Violência contra a mulher

PM prende em Taboão da Serra homem procurado por feminicídio de jovem de 19 anos

O suspeito foi localizado num apartamento do Jardim Salete após denúncia anônima e levado ao 1º Distrito Policial da cidade, segundo o governo paulista.

Viaturas da Polícia Militar de São Paulo enfileiradas em uma via arborizada
Viaturas da Polícia Militar de São Paulo enfileiradas durante entrega de veículos, em imagem de 2017.Foto: Alexandre Carvalho/A2img / Wikimedia Commons · CC BY 2.0

A Polícia Militar prendeu na terça (13), em Taboão da Serra, um homem de 22 anos procurado por feminicídio, segundo o governo paulista. Ele é suspeito de matar a tiro uma jovem de 19 anos.

Os policiais chegaram à noite a um apartamento no Jardim Salete, na Grande São Paulo, depois de uma denúncia anônima. No local, confirmaram que havia um mandado de prisão em aberto contra o suspeito e apreenderam três celulares. Ele foi levado ao 1º Distrito Policial de Taboão da Serra, onde ficou à disposição da Justiça.

Segundo o boletim de ocorrência, a jovem estava numa casa com o suspeito e um conhecido. Depois que o dono do imóvel saiu, os dois teriam discutido, e o homem teria atirado contra ela, que morreu no local. Ele teria fugido numa moto estacionada em frente à casa, de acordo com a polícia. O caso foi registrado como feminicídio.

Feminicídio é o assassinato de uma mulher por razões da condição do sexo feminino, como a violência doméstica e familiar ou o menosprezo ou a discriminação à condição de mulher. Desde a Lei 14.994, de 9 de outubro de 2024, ele é um crime próprio no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de reclusão.

Em São Paulo, quem sofre violência pode pedir socorro pelo 190. Nas ligações de violência doméstica, a Cabine Lilás, no Centro de Operações da PM, põe policiais mulheres capacitadas no atendimento, segundo o governo paulista. O aplicativo SP Mulher Segura permite registrar boletim de ocorrência e tem botão do pânico para quem já tem medida protetiva.

As Delegacias de Defesa da Mulher são especializadas nesse atendimento, e as Salas DDM, instaladas em delegacias e plantões, funcionam 24 horas, inclusive por videoconferência. Em qualquer delegacia, a vítima pode pedir a medida protetiva, e a Lei Maria da Penha dá à polícia 48 horas para enviar o pedido ao juiz. A segurada afastada do emprego por decisão judicial recebe benefício do INSS sem perícia por até seis meses.


O Ligue 180, do Ministério das Mulheres, é gratuito, funciona 24 horas por dia e também atende pelo WhatsApp (61) 9610-0180.

#ViolênciaContraAMulher#TaboãoDaSerra#PolíciaMilitar#GrandeSãoPaulo#Feminicídio

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