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Expectativa de vida no Brasil é de 76,6 anos, e o Distrito Federal tem a maior do país

Mulheres vivem em média 79,9 anos e homens 73,3, pela tábua de 2024, e a próxima edição sai até 1º de dezembro de 2026.

Aparelhos de ginástica para a terceira idade no Parque da Aclimação, em São Paulo
Frequentadores passam pela academia da terceira idade do Parque da Aclimação, em São Paulo, em imagem de 2010.Foto: Mílton Jung / Flickr · CC BY 2.0

A expectativa de vida ao nascer no Brasil chegou a 76,6 anos em 2024, 2,5 meses a mais que em 2023, segundo o IBGE. Os dados estão nas Tábuas Completas de Mortalidade, divulgadas em 28 de novembro de 2025. As mulheres vivem em média 79,9 anos, e os homens, 73,3.

Em 2023, a média era de 76,4 anos. O país já superou o nível de antes da pandemia: em 2019, a expectativa era de 76,2 anos, segundo as projeções de população do IBGE.

Entre os estados, o Distrito Federal tem a maior expectativa de vida, 79,7 anos, seguido por Santa Catarina, com 78,3, e pelo Rio Grande do Norte, com 77,8. Amapá, Roraima e Alagoas, todos com 74,3 ou 74,4 anos, ficam no fim da lista.

  • Brasil, ambos os sexos76,6 anos (2024)
  • Mulheres79,9 anos
  • Homens73,3 anos
  • Maior expectativaDistrito Federal, 79,7 anos
  • Menor expectativaAmapá, 74,3 anos
  • Aos 60 anosMais 22,6 anos de vida, em média
  • Aos 65 anosMais 18,8 anos de vida, em média
  • Próxima ediçãoAté 1º de dezembro de 2026

A expectativa de vida não é só uma curiosidade estatística. A tábua do IBGE entra no cálculo do fator previdenciário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que ainda vale em regras de transição da reforma da Previdência de 2019. Cada ano a mais na média muda a conta de quem está perto de se aposentar.

Expectativa de vida por estado

O Distrito Federal tem a maior expectativa de vida do Brasil, 79,7 anos em 2024, segundo as Projeções da População do IBGE (revisão 2024), a série oficial que traz o dado de cada estado. O Amapá tem a menor, 74,3 anos, uma distância de 5,4 anos entre a primeira e a última posição.

A tabela mostra os 27 estados, com a média para mulheres e homens, a diferença entre os dois e quantos anos, em média, ainda vive quem chega aos 60.

PosiçãoEstadoAmbos os sexosMulheresHomensDiferença (anos)Aos 60 anos (anos a mais)
1ºDistrito Federal79,782,976,46,524,4
2ºSanta Catarina78,381,175,45,723,0
3ºRio Grande do Norte77,881,274,46,923,6
4ºMinas Gerais77,580,574,56,123,2
5ºCeará77,380,973,67,423,5
6ºEspírito Santo77,280,873,77,123,3
7ºRio Grande do Sul77,280,374,06,322,5
8ºSão Paulo77,080,073,96,222,3
9ºPiauí77,080,873,37,523,7
10ºParaná76,880,273,56,722,5
11ºParaíba76,880,373,37,023,2
12ºGoiás76,879,973,76,222,6
13ºTocantins76,780,373,46,923,2
14ºSergipe76,480,272,47,923,2
15ºPará76,379,473,36,122,6
16ºRondônia76,079,472,96,622,2
17ºAcre75,978,573,45,122,4
18ºBahia75,879,871,97,922,9
19ºMato Grosso75,779,572,47,122,3
20ºRio de Janeiro75,678,772,46,321,9
21ºMaranhão75,678,872,56,222,1
22ºPernambuco75,579,271,77,522,3
23ºAmazonas75,579,072,26,822,3
24ºMato Grosso do Sul75,478,672,36,221,8
25ºAlagoas74,477,671,16,621,5
26ºRoraima74,377,271,85,422,1
27ºAmapá74,378,870,38,521,9

Fonte: IBGE, Projeções da População (revisão 2024), dados de 2024. Empates na primeira casa decimal seguem a ordem do valor exato.

