Rio de Janeiro

Estado do Rio tem 211 casos de mpox no ano, e Fiocruz atende suspeitos a qualquer hora

O Instituto Evandro Chagas confirmou 88 diagnósticos em outubro, até o dia 29, e o ministro da Saúde anunciou mais doses para o território fluminense.

Castelo Mourisco, prédio histórico da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro
Castelo Mourisco, sede histórica da Fiocruz, fica no mesmo campus do INI em Manguinhos, no Rio de Janeiro, em imagem de 2009.Foto: Econt / Wikimedia Commons · CC BY 3.0

O estado do Rio de Janeiro confirmou 211 casos de mpox em 2026, ante 119 em todo o ano passado, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ). Quem tem feridas suspeitas pode procurar uma unidade de saúde ou o pronto atendimento do INI/Fiocruz, aberto 24 horas.

A secretaria informou que não houve mortes nos dois períodos e que acompanha de perto a evolução do cenário. A Prefeitura do Rio investiga uma morte suspeita. Cerca de 120 casos suspeitos ainda aguardam conclusão no estado, e o painel estadual teve a última atualização em 27 de outubro.

O aumento ganhou força nos últimos dois meses na capital. Setembro teve 45 diagnósticos, e outubro, 29, contra 10 nos mesmos meses de 2025, segundo o painel epidemiológico da Prefeitura. Os números são preliminares e ainda podem subir.

OndeTodo o ano de 20252026, até agora
Estado do Rio119211
Cidade do Rio94167

Fonte: SES-RJ, 1º de novembro de 2026; Prefeitura do Rio, painel atualizado até 29 de outubro de 2026.

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou mais doses no sábado (31), em publicação nas redes sociais. “Reforçamos o volume de vacinas para o Rio de Janeiro para o controle dos casos atuais, assim como a preparação para as concentrações de final de ano”, afirmou. A publicação não informa quantas doses virão nem a data de chegada.

Antes do anúncio, a Prefeitura do Rio informou que a capital estava sem estoque da vacina. O deputado federal Daniel Soranz (PSD-RJ), presidente da Frente Parlamentar da Vacina, defende a ampliação da cobertura em todo o país. Padilha afirmou que a vacinação “permanece direcionada aos grupos recomendados”.

Esses grupos são três, segundo o Ministério da Saúde: profissionais de laboratório que trabalham com o vírus, pessoas com HIV e imunossupressão e quem teve contato de risco com caso suspeito ou confirmado. Neste último grupo, a vigilância em saúde avalia cada situação. A vacina não é de rotina no calendário nacional. Por isso, a maior parte da população depende da prevenção e do diagnóstico logo nos primeiros sintomas.

No país, o número é bem menor que o de quatro anos atrás. Na mesma publicação, Padilha afirmou que “a situação atual, com 665 casos da doença no Brasil no ano, é bem diferente do surto enfrentado em 2022, quando chegamos a quase 11 mil pessoas infectadas”.

A maioria das pessoas se recupera sozinha, segundo o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). As formas graves são mais prováveis em pessoas com imunossupressão, crianças e gestantes. O instituto, referência para o Rio, atendeu 121 pessoas com suspeita em outubro, até o dia 29. Dessas, 88 tiveram confirmação em laboratório, e 24 exames seguiam em processamento.

A SES-RJ recomenda evitar contato físico com lesões na pele e contato íntimo diante de sinais suspeitos, até a avaliação de um profissional. A orientação inclui não dividir toalhas, roupas de cama e peças de vestir. O preservativo reduz o risco, mas não protege por completo, porque as feridas podem estar em áreas descobertas, informa o INI/Fiocruz.

O pronto atendimento do instituto funciona todos os dias, inclusive neste feriado de Finados, na Avenida Brasil, 4.365, em Manguinhos, na Zona Norte. Em dias úteis, das 8h às 16h, o atendimento é no Setor de Ambulatório; nos demais horários, no plantão do Centro Hospitalar. O telefone é (21) 3865-9595.

#RioDeJaneiro#Mpox#Fiocruz#MinistérioDaSaúde#SUS

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