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Ministro da Educação: Leonardo Barchini comanda o MEC desde abril de 2026
Servidor federal há mais de 30 anos, da carreira da Capes, ele era o secretário-executivo da pasta desde agosto de 2023 e assumiu no lugar de Camilo Santana.

Leonardo Barchini é o ministro da Educação desde 2 de abril de 2026, segundo a galeria oficial de ministros do MEC. Servidor federal de carreira, ele responde hoje pelo Enem, pelo Pé-de-Meia, pelas universidades e institutos federais e pelos repasses da merenda escolar a estados e municípios.
Barchini não veio da política partidária. Ele era o secretário-executivo do ministério, o número dois da pasta, desde agosto de 2023, e assumiu a cadeira deixada por Camilo Santana, senador pelo Ceará com mandato até 2031. O mesmo aconteceu na Casa Civil, onde a secretária-executiva Miriam Belchior assumiu como ministra no mesmo 2 de abril.
Para quem tem filho na escola ou estuda para o vestibular, a troca não mudou o calendário. As provas do Enem 2026 continuam marcadas para 8 e 15 de novembro. Já a parcela de outubro do Pé-de-Meia, de R$ 200, cai de 19 a 26 de outubro, segundo o MEC.
- MinistroLeonardo Barchini, desde 2 de abril de 2026
- SedeEsplanada dos Ministérios, Bloco L, Brasília
- CriaçãoDecreto 19.402, de 14 de novembro de 1930
- Titulares desde março de 199020 pessoas, em 21 passagens
- Atendimento0800 616161, ligação gratuita
Um servidor da Capes no gabinete
Barchini nasceu em 19 de março de 1976, em Assunção, no Paraguai, e é brasileiro nato, informa a biografia oficial publicada pelo MEC. Pela Constituição, é brasileiro nato o filho de pai ou mãe brasileira nascido no exterior que foi registrado em repartição brasileira ou que veio morar no país e optou pela nacionalidade.
Formado em direito, ele fez mestrado em ciências sociais, os dois cursos pela Universidade de Brasília (UnB). Há mais de 30 anos é servidor público federal, na carreira de analista em ciência e tecnologia da Capes. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior é a fundação do MEC que financia bolsas de mestrado e doutorado.
A trajetória dentro do ministério é longa. Segundo a galeria oficial, ele chefiou a Assessoria Internacional de 2008 a 2011 e foi chefe de gabinete do ministro de 2011 a 2012. Depois, de 2013 a 2016, trabalhou na Prefeitura de São Paulo como secretário de Relações Internacionais e Federativas e chefe de gabinete do prefeito.
Voltou ao MEC em 2023, primeiro como secretário-executivo adjunto e, a partir de agosto daquele ano, como secretário-executivo. É o cargo que coordena o orçamento, os contratos e as secretarias da pasta, e que costuma substituir o ministro nas ausências.
Não é a primeira vez que o número dois chega ao topo. Victor Godoy, ministro de março de 2022 a janeiro de 2023, também era secretário-executivo antes de assumir. O mesmo vale para José Henrique Paim, que comandou o MEC de 2014 a 2015, segundo a galeria do ministério.
Do Enem à merenda: o trabalho da pasta
A Lei 14.600, de 2023, que organiza os ministérios, dá ao MEC seis áreas de competência. A lista começa pela política nacional de educação e passa pela avaliação, pela pesquisa universitária e pelo magistério. A última é a “assistência financeira a famílias carentes para a escolarização de seus filhos ou dependentes”, área de programas como o Pé-de-Meia.
Na prática, a lei divide o ensino em camadas. Pela Constituição, os municípios cuidam das creches, da pré-escola e do ensino fundamental, e os estados, do fundamental e do médio. O MEC fica com a rede federal, as normas nacionais, a avaliação e o dinheiro que complementa o das prefeituras e governos estaduais.
Boa parte desse trabalho chega ao cidadão por órgãos vinculados ao ministério, cada um com presidente e orçamento próprios:
- InepAplica o Enem, o Censo Escolar, o Saeb e o Enade, e divulga os resultados por escola e por curso
- FNDERepassa a estados e municípios o dinheiro da merenda e do transporte escolar e compra e distribui os livros didáticos
- CapesFinancia bolsas de mestrado e doutorado e avalia os programas de pós-graduação
- Universidades e institutos federaisOferecem ensino superior, técnico e médio gratuito em todos os estados
O Enem é o ponto de maior contato com as famílias. A edição de 2026 tem mais de 5 milhões de inscritos, 3,4 milhões deles com isenção da taxa, segundo o Inep. São Paulo sozinho reúne 851,8 mil candidatos, como mostra o balanço de inscritos por estado.
