Maringá decreta calamidade após rajadas de até 81 km/h destelharem o quartel dos Bombeiros
A Avenida Colombo foi bloqueada, a Prefeitura ainda conta os danos e o Inmet mantém aviso laranja na cidade até as 23h59 desta segunda-feira.

A Prefeitura de Maringá decretou calamidade pública nesta segunda-feira (2), após 49,8 milímetros de chuva em sete horas, segundo o Simepar. O temporal da madrugada derrubou árvores e postes, destelhou o quartel dos Bombeiros e deixou bairros sem luz no feriado de Finados.
O decreto permite contratações emergenciais e liberação de recursos para atender à população, informou a Prefeitura, que ainda contabiliza danos e ocorrências. Na prática, a medida agiliza o reforço para retirar árvores das ruas e recuperar o que foi danificado.
“O mais importante neste momento é garantir que a população receba atendimento rápido e tenha o suporte necessário”, afirmou o prefeito Silvio Barros, na nota da Prefeitura. Equipes das secretarias de Infraestrutura e de Limpeza Urbana e da Defesa Civil estão nas ruas desde as primeiras horas do dia.
O vento arrancou a cobertura do quartel do Corpo de Bombeiros. Em vídeo divulgado pela Prefeitura, Barros contou que a saída das viaturas ficou difícil e que uma das primeiras medidas foi garantir as condições de trabalho dos Bombeiros e da Copel.
Os telefones de emergência dos Bombeiros e do Samu apresentaram instabilidade durante a manhã, e o prefeito disse que é preciso restabelecer as comunicações o mais rápido possível.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou o bloqueio da Avenida Colombo, o trecho urbano da BR-376, por causa das árvores caídas sobre a pista. Quem só precisa atravessar a cidade deve usar os contornos Norte e Sul, orientou a corporação. A liberação completa da via não havia sido confirmada até esta publicação.
Houve quedas de árvores também nas avenidas Brasil, Tiradentes e Tuiuti e na Vila Operária, além de semáforos danificados. Em frente à Catedral, o vento derrubou grande parte da decoração de Natal da Maringá Encantada, que estava em montagem na Praça Renato Celidônio.
O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) registrou rajada de 81 km/h em Maringá às 3h30, enquanto a nota da Prefeitura cita 40 km/h. O mau tempo também atingiu outras cidades do estado: em Marquinho, no centro-sul, a prefeitura local estima em cerca de 70% a parcela da população afetada pelo temporal de domingo (1º).
O risco continua. Maringá está no aviso laranja de tempestade do Inmet até as 23h59 desta segunda, com previsão de 30 a 60 milímetros por hora, ventos de 60 a 100 km/h e queda de granizo.
Na terça (3) e na quarta (4), o aviso é amarelo, com ventos de 40 a 60 km/h e máximas de 30°C e 31°C. O Simepar já previa novembro com chuva acima da média no Paraná.
A Prefeitura divulgou estes canais para quem precisa de ajuda em Maringá:
- Risco de vidaSamu, 192, ou Defesa Civil, 199 (o 192 teve instabilidade pela manhã)
- Bombeiros(44) 3127-1193, alternativa ao 193, que teve instabilidade pela manhã
- Árvore ou galho caídoAplicativo Ouvidoria 156 ou site da Prefeitura, na opção “Temporal”
- Fio rompido ou poste quebradoCopel, 0800 51 00 116
- Falta de luzAplicativo e site da Copel, WhatsApp (41) 3013-8973 ou SMS para 28593 com “SL” e o número da unidade consumidora
Os moradores não devem retirar galhos nem árvores por conta própria, pois há risco de contato com a rede elétrica, e devem ficar longe de fios rompidos e postes quebrados, orienta a Prefeitura.
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