Taxa de desemprego por estado: Amapá tem a maior, 9,8%, e Santa Catarina a menor, 2,1%
No Brasil, a desocupação ficou em 5,4% no segundo trimestre de 2026, e o dado do terceiro trimestre sai em 18 de novembro.

O Amapá tem a maior taxa de desemprego do Brasil, 9,8%, e Santa Catarina a menor, 2,1%, no segundo trimestre de 2026. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No país, a taxa ficou em 5,4%.
É a menor taxa para um segundo trimestre desde o início da série, em 2012. Um ano antes, a desocupação estava em 5,8%. No segundo trimestre de 2021, sob os efeitos da pandemia, a taxa chegou a 14,2%.
Na leitura mais recente, de junho a agosto, o índice nacional ficou em 5,3%, mas esse recorte mensal não traz os estados.
Bahia, com 9,1%, e Piauí e Pernambuco, com 8,3% cada, vêm logo depois do Amapá. Na outra ponta, Mato Grosso, com 2,2%, e Espírito Santo, com 2,3%, acompanham Santa Catarina entre as menores taxas do país.
- Brasil5,4% no segundo trimestre de 2026
- Maior taxaAmapá, 9,8%
- Menor taxaSanta Catarina, 2,1%
- Região com mais desempregoNordeste, 7,6%
- Região com menos desempregoSul, 3,2%
- Informalidade no país37,4% dos ocupados
- Próximo dado nacional30 de outubro de 2026
- Próximo dado por estado18 de novembro de 2026
A taxa de desocupação mede, entre as pessoas de 14 anos ou mais na força de trabalho, a parcela que não trabalha, procurou emprego e estava disponível para começar. É o termômetro mais usado do mercado de trabalho e mostra, estado por estado, quantas pessoas procuram trabalho sem encontrar.
Taxa de desemprego em cada estado
A taxa de desocupação do segundo trimestre de 2026 varia de 2,1% em Santa Catarina a 9,8% no Amapá, segundo a PNAD Contínua do IBGE, divulgada em agosto. A tabela traz os 27 estados, a comparação com o mesmo trimestre de 2025, a subutilização e a informalidade.
| Posição | Estado | Desocupação (2º tri 2026) | Desocupação (2º tri 2025) | Subutilização | Informalidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Amapá | 9,8% | 6,9% | 14,5% | 44,5% |
| 2º | Bahia | 9,1% | 9,1% | 24,0% | 50,7% |
| 3º | Piauí | 8,3% | 8,5% | 26,6% | 49,5% |
| 3º | Pernambuco | 8,3% | 10,4% | 21,0% | 45,4% |
| 5º | Alagoas | 7,9% | 7,5% | 23,4% | 43,4% |
| 5º | Sergipe | 7,9% | 8,1% | 20,9% | 47,3% |
| 7º | Amazonas | 7,5% | 7,7% | 13,8% | 51,7% |
| 8º | Rio de Janeiro | 7,1% | 8,1% | 13,0% | 37,1% |
| 9º | Acre | 6,6% | 7,3% | 18,3% | 43,7% |
| 9º | Ceará | 6,6% | 6,6% | 17,2% | 48,7% |
| 11º | Distrito Federal | 6,5% | 8,7% | 13,7% | 28,7% |
| 12º | Pará | 6,2% | 6,9% | 19,5% | 55,9% |
| 13º | Maranhão | 6,0% | 6,6% | 22,7% | 56,9% |
| 14º | Rio Grande do Norte | 5,6% | 7,5% | 16,3% | 41,3% |
| 15º | Paraíba | 5,4% | 7,0% | 17,1% | 45,8% |
| 15º | São Paulo | 5,4% | 5,1% | 10,3% | 30,1% |
| 17º | Roraima | 5,0% | 5,9% | 13,0% | 42,7% |
| 18º | Rio Grande do Sul | 4,2% | 4,3% | 8,3% | 29,6% |
| 19º | Tocantins | 4,1% | 5,3% | 11,2% | 37,8% |
| 20º | Goiás | 4,0% | 4,4% | 8,0% | 36,1% |
| 21º | Minas Gerais | 3,8% | 4,0% | 10,5% | 36,5% |
| 22º | Paraná | 3,1% | 3,8% | 7,9% | 30,5% |
| 23º | Mato Grosso do Sul | 2,7% | 2,9% | 6,2% | 29,2% |
| 24º | Rondônia | 2,6% | 2,3% | 6,0% | 42,0% |
| 25º | Espírito Santo | 2,3% | 3,1% | 6,2% | 40,0% |
| 26º | Mato Grosso | 2,2% | 2,8% | 6,1% | 34,1% |
| 27º | Santa Catarina | 2,1% | 2,2% | 4,1% | 25,4% |
Fonte: IBGE, PNAD Contínua trimestral, segundo trimestre de 2025 e de 2026.
