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PIB da América Latina em 2026: Brasil lidera com US$ 2,65 trilhões, um terço da região

O México vem em segundo, com US$ 2,18 trilhões, e o Uruguai tem a maior renda por habitante, US$ 27.339, pelas projeções de outubro do Fundo.

Prédios de São Paulo vistos do alto, até o horizonte
Prédios residenciais e comerciais se estendem até o horizonte em São Paulo, maior cidade do país, em imagem de 2011.Foto: Ana Paula Hirama / Flickr · CC BY-SA 2.0

O Brasil terá a maior economia da América Latina em 2026, com Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,65 trilhões, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). A projeção está no World Economic Outlook de outubro de 2026, e o valor equivale a 32,3% de tudo o que a América Latina e o Caribe produzem.

O México aparece em segundo lugar, com US$ 2,18 trilhões, e a Argentina em terceiro, com US$ 768 bilhões. Os três somam mais de dois terços da economia regional, que o FMI calcula em US$ 8,23 trilhões neste ano.

O tamanho em dólares importa para quem trabalha com comércio exterior, turismo e investimento. Ele mostra o peso de cada mercado na região e muda com o câmbio. O PIB brasileiro em dólares sobe 16,4% de 2025 para 2026, embora o crescimento real da produção seja de 2,2%.

  • Maior PIBBrasil, US$ 2,65 trilhões
  • Maior PIB per capitaUruguai, US$ 27.339
  • Crescimento da região2,3% em 2026 e 2,5% em 2027
  • Maior crescimento em 2026, fora a GuianaPanamá e Venezuela, 5,0%
  • Inflação média da região6,8% em 2026
  • FonteFMI, World Economic Outlook de outubro de 2026
PosiçãoPaísPIB 2026 (US$ bilhões)PIB per capita (US$)Crescimento 2026Inflação 2026
1ºBrasil2.654,812.3972,2%4,4%
2ºMéxico2.176,216.1911,5%3,8%
3ºArgentina768,216.0212,1%32,5%
4ºColômbia572,710.7262,2%6,0%
5ºChile402,219.9610,6%3,7%
6ºPeru399,611.4983,0%3,8%
7ºRepública Dominicana145,413.2454,6%5,1%
8ºEquador138,27.5752,7%2,0%
9ºGuatemala132,36.9804,0%3,0%
10ºVenezuela124,24.3555,0%467,9%
11ºCosta Rica115,321.2823,3%-0,8%
12ºPanamá96,520.8775,0%1,8%
13ºUruguai95,227.3391,3%4,0%
14ºParaguai64,09.9074,5%3,1%
15ºBolívia53,84.223-3,0%12,7%
16ºHonduras41,03.6633,3%5,6%
17ºHaiti39,43.095-1,7%21,5%
18ºEl Salvador39,46.1244,5%2,7%
19ºNicarágua25,43.7323,8%3,5%

Fonte: FMI, World Economic Outlook, outubro de 2026. Inflação: média anual de preços ao consumidor. Valores de 2026 são projeções.

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As três maiores economias da América Latina em 2026 são Brasil, México e Argentina, segundo o World Economic Outlook do FMI de outubro de 2026. Colômbia, Chile e Peru completam o grupo dos seis países com PIB acima de US$ 390 bilhões.

32,3%

é a fatia do Brasil no PIB da América Latina e Caribe em 2026, de US$ 8,23 trilhões

Fonte: FMI, outubro de 2026

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A distância entre os dois primeiros é de US$ 478,5 bilhões, mais que o PIB inteiro do Chile. Pela paridade do poder de compra, que corrige as diferenças de preço entre os países, a vantagem brasileira é maior. São US$ 5,27 trilhões, contra US$ 3,59 trilhões do México.

IndicadorBrasilMéxicoArgentina
PIB 2025 (US$ bilhões)2.279,91.835,0683,6
PIB 2026 (US$ bilhões)2.654,82.176,2768,2
PIB 2027 (US$ bilhões)2.796,12.314,5762,3
PIB per capita 2026 (US$)12.39716.19116.021
PIB pela paridade do poder de compra 2026 (US$ bilhões)5.266,53.594,41.577,5
Crescimento 20262,2%1,5%2,1%
Crescimento 20271,9%1,8%3,5%
Inflação 20264,4%3,8%32,5%

Fonte: FMI, World Economic Outlook, outubro de 2026.

