Eleições 2026Guia

Deputados federais mais votados de 2026 por estado: três passam de 1 milhão de votos

Em 12 das 27 unidades da federação, o primeiro colocado ficou abaixo do quociente eleitoral, a conta que divide as cadeiras entre os partidos.

Congresso Nacional visto do espelho d’água do Palácio do Itamaraty, em Brasília
Torres e cúpulas do Congresso Nacional vistas do espelho d’água do Itamaraty, em Brasília, em imagem de 2020.Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons · CC BY 2.0

Nikolas Ferreira (PL), de Minas Gerais, foi o deputado federal mais votado do Brasil em 2026, com 3.119.318 votos, segundo o TSE. Lucas Pavanato (PL), de São Paulo, teve 3.038.438, e Erika Hilton (PSOL), também de São Paulo, 1.596.472.

Os três foram os únicos a passar de 1 milhão de votos. Os números são da totalização oficial do primeiro turno, de 4 de outubro, com 100% das seções apuradas. A votação de cada candidato define quem ocupa as cadeiras que cada partido ou federação conquistou no estado.

PosiçãoDeputadoPartidoEstadoVotos
1ºNikolas FerreiraPLMG3.119.318
2ºLucas PavanatoPLSP3.038.438
3ºErika HiltonPSOLSP1.596.472
4ºAndré FernandesPLCE684.372
5ºSâmia BomfimPSOLSP583.107
6ºJulia ZanattaPLSC560.223
7ºAna ElisaPTMG524.219
8ºKim KataguiriMissãoSP520.071
9ºTabata AmaralPSBSP476.383
10ºJeffrey ChiquiniNovoPR425.399

Fonte: TSE, totalização do 1º turno para deputado federal, outubro de 2026

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8

deputados federais tiveram mais de 500 mil votos em 2026, quatro deles em São Paulo

Fonte: TSE, 1º turno

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São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, tem cinco nomes entre os dez mais votados. Minas Gerais tem dois, e Ceará, Santa Catarina e Paraná, um cada. Seis partidos aparecem na lista: PL, com quatro nomes; PSOL, com dois; e PT, Missão, PSB e Novo, com um cada.

A Câmara tem 513 cadeiras, divididas entre os estados conforme a população, de 8 a 70 por unidade da federação. A divisão completa está no guia sobre quantos deputados cada estado elege.

Os três mais votados no Norte e no Nordeste

As tabelas abaixo mostram os três candidatos com mais votos em cada unidade da federação, com a fatia de cada um nos votos válidos do estado. Em 26 unidades da federação, os três constam como eleitos na totalização do TSE. Em Rondônia, a atualização de 13 de outubro mostra a eleição em reprocessamento, ainda sem a situação final dos candidatos.

EstadoDeputadoPartidoVotos% dos válidos
AcreSocorro NeriPP39.5878,45%
AcreDr. Fábio RuedaUnião33.2037,09%
AcreCoronel UlyssesUnião33.1557,08%
AmazonasSargento SalazarPL212.94810,05%
AmazonasSidney LeitePSD138.4986,53%
AmazonasAdail FilhoMDB137.1486,47%
AmapáFelipe ShowUnião34.5877,51%
AmapáJosenildoPDT26.4535,74%
AmapáAline GurgelUnião25.5015,54%
ParáDelegado CaveiraPL414.9278,58%
ParáJader FilhoMDB326.6176,76%
ParáDra. Alessandra HaberPodemos272.8565,65%
RondôniaLúcio MosquiniPL158.42116,93%
RondôniaCoronel ChrisóstomoPL51.4875,50%
RondôniaThiago FloresUnião43.1434,61%
RoraimaMarcos JorgeRepublicanos22.0276,91%
RoraimaÍtalo OtávioRepublicanos20.1846,33%
RoraimaRodrigo MesquitaPodemos19.9626,26%
TocantinsProfessora Janad ValcariPP99.02610,92%
TocantinsJair FariasUnião93.86910,35%
TocantinsLucas CampeloRepublicanos85.3769,41%

Fonte: TSE, totalização do 1º turno, outubro de 2026

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No Norte, o maior total foi o do Pará: 414.927 votos para Delegado Caveira (PL), 8,58% dos votos válidos do estado. Em Rondônia, Lúcio Mosquini (PL) reuniu 16,93% dos válidos, a maior fatia da região.

Roraima, o estado com menos votos válidos para deputado federal, teve o mais votado com o menor total do país: 22.027 votos, para Marcos Jorge (Republicanos). No Acre, a disputa pelo segundo lugar foi a mais apertada entre todos os estados: Dr. Fábio Rueda (União) terminou 48 votos à frente de Coronel Ulysses (União).

