Estado do Rio tem 211 casos de mpox no ano, e Fiocruz atende suspeitos a qualquer hora
O Instituto Evandro Chagas confirmou 88 diagnósticos em outubro, até o dia 29, e o ministro da Saúde anunciou mais doses para o território fluminense.

O estado do Rio de Janeiro confirmou 211 casos de mpox em 2026, ante 119 em todo o ano passado, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ). Quem tem feridas suspeitas pode procurar uma unidade de saúde ou o pronto atendimento do INI/Fiocruz, aberto 24 horas.
A secretaria informou que não houve mortes nos dois períodos e que acompanha de perto a evolução do cenário. A Prefeitura do Rio investiga uma morte suspeita. Cerca de 120 casos suspeitos ainda aguardam conclusão no estado, e o painel estadual teve a última atualização em 27 de outubro.
O aumento ganhou força nos últimos dois meses na capital. Setembro teve 45 diagnósticos, e outubro, 29, contra 10 nos mesmos meses de 2025, segundo o painel epidemiológico da Prefeitura. Os números são preliminares e ainda podem subir.
| Onde | Todo o ano de 2025 | 2026, até agora |
|---|---|---|
| Estado do Rio | 119 | 211 |
| Cidade do Rio | 94 | 167 |
Fonte: SES-RJ, 1º de novembro de 2026; Prefeitura do Rio, painel atualizado até 29 de outubro de 2026.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou mais doses no sábado (31), em publicação nas redes sociais. “Reforçamos o volume de vacinas para o Rio de Janeiro para o controle dos casos atuais, assim como a preparação para as concentrações de final de ano”, afirmou. A publicação não informa quantas doses virão nem a data de chegada.
Antes do anúncio, a Prefeitura do Rio informou que a capital estava sem estoque da vacina. O deputado federal Daniel Soranz (PSD-RJ), presidente da Frente Parlamentar da Vacina, defende a ampliação da cobertura em todo o país. Padilha afirmou que a vacinação “permanece direcionada aos grupos recomendados”.
Esses grupos são três, segundo o Ministério da Saúde: profissionais de laboratório que trabalham com o vírus, pessoas com HIV e imunossupressão e quem teve contato de risco com caso suspeito ou confirmado. Neste último grupo, a vigilância em saúde avalia cada situação. A vacina não é de rotina no calendário nacional. Por isso, a maior parte da população depende da prevenção e do diagnóstico logo nos primeiros sintomas.
No país, o número é bem menor que o de quatro anos atrás. Na mesma publicação, Padilha afirmou que “a situação atual, com 665 casos da doença no Brasil no ano, é bem diferente do surto enfrentado em 2022, quando chegamos a quase 11 mil pessoas infectadas”.
A maioria das pessoas se recupera sozinha, segundo o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz). As formas graves são mais prováveis em pessoas com imunossupressão, crianças e gestantes. O instituto, referência para o Rio, atendeu 121 pessoas com suspeita em outubro, até o dia 29. Dessas, 88 tiveram confirmação em laboratório, e 24 exames seguiam em processamento.
A SES-RJ recomenda evitar contato físico com lesões na pele e contato íntimo diante de sinais suspeitos, até a avaliação de um profissional. A orientação inclui não dividir toalhas, roupas de cama e peças de vestir. O preservativo reduz o risco, mas não protege por completo, porque as feridas podem estar em áreas descobertas, informa o INI/Fiocruz.
O pronto atendimento do instituto funciona todos os dias, inclusive neste feriado de Finados, na Avenida Brasil, 4.365, em Manguinhos, na Zona Norte. Em dias úteis, das 8h às 16h, o atendimento é no Setor de Ambulatório; nos demais horários, no plantão do Centro Hospitalar. O telefone é (21) 3865-9595.
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