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O mapa tem surpresas. Três estados do Nordeste aparecem entre os dez primeiros: Rio Grande do Norte, em 3º, Ceará, em 5º, e Piauí, em 9º. O Rio de Janeiro, por outro lado, fica em 20º lugar, com 75,6 anos, abaixo da média nacional.

Os maiores avanços desde 2000 também vieram de fora do eixo Sul-Sudeste. Rondônia ganhou 7,6 anos, de 68,4 para 76,0, segundo as projeções do IBGE. Pernambuco subiu 7,2 anos, e o Rio Grande do Norte, 7,0. O menor ganho foi o de Mato Grosso do Sul, 2,8 anos.

Com isso, o país ficou um pouco menos desigual. Em 2000, a distância entre o estado de vida mais longa e o de vida mais curta era de 6,0 anos. Em 2024, caiu para 5,4 anos.

Por região, o Sul lidera, com 77,3 anos, seguido pelo Sudeste, com 76,9, pelo Centro-Oeste, com 76,8, pelo Nordeste, com 76,2, e pelo Norte, com 75,9, segundo o IBGE. A diferença entre a região de vida mais longa e a de vida mais curta é de 1,4 ano.

82,9

anos é a expectativa de vida das mulheres do Distrito Federal, a mais alta entre os estados

Fonte: IBGE, Projeções da População, 2024

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Entre as mulheres, o Distrito Federal também lidera, com 82,9 anos, e Roraima tem a menor média, 77,2. Entre os homens, a maior é a do Distrito Federal, 76,4, e a menor, a do Amapá, 70,3. O Amapá tem ainda a maior diferença entre os sexos, 8,5 anos, e o Acre, a menor, 5,1.

Evolução desde 1940 e o efeito da pandemia

A expectativa de vida ao nascer no Brasil subiu 31,1 anos desde 1940, quando a média era de 45,5 anos, segundo o IBGE. Em 2024, chegou a 76,6 anos. Um dos motores do avanço foi a queda da mortalidade infantil, que em 2024 ficou em cerca de 12,3 mortes por mil nascidos vivos, segundo a tábua do instituto.

A trajetória teve uma interrupção recente. Com a pandemia de covid-19, a média caiu de 76,2 anos em 2019 para 74,8 em 2020 e para 72,8 em 2021, uma perda de 3,4 anos em dois anos, segundo as projeções do IBGE. A recuperação começou em 2022, e em 2023 o país voltou a superar o nível de antes da crise sanitária.

O impacto foi desigual. Entre 2019 e 2021, Rondônia perdeu 6,0 anos de expectativa de vida, o Amazonas, 5,6, e Roraima, 5,1, segundo as projeções do IBGE. As menores quedas foram as da Bahia, de Sergipe e do Rio Grande do Norte, de pouco mais de 2 anos cada.

A expectativa de vida voltou a subir depois da queda na pandemia (anos, ambos os sexos)
200071,1
201074,4
201575,3
201976,2
202074,8
202172,8
202275,4
202376,4
202476,6

Fonte: IBGE, Projeções da População (revisão 2024) e Tábua Completa de Mortalidade 2024

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Para os próximos anos, as projeções do IBGE indicam 76,8 anos em 2025 e 77,0 em 2026. São estimativas: o número oficial de cada ano só sai com a tábua completa, publicada no fim do ano seguinte.

Homens e mulheres, aos 60 e aos 65 anos

As mulheres brasileiras vivem em média 79,9 anos, e os homens, 73,3, uma diferença de 6,6 anos, segundo a Tábua Completa de Mortalidade de 2024 do IBGE. A distância nasce, em boa parte, entre os jovens adultos: dos 15 aos 45 anos, a chance de morte dos homens é mais de duas vezes e meia a das mulheres, pela mesma tábua.

