Conta de luzGuia
Tarifa de energia por estado: kWh residencial vai de R$ 0,70 no Ceará a R$ 1,06 no Rio
Uma conta de 150 kWh sem impostos custa de R$ 105,26 no Ceará a R$ 159,16 na área da Enel Rio, pelas tarifas em vigor na base aberta da Aneel em outubro.

A Enel Rio tem a tarifa residencial de energia mais cara entre as 30 principais distribuidoras do país, R$ 1,061 por kWh sem impostos, e a Enel Ceará tem a mais barata, R$ 0,702. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e valem em 25 de outubro de 2026.
A diferença chega a 51%. Para uma casa que gasta 150 kWh por mês, a conta sem impostos e sem bandeira fica em R$ 105,26 no Ceará e em R$ 159,16 nos municípios atendidos pela Enel Rio. Na capital fluminense, atendida pela Light, o mesmo consumo sai por R$ 132,08.
Os valores são da classe residencial B1, na modalidade convencional, a padrão para as residências. A tarifa é a soma de duas parcelas, a do uso da rede (TUSD) e a da energia (TE). ICMS, PIS, Cofins, bandeira e a contribuição de iluminação pública da prefeitura vêm por cima.
- Mais caraEnel Rio (RJ), R$ 1,061 por kWh
- Mais barataEnel Ceará (CE), R$ 0,702 por kWh
- Reajustes mais recentesEDP São Paulo e CPFL Piratininga (SP), em 23 de outubro de 2026
- Conta de 150 kWhDe R$ 105,26 a R$ 159,16, sem impostos
- Bandeira de outubroVerde, sem acréscimo
- ReclamaçõesAneel, telefone 167
Ranking da tarifa residencial por estado e distribuidora
A tabela reúne 30 distribuidoras: a principal de cada estado, menos Goiás, e mais de uma em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul. A ordem vai da tarifa mais cara para a mais barata.
A variação mostra quanto a tarifa residencial convencional mudou na última alteração aprovada pela Aneel e pode diferir do efeito médio anunciado pela agência. O cálculo usa a base de dados aberta da agência, atualizada em 24 de outubro de 2026.
| Posição | UF | Distribuidora | Tarifa (R$/kWh, sem impostos) | Última alteração | Variação | Conta de 150 kWh |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | RJ | Enel Rio | 1,061 | 15/3/2026 | +14,7% | R$ 159,16 |
| 2 | PA | Equatorial Pará | 1,043 | 18/9/2026 | +6,6% | R$ 156,48 |
| 3 | TO | Energisa Tocantins | 0,993 | 26/8/2026 | −1,3% | R$ 148,92 |
| 4 | MS | Energisa Mato Grosso do Sul | 0,987 | 24/4/2026 | +12,4% | R$ 147,99 |
| 5 | PI | Equatorial Piauí | 0,947 | 2/12/2025 | +14,2% | R$ 142,00 |
| 6 | RS | RGE | 0,945 | 19/6/2026 | +14,9% | R$ 141,69 |
| 7 | MG | Cemig | 0,903 | 28/5/2026 | +5,2% | R$ 135,49 |
| 8 | MT | Energisa Mato Grosso | 0,899 | 8/4/2026 | +5,5% | R$ 134,91 |
| 9 | SP | Elektro | 0,892 | 27/8/2026 | +12,0% | R$ 133,74 |
| 10 | MA | Equatorial Maranhão | 0,889 | 28/8/2026 | +5,4% | R$ 133,33 |
| 11 | RJ | Light | 0,881 | 15/3/2026 | +6,9% | R$ 132,08 |
| 12 | BA | Neoenergia Coelba | 0,878 | 22/4/2026 | +4,8% | R$ 131,66 |
| 13 | AM | Amazonas Energia | 0,876 | 26/5/2026 | +3,9% | R$ 131,36 |
| 14 | AL | Equatorial Alagoas | 0,851 | 3/5/2026 | +5,4% | R$ 127,71 |
| 15 | ES | EDP Espírito Santo | 0,844 | 7/8/2026 | +6,9% | R$ 126,56 |
| 16 | DF | Neoenergia Brasília | 0,834 | 22/10/2026 | +0,9% | R$ 125,14 |
| 17 | AC | Energisa Acre | 0,830 | 26/8/2026 | −5,0% | R$ 124,46 |
| 18 | AP | CEA Equatorial | 0,825 | 13/4/2026 | +2,1% | R$ 123,77 |
| 19 | RS | CEEE Equatorial | 0,822 | 22/11/2025 | +22,0% | R$ 123,30 |
| 20 | PE | Neoenergia Pernambuco | 0,799 | 29/4/2026 | +3,9% | R$ 119,83 |
| 21 | RR | Roraima Energia | 0,789 | 25/1/2026 | +23,2% | R$ 118,42 |
| 22 | SP | Enel São Paulo | 0,789 | 4/7/2026 | +8,9% | R$ 118,41 |
| 23 | RN | Neoenergia Cosern | 0,776 | 22/4/2026 | +4,2% | R$ 116,37 |
| 24 | PR | Copel | 0,768 | 24/6/2026 | +19,6% | R$ 115,20 |
| 25 | RO | Energisa Rondônia | 0,762 | 26/8/2026 | −9,4% | R$ 114,37 |
| 26 | SC | Celesc | 0,760 | 22/8/2026 | +9,2% | R$ 113,96 |
| 27 | SE | Energisa Sergipe | 0,755 | 22/4/2026 | +5,9% | R$ 113,19 |
| 28 | SP | CPFL Paulista | 0,739 | 24/4/2026 | +9,5% | R$ 110,92 |
| 29 | PB | Energisa Paraíba | 0,710 | 28/8/2026 | +5,0% | R$ 106,45 |
| 30 | CE | Enel Ceará | 0,702 | 26/8/2026 | −6,4% | R$ 105,26 |
Fonte: Aneel, tarifas homologadas das distribuidoras (base aberta atualizada em 24 de outubro de 2026); classe residencial B1, modalidade convencional.
As próximas mudanças de tarifa começam quando vencem as tabelas atuais, segundo as datas registradas na base da Aneel. Os novos valores dependem de aprovação da diretoria da agência:
- 22 de novembro de 2026CEEE Equatorial (RS)
- 2 de dezembro de 2026Equatorial Piauí
- 13 de dezembro de 2026Energisa Acre e Energisa Rondônia
- 25 de janeiro de 2027Roraima Energia
- 15 de março de 2027Enel Rio e Light
51%
é quanto a tarifa residencial da Enel Rio supera a da Enel Ceará, as duas pontas do ranking
Fonte: Aneel, outubro de 2026
Onde a conta de luz é mais cara e mais barata
O estado com a conta de luz mais cara é o Rio de Janeiro, na área da Enel Rio, com R$ 1,061 por kWh sem impostos em outubro de 2026, segundo a Aneel. A empresa atende municípios fora da capital. Logo atrás vêm o Pará, com R$ 1,043, e o Tocantins, com R$ 0,993.
Na outra ponta, o Ceará tem a menor tarifa entre as principais distribuidoras, seguido da Paraíba e da área da CPFL Paulista, no interior de São Paulo. O Nordeste tem três das cinco tarifas mais baixas da lista: Ceará, Paraíba e Sergipe.
O mesmo estado pode ter preços bem diferentes. Em São Paulo, a tarifa vai de R$ 0,739 na CPFL Paulista a R$ 0,892 na Elektro; no Rio Grande do Sul, de R$ 0,822 na CEEE Equatorial a R$ 0,945 na RGE. O que vale é a distribuidora que atende o endereço, e o nome dela está na conta.
Segundo a Aneel, a tarifa cobre a compra da energia, a transmissão, o serviço da distribuidora e encargos do setor. Cada área de concessão tem custos próprios, como o tamanho da rede e o número de clientes que dividem essa conta. Por isso os valores mudam de uma empresa para outra.
A tabela não traz Goiás nem duas grandes distribuidoras paulistas. O reajuste da Equatorial Goiás passou a valer em 22 de outubro de 2026, e os da EDP São Paulo e da CPFL Piratininga, em 23 de outubro. A base aberta da Aneel, atualizada em 24 de outubro, ainda não tinha as novas tarifas.
Para as residências, a Aneel aprovou altas de 7,36% na Equatorial Goiás, 2,17% na EDP São Paulo e 2,63% na CPFL Piratininga. As tarifas anteriores eram de R$ 0,892, R$ 0,787 e R$ 0,740 por kWh, sem impostos.
Também ficam fora outras 70 distribuidoras da base da Aneel, em geral concessionárias menores, cooperativas e permissionárias. Nelas, a tarifa residencial vai de R$ 0,405 a R$ 1,569 por kWh; a mais alta da base é a da Ceres.
Quanto pesam ICMS, PIS/Cofins e a bandeira na conta
A conta que chega em casa é maior que a tarifa da Aneel porque soma tributos estaduais e federais e a bandeira tarifária do mês. Entra ainda a contribuição de iluminação pública, cobrada pela prefeitura. Cada parcela aparece separada na fatura.
O ICMS é o imposto estadual cobrado na conta. Desde a Lei Complementar 194/2022, a energia elétrica é tratada como bem essencial, e a alíquota não pode passar da alíquota geral de cada estado. O PIS e a Cofins são federais e mudam todo mês, conforme os créditos de cada distribuidora.
A bandeira tarifária é definida pela Aneel todo mês, conforme o custo de gerar energia. Para a mesma casa de 150 kWh, o acréscimo é este:
