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PIB dos estados brasileiros: São Paulo concentra 31,5% da economia do país
O Distrito Federal gera R$ 129.790 por habitante, e o Acre e Mato Grosso do Sul cresceram mais de 13% em 2023, segundo as Contas Regionais.

São Paulo tem a maior economia entre os estados brasileiros, R$ 3,44 trilhões em 2023, segundo as Contas Regionais do IBGE. É 31,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Em PIB per capita, o Distrito Federal lidera, com R$ 129.790,44 por habitante.
O ano de 2023 é o mais recente da série, divulgada pelo IBGE em novembro de 2025. Naquele ano, o Brasil produziu R$ 10,94 trilhões em bens e serviços, e a economia cresceu 3,2% em volume, a medida que desconta a alta dos preços.
O tamanho da economia sozinho não diz qual estado é o mais rico para quem mora nele. São Paulo produz mais que as regiões Norte e Nordeste juntas, que somaram R$ 2,15 trilhões em 2023. Mas, dividida pela população, a produção paulista fica atrás da do Distrito Federal, onde o serviço público pesa mais.
- Maior PIBSão Paulo, R$ 3,44 trilhões (31,5% do Brasil)
- Menor PIBRoraima, R$ 25,1 bilhões (0,2% do Brasil)
- Maior PIB per capitaDistrito Federal, R$ 129.790,44
- Menor PIB per capitaMaranhão, R$ 22.020,63
- Maior crescimento em 2023Acre, 14,7%
- Ano de referência2023 (Contas Regionais divulgadas em novembro de 2025)
Ranking do PIB dos estados em 2023
O ranking do PIB dos estados em 2023, segundo as Contas Regionais do IBGE, tem São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais nos três primeiros lugares. Juntos, os três geraram 51,1% de tudo o que o Brasil produziu no ano. Roraima, Acre e Amapá têm as menores economias, com 0,2% a 0,3% do total cada um.
A tabela traz o valor do PIB de cada unidade, a fatia no total do país, o PIB per capita e o crescimento real de 2023. A última coluna mostra a atividade com maior peso no valor adicionado, que é a riqueza gerada pela produção antes dos impostos.
| Posição | Estado | PIB 2023 (R$ bilhões) | % do Brasil | PIB per capita (R$) | Crescimento em 2023 | Principal atividade (% do valor adicionado) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1º | São Paulo | 3.444,8 | 31,5% | 77.566,27 | 1,4% | Outros serviços (20,0%) |
| 2º | Rio de Janeiro | 1.172,9 | 10,7% | 73.052,55 | 5,7% | Indústria extrativa (26,2%) |
| 3º | Minas Gerais | 972,0 | 8,9% | 47.321,23 | 3,4% | Indústria de transformação (19,2%) |
| 4º | Paraná | 670,9 | 6,1% | 58.624,33 | 4,3% | Indústria de transformação (20,6%) |
| 5º | Rio Grande do Sul | 650,1 | 5,9% | 59.736,20 | 1,3% | Indústria de transformação (20,6%) |
| 6º | Santa Catarina | 513,4 | 4,7% | 67.459,74 | 1,9% | Indústria de transformação (22,8%) |
| 7º | Bahia | 431,0 | 3,9% | 30.476,54 | 2,3% | Administração pública (20,3%) |
| 8º | Distrito Federal | 365,7 | 3,3% | 129.790,44 | 3,3% | Administração pública (42,1%) |
| 9º | Goiás | 336,7 | 3,1% | 47.721,56 | 4,8% | Agropecuária (16,8%) |
| 10º | Mato Grosso | 273,0 | 2,5% | 74.620,05 | 12,9% | Agropecuária (33,6%) |
| 11º | Pernambuco | 270,5 | 2,5% | 29.857,27 | 2,4% | Administração pública (23,4%) |
| 12º | Pará | 254,5 | 2,3% | 31.347,59 | 1,4% | Administração pública (23,6%) |
| 13º | Ceará | 232,2 | 2,1% | 26.405,96 | 3,0% | Administração pública (24,8%) |
| 14º | Espírito Santo | 209,8 | 1,9% | 54.732,78 | 3,4% | Comércio (17,2%) |
| 15º | Mato Grosso do Sul | 184,4 | 1,7% | 66.884,75 | 13,4% | Agropecuária (25,9%) |
| 16º | Amazonas | 161,8 | 1,5% | 41.047,91 | 2,1% | Indústria de transformação (32,6%) |
| 17º | Maranhão | 149,2 | 1,4% | 22.020,63 | 3,6% | Administração pública (26,8%) |
| 18º | Rio Grande do Norte | 101,7 | 0,9% | 30.804,91 | 4,2% | Administração pública (29,3%) |
| 19º | Paraíba | 97,0 | 0,9% | 24.395,17 | 3,0% | Administração pública (32,0%) |
| 20º | Alagoas | 89,7 | 0,8% | 28.675,84 | 3,5% | Administração pública (25,4%) |
| 21º | Piauí | 80,9 | 0,7% | 24.736,15 | 3,1% | Administração pública (31,3%) |
| 22º | Rondônia | 76,5 | 0,7% | 48.353,38 | 1,3% | Administração pública (27,6%) |
| 23º | Tocantins | 64,3 | 0,6% | 42.553,36 | 7,9% | Administração pública (26,7%) |
| 24º | Sergipe | 60,8 | 0,6% | 27.518,80 | 3,1% | Administração pública (30,0%) |
| 25º | Amapá | 28,0 | 0,3% | 38.187,09 | 2,9% | Administração pública (48,3%) |
| 26º | Acre | 26,3 | 0,2% | 31.675,60 | 14,7% | Administração pública (38,5%) |
| 27º | Roraima | 25,1 | 0,2% | 39.460,54 | 4,2% | Administração pública (46,2%) |
Fonte: IBGE, Contas Regionais 2023, em parceria com os órgãos estaduais de estatística.
