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O que fazer em Salvador: Pelourinho, Bonfim e Rio Vermelho resumem a primeira capital do Brasil
No Censo 2022, 83,2% dos moradores se declararam pretos ou pardos, segundo o IBGE, e a herança africana está na comida, na fé e na música.

Salvador foi a primeira capital do Brasil, de 1549 a 1763, e guarda no Pelourinho um centro histórico reconhecido pela Unesco em 1985. A cidade tem 2,56 milhões de moradores na estimativa do IBGE para 2025, e 83,2% deles se declararam pretos ou pardos no Censo 2022.
Essa herança africana aparece no tabuleiro de acarajé, nos terreiros, nos blocos afro e nas festas de largo, como os baianos chamam as celebrações religiosas que tomam as praças. Para quem chega, isso significa uma cidade que se visita com o ouvido e o paladar, além dos olhos.
O mapa ajuda a planejar. A Cidade Alta fica no topo de uma escarpa, e a Cidade Baixa, à beira da Baía de Todos-os-Santos. As praias de mar aberto se estendem para o norte, a partir da Barra.
83,2%
dos moradores de Salvador se declararam pretos ou pardos no Censo 2022, o equivalente a 2 milhões de pessoas
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022
Ladeiras do Pelourinho e a descida ao Comércio
O Centro Histórico se percorre a pé, de preferência pela manhã. O roteiro clássico vai do Terreiro de Jesus ao Largo do Pelourinho, entre sobrados coloridos, igrejas e a Fundação Casa de Jorge Amado.
Na Praça Ramos de Queirós, a Casa do Carnaval da Bahia abre de terça a domingo, das 11h às 19h, com ingresso a R$ 30 e meia a R$ 15.
Um aviso evita frustração. A Igreja e Convento de São Francisco, famosa pelo interior coberto de ouro, está fechada desde 5 de fevereiro de 2025, quando parte do forro da nave desabou.
O Iphan prevê a entrega do restauro em 2029. A primeira fase das obras, na nave central e no claustro, tem cerca de R$ 20 milhões reservados, segundo o instituto.
Da Praça Tomé de Sousa, o Elevador Lacerda desce 72 metros até o Comércio. Inaugurado em 1873, ele foi reaberto em 25 de fevereiro de 2025, depois de dez meses de reforma.
- TarifaR$ 1
- Com Salvador CardNão paga
- Em cimaPraça Tomé de Sousa, na Cidade Alta
- EmbaixoPraça Cairu, em frente ao Mercado Modelo
No Mercado Modelo, as lojas vendem berimbaus, rendas e fitinhas do Bonfim, e os restaurantes servem moqueca com vista para a baía. A poucos passos, a Cidade da Música da Bahia, museu interativo, abre de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada até as 17h.
Mar calmo, dendê e a Colina Sagrada
Na Barra, o Farol ocupa o Forte de Santo Antônio, na ponta onde a baía encontra o oceano. Ao lado, o Porto da Barra tem mar calmo, bom para crianças, e pôr do sol dentro d'água. De julho a outubro, as baleias jubarte passam pela costa, e uma exposição sobre elas fica no Farol até domingo, 11 de outubro.
Quem prefere ondas segue para o norte, por Itapuã, Stella Maris e Flamengo. Antes do banho, vale consultar o boletim de balneabilidade do Inema, o instituto ambiental da Bahia.
Na Cidade Baixa, a Igreja do Senhor do Bonfim, no alto da Colina Sagrada, é o endereço da fé baiana. As fitinhas amarradas no gradil com três nós, um para cada pedido, viraram símbolo da cidade. Dali, é um pulo até a Ribeira, onde a sorveteria do largo serve sabores de frutas da terra desde 1931.
À mesa, o dendê manda. O ofício das baianas de acarajé está inscrito no Livro dos Saberes do Iphan desde 2005, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. No Rio Vermelho, os tabuleiros do Largo de Santana e do Largo da Mariquita formam fila no fim da tarde, e os bares em volta esticam a noite.
Para provar de tudo num só lugar, o restaurante-escola do Senac, no Pelourinho, monta um bufê com cerca de 40 pratos baianos, como moqueca, vatapá, caruru e abará.
A baía também rende um dia de barco. O ferry-boat sai do Terminal São Joaquim para Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, de hora em hora. As lanchas para Mar Grande e os catamarãs para Morro de São Paulo partem do Terminal Náutico, no Comércio.
Do Bonfim ao Carnaval, e como chegar
O verão baiano é uma sequência de festas. A Bahia foi o terceiro estado que mais recebeu viagens nacionais em 2024, segundo o IBGE, como mostra o levantamento dos destinos nacionais mais procurados.