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No caso brasileiro, o dado do FMI conversa com as contas nacionais. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 0,5% no 2º trimestre de 2026 e 2,0% em relação ao mesmo período de 2025. O detalhamento em reais e as previsões do mercado estão no guia do PIB do Brasil em 2026.

A Argentina tem outro desenho nos números em dólar. O PIB sobe de US$ 683,6 bilhões em 2025 para US$ 768,2 bilhões em 2026.

Em 2027, recua levemente, para US$ 762,3 bilhões, mesmo com crescimento real projetado de 3,5%. A diferença vem do câmbio e da inflação, que o FMI estima em 32,5% neste ano. O quadro completo do país vizinho está em economia da Argentina em 2026.

Na comparação com o mundo, o Brasil é a 10ª maior economia em 2026 e deve subir para o 8º lugar em 2027, pelas mesmas projeções. A lista completa está no ranking das maiores economias do mundo.

PIB per capita da América Latina: Uruguai na frente

O Uruguai tem o maior PIB per capita da América Latina em 2026, de US$ 27.339 por habitante, segundo o FMI em outubro de 2026. Costa Rica (US$ 21.282), Panamá (US$ 20.877) e Chile (US$ 19.961) vêm em seguida, e o Brasil aparece em 8º lugar, com US$ 12.397.

Uruguai tem a maior renda por habitante da região (PIB per capita em 2026, US$)
Uruguai27.339
Costa Rica21.282
Panamá20.877
Chile19.961
México16.191
Argentina16.021
República Dominicana13.245
Brasil12.397
Peru11.498
Colômbia10.726

Fonte: FMI, World Economic Outlook, outubro de 2026

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O PIB per capita divide a produção total pelo número de habitantes. Por isso, países pequenos e com renda média alta, como Uruguai e Panamá, ficam à frente das maiores economias. O Brasil, com mais de 210 milhões de habitantes, segundo o IBGE, fica no meio da tabela.

Na outra ponta, Haiti (US$ 3.095), Honduras (US$ 3.663) e Nicarágua (US$ 3.732) têm a menor renda por habitante. A média da América Latina e do Caribe é de US$ 12.478, praticamente igual à brasileira, pelos cálculos do FMI.

Ranking do PIB da América do Sul

O Brasil responde por 49,9% do PIB dos 12 países da América do Sul em 2026, de US$ 5,32 trilhões somados, pelos dados do FMI de outubro de 2026. A Argentina vem em segundo, com US$ 768 bilhões, seguida de Colômbia, Chile e Peru.

PosiçãoPaísPIB 2026 (US$ bilhões)PIB per capita (US$)Crescimento 2026
1ºBrasil2.654,812.3972,2%
2ºArgentina768,216.0212,1%
3ºColômbia572,710.7262,2%
4ºChile402,219.9610,6%
5ºPeru399,611.4983,0%
6ºEquador138,27.5752,7%
7ºVenezuela124,24.3555,0%
8ºUruguai95,227.3391,3%
9ºParaguai64,09.9074,5%
10ºBolívia53,84.223-3,0%
11ºGuiana40,338.57222,3%
12ºSuriname6,08.9654,0%

Fonte: FMI, World Economic Outlook, outubro de 2026.

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A Guiana é o caso que mais chama atenção no continente. Com a produção de petróleo em alta, o país deve crescer 22,3% em 2026, depois de 19,3% em 2025, segundo o FMI. O PIB per capita chega a US$ 38.572, o maior da América do Sul.

A Guiana e o Suriname, de línguas inglesa e holandesa, nem sempre entram nas listas de América Latina, mas fazem parte do agregado de América Latina e Caribe do FMI. Por isso aparecem nesta tabela e ficam fora do ranking principal, que segue os países latino-americanos.

Para o Paraguai, vizinho e sócio do Brasil no Mercosul, o FMI projeta alta de 4,5% em 2026, uma das maiores da região. Na América Central, a Guatemala tem a maior economia, com US$ 132,3 bilhões, e os seis países de língua espanhola da região somam US$ 449,7 bilhões.

