Atividade econômica

Serviços recuam 0,1% em agosto, com restaurantes em alta e aviação em queda

Em relação ao mesmo mês de 2025, o volume cresceu 0,6%, a 29ª taxa positiva seguida, e o turismo voltou a crescer após cinco meses negativos, segundo o IBGE.

Porção de carne acebolada com batatas fritas em travessa de cobre
Carne acebolada com batatas fritas, porção comum em bares e restaurantes brasileiros, em imagem de 2019.Foto: ChristianeAguiar / Pixabay · licença Pixabay

O volume de serviços no Brasil recuou 0,1% de julho para agosto, segundo a pesquisa mensal do IBGE divulgada nesta quarta-feira (14). Os restaurantes foram o destaque positivo: o segmento de alimentação faturou 6,3% a mais que em agosto de 2025, já descontada a inflação.

A oscilação deixa o setor 0,3% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em outubro de 2025, e 19,9% acima do nível de fevereiro de 2020, antes da pandemia. Na comparação com agosto do ano passado, o volume cresceu 0,6%, a 29ª taxa positiva seguida, segundo o IBGE.

A pesquisa acompanha empresas que vão de restaurantes e locadoras de automóveis a operadoras de telefonia, transportadoras e companhias aéreas. O volume é a receita dessas empresas descontada a variação de preços. Sem esse desconto, a receita nominal subiu 6,1% em um ano, um sinal de que boa parte do aumento do faturamento veio de preços mais altos.

Os serviços prestados às famílias, grupo que inclui restaurantes e hotéis, avançaram 2,1% no mês, a segunda alta seguida. Outros serviços (-1,0%), transportes (-0,2%) e serviços profissionais e administrativos (-0,2%) recuaram e devolveram, no todo ou em parte, o que tinham ganhado em julho, informou o instituto.

Restaurantes e tecnologia crescem, e a aviação encolhe em um ano (volume em agosto de 2026 contra agosto de 2025, em %)
Alimentação6,3
Informação e comunicação4,3
Telecomunicações4,0
Tecnologia da informação3,7
Serviços profissionais e administrativos1,7
Alojamento-0,5
Transporte rodoviário de cargas-2,2
Transporte aéreo-15,3

Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Serviços, 14 de outubro de 2026

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No sentido oposto, o transporte aéreo teve volume 15,3% menor que em agosto de 2025 e acumula queda de 13,6% no ano. O IBGE atribui o recuo dos transportes à menor receita do transporte aéreo de passageiros, do rodoviário de cargas, da logística e do correio. Na passagem de julho para agosto, porém, a aviação cresceu 5,8%.

O transporte de passageiros, somados todos os meios, ficou 6,3% abaixo de agosto de 2025, o quinto resultado negativo seguido nessa comparação. O de cargas caiu 1,9% no mesmo confronto, segundo o instituto.

O turismo teve um mês melhor. O índice de atividades turísticas subiu 2,5% sobre julho, a segunda alta seguida, e ficou 1,1% abaixo do recorde de dezembro de 2024. Contra agosto de 2025, cresceu 0,9% e interrompeu cinco meses de queda, com mais receita de restaurantes, locadoras de automóveis e bufês.

No acumulado do ano, o turismo ainda recua 0,8% no país, pressionado pela menor receita das companhias aéreas e dos hotéis. Entre as 17 unidades da federação pesquisadas, a Bahia (7,4%) e o Rio de Janeiro (4,9%) lideram os ganhos.

Nos estados, o retrato muda bastante. De janeiro a agosto, 15 das 27 unidades da federação tiveram alta no volume de serviços. O Distrito Federal tem o maior avanço (9,1%), e São Paulo, com 3,1%, deu a maior contribuição para o resultado nacional. Tocantins (-7,6%), Ceará (-4,8%) e Amazonas (-4,4%) têm as maiores quedas.

EstadoAgosto sobre julho (%)Agosto sobre agosto de 2025 (%)Janeiro a agosto (%)
Distrito Federal3,79,09,1
Roraima2,42,26,5
Amapá2,18,46,5
Bahia-4,88,34,0
Rondônia5,6-3,03,5
Sergipe-1,7-0,73,2
Acre2,616,23,1
São Paulo-0,10,93,1
Paraíba0,05,12,5
Rio Grande do Norte-1,10,31,3
Santa Catarina0,2-0,21,3
Piauí-5,9-6,40,8
Mato Grosso-2,3-8,30,8
Rio de Janeiro0,51,40,6
Espírito Santo-4,5-1,00,4
Minas Gerais0,82,5-0,1
Paraná1,00,8-0,3
Rio Grande do Sul0,3-1,6-0,3
Pernambuco0,0-0,7-0,4
Pará0,9-3,3-1,6
Goiás-0,5-4,5-1,8
Maranhão-4,0-3,7-1,9
Mato Grosso do Sul0,9-6,9-2,3
Alagoas3,5-0,9-3,8
Amazonas-2,8-4,0-4,4
Ceará-3,1-8,0-4,8
Tocantins-7,4-21,2-7,6

Fonte: IBGE, Pesquisa Mensal de Serviços, 14 de outubro de 2026 (a variação de agosto sobre julho tem ajuste sazonal)

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Para quem pensa em empreender, os números mostram onde a procura cresce. A alimentação acumula alta de 4,0% no ano, e a tecnologia da informação, de 8,4%, segundo o IBGE. Quem quer formalizar um pequeno negócio de comida pode fazer o registro como MEI, que é gratuito no portal do governo federal.


O IBGE divulga nesta quinta-feira (15), às 9h, a Pesquisa Mensal de Comércio de agosto, que mede as vendas do varejo, e a nova estimativa da safra no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola.

#AtividadeEconômica#IBGE#Turismo#Aviação#Restaurantes

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