Produtor do Vale do Ribeira atingido pela cheia tem crédito de até R$ 150 mil até dezembro
A linha estadual soma R$ 10 milhões, dá carência de até dois anos e passa por uma vistoria técnica antes da contratação, segundo o Governo de São Paulo.

O Governo de São Paulo mantém aberta até 31 de dezembro uma linha de crédito emergencial de até R$ 150 mil para produtores rurais do Vale do Ribeira atingidos pela cheia de setembro. Os juros são de 3% ao ano, e as regras foram detalhadas nesta segunda-feira (12).
O dinheiro sai do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que reservou R$ 10 milhões para a região. O prazo para pagar chega a 72 meses, com carência de até 24 meses. Como as parcelas são anuais, o primeiro vencimento pode ocorrer em até três anos, segundo o governo.
Para quem precisa replantar ou consertar a propriedade, o custo do dinheiro pesa na conta. Os 3% ao ano ficam bem abaixo da taxa Selic, a referência dos juros no país, que está em 13,75% ao ano, segundo o Banco Central.
A linha vale para quem tem a Declaração de Aptidão ao FEAP (DAF) em dia e teve a atividade prejudicada em município do Vale do Ribeira com situação de emergência reconhecida e homologada pelo estado. O dinheiro pode pagar insumos, plantio, reparos e equipamentos.
O caminho começa na Casa da Agricultura da CATI, a rede de assistência técnica da Secretaria de Agricultura, ou no escritório local da Fundação Itesp. Um técnico avalia os danos e monta a proposta, que segue para a Desenvolve SP, a agência de fomento do estado, responsável pela análise e pela contratação.
Quem tem comércio, oficina ou pequena produção também tem opções. O Banco do Povo Paulista empresta até R$ 21 mil a pequenos empreendedores, com ou sem CNPJ, e a produtores rurais. Para empresas que precisam de mais dinheiro, a Desenvolve SP oferece até R$ 500 mil para recompor o capital de giro, o dinheiro do dia a dia do negócio.
| Linha | Para quem | Até | Condições |
|---|---|---|---|
| FEAP | Produtores rurais com DAF | R$ 150 mil | 3% ao ano, até 72 meses, carência de até 24 meses |
| Banco do Povo Paulista | Pequenos empreendedores formais e informais e produtores rurais | R$ 21 mil | 0,35% ao mês mais taxas, até 30 meses, carência de até 60 dias |
| Desenvolve SP | Comércio, serviços, indústria e produtores com faturamento de R$ 81 mil a R$ 15 milhões por ano | R$ 500 mil | Capital de giro, conforme a demanda |
Fonte: Governo de São Paulo, 12 de outubro de 2026.
A cheia começou em meados de setembro, quando as chuvas fortes fizeram o rio Ribeira de Iguape transbordar em vários pontos. Casas, empresas e sítios foram atingidos, e cerca de 5 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas, segundo o governo. Iguape, Registro, Eldorado, Sete Barras e Iporanga, as cidades mais afetadas, decretaram situação de emergência.
Além do crédito, o estado repassou R$ 3,3 milhões às prefeituras, pela Secretaria de Desenvolvimento Social, para manter abrigos, comprar materiais, pagar benefícios eventuais e reforçar equipes. O pacote prevê ainda a prorrogação de parcelas de financiamentos agrícolas já contratados. Quem pensa em formalizar o negócio para buscar crédito pode começar pelo registro como MEI.
O pedido do crédito do FEAP pode ser feito até 31 de dezembro de 2026, na Casa da Agricultura do município ou no escritório local da Fundação Itesp. Em caso de nova enchente, a Defesa Civil atende pelo telefone 199.
Informar um erro nesta matéria · Correções publicadas
Mais sobre o assunto
Últimas de Economia
- Pescadores passam a ter 90 dias após o início do defeso para pedir o seguro
- Concurso da CGU abre inscrições para auditor com salário inicial de R$ 20 mil
- Binance tira 22 criptomoedas do ar no Brasil e muda contas de clientes para empresas locais
- Raízen Energia aprova pedido para entrar na B3 e abre caminho para dividir a Raízen em duas
- Justiça de São Caetano mantém justa causa de operador que atuava como pastor durante atestado
O que você achou desta matéria?
O Ouviram confere cada dado em fontes oficiais e separa informação de opinião. Como trabalhamos · Achou um erro? Avise a redação







Comente com respeito. Leia as regras de participação: sem ofensas, sem dados pessoais de terceiros, sem links.