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Pix por aproximação perde teto de R$ 500 e devolução de golpe rastreia mais contas em 2026

Desde 1º de outubro, o pagamento por aproximação segue o limite geral de cada conta; à noite o padrão continua em R$ 1.000, e a vítima de golpe tem 80 dias para contestar pelo aplicativo do banco.

Edifício-sede do Banco Central, em Brasília, visto de baixo, entre árvores
Edifício-sede do Banco Central, em Brasília, visto de baixo, entre árvores, em imagem de 2015.Foto: Senado Federal / Flickr · CC BY 2.0

As novas regras do Pix em 2026 mexem com três situações do dia a dia. São elas pagar encostando o celular na maquininha, transferir dinheiro à noite e tentar reaver o valor perdido em um golpe. A mais recente começou a valer em 1º de outubro, quando o Banco Central retirou o teto fixo de R$ 500 por transação no Pix por aproximação.

As mudanças chegam a um sistema que não para de crescer. Em 4 de setembro, uma sexta-feira, o Pix registrou 318,1 milhões de transações em um único dia, novo recorde, segundo os dados abertos do Banco Central. Em setembro inteiro, foram 7,17 bilhões de operações liquidadas no sistema da autoridade monetária, que somaram R$ 3,2 trilhões.

Os limites são a parte da regra que mais afeta a rotina. Os principais em vigor, pelas normas do Banco Central:

  • À noite (20h às 6h)R$ 1.000 para outra pessoa física
  • Por aproximaçãoLimite geral da conta, sem teto fixo
  • Celular sem cadastroR$ 200 por Pix e R$ 1.000 por dia
  • Pix Saque e Pix TrocoAté R$ 3.000 de dia e R$ 1.000 à noite
  • Reduzir o limiteVale na hora
  • Aumentar o limiteA critério do banco, com espera mínima de 24 horas

Aproximação sem o teto de R$ 500

O Pix por aproximação funciona como o cartão sem contato: o cliente encosta o celular na maquininha e confirma o pagamento, pela carteira digital ou pelo aplicativo do banco. Desde dezembro de 2025, a norma previa um máximo de R$ 500 em cada operação desse tipo.

A Instrução Normativa 746, publicada pelo Banco Central em junho, revogou esse artigo a partir de 1º de outubro de 2026. Agora, o valor máximo é o mesmo das demais transações da conta, definido pelo banco conforme o perfil de cada cliente.

Isso não quer dizer pagamento sem limite. Quem prefere um teto baixo pode reduzi-lo no próprio aplicativo, e a redução tem de ser aplicada imediatamente. A regra permite até pedir limite igual a zero.

A trava da noite e do celular novo

O limite noturno foi criado em 2021, numa norma de prevenção a fraudes. Das 20h às 6h, o padrão é de R$ 1.000 para transferências entre pessoas físicas. Alguns bancos deixam o cliente escolher que a noite comece às 22h, e a troca leva de 24 a 48 horas para valer.

Quem precisa de mais pode pedir aumento ou cadastrar contas de confiança com limite próprio, como a de um familiar. Nos dois casos há espera: o aumento pedido pelo aplicativo só vale depois de pelo menos 24 horas, e o cadastro, entre 24 e 48 horas. A espera funciona como proteção caso o aparelho esteja na mão de outra pessoa.

Outra trava vale desde novembro de 2024. Um celular ou computador que nunca foi usado para fazer Pix naquela conta só movimenta R$ 200 por transação e R$ 1.000 por dia, até ser cadastrado. Desde julho de 2025, o nome ligado à chave Pix também precisa ser igual ao que consta na Receita Federal, o que dificulta o uso de nomes falsos.

Caiu em golpe: 80 dias para contestar

O dinheiro perdido em golpe pode voltar pelo Mecanismo Especial de Devolução, o MED. Desde outubro de 2025, todos os bancos têm de oferecer a contestação dentro do aplicativo, sem ligação nem ida à agência.

  1. Abra o aplicativo do banco e encontre a transação no extrato.
  2. Toque na opção de contestar o Pix e escolha o motivo: golpe, invasão de conta, coerção ou acesso fraudulento.
  3. O banco registra o pedido e avisa a instituição de quem recebeu, que bloqueia o valor na conta.
  4. A instituição de quem recebeu tem até 7 dias corridos para analisar o caso.
  5. Confirmada a fraude, o seu banco tem mais 72 horas para concluir a análise e iniciar a devolução.

O prazo para contestar é de 80 dias a partir da data do Pix, segundo o guia do Banco Central. Quanto antes, melhor: o bloqueio só alcança o saldo que ainda estiver nas contas.

A principal novidade de 2026 está aí. Antes, o bloqueio parava na primeira conta que recebia o dinheiro. Desde 2 de fevereiro, é obrigatório rastrear o caminho do valor e bloquear também as contas seguintes. Segundo o Relatório de Gestão do Pix, o aperfeiçoamento permite mapear os recursos “para além da primeira conta receptora usada para cometer a fraude”.