O desemprego caiu em 21 das 27 unidades da federação em um ano, ficou igual na Bahia e no Ceará e subiu em quatro. As maiores quedas foram as do Distrito Federal, de 8,7% para 6,5%, e de Pernambuco, de 10,4% para 8,3%. O Rio Grande do Norte e a Paraíba também recuaram mais de 1,5 ponto percentual.
O Amapá foi na direção oposta, com alta de 6,9% para 9,8%. São Paulo, Alagoas e Rondônia tiveram aumentos menores, de 0,3 a 0,4 ponto. Nos estados com menos moradores, a amostra da pesquisa é menor, e as estimativas oscilam mais de um trimestre para outro. Por isso, o IBGE publica junto de cada taxa o coeficiente de variação, que indica a precisão do número.
21
das 27 unidades da federação tiveram queda do desemprego entre o 2º trimestre de 2025 e o de 2026
Fonte: IBGE, PNAD Contínua
Por região, o Nordeste tem a maior taxa, 7,6%, seguido pelo Norte, com 6,1%, e pelo Sudeste, com 5,2%. O Centro-Oeste, com 3,8%, e o Sul, com 3,2%, têm as menores, segundo o IBGE. Em um ano, a queda foi maior no Centro-Oeste, de 4,6% para 3,8%, e no Nordeste, de 8,2% para 7,6%.
Nas capitais, o quadro tem nuances próprias. Salvador tem a maior taxa entre as 27, 11,4%, seguida por Macapá, com 9,7%, e Manaus, com 8,9%, segundo a PNAD Contínua. Cuiabá, com 2,3%, e Palmas, com 2,6%, têm as menores. Em São Paulo, a capital ficou em 5,9%, e no Rio de Janeiro, em 6,5%.
| Capital | Desocupação (2º tri 2026) | Desocupação (2º tri 2025) |
|---|---|---|
| Salvador | 11,4% | 8,5% |
| Macapá | 9,7% | 6,5% |
| Manaus | 8,9% | 9,4% |
| São Luís | 8,8% | 8,9% |
| Aracaju | 8,4% | 6,8% |
| Belém | 7,8% | 8,0% |
| Maceió | 7,3% | 7,3% |
| Fortaleza | 7,2% | 7,1% |
| Recife | 7,2% | 8,4% |
| Teresina | 7,1% | 7,8% |
| Rio de Janeiro | 6,5% | 7,5% |
| Brasília | 6,5% | 8,7% |
| Natal | 6,3% | 5,7% |
| Rio Branco | 6,1% | 7,7% |
| São Paulo | 5,9% | 5,4% |
| João Pessoa | 5,5% | 8,1% |
| Boa Vista | 5,1% | 6,2% |
| Porto Alegre | 5,1% | 6,0% |
| Porto Velho | 4,6% | 3,8% |
| Belo Horizonte | 4,4% | 5,2% |
| Curitiba | 3,9% | 4,0% |
| Vitória | 3,8% | 3,5% |
| Florianópolis | 3,8% | 3,4% |
| Goiânia | 3,6% | 3,3% |
| Campo Grande | 3,1% | 4,3% |
| Palmas | 2,6% | 3,0% |
| Cuiabá | 2,3% | 3,6% |
Fonte: IBGE, PNAD Contínua trimestral, municípios das capitais, segundo trimestre de 2025 e de 2026.
João Pessoa teve a maior queda entre as capitais em um ano, de 8,1% para 5,5%, e Brasília, a segunda, de 8,7% para 6,5%. Em Macapá e em Salvador, a taxa subiu cerca de 3 pontos.