5 milhões
de candidatos, no mínimo, estão inscritos no Enem 2026, com provas em 8 e 15 de novembro
Fonte: Inep, outubro de 2026
A nota do Enem abre três portas mantidas pelo MEC. O Sisu distribui vagas em universidades públicas, o Prouni oferece bolsas em faculdades particulares e o Fies financia mensalidades. Em 2026, o Sisu ofereceu 274,8 mil vagas em 136 instituições, e o calendário de 2027 ainda não foi publicado, como mostra o guia de Sisu, Prouni e Fies.
Para o estudante do ensino médio público de família de baixa renda, o programa mais próximo é o Pé-de-Meia. Recebe quem tem de 14 a 24 anos e está no Cadastro Único, sem inscrição: o MEC inclui o aluno a partir dos dados da escola. Somando os três anos e o Enem, o valor chega a R$ 9.200 por aluno, segundo o ministério.
Ministros da Educação desde 1990
Desde a posse de Fernando Collor, em março de 1990, 20 pessoas comandaram o MEC como titulares, em 21 passagens. Aloizio Mercadante foi o único a ocupar o cargo duas vezes no período, ambas no governo Dilma Rousseff. A lista abaixo segue a galeria oficial do ministério e não inclui interinos.
| Ministro | Período | Governo |
|---|---|---|
| Carlos Chiarelli | 15/3/1990 a 22/8/1991 | Fernando Collor |
| José Goldemberg | 22/8/1991 a 5/8/1992 | Fernando Collor |
| Eraldo Tinoco | 5/8/1992 a 2/10/1992 | Fernando Collor |
| Murílio Hingel | 5/10/1992 a 1º/1/1995 | Itamar Franco |
| Paulo Renato Souza | 1º/1/1995 a 1º/1/2003 | Fernando Henrique Cardoso |
| Cristovam Buarque | 1º/1/2003 a 23/1/2004 | Luiz Inácio Lula da Silva |
| Tarso Genro | 23/1/2004 a 1º/8/2005 | Luiz Inácio Lula da Silva |
| Fernando Haddad | 1º/8/2005 a 24/1/2012 | Lula e Dilma Rousseff |
| Aloizio Mercadante | 24/1/2012 a 3/2/2014 | Dilma Rousseff |
| José Henrique Paim | 3/2/2014 a 1º/1/2015 | Dilma Rousseff |
| Cid Gomes | 1º/1/2015 a 18/3/2015 | Dilma Rousseff |
| Renato Janine Ribeiro | 6/4/2015 a 5/10/2015 | Dilma Rousseff |
| Aloizio Mercadante | 5/10/2015 a 12/5/2016 | Dilma Rousseff |
| Mendonça Filho | 12/5/2016 a 6/4/2018 | Michel Temer |
| Rossieli Soares | 10/4/2018 a 31/12/2018 | Michel Temer |
| Ricardo Vélez Rodríguez | 1º/1/2019 a 8/4/2019 | Jair Bolsonaro |
| Abraham Weintraub | 8/4/2019 a 20/6/2020 | Jair Bolsonaro |
| Milton Ribeiro | 10/7/2020 a 28/3/2022 | Jair Bolsonaro |
| Victor Godoy | 30/3/2022 a 1º/1/2023 | Jair Bolsonaro |
| Camilo Santana | 1º/1/2023 a 1º/4/2026 | Luiz Inácio Lula da Silva |
| Leonardo Barchini | desde 2/4/2026 | Luiz Inácio Lula da Silva |
Fonte: Galeria de Ministros do MEC e Câmara dos Deputados (saída de Cid Gomes), outubro de 2026.
Nos intervalos entre um titular e outro, o secretário-executivo responde pela pasta. Foi o caso de Luiz Cláudio Costa, ministro interino depois da saída de Cid Gomes, em 18 de março de 2015. Ele ficou até a posse de Renato Janine Ribeiro, em 6 de abril.
O tempo no cargo variou muito. Paulo Renato Souza atravessou os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, e Fernando Haddad ficou mais de seis anos, entre os governos Lula e Dilma. No outro extremo, Eraldo Tinoco ficou menos de dois meses, e Cid Gomes, menos de três.