Crescimento e inflação em 2026 e 2027

A América Latina e o Caribe devem crescer 2,3% em 2026 e 2,5% em 2027, segundo o World Economic Outlook do FMI de outubro de 2026. O ritmo fica abaixo da média mundial, de 3,1% neste ano e 3,4% no próximo, e o Brasil, com 2,2%, cresce perto da média da região.

Fora a Guiana, as maiores altas previstas para 2026 estão no Panamá e na Venezuela, com 5,0% cada. Depois vêm República Dominicana (4,6%), Paraguai e El Salvador (4,5%) e Guatemala (4,0%). Só dois países devem encolher: Bolívia (-3,0%) e Haiti (-1,7%).

Para 2027, o FMI projeta retomada em boa parte da região. A Argentina passa de 2,1% para 3,5%, o Chile de 0,6% para 2,6% e o México de 1,5% para 1,8%. No Brasil, a projeção é de 1,9%.

A inflação média da região deve ficar em 6,8% em 2026 e cair para 5,7% em 2027, pelas contas do FMI. O número é puxado por Venezuela (467,9%), Argentina (32,5%) e Haiti (21,5%), com a Bolívia logo atrás (12,7%). Fora esses casos, a maior parte da região tem inflação entre 2% e 6%.

Só a Costa Rica deve ter deflação em 2026, isto é, queda média de preços, de 0,8%. No Brasil, o FMI projeta inflação de 4,4% em 2026 e de 4,1% em 2027.

A projeção brasileira fica dentro do intervalo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3%, com tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Para o leitor, inflação menor significa salário que perde menos poder de compra ao longo do ano.

No México, a inflação prevista é de 3,8% em 2026 e 3,6% em 2027. Chile e Peru também ficam abaixo de 4%, e o Uruguai, em 4,0%. A Colômbia, com 6,0%, tem a taxa mais alta entre as cinco maiores economias sul-americanas depois da Argentina.


As projeções do FMI são revistas a cada edição e mudam com o câmbio, os juros e os preços das matérias-primas, como petróleo, soja e minério. Os números de 2026 ainda são estimativas, e os definitivos saem ao longo de 2027, quando cada país fecha as próprias contas.

No Brasil, o IBGE divulga o PIB do 3º trimestre de 2026 em 2 de dezembro e o resultado do ano inteiro em 2 de março de 2027. A próxima edição completa do World Economic Outlook, com novos números para toda a região, sai em abril de 2027.

Como calculamos. Somamos o PIB de 2026 em dólares dos 12 países sul-americanos no World Economic Outlook do FMI de outubro de 2026. A fatia do Brasil é o valor brasileiro dividido por esse total. A participação na América Latina e Caribe usa o agregado regional publicado pelo próprio FMI.

Como citar: Ouviram (24 out. 2026). «PIB da América Latina em 2026: Brasil lidera com US$ 2,65 trilhões, um terço da região». ouviram.com.br/economia/pib-da-america-latina-2026-ranking-dos-paises-fmi

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre PIB e PIB per capita?

O PIB soma tudo o que um país produz em bens e serviços num ano. O PIB per capita divide esse total pelo número de habitantes e serve para comparar o nível de renda média entre países de tamanhos diferentes.

O que é PIB pela paridade do poder de compra?

É o PIB convertido por uma taxa que iguala o custo de uma mesma cesta de produtos em todos os países. A conta corrige as diferenças de preço e mostra melhor o volume real de produção de cada economia.

Quando o FMI divulga novas projeções para a América Latina?

O FMI publica o World Economic Outlook completo duas vezes por ano, em abril e em outubro, com atualizações parciais em janeiro e julho. A próxima edição completa sai em abril de 2027.

Por que Cuba não aparece no ranking do FMI?

Cuba não é membro do FMI, e o Fundo não publica projeções de PIB, crescimento ou inflação para o país.

Qual a diferença entre América Latina e América do Sul?

A América do Sul reúne os 12 países independentes do continente sul-americano. A América Latina é mais ampla e inclui também o México, a América Central e países do Caribe de língua espanhola, francesa e portuguesa.

#FMI#AméricaLatina#PIB#México#Argentina

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  1. 1. Qual país tem o maior PIB per capita da América Latina em 2026, segundo o FMI?

  2. 2. Qual é a segunda maior economia da América Latina em 2026?

  3. 3. Que fatia do PIB da América Latina e Caribe o Brasil representa em 2026?

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