9.907 | 4,5% | 3,1% |
| 15º | Bolívia | 53,8 | 4.223 | -3,0% | 12,7% |
| 16º | Honduras | 41,0 | 3.663 | 3,3% | 5,6% |
| 17º | Haiti | 39,4 | 3.095 | -1,7% | 21,5% |
| 18º | El Salvador | 39,4 | 6.124 | 4,5% | 2,7% |
| 19º | Nicarágua | 25,4 | 3.732 | 3,8% | 3,5% |
Fonte: FMI, World Economic Outlook, outubro de 2026. Inflação: média anual de preços ao consumidor. Valores de 2026 são projeções.
As três maiores economias da América Latina em 2026 são Brasil, México e Argentina, segundo o World Economic Outlook do FMI de outubro de 2026. Colômbia, Chile e Peru completam o grupo dos seis países com PIB acima de US$ 390 bilhões.
32,3%
é a fatia do Brasil no PIB da América Latina e Caribe em 2026, de US$ 8,23 trilhões
Fonte: FMI, outubro de 2026
A distância entre os dois primeiros é de US$ 478,5 bilhões, mais que o PIB inteiro do Chile. Pela paridade do poder de compra, que corrige as diferenças de preço entre os países, a vantagem brasileira é maior. São US$ 5,27 trilhões, contra US$ 3,59 trilhões do México.
| Indicador | Brasil | México | Argentina |
|---|---|---|---|
| PIB 2025 (US$ bilhões) | 2.279,9 | 1.835,0 | 683,6 |
| PIB 2026 (US$ bilhões) | 2.654,8 | 2.176,2 | 768,2 |
| PIB 2027 (US$ bilhões) | 2.796,1 | 2.314,5 | 762,3 |
| PIB per capita 2026 (US$) | 12.397 | 16.191 | 16.021 |
| PIB pela paridade do poder de compra 2026 (US$ bilhões) | 5.266,5 | 3.594,4 | 1.577,5 |
| Crescimento 2026 | 2,2% | 1,5% | 2,1% |
| Crescimento 2027 | 1,9% | 1,8% | 3,5% |
| Inflação 2026 | 4,4% | 3,8% | 32,5% |
Fonte: FMI, World Economic Outlook, outubro de 2026.
No caso brasileiro, o dado do FMI conversa com as contas nacionais. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 0,5% no 2º trimestre de 2026 e 2,0% em relação ao mesmo período de 2025. O detalhamento em reais e as previsões do mercado estão no guia do PIB do Brasil em 2026.
A Argentina tem outro desenho nos números em dólar. O PIB sobe de US$ 683,6 bilhões em 2025 para US$ 768,2 bilhões em 2026.
Em 2027, recua levemente, para US$ 762,3 bilhões, mesmo com crescimento real projetado de 3,5%. A diferença vem do câmbio e da inflação, que o FMI estima em 32,5% neste ano. O quadro completo do país vizinho está em economia da Argentina em 2026.
Na comparação com o mundo, o Brasil é a 10ª maior economia em 2026 e deve subir para o 8º lugar em 2027, pelas mesmas projeções. A lista completa está no ranking das maiores economias do mundo.
PIB per capita da América Latina: Uruguai na frente
O Uruguai tem o maior PIB per capita da América Latina em 2026, de US$ 27.339 por habitante, segundo o FMI em outubro de 2026. Costa Rica (US$ 21.282), Panamá (US$ 20.877) e Chile (US$ 19.961) vêm em seguida, e o Brasil aparece em 8º lugar, com US$ 12.397.
Fonte: FMI, World Economic Outlook, outubro de 2026
O PIB per capita divide a produção total pelo número de habitantes. Por isso, países pequenos e com renda média alta, como Uruguai e Panamá, ficam à frente das maiores economias. O Brasil, com mais de 210 milhões de habitantes, segundo o IBGE, fica no meio da tabela.