EstadoDeputadoPartidoVotos% dos válidos
AlagoasAlvinho LiraPP172.6289,60%
AlagoasDelegado Fabio CostaPP165.6499,21%
AlagoasLuciano AmaralPSD155.9158,67%
BahiaPastor Sargento IsidórioAvante248.1473,00%
BahiaAntonio BritoPSD205.8152,49%
BahiaNeto CarlettoAvante197.2402,38%
CearáAndré FernandesPL684.37212,39%
CearáTainah MarinhoPSB265.5854,81%
CearáYury do ParedãoMDB261.2914,73%
MaranhãoPedro Lucas FernandesUnião188.8534,75%
MaranhãoIracema ValeMDB179.3514,52%
MaranhãoVinicius FerroMDB166.8804,20%
ParaíbaCabo Gilberto SilvaPL267.14211,11%
ParaíbaAguinaldo RibeiroPP180.7207,52%
ParaíbaRicardo CoutinhoPT163.2776,79%
PernambucoPedro CamposPSB261.5554,97%
PernambucoJones ManoelPSOL249.0774,73%
PernambucoAnderson FerreiraPL185.4293,52%
PiauíGeorgianoPSD234.25411,08%
PiauíDelegado CharlesPV184.7638,74%
PiauíCastro NetoMDB168.0807,95%
Rio Grande do NorteNatália BonavidesPT215.50910,95%
Rio Grande do NorteNinaPL185.2489,41%
Rio Grande do NorteBenes LeocádioUnião171.3968,71%
SergipeYandra MouraUnião115.9038,94%
SergipeClaudio MitidieriPSB105.8658,16%
SergipeJoão DanielPT88.9006,86%

Fonte: TSE, totalização do 1º turno, outubro de 2026

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No Nordeste, André Fernandes (PL), do Ceará, teve o maior total, com 684.372 votos, ou 12,39% dos válidos. Piauí e Paraíba também tiveram o primeiro colocado acima de 11% dos votos válidos.

Na Bahia, que elege 39 deputados, o mais votado foi Pastor Sargento Isidório (Avante), com 248.147 votos, ou 3,00% dos válidos. Nos estados com mais vagas, os votos se dividem entre mais candidatos, e a fatia do primeiro colocado tende a ser menor. Em Pernambuco, Pedro Campos (PSB) ficou 12.478 votos à frente de Jones Manoel (PSOL).

Os três mais votados no Centro-Oeste, no Sudeste e no Sul

EstadoDeputadoPartidoVotos% dos válidos
Distrito FederalFábio FelixPSOL224.22413,41%
Distrito FederalRafael PrudenteMDB119.4277,14%
Distrito FederalAlberto FragaPL118.5797,09%
GoiásBruno PeixotoUnião207.8995,76%
GoiásDelegada Adriana AccorsiPT177.1034,91%
GoiásFred RodriguesPL152.3804,22%
Mato Grosso do SulCamila JaraPT154.15710,85%
Mato Grosso do SulMarcos PollonPL140.1299,86%
Mato Grosso do SulRose ModestoUnião124.4098,76%
Mato GrossoCoronel FernandaPL205.06410,77%
Mato GrossoProfessora Rosa NeidePT140.3517,37%
Mato GrossoFábio GarciaUnião139.7777,34%

Fonte: TSE, totalização do 1º turno, outubro de 2026

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No Centro-Oeste, a maior fatia foi a do Distrito Federal, onde Fábio Felix (PSOL) teve 224.224 votos, ou 13,41% dos válidos. Em Mato Grosso, Professora Rosa Neide (PT) ficou 574 votos à frente de Fábio Garcia (União). Ela foi eleita por média, isto é, na distribuição das vagas que sobram depois da primeira divisão entre os partidos.

EstadoDeputadoPartidoVotos% dos válidos
Espírito SantoLucas PolesePL419.73519,66%
Espírito SantoJack RochaPT142.1876,66%
Espírito SantoDr. Bruno ResendeUnião110.6755,18%
Minas GeraisNikolas FerreiraPL3.119.31827,19%
Minas GeraisAna ElisaPT524.2194,57%
Minas GeraisDuda SalabertPSOL229.5352,00%
Rio de JaneiroDr. LuizinhoPP213.9042,41%
Rio de JaneiroRick AzevedoPSOL191.3712,16%
Rio de JaneiroLindberghPT181.7682,05%
São PauloLucas PavanatoPL3.038.43812,82%
São PauloErika HiltonPSOL1.596.4726,73%
São PauloSâmia BomfimPSOL583.1072,46%

Fonte: TSE, totalização do 1º turno, outubro de 2026

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No Sudeste estão os dois maiores totais do país. Em Minas Gerais, Nikolas Ferreira (PL) teve 27,19% dos votos válidos, a maior fatia de um candidato entre todos os estados. No Espírito Santo, Lucas Polese (PL) reuniu 19,66%, a segunda maior.

Em São Paulo, Lucas Pavanato (PL) teve 12,82% dos válidos, e Erika Hilton (PSOL), 6,73%. O Rio de Janeiro, que elege 46 deputados, teve a menor fatia entre os primeiros colocados: Dr. Luizinho (PP) reuniu 2,41% dos votos válidos do estado.