Quem chega aos 60 anos tem, em média, mais 22,6 anos de vida pela frente, segundo a tábua de 2024. Para as mulheres, são 24,2 anos a mais; para os homens, 20,8. Aos 65 anos, a sobrevida média é de 18,8 anos: 20,1 para as mulheres e 17,2 para os homens. Aos 80, ainda são 9 anos, em média.

IdadeAmbos os sexosMulheresHomens
Ao nascer76,679,973,3
60 anos22,624,220,8
65 anos18,820,117,2
80 anos9,09,58,3

Fonte: IBGE, Tábua Completa de Mortalidade 2024 (anos de vida que restam, em média, a partir de cada idade).

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Esses números de sobrevida são os que o INSS usa. Pela Lei 8.213, de 1991, a expectativa de sobrevida na idade da aposentadoria vem da tábua completa do IBGE, com média nacional única para homens e mulheres. Ela entra na fórmula do fator previdenciário, que reduz o benefício de quem se aposenta mais cedo.

Depois da reforma de 2019, o fator continua valendo para quem se aposenta pela regra de transição do pedágio de 50%, entre outros casos. Se você está perto de se aposentar por essa regra, a tábua nova entra nos cálculos do INSS depois de publicada no Diário Oficial da União. Datas de pagamento e consultas estão no calendário do INSS, e a simulação pode ser feita no aplicativo Meu INSS.


A expectativa de vida conversa com outros indicadores do IBGE. A longevidade é uma das três dimensões do IDH dos estados, ao lado de renda e educação. O tamanho da população de cada um está no ranking dos estados mais populosos.

Pelo Decreto 3.266, de 1999, o IBGE precisa publicar no Diário Oficial da União, até 1º de dezembro de cada ano, a tábua completa de mortalidade do ano anterior. A edição com os dados de 2025 sai, portanto, até 1º de dezembro de 2026.

Como calculamos. Os ganhos de cada estado desde 2000 e as quedas entre 2019 e 2021 são diferenças entre os valores das Projeções da População do IBGE (revisão 2024) para esses anos. A distância entre o primeiro e o último estado compara os extremos de cada ano na mesma série.

Como citar: Ouviram (24 out. 2026). «Expectativa de vida no Brasil é de 76,6 anos, e o Distrito Federal tem a maior do país». ouviram.com.br/brasil/expectativa-de-vida-no-brasil-por-estado-ibge

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

Expectativa de vida é a idade em que a pessoa vai morrer?

É uma média. O número mostra quantos anos viveria, em média, um grupo de pessoas nascidas no mesmo ano se as taxas de mortalidade daquele ano se mantivessem por toda a vida.

O que é a tábua de mortalidade do IBGE?

É uma tabela que mostra, para cada idade, de 0 a 80 anos ou mais, a chance de morrer antes do aniversário seguinte e quantos anos a pessoa ainda deve viver, em média.

Qual é a taxa de mortalidade infantil no Brasil?

Em 2024, de cada mil crianças nascidas vivas, cerca de 12,3 morreram antes de completar 1 ano, segundo a Tábua Completa de Mortalidade do IBGE.

Por que as mulheres vivem mais que os homens no Brasil?

A diferença se concentra entre os jovens adultos. Entre 15 e 45 anos, a chance de morte dos homens é mais de duas vezes e meia a das mulheres, segundo a tábua de 2024 do IBGE, sobretudo por causas externas, como acidentes e violência.

A nova tábua do IBGE muda o valor da aposentadoria?

Muda para quem tem o benefício calculado com o fator previdenciário. Quanto maior a expectativa de sobrevida na idade da aposentadoria, menor o fator e, em geral, menor o valor inicial.

#População#IBGE#TábuasDeMortalidade#DistritoFederal#INSS

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  1. 1. Qual era a expectativa de vida ao nascer no Brasil em 1940?

  2. 2. Qual unidade da federação tem a maior expectativa de vida?

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