Na coluna de atividades, administração pública reúne administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social. Outros serviços é o grupo de hotéis e restaurantes, serviços profissionais, educação e saúde privadas e serviços pessoais, entre outros.
A administração pública é a atividade de maior peso em 16 das 27 unidades da Federação, quase todas no Norte e no Nordeste, segundo as Contas Regionais. A indústria de transformação lidera em cinco: Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Amazonas.
A agropecuária é a primeira atividade em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No país como um todo, os serviços somam 67,8% do valor adicionado, a indústria, 25,4%, e a agropecuária, 6,9%, segundo o IBGE.
31,5%
é a fatia de São Paulo no PIB do Brasil em 2023, abaixo dos 33,3% que o estado tinha em 2010
Fonte: IBGE, Contas Regionais 2023
Se somados os cinco maiores, com o Paraná e o Rio Grande do Sul, a fatia chega a 63,1% do PIB do país. No Rio de Janeiro, segundo colocado, a atividade de maior peso é a indústria extrativa, que inclui petróleo e gás, com 26,2% do valor adicionado do estado, segundo o IBGE.
No Sul, o Paraná foi a quarta economia do país em 2023, com R$ 670,9 bilhões, à frente do Rio Grande do Sul, com R$ 650,1 bilhões. Os dois estados trocaram de posição várias vezes desde 2010, segundo a série do IBGE. No Centro-Oeste, o Distrito Federal, com R$ 365,7 bilhões, fica à frente de Goiás, com R$ 336,7 bilhões, e de Mato Grosso, com R$ 273,0 bilhões.
No Nordeste, a Bahia lidera, com R$ 431,0 bilhões, seguida de Pernambuco, com R$ 270,5 bilhões, e do Ceará, com R$ 232,2 bilhões. No Norte, o Pará tem a maior economia, R$ 254,5 bilhões, e o Amazonas, sede da Zona Franca de Manaus, vem em segundo, com R$ 161,8 bilhões. Lá, a indústria de transformação responde por 32,6% do valor adicionado, a maior fatia do país nessa atividade.
PIB per capita por estado: Distrito Federal e Centro-Oeste na frente
O Distrito Federal tem o maior PIB per capita do Brasil, R$ 129.790,44 em 2023, segundo o IBGE, 2,4 vezes a média nacional, de R$ 53.886,67. São Paulo, com R$ 77.566,27, e Mato Grosso, com R$ 74.620,05, vêm em seguida. O menor valor é o do Maranhão, R$ 22.020,63.
A economia do Distrito Federal tem um perfil único. A administração pública responde por 42,1% do valor adicionado, e os serviços financeiros, por 20,8%, segundo as Contas Regionais. A indústria fica com 4,1%, e a agropecuária, com 0,5%.
Em Mato Grosso, terceiro colocado, o campo tem o maior peso. A agropecuária gera 33,6% do valor adicionado do estado, a maior fatia do país, e Mato Grosso do Sul, com 25,9%, aparece logo depois. Os dois estão entre os seis maiores PIBs per capita do país, ao lado de Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Fonte: IBGE, Contas Regionais 2023
Entre as regiões, o Centro-Oeste tem o maior PIB per capita, R$ 71.200,72, acima do Sudeste, com R$ 68.357,91, segundo o IBGE. O Sul tem R$ 61.274,54, o Norte, R$ 36.678,53, e o Nordeste, R$ 27.681,97.
Se você mora no Nordeste, lembre que o PIB per capita mede a produção dividida pelos moradores, não o salário de cada um. No Ceará, por exemplo, a administração pública e os outros serviços somam 43,4% do valor adicionado, o que mostra o peso dos serviços na economia do estado.
Quem mais cresceu e a concentração no Sudeste
O Acre teve o maior crescimento do PIB em 2023, 14,7% em volume, segundo as Contas Regionais do IBGE. Mato Grosso do Sul, com 13,4%, e Mato Grosso, com 12,9%, vêm em seguida, e Tocantins, com 7,9%, fecha o grupo dos que cresceram mais que o dobro da média nacional, de 3,2%.
Na outra ponta, Rio Grande do Sul e Rondônia cresceram 1,3%, e São Paulo e Pará, 1,4%. Nenhum estado teve queda do PIB em 2023. Entre as regiões, o Centro-Oeste avançou 7,6%, mais que o dobro do Norte e do Nordeste, com 2,9% cada um.
No prazo mais longo, a diferença é ainda maior. De 2010 a 2023, a economia de Mato Grosso cresceu 77,1% em volume, a de Roraima, 63,8%, e a de Tocantins, 59,4%, segundo a série do IBGE. O Brasil cresceu 15,1% no mesmo período, e o Espírito Santo, 4,7%, a menor alta entre os estados.
Esse ritmo desigual tirou peso do Sudeste. A região respondia por 56,1% do PIB do país em 2010 e caiu para 53,0% em 2023. O Centro-Oeste subiu de 9,1% para 10,6%, e o Sul, de 16,0% para 16,8%.
| Região | PIB 2023 (R$ bilhões) | % do Brasil em 2023 | % do Brasil em 2010 | PIB per capita (R$) | Crescimento em 2023 |
|---|---|---|---|---|---|
| Sudeste | 5.799,5 | 53,0% | 56,1% | 68.357,91 | 2,7% |
| Sul | 1.834,4 | 16,8% | 16,0% | 61.274,54 | 2,6% |
| Nordeste | 1.513,1 | 13,8% | 13,5% | 27.681,97 | 2,9% |
| Centro-Oeste | 1.159,8 | 10,6% | 9,1% | 71.200,72 | 7,6% |
| Norte | 636,6 | 5,8% | 5,3% | 36.678,53 | 2,9% |
Fonte: IBGE, Contas Regionais 2010 a 2023.
Mato Grosso é o exemplo mais claro da mudança. O estado tinha 1,5% do PIB do Brasil em 2010 e chegou a 2,5% em 2023, passando Ceará, Pará e Pernambuco no ranking. Santa Catarina foi de 4,0% para 4,7%, e Goiás, de 2,7% para 3,1%.
Para comparar com o país como um todo, o Ouviram acompanha o PIB do Brasil em 2026, em reais e em dólares, e o ranking do PIB da América Latina. A divisão da população entre os estados, usada no cálculo do PIB per capita, está no ranking dos estados por população.
As Contas Regionais saem com cerca de dois anos de defasagem: os números de 2023 foram divulgados em novembro de 2025. A edição com os dados de 2024 ainda não foi publicada e não consta no calendário de divulgações do IBGE para 2026.
Pelo calendário do instituto, o PIB do Brasil no 3º trimestre sai em 2 de dezembro de 2026, e o resultado fechado de 2026, em 2 de março de 2027.
Como citar: Ouviram (24 out. 2026). «PIB dos estados brasileiros: São Paulo concentra 31,5% da economia do país». ouviram.com.br/economia/pib-dos-estados-brasileiros-ranking-ibge
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
Qual foi o PIB do Brasil em 2025?
O IBGE calculou o PIB de 2025 em R$ 12,7 trilhões, com crescimento de 2,3% sobre 2024. A divisão por estado desse ano ainda não foi publicada.
O que é PIB per capita?
É o valor de tudo o que a economia produziu em um ano dividido pelo número de habitantes. Ele mede o tamanho da produção por pessoa, não quanto cada morador recebe.
Qual é a diferença entre PIB per capita e renda per capita?
O PIB per capita divide a produção pela população. O rendimento domiciliar per capita, medido pela PNAD Contínua do IBGE, mostra quanto as famílias de fato recebem por pessoa, somando salários, aposentadorias e benefícios.
Quem calcula o PIB de cada estado?
O IBGE, em parceria com os órgãos estaduais de estatística, as secretarias estaduais de governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Os números saem com cerca de dois anos de defasagem.
O que entra em administração pública no PIB?
O grupo reúne administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social. Inclui, por exemplo, salários de professores da rede pública, de servidores de hospitais estaduais e de órgãos federais.
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1. Qual unidade da Federação tem o maior PIB per capita do Brasil?
O Distrito Federal tem PIB per capita de R$ 129.790,44 em 2023, segundo o IBGE. São Paulo vem em segundo, com R$ 77.566,27.
2. Qual estado tem o segundo maior PIB do país?
O Rio de Janeiro gerou R$ 1,17 trilhão em 2023, à frente de Minas Gerais, com R$ 972 bilhões, segundo as Contas Regionais do IBGE.
3. Qual estado teve o maior crescimento do PIB em 2023?
O Acre cresceu 14,7% em volume em 2023, segundo o IBGE. Mato Grosso do Sul teve 13,4%, e Mato Grosso, 12,9%.
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