Rifaina: pecuarista suspeito de matar jovem de 24 anos segue foragido com prisão decretada
O crime ocorreu no km 463 da SP-334 na noite de 27 de outubro, e a Justiça de Pedregulho atendeu no dia seguinte ao pedido da Polícia Civil.

A Polícia Civil de São Paulo procura um pecuarista de 62 anos investigado pela morte a tiro de uma jovem de 24 anos em Rifaina. O caso é tratado como feminicídio, e a Justiça de Pedregulho decretou a prisão preventiva em 28 de outubro. Até esta segunda (2), ele era considerado foragido.
O crime ocorreu por volta das 21h de 27 de outubro, no km 463 da Rodovia Cândido Portinari (SP-334), perto de uma propriedade rural, segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo. A vítima morava em Perdizes (MG) e percorreu cerca de 100 quilômetros com o irmão e uma amiga para devolver uma caminhonete e encerrar o relacionamento.
Segundo os depoimentos à polícia, houve uma discussão na entrada da propriedade, e o suspeito teria sacado uma arma e atirado. Ele também teria apontado o revólver para o irmão da jovem antes de fugir. Ela foi levada a uma unidade de saúde de Rifaina, mas não resistiu.
Uma amiga disse à polícia que a jovem relatou ter sido agredida quatro dias antes e ameaçada. A motivação apurada, segundo a Polícia Civil, envolve ciúme e a recusa do fim da relação. Os investigadores, coordenados pelo delegado Fábio Branquinho, ouviram testemunhas, fizeram perícia no local e apreenderam o celular da vítima para análise.
Ao decretar a prisão, o juiz de Pedregulho citou o histórico de violência do investigado e a necessidade de proteger o andamento do processo e as testemunhas.
O pecuarista foi condenado em dezembro de 2021, em Franca, a 3 meses e 15 dias de detenção em regime aberto. O motivo foi o descumprimento de medida protetiva de uma ex-companheira, e o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a decisão em 2022.
A polícia encontrou a caminhonete usada na fuga, mas o pecuarista não foi localizado. A defesa informou que analisava o caso e ainda não tinha falado com o investigado.
Desde a Lei 14.994, de 2024, o feminicídio é crime próprio no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de reclusão. Se o inquérito apontar a autoria, cabe ao Ministério Público apresentar a denúncia, e o caso pode ir a júri popular.
O principal canal público de ajuda é o Ligue 180, do Ministério das Mulheres, que fez 1.088.900 atendimentos em 2025, alta de 45% sobre o ano anterior, e recebeu 155.111 denúncias de violência. O serviço é gratuito, funciona 24 horas e atende também pelo WhatsApp (61) 9610-0180. Qualquer pessoa pode usar o canal para denunciar ou pedir orientação.
Em perigo, a ligação é para o 190. Em qualquer delegacia, a mulher pode pedir a medida protetiva, e a Lei Maria da Penha dá à polícia 48 horas para enviar o pedido ao juiz.
Em São Paulo, as Salas DDM atendem 24 horas, inclusive por videoconferência, segundo o governo paulista. A segurada afastada do emprego por decisão judicial recebe benefício do INSS sem perícia.
Quem tiver informação sobre o paradeiro do suspeito pode avisar a Polícia Militar pelo 190 ou o Disque Denúncia pelo 181.
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