- 14 de janeiro de 2027Lavagem do Bonfim, com cortejo a pé até a Colina Sagrada
- 23 e 24 de janeiro de 2027Festival de Verão Salvador
- 2 de fevereiroFesta de Iemanjá, no Rio Vermelho, tradição desde 1923
- 4 a 10 de fevereiro de 2027Carnaval, segundo o calendário anunciado pela Prefeitura
- 24 de junhoSão João
- 2 de julhoIndependência da Bahia, feriado estadual
- 7 e 8 de novembro de 2026AFROPUNK Brasil
Os shows já confirmados estão no calendário de festivais, e as folgas do ano que vem, na lista de feriados de 2027.
O aeroporto internacional fica a cerca de 28 km do Pelourinho. Um ônibus gratuito liga o terminal à estação Aeroporto, da Linha 2 do metrô, que segue até o Acesso Norte. Ali se troca para a Linha 1, rumo à Lapa, no Centro.
Quem vem de ônibus desembarca na nova Rodoviária da Bahia, em Águas Claras. O terminal funciona desde 20 de janeiro de 2026, ao lado da estação de metrô de mesmo nome, e recebe 363 linhas intermunicipais, segundo o governo do estado.
- ÔnibusR$ 5,90
- MetrôR$ 4,10
- Ferry para ItaparicaR$ 7,20 em dias úteis; R$ 9,50 em fins de semana e feriados
- Horário do ferryDas 5h às 23h30, de segunda a sábado; a partir das 6h aos domingos e feriados
- ChuvaMaio tem média de 302,2 mm; dezembro, de 63,4 mm, segundo o Inmet
Se você viaja com crianças ou idosos, lembre que o Centro Histórico tem ladeiras de pedra e pouca sombra ao meio-dia. Sapato fechado, água e chapéu fazem diferença.
A próxima grande festa de largo é a Lavagem do Bonfim, na quinta-feira, 14 de janeiro de 2027. No feriado de segunda-feira, 12 de outubro, o ferry para Itaparica cobra a tarifa de fim de semana, de R$ 9,50, com primeira saída às 6h.
Como citar: Ouviram (9 out. 2026). «O que fazer em Salvador: Pelourinho, Bonfim e Rio Vermelho resumem a primeira capital do Brasil». ouviram.com.br/turismo/o-que-fazer-em-salvador
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
O que fazer em Salvador em três dias?
No primeiro dia, percorra o Pelourinho, desça pelo Elevador Lacerda e visite o Mercado Modelo. No segundo, vá ao Farol da Barra e ao Porto da Barra e jante no Rio Vermelho. No terceiro, suba à Colina Sagrada, na Igreja do Bonfim, e tome sorvete na Ribeira.
Como chegar a Salvador?
De avião, pelo aeroporto internacional, a cerca de 28 km do Pelourinho e ligado ao metrô por um ônibus gratuito. De ônibus, pela Rodoviária da Bahia, em Águas Claras, ao lado da estação de metrô de mesmo nome.
Quando ir a Salvador?
O verão, de dezembro a março, concentra as festas e é a alta temporada. Chove mais de abril a julho: maio tem média de 302,2 mm, e dezembro, o mês mais seco, 63,4 mm, segundo o Inmet. A máxima média vai de 26,6 °C em julho a 31 °C em janeiro e fevereiro.
Quanto custa o Elevador Lacerda?
A tarifa definida pela Prefeitura na reabertura, em 25 de fevereiro de 2025, é de R$ 1, cobrada depois de 90 dias de acesso gratuito. Quem usa o Salvador Card não paga, segundo a Secretaria de Mobilidade do município.
Como ir de Salvador para a Ilha de Itaparica?
De ferry-boat, do Terminal São Joaquim a Bom Despacho. A passagem custa R$ 7,20 em dias úteis e R$ 9,50 em fins de semana e feriados, com saídas das 5h às 23h30 de segunda a sábado e a partir das 6h aos domingos e feriados.
A Igreja de São Francisco, em Salvador, está aberta?
Não. O templo do Pelourinho está fechado desde 5 de fevereiro de 2025, quando parte do forro da nave desabou. O Iphan prevê a entrega do restauro em 2029.
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1. Em que ano o Centro Histórico de Salvador entrou na lista do Patrimônio Mundial da Unesco?
A Unesco inscreveu o Centro Histórico de Salvador em 1985.
2. Em que dia acontece a Festa de Iemanjá no Rio Vermelho?
A festa é em 2 de fevereiro e nasceu em 1923, de uma oferenda de pescadores do bairro.
3. Em que ano o ofício das baianas de acarajé foi inscrito pelo Iphan no Livro dos Saberes?
O ofício está inscrito no Livro dos Saberes desde 2005, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, segundo o Iphan.
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