Na outra ponta, Haiti (US$ 3.095), Honduras (US$ 3.663) e Nicarágua (US$ 3.732) têm a menor renda por habitante. A média da América Latina e do Caribe é de US$ 12.478, praticamente igual à brasileira, pelos cálculos do FMI.
Ranking do PIB da América do Sul
O Brasil responde por 49,9% do PIB dos 12 países da América do Sul em 2026, de US$ 5,32 trilhões somados, pelos dados do FMI de outubro de 2026. A Argentina vem em segundo, com US$ 768 bilhões, seguida de Colômbia, Chile e Peru.
| Posição | País | PIB 2026 (US$ bilhões) | PIB per capita (US$) | Crescimento 2026 |
|---|---|---|---|---|
| 1º | Brasil | 2.654,8 | 12.397 | 2,2% |
| 2º | Argentina | 768,2 | 16.021 | 2,1% |
| 3º | Colômbia | 572,7 | 10.726 | 2,2% |
| 4º | Chile | 402,2 | 19.961 | 0,6% |
| 5º | Peru | 399,6 | 11.498 | 3,0% |
| 6º | Equador | 138,2 | 7.575 | 2,7% |
| 7º | Venezuela | 124,2 | 4.355 | 5,0% |
| 8º | Uruguai | 95,2 | 27.339 | 1,3% |
| 9º | Paraguai | 64,0 | 9.907 | 4,5% |
| 10º | Bolívia | 53,8 | 4.223 | -3,0% |
| 11º | Guiana | 40,3 | 38.572 | 22,3% |
| 12º | Suriname | 6,0 | 8.965 | 4,0% |
Fonte: FMI, World Economic Outlook, outubro de 2026.
A Guiana é o caso que mais chama atenção no continente. Com a produção de petróleo em alta, o país deve crescer 22,3% em 2026, depois de 19,3% em 2025, segundo o FMI. O PIB per capita chega a US$ 38.572, o maior da América do Sul.
A Guiana e o Suriname, de línguas inglesa e holandesa, nem sempre entram nas listas de América Latina, mas fazem parte do agregado de América Latina e Caribe do FMI. Por isso aparecem nesta tabela e ficam fora do ranking principal, que segue os países latino-americanos.
Para o Paraguai, vizinho e sócio do Brasil no Mercosul, o FMI projeta alta de 4,5% em 2026, uma das maiores da região. Na América Central, a Guatemala tem a maior economia, com US$ 132,3 bilhões, e os seis países de língua espanhola da região somam US$ 449,7 bilhões.
Crescimento e inflação em 2026 e 2027
A América Latina e o Caribe devem crescer 2,3% em 2026 e 2,5% em 2027, segundo o World Economic Outlook do FMI de outubro de 2026. O ritmo fica abaixo da média mundial, de 3,1% neste ano e 3,4% no próximo, e o Brasil, com 2,2%, cresce perto da média da região.
Fora a Guiana, as maiores altas previstas para 2026 estão no Panamá e na Venezuela, com 5,0% cada. Depois vêm República Dominicana (4,6%), Paraguai e El Salvador (4,5%) e Guatemala (4,0%). Só dois países devem encolher: Bolívia (-3,0%) e Haiti (-1,7%).
Para 2027, o FMI projeta retomada em boa parte da região. A Argentina passa de 2,1% para 3,5%, o Chile de 0,6% para 2,6% e o México de 1,5% para 1,8%. No Brasil, a projeção é de 1,9%.
A inflação média da região deve ficar em 6,8% em 2026 e cair para 5,7% em 2027, pelas contas do FMI. O número é puxado por Venezuela (467,9%), Argentina (32,5%) e Haiti (21,5%), com a Bolívia logo atrás (12,7%). Fora esses casos, a maior parte da região tem inflação entre 2% e 6%.
Só a Costa Rica deve ter deflação em 2026, isto é, queda média de preços, de 0,8%. No Brasil, o FMI projeta inflação de 4,4% em 2026 e de 4,1% em 2027.
A projeção brasileira fica dentro do intervalo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Para o leitor, inflação menor significa salário que perde menos poder de compra ao longo do ano.
