Sanepar restabelece a água em Maringá, e 14 UBSs ainda têm atendimento afetado
Quatro escolas municipais seguem fechadas, mais de mil pessoas trabalham na recuperação e o Inmet prevê ventos de até 100 km/h na quarta-feira (4).

A Sanepar restabeleceu nesta terça-feira (3) o abastecimento de água em Maringá, no Noroeste do Paraná, segundo a Prefeitura. A cidade ainda tem 14 das 36 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) com atendimento comprometido e quatro escolas municipais fechadas depois do temporal de segunda-feira (2).
O balanço saiu da terceira reunião do Gabinete de Gestão Integrada, na manhã desta terça, seguida de entrevista coletiva. Mais de mil pessoas trabalham na recuperação, entre Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Copel, Sanepar, equipes municipais e reforços de outras cidades do Paraná. As equipes da Sanepar ainda trabalham para normalizar o serviço em toda a cidade.
“Nosso foco agora é devolver a normalidade para Maringá”, disse o prefeito Silvio Barros. Segundo ele, a prioridade é restabelecer os serviços e recuperar os espaços atingidos para que a população retome a rotina o mais rápido possível.
A volta da luz segue como a principal tarefa. A Copel começou o dia com seis equipes próprias e reforço de outras regiões do estado. A Prefeitura enviou à companhia uma lista de pontos prioritários, com unidades de saúde e condomínios onde idosos e pessoas com mobilidade reduzida dependem de elevador. Na segunda, a Copel informou ter mais de 450 profissionais na cidade.
Na saúde, as UBSs Requião, Piatã e São Silvestre e a unidade de Floriano estão sem energia, internet e telefone, informou a Secretaria de Saúde. Vila Esperança, Parigot de Souza, Sumaré e Iguatemi têm danos na cobertura. Seis unidades seguem sem luz, mas todas as vacinas foram preservadas.
“Neste momento, é importante que as pessoas priorizem os atendimentos de quem realmente precisa”, disse o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi. As outras 22 UBSs atendem normalmente. Segundo a Prefeitura, os hospitais seguem abertos, com geradores onde a energia não voltou por completo.
Para as famílias, quatro escolas municipais continuam fechadas: Odete Alcântara Rosa, Pioneira Mariana Viana Dias, Dorncelina Folador e Ruy Alvino. A Doutor Luiz Gabriel Guimarães Sampaio, quinta escola atingida, voltou às aulas. Nas demais escolas e nos Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), o atendimento segue normal. A Universidade Estadual de Maringá (UEM) suspendeu as aulas do câmpus sede nesta terça.
A Prefeitura contou 363 chamados de queda de árvores e entregou lonas a mais de 600 famílias. Sete geradores mantêm semáforos em três cruzamentos importantes, e os itinerários de ônibus têm oito pontos de interferência da rede elétrica. Até a noite de segunda, ninguém precisou de abrigo, segundo a Defesa Civil.
No Paraná, 17 municípios registraram estragos até a manhã de segunda, com 1.277 pessoas afetadas e 350 casas danificadas, segundo o levantamento preliminar da Defesa Civil Estadual. Em Maringá, as rajadas chegaram a 90 km/h em alguns pontos. O quartel do 5º Batalhão de Bombeiros perdeu parte do telhado, como mostrou a cobertura do decreto de calamidade.
A ajuda da população passa pelo programa Pra Somar, com cadastro único para voluntários e para empresas que oferecem máquinas, caminhões e mão de obra. A Prefeitura avisa que não faz vaquinha nem pede dinheiro. Empresas atingidas devem acionar o seguro, e engenheiros do município podem ajudar com laudos dos danos. A abertura da Maringá Encantada, a decoração de Natal da cidade, segue marcada para 14 de novembro.
A semana ainda pede atenção. O Inmet colocou Maringá em aviso laranja de tempestade para quarta-feira (4), com até 100 milímetros de chuva no dia, ventos de 60 a 100 km/h e possível granizo. O Simepar prevê chuva mais forte entre quarta e quinta (5), com a formação de um ciclone extratropical na costa do Sul.
Moradores podem registrar árvores caídas e estragos pela Ouvidoria 156, por telefone, aplicativo ou site, e receber alertas por SMS enviando o CEP para o 40199. Lonas são entregues no quartel dos Bombeiros, e famílias que precisam de assistência devem procurar o Cras mais próximo. Em risco de vida, a orientação é ligar para a Defesa Civil, no 199, ou para os Bombeiros, no 193.
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