Saúde

Ebola soma 8.728 casos no Congo e tem primeiro caso importado no Quênia

O paciente morreu em Nairóbi depois de viajar por Uganda, e a Anvisa considera baixo o risco de a doença entrar no Brasil.

Mãos com luvas azuis seguram tubos de amostras de sangue em um laboratório
Profissional de saúde com luvas manuseia tubos de amostras de sangue em laboratório, em imagem de banco de fotos.Foto: fernandozhiminaicela / Pixabay · licença Pixabay

O surto de ebola na República Democrática do Congo chegou a 8.728 casos confirmados e 4.205 mortes até 6 de outubro, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O Quênia confirmou o primeiro caso importado da doença, e o paciente morreu.

Para quem está no Brasil, o risco de entrada do vírus é baixo, segundo avaliação da Anvisa. Uma instrução normativa da agência, publicada em 2 de junho, prevê material informativo sobre a doença nas áreas de desembarque internacional de portos e aeroportos. A OMS e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) não recomendam restringir viagens nem fechar fronteiras.

No Quênia, o Ministério da Saúde informou em 6 de outubro o primeiro caso confirmado em laboratório. O paciente, um adulto que morava no Congo, viajou por estrada até Kampala, capital de Uganda, e chegou de avião a Nairóbi em 3 de outubro, segundo a OMS. Ele morreu no dia 5, e os dois países rastreiam as pessoas que tiveram contato com ele.

O surto é causado pelo vírus Bundibugyo, uma das espécies do ebola, e a letalidade está em 48,2%. Não existe vacina nem tratamento específico aprovado contra essa cepa, informou a OMS. Por isso, o controle depende de achar os casos cedo, isolar os doentes e acompanhar quem teve contato com eles.

Os casos se espalham por 64 zonas de saúde em 7 das 26 províncias do Congo, com mais peso no leste do país. Na semana mais recente analisada pela OMS, a média subiu para 72 casos novos por dia.

ProvínciaCasos confirmadosMortes
Ituri6.4802.989
Kivu do Norte1.7551.013
Alto Uele364153
Tshopo5117

Fonte: OMS, dados até 6 de outubro de 2026.

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O acompanhamento de quem teve contato com doentes é o ponto mais sensível da resposta. Em 4 de outubro, as equipes alcançaram 23.741 das 29.535 pessoas monitoradas, ou 80,4%, abaixo da meta de 85%, segundo a OMS. A organização e o Africa CDC, a agência de saúde da União Africana, executam um plano continental conjunto de resposta, previsto para durar de junho a novembro de 2026.

A mesma norma da Anvisa mantém avisos sonoros nos aviões por causa do sarampo, que teve casos importados no país neste ano. Para o ebola, a agência informou que não há necessidade de medidas sanitárias específicas para viajantes, meios de transporte ou cargas.

Como o surto avançou
  • 5 de maio de 2026OMS recebe alerta de doença desconhecida e de alta letalidade em Mongbwalu, na província de Ituri
  • 15 de maioCongo declara o 17º surto de ebola, e a OMS declara emergência internacional logo depois
  • 2 de junhoAnvisa publica regra com informações sobre a doença em portos e aeroportos
  • 14 de agostoOMS avalia risco muito alto no Congo, alto nos vizinhos e baixo no resto do mundo
  • 1º de outubroHolanda informa a remoção de um profissional de saúde infectado no Congo
  • 6 de outubroQuênia confirma o primeiro caso importado, e o Congo soma 8.728 casos

É o 17º surto de ebola declarado no Congo e o maior já registrado no país, de qualquer espécie do vírus, segundo a OMS. O contágio ocorre por contato direto com sangue e outros fluidos do corpo de pessoas doentes.

O período de incubação vai de 2 a 21 dias. Pela definição da vigilância da capital paulista, é caso suspeito quem tem febre e esteve, nos 21 dias anteriores, em área com transmissão de ebola ou teve contato com sangue ou fluidos de um doente. Dúvidas podem ser tiradas no Disque Saúde, pelo telefone 136.

#Ebola#OMS#Anvisa#RepúblicaDemocráticaDoCongo#Quênia

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