Conta de luz

Conta de luz tem bandeira verde em outubro, sem taxa extra, após cinco meses de amarela

A Aneel retirou o acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh cobrado de maio a setembro, e a definição da bandeira de novembro está marcada para 30 de outubro.

Vertedouro de usina hidrelétrica com as comportas abertas e a água correndo para o rio
Foto: luizmrocha / CC BY-SA 2.0

A bandeira tarifária de outubro de 2026 é verde, o que significa conta de luz sem cobrança extra. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a decisão em 25 de setembro. É a primeira vez desde abril que o consumidor fica livre do acréscimo, depois de cinco meses seguidos de bandeira amarela.

A amarela somava R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Numa casa que gasta 200 kWh por mês, eram R$ 3,77 a mais na fatura; com 300 kWh, R$ 5,66. Esses valores deixam de aparecer nas contas referentes ao consumo de outubro.

A comparação com o ano passado é mais favorável ainda. Em outubro de 2025, vigorava a bandeira vermelha patamar 1, de R$ 4,463 a cada 100 kWh. A mesma casa de 200 kWh pagava R$ 8,93 de acréscimo, pelas contas do Ouviram com os valores da Aneel.

Segundo a agência, a mudança se deve ao início da transição do período seco para o chuvoso. Choveu mais no Sul e no Sudeste, o nível dos reservatórios das hidrelétricas se estabilizou e foi possível acionar menos usinas termelétricas, que geram energia mais cara. A chuva acima da média no Sul é um dos efeitos esperados do El Niño deste ano.

  • VerdeSem acréscimo
  • AmarelaR$ 1,885 a cada 100 kWh
  • Vermelha patamar 1R$ 4,463 a cada 100 kWh
  • Vermelha patamar 2R$ 7,877 a cada 100 kWh

Uma cor para o país inteiro

A bandeira não é uma taxa nova nem uma decisão de cada distribuidora. O sistema existe desde 2015 e, nas palavras da Aneel, “sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica”. Quando falta água nas hidrelétricas e as térmicas são ligadas, o custo sobe e a cor muda.

A cor é a mesma do Rio Grande do Sul ao Pará. Vale para todos os consumidores atendidos pelas distribuidoras no Sistema Interligado Nacional, e só ficam de fora as localidades de sistemas isolados, que não estão ligadas à rede do país. O que muda de um estado para outro é a tarifa de cada distribuidora e o ICMS, não a bandeira.

Em 2026, o ano começou no verde e assim ficou até abril. A amarela entrou em maio, com a chegada do período seco, e durou até setembro. Não houve bandeira vermelha neste ano até agora.

  • Janeiro a abrilBandeira verde
  • Maio a setembroBandeira amarela
  • OutubroBandeira verde
  • 30 de outubroA Aneel divulga a bandeira de novembro
  • 27 de novembroDivulgação da bandeira de dezembro
  • 23 de dezembroDivulgação da bandeira de janeiro de 2027

Quem não paga os primeiros 80 kWh. Para as famílias de baixa renda, o alívio maior vem da Tarifa Social. Desde julho de 2025, quem tem direito ao benefício não paga pela energia dos primeiros 80 kWh de cada mês. Acima disso, o consumo é cobrado pela tarifa normal. A regra foi confirmada pela Lei 15.235, de outubro de 2025.

Têm direito as famílias inscritas no Cadastro Único com renda de até meio salário mínimo por pessoa, o equivalente a R$ 810,50 em 2026. Entram também idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência que recebem o BPC. O mesmo vale para famílias com renda de até três salários mínimos que dependem de aparelho elétrico por motivo de saúde.

O desconto é automático. Segundo a Aneel, não é preciso pedir à distribuidora, desde que o Cadastro Único tenha sido atualizado nos últimos dois anos e alguém da família seja o titular da conta. A fatura pode trazer ainda ICMS e contribuição de iluminação pública, que são cobranças do estado e do município.

Desde 1º de janeiro de 2026 há uma segunda faixa. Famílias do Cadastro Único com renda entre meio e um salário mínimo por pessoa deixaram de pagar um dos encargos embutidos na tarifa, a Conta de Desenvolvimento Energético. A isenção vale para o consumo de até 120 kWh por mês, em uma só residência.


A cor de novembro sai em 30 de outubro, uma sexta-feira. A decisão leva em conta a avaliação mensal do Operador Nacional do Sistema Elétrico sobre chuvas, reservatórios e necessidade de térmicas. Pela regra da Aneel, cada distribuidora tem até dois dias úteis para informar a bandeira em seu site.

Para saber quanto a bandeira pesa no seu bolso, procure na fatura o consumo do mês em kWh e multiplique pelo valor da cor em vigor. Quem tem direito à Tarifa Social e não recebe o desconto deve procurar primeiro a distribuidora. Se o problema continuar, a Aneel atende pelo telefone 167, de graça.

Como calculamos. O acréscimo de cada bandeira é o valor por kWh publicado pela Aneel multiplicado pelo consumo mensal. Os exemplos de 200 kWh e 300 kWh são ilustrativos e não incluem impostos, que incidem sobre o total da fatura.

Como citar: Ouviram (7 out. 2026). «Conta de luz tem bandeira verde em outubro, sem taxa extra, após cinco meses de amarela». ouviram.com.br/economia/conta-de-luz-bandeira-tarifaria

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

Qual é a bandeira tarifária de outubro de 2026?

É a verde, sem cobrança adicional na conta de luz. A Aneel anunciou a decisão em 25 de setembro, depois de cinco meses seguidos de bandeira amarela.

Quanto custa cada bandeira tarifária?

A verde não tem acréscimo. A amarela cobra R$ 1,885 a cada 100 kWh; a vermelha patamar 1, R$ 4,463; e a vermelha patamar 2, R$ 7,877, segundo a Aneel.

Quando sai a bandeira tarifária de novembro de 2026?

Em 30 de outubro, pelo calendário da Aneel. A de dezembro sai em 27 de novembro, e a de janeiro de 2027, em 23 de dezembro.

A bandeira tarifária é igual em todo o Brasil?

Sim. Desde março de 2015 há uma só cor para todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional. A cobrança não vale para os sistemas isolados, que não estão ligados à rede nacional.

Como calcular o valor da bandeira na minha conta de luz?

Multiplique o consumo do mês, em kWh, pelo valor da bandeira. Com a amarela, 250 kWh geram R$ 4,71 de acréscimo; com a verde, nada é cobrado.

Quem tem direito à Tarifa Social de energia elétrica?

Famílias do Cadastro Único com renda de até meio salário mínimo por pessoa, idosos e pessoas com deficiência que recebem o BPC e famílias com renda de até três mínimos que dependem de aparelho elétrico por motivo de saúde.

#ContaDeLuz#Aneel#TarifaSocial#BandeiraTarifária#EnergiaElétrica

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  1. 1. Qual bandeira tarifária não tem cobrança extra na conta de luz?

  2. 2. Quanto a bandeira amarela acrescenta a cada 100 kWh consumidos?

  3. 3. Desde que ano existe o sistema de bandeiras tarifárias?

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