No México, a inflação prevista é de 3,8% em 2026 e 3,6% em 2027. Chile e Peru também ficam abaixo de 4%, e o Uruguai, em 4,0%. A Colômbia, com 6,0%, tem a taxa mais alta entre as cinco maiores economias sul-americanas depois da Argentina.
As projeções do FMI são revistas a cada edição e mudam com o câmbio, os juros e os preços das matérias-primas, como petróleo, soja e minério. Os números de 2026 ainda são estimativas, e os definitivos saem ao longo de 2027, quando cada país fecha as próprias contas.
No Brasil, o IBGE divulga o PIB do 3º trimestre de 2026 em 2 de dezembro e o resultado do ano inteiro em 2 de março de 2027. A próxima edição completa do World Economic Outlook, com novos números para toda a região, sai em abril de 2027.
Como calculamos. Somamos o PIB de 2026 em dólares dos 12 países sul-americanos no World Economic Outlook do FMI de outubro de 2026. A fatia do Brasil é o valor brasileiro dividido por esse total. A participação na América Latina e Caribe usa o agregado regional publicado pelo próprio FMI.
Como citar: Ouviram (24 out. 2026). «PIB da América Latina em 2026: Brasil lidera com US$ 2,65 trilhões, um terço da região». ouviram.com.br/economia/pib-da-america-latina-2026-ranking-dos-paises-fmi
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre PIB e PIB per capita?
O PIB soma tudo o que um país produz em bens e serviços num ano. O PIB per capita divide esse total pelo número de habitantes e serve para comparar o nível de renda média entre países de tamanhos diferentes.
O que é PIB pela paridade do poder de compra?
É o PIB convertido por uma taxa que iguala o custo de uma mesma cesta de produtos em todos os países. A conta corrige as diferenças de preço e mostra melhor o volume real de produção de cada economia.
Quando o FMI divulga novas projeções para a América Latina?
O FMI publica o World Economic Outlook completo duas vezes por ano, em abril e em outubro, com atualizações parciais em janeiro e julho. A próxima edição completa sai em abril de 2027.
Por que Cuba não aparece no ranking do FMI?
Cuba não é membro do FMI, e o Fundo não publica projeções de PIB, crescimento ou inflação para o país.
Qual a diferença entre América Latina e América do Sul?
A América do Sul reúne os 12 países independentes do continente sul-americano. A América Latina é mais ampla e inclui também o México, a América Central e países do Caribe de língua espanhola, francesa e portuguesa.
Informar um erro nesta matéria · Correções publicadas
Mais sobre o assunto
Últimas de Economia
- Taxa de desemprego por estado: Amapá tem a maior, 9,8%, e Santa Catarina a menor, 2,1%
- Salário médio no Brasil é de R$ 3.738, e o Distrito Federal paga o maior
- Desenrola 2026: como renegociar dívidas agora e quando começa o Desenrola 3.0
- Fundo imobiliário tem rendimento isento de IR se tiver 100 cotistas e cotas só em bolsa
- Imposto de Renda 2027: quem deve declarar, a isenção até R$ 60 mil e o que ainda falta sair
1. Qual país tem o maior PIB per capita da América Latina em 2026, segundo o FMI?
O Uruguai lidera com US$ 27.339 por habitante, à frente de Costa Rica e Panamá, pelos dados do FMI de outubro de 2026.
2. Qual é a segunda maior economia da América Latina em 2026?
O México soma US$ 2,18 trilhões, atrás só do Brasil, com US$ 2,65 trilhões, segundo o FMI.
3. Que fatia do PIB da América Latina e Caribe o Brasil representa em 2026?
O Brasil responde por 32,3% dos US$ 8,23 trilhões da região, segundo o FMI.
O que você achou desta matéria?
O Ouviram confere cada dado em fontes oficiais e separa informação de opinião. Como trabalhamos · Achou um erro? Avise a redação





Comente com respeito. Leia as regras de participação: sem ofensas, sem dados pessoais de terceiros, sem links.