EstadoDeputadoPartidoVotos% dos válidos
ParanáJeffrey ChiquiniNovo425.3996,81%
ParanáGuilherme KilterNovo269.8324,32%
ParanáSargento FahurPL242.6433,88%
Rio Grande do SulMaurício MarconPL379.8346,22%
Rio Grande do SulFernanda MelchionnaPSOL280.2624,59%
Rio Grande do SulGiovani CheriniPL234.1713,83%
Santa CatarinaJulia ZanattaPL560.22313,15%
Santa CatarinaAna Paula LimaPT201.3774,73%
Santa CatarinaProfessor Pedro UczaiPT164.3893,86%

Fonte: TSE, totalização do 1º turno, outubro de 2026

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No Sul, Julia Zanatta (PL), de Santa Catarina, teve o maior total, com 560.223 votos, ou 13,15% dos válidos. No Paraná, os dois primeiros colocados são do Novo: Jeffrey Chiquini, com 425.399 votos, e Guilherme Kilter, com 269.832. No Rio Grande do Sul, Maurício Marcon (PL) liderou com 379.834, à frente de Fernanda Melchionna (PSOL), com 280.262.

Os resultados de cada estado, com governador, senador e deputados, estão nas páginas de resultados das eleições de 2026, com os dados do TSE.

Quando os votos de um candidato ajudam a eleger outros

A eleição para deputado federal é proporcional: primeiro se define quantas cadeiras cada partido ou federação ganha, e só depois quem as ocupa. A conta parte do quociente eleitoral, que é o total de votos válidos do estado dividido pelo número de vagas, como manda o artigo 106 do Código Eleitoral.

Cada partido fica com tantas cadeiras quantas vezes alcançou o quociente. As vagas que restam vão para a distribuição por médias. Dentro de cada partido, as cadeiras são ocupadas pelos candidatos mais votados, na ordem.

Por isso, quando um candidato recebe muito mais votos que o quociente, o excedente conta para o partido. Em Minas Gerais, o quociente foi de 214.720 votos, e o mais votado teve 14,53 vezes esse número. Em São Paulo, com quociente de 338.203, o primeiro colocado teve 8,98 vezes.

Em cinco estados, o mais votado teve ao menos o dobro do quociente (votos do mais votado divididos pelo quociente eleitoral)
Minas Gerais14,53
São Paulo8,98
Ceará2,73
Santa Catarina2,12
Paraná2,05
Espírito Santo1,97
Rio Grande do Sul1,94
Pará1,46

Fonte: TSE, totalização do 1º turno, outubro de 2026

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Em 15 das 27 unidades da federação, o mais votado superou sozinho o quociente. Nas outras 12, todas com 8 a 18 cadeiras, o primeiro colocado ficou abaixo dele: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins. Nesses estados, todos os eleitos dependeram também dos votos dos colegas de partido e dos votos de legenda.

O resultado da divisão por partido, com o tamanho de cada bancada, está no levantamento sobre a nova Câmara dos Deputados.

Como calculamos. Dividimos os votos do mais votado de cada estado pelo quociente eleitoral que o TSE publica na totalização, igual aos votos válidos divididos pelo número de cadeiras. Os percentuais das tabelas são os do TSE, sobre os votos válidos para deputado federal.


Os eleitos serão diplomados pelos tribunais regionais eleitorais até 18 de dezembro, segundo o calendário do TSE. A posse na Câmara dos Deputados é em 1º de fevereiro de 2027, quando começa a nova legislatura.

Como citar: Ouviram (14 out. 2026). «Deputados federais mais votados de 2026 por estado: três passam de 1 milhão de votos». ouviram.com.br/politica/deputados-federais-mais-votados-2026-por-estado

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

Quantos votos precisa para ser eleito deputado federal?

Não há um número fixo. A vaga depende dos votos do partido ou da federação no estado e do quociente eleitoral; além disso, o candidato precisa ter pelo menos 10% do quociente, como manda o artigo 108 do Código Eleitoral.

O que é voto de legenda?

É o voto dado só ao número do partido, com dois dígitos, sem escolher um candidato. Ele soma para o partido na divisão das cadeiras, mas não muda a ordem dos candidatos na lista.

O que é suplente de deputado federal?

São os candidatos do partido ou da federação que não foram eleitos, na ordem de votação. O primeiro suplente assume quando um titular deixa o cargo ou se licencia.

Federação partidária conta como um partido na eleição para deputado?

Sim. A federação atua como um só partido na distribuição das cadeiras e precisa durar pelo menos quatro anos, segundo a Lei 14.208, de 2021.

Onde ver os votos de todos os candidatos do meu estado?

No aplicativo Resultados e na página de divulgação do TSE, que mostram a votação de cada candidato, cidade por cidade, com os dados oficiais da totalização.

#Eleições2026#CâmaraDosDeputados#TSE#DeputadosFederais

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