O MED vale para golpe, fraude, crime e falha operacional do banco. Não serve para compra com defeito nem para Pix enviado por engano a outra pessoa. Nesses casos, a devolução depende de quem recebeu. Na abertura do pedido, o banco não pode exigir boletim de ocorrência nem outro documento, segundo o guia do Banco Central.

Débito pelo Pix e as mudanças de 2027

O Pix Automático, em funcionamento desde 16 de junho de 2025, faz o papel do débito automático. O cliente autoriza uma vez, e a conta de luz, a mensalidade da escola ou a assinatura passam a ser pagas na data combinada. A modalidade tem limite diário próprio, que pode ser ajustado no aplicativo; um pedido de aumento, se aceito, vale em até oito horas.

A Resolução 587 do Banco Central, de 18 de setembro, traz regras que entram em vigor no ano que vem:

  • 1º de fevereiro de 2027Cobrança híbrida, com boleto e QR Code do Pix no mesmo documento; se a conta for paga duas vezes, o banco devolve o valor em até 24 horas
  • 1º de fevereiro de 2027Bancos passam a ter de divulgar o MED, com foco no público mais vulnerável
  • 1º de julho de 2027Quem recebe em conta-salário poderá usar o Pix Automático direto dela

A mesma resolução trata de quem é marcado por suspeita de fraude. Desde 21 de setembro, essa pessoa pode pedir o cancelamento da marcação, e o banco tem até sete dias para responder. A partir de fevereiro de 2027, o banco também terá de avisar o cliente, com a data da marcação e o canal para pedir revisão.

O Banco Central também estuda o Pix por aproximação sem internet, que funcionaria em cartões, pulseiras e relógios. Segundo o relatório da instituição, a ideia é atender quem tem “dificuldades de conectividade”.

Quatro ajustes para fazer hoje no aplicativo

As próprias regras dão ao cliente formas de se proteger, todas no menu de limites do banco:

  • Limite noturnoMantenha os R$ 1.000 ou reduza, se não costuma transferir à noite
  • Limite do diaComo o Pix por aproximação agora segue o limite geral da conta, ajuste o valor diurno ao que você costuma gastar
  • Contas de confiançaCadastre só as de familiares e as suas em outros bancos
  • AparelhosConfira quais celulares estão cadastrados e apague os que não usa

Desconfie de pedidos de Pix para “liberar” dinheiro. Nos próximos dias, por exemplo, os bancos devolvem direto na conta o saldo que ficou em sites de apostas, entre 9 e 14 de outubro. Novembro e dezembro trazem ainda o 13º salário, época de mais transferências.

Em 2025, o Pix somou quase 80 bilhões de transações e mais de R$ 35 trilhões, segundo o Banco Central. Em dezembro daquele ano, 148 milhões de pessoas físicas fizeram ou receberam ao menos um Pix.

Perguntas frequentes

Qual é o limite do Pix à noite?

O padrão é R$ 1.000 das 20h às 6h para transferências a outra pessoa física, pela Instrução Normativa 512 do Banco Central. Você pode pedir outro valor: a redução vale na hora, e o aumento depende do banco e leva pelo menos 24 horas.

Qual é o limite do Pix por aproximação?

Desde 1º de outubro de 2026 não há mais o teto fixo de R$ 500 por transação. Vale o limite geral da conta, definido pelo banco conforme o perfil do cliente, e que pode ser reduzido no aplicativo.

Como pedir a devolução de um Pix feito por golpe?

Abra o aplicativo do banco, localize a transação no extrato e use a opção de contestação, que aciona o Mecanismo Especial de Devolução. O prazo é de até 80 dias depois do Pix, segundo o Banco Central.

O banco sempre devolve o dinheiro de um golpe no Pix?

Não. A devolução depende de a fraude ser confirmada e de haver saldo nas contas que receberam o dinheiro. Desde 2 de fevereiro de 2026, o rastreamento alcança também as contas para onde o valor foi repassado.

O que é o Pix Automático?

É o débito recorrente pelo Pix, em funcionamento desde 16 de junho de 2025. O cliente autoriza uma vez, e contas como luz, escola e assinaturas passam a ser pagas na data combinada, sem nova confirmação.

Posso zerar o meu limite do Pix?

Sim. A norma do Banco Central permite pedir limite igual a zero, e a redução tem de ser aplicada imediatamente pelo banco.

#Pix#BancoCentral#PixAutomático#Golpes#Limites

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  1. 1. Qual é o limite padrão do Pix entre pessoas físicas das 20h às 6h?

  2. 2. Até quantos dias depois do Pix a vítima de golpe pode contestar a transação?

  3. 3. Quando o Pix Automático começou a funcionar?

  4. 4. Quantos Pix foram feitos no dia do recorde, 4 de setembro de 2026?

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