Fonte: Galeria de Ministros do MEC, outubro de 2026
Nenhum deles, porém, chega perto da passagem mais longa da galeria. Gustavo Capanema comandou a pasta de 26 de julho de 1934 a 29 de outubro de 1945, mais de 11 anos, no governo de Getúlio Vargas. Foi na gestão dele que o ministério ganhou o prédio no centro do Rio de Janeiro que leva seu nome.
A galeria oficial do MEC divide os titulares em quatro períodos, a partir da criação da pasta, em 1930.
O primeiro nome da lista é Francisco Campos, que teve duas passagens. A primeira foi de 6 de dezembro de 1930 a 31 de agosto de 1931, e a segunda, de 2 de dezembro de 1931 a 16 de setembro de 1932. Naquela época, a mesma pasta cuidava da educação e da saúde pública, separadas só em 1953.
Entre os titulares desde 1990 há dois nascidos fora do Brasil. Ricardo Vélez Rodríguez nasceu em Bogotá, na Colômbia, e Leonardo Barchini, em Assunção, segundo as biografias da galeria do MEC.
- 1930Decreto 19.402 cria o Ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública, em 14 de novembro
- 1953Lei 1.920 separa a saúde, e a pasta passa a se chamar Ministério da Educação e Cultura
- 1985A cultura ganha ministério próprio, e o MEC fica com a educação
- 1996Lei de Diretrizes e Bases, a LDB, organiza o ensino do infantil ao superior
- 1998Inep aplica a primeira edição do Enem
- 2010Estreia o Sisu, que usa a nota do Enem para vagas em universidades públicas
- 2024Lei 14.818 cria o Pé-de-Meia para alunos do ensino médio público
- 2026Leonardo Barchini assume o ministério em 2 de abril
O ministro da Educação é nomeado e exonerado pelo presidente da República, sem sabatina no Senado, pelo artigo 84 da Constituição. O nome do atual e dos demais titulares da Esplanada está na lista de ministros do governo Lula, atualizada a cada troca.
A próxima data no calendário do MEC é a parcela de outubro do Pé-de-Meia, paga de 19 a 26 de outubro pelo mês de nascimento do aluno. Dúvidas sobre programas do ministério são atendidas pela central 0800 616161, com ligação gratuita.
Como calculamos. Os meses no cargo foram contados entre as datas de início e fim de cada passagem publicadas na Galeria de Ministros do MEC. A data de saída de Cid Gomes, que aparece trocada na galeria, foi conferida no registro da Câmara dos Deputados de 18 de março de 2015.
Como citar: Ouviram (17 out. 2026). «Ministro da Educação: Leonardo Barchini comanda o MEC desde abril de 2026». ouviram.com.br/politica/ministro-da-educacao-quem-e-2026
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
Quem escolhe o ministro da Educação?
O presidente da República nomeia e exonera os ministros de Estado, pelo artigo 84 da Constituição, sem aprovação do Senado. O escolhido precisa ser brasileiro, ter mais de 21 anos e estar no exercício dos direitos políticos, segundo o artigo 87.
Quem foi o primeiro ministro da Educação do Brasil?
Francisco Campos, que assumiu em 6 de dezembro de 1930 o recém-criado Ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública, no governo provisório de Getúlio Vargas, segundo a galeria do MEC.
O MEC manda nas escolas estaduais e municipais?
Não diretamente. Pela Constituição, municípios cuidam da educação infantil e do ensino fundamental, e estados, do fundamental e do médio. O MEC define normas nacionais, avalia e repassa dinheiro, como o da merenda e o do transporte escolar.
Como falar com o Ministério da Educação?
A central de atendimento do MEC é o 0800 616161, com ligação gratuita. O atendimento presencial fica na Esplanada dos Ministérios, Bloco L, em Brasília.
O Inep é a mesma coisa que o MEC?
Não. O Inep é uma autarquia federal vinculada ao MEC, com orçamento e presidente próprios. É ele que aplica o Enem, o Censo Escolar e o Saeb.
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1. Em que ano foi criado o Ministério da Educação?
O Decreto 19.402, de 14 de novembro de 1930, criou o Ministério dos Negócios da Educação e Saúde Pública, que deu origem ao MEC.
2. Quem ficou mais tempo no comando do MEC desde 1990?
Paulo Renato Souza foi ministro de 1º de janeiro de 1995 a 1º de janeiro de 2003, nos dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso, segundo a galeria do MEC.
3. Em que ano a saúde deixou de fazer parte do mesmo ministério da educação?
A Lei 1.920, de 25 de julho de 1953, criou o Ministério da Saúde e rebatizou a pasta como Ministério da Educação e Cultura.
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