Desemprego por sexo, idade e cor, informalidade e subutilização
O desemprego atinge mais as mulheres, os jovens e as pessoas pretas e pardas, segundo a PNAD Contínua do IBGE do segundo trimestre de 2026. Entre as mulheres, a taxa foi de 6,4%; entre os homens, de 4,6%. Um ano antes, eram 6,9% e 4,8%.
A idade pesa ainda mais. Entre adolescentes de 14 a 17 anos que procuram trabalho, a taxa chega a 22,6%. Entre jovens de 18 a 24 anos, fica em 11,7%, mais que o dobro da média do país.
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, 2º trimestre de 2026
Por cor ou raça, a desocupação foi de 6,9% entre as pessoas pretas, de 6,1% entre as pardas e de 4,2% entre as brancas, segundo o IBGE.
Se você tem filho que procura o primeiro emprego, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ajuda. Ela obriga empresas de médio e grande porte a contratar aprendizes de 14 a 24 anos, entre 5% e 15% das funções que exigem formação profissional.
A taxa de desocupação não conta toda a história. A informalidade soma empregados e domésticos sem carteira, quem trabalha por conta própria ou é empregador sem CNPJ e quem ajuda a família sem salário. Ela atinge 37,4% dos ocupados no país, segundo o IBGE. Os maiores índices são os do Maranhão, 56,9%, e do Pará, 55,9%. Os menores, os de Santa Catarina, 25,4%, e do Distrito Federal, 28,7%.
A subutilização soma os desempregados, quem trabalha menos horas do que gostaria e quem queria trabalhar, mas não procurou. No Brasil, a taxa composta ficou em 12,9% no segundo trimestre de 2026, abaixo dos 14,4% de um ano antes. O Piauí tem a maior, 26,6%, e Santa Catarina a menor, 4,1%.
O mapa do desemprego conversa com o da renda. Santa Catarina, com a menor taxa, tem o terceiro maior salário médio do país, segundo o IBGE. Mato Grosso, com a segunda menor, aparece em sétimo. O peso de cada economia está no ranking do PIB dos estados.
Quem perdeu o emprego com carteira pode pedir o seguro-desemprego pela Carteira de Trabalho Digital, no portal gov.br ou numa unidade do Sine. As vagas do Sine também aparecem no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.
O IBGE divulga em 30 de outubro de 2026 a taxa nacional do trimestre de julho a setembro. Os dados por estado do terceiro trimestre saem em 18 de novembro de 2026, segundo o calendário do instituto.
Como calculamos. As variações em um ano comparam as taxas de desocupação do segundo trimestre de 2025 e de 2026 publicadas pelo IBGE na PNAD Contínua trimestral. A mesma conta foi usada para contar os estados e as capitais com queda ou alta.
Como citar: Ouviram (24 out. 2026). «Taxa de desemprego por estado: Amapá tem a maior, 9,8%, e Santa Catarina a menor, 2,1%». ouviram.com.br/economia/taxa-de-desemprego-por-estado-ibge
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre desempregado e desalentado?
Desempregado, ou desocupado, é quem não trabalha, procurou emprego nos últimos 30 dias e podia começar logo. Desalentado é quem queria trabalhar, mas desistiu de procurar por achar que não encontraria vaga.
Quem trabalha por conta própria entra na taxa de desemprego?
Quem trabalhou ao menos uma hora na semana da pesquisa, com ou sem carteira, conta como ocupado, segundo a metodologia da PNAD Contínua. Por isso, autônomos e informais não entram na taxa de desocupação.
Qual é a diferença entre a PNAD Contínua e o Caged?
A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar do IBGE que mede emprego formal e informal. O Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego, registra só admissões e demissões com carteira assinada.
Por que a taxa de desemprego por estado sai só a cada trimestre?
A amostra da PNAD Contínua visita cerca de 211 mil domicílios por trimestre. Só o trimestre fechado tem entrevistas suficientes para dar resultado confiável em cada estado.
Onde pedir o seguro-desemprego?
O pedido é feito pela Carteira de Trabalho Digital, pelo portal gov.br ou nas unidades do Sine, em até 120 dias depois da demissão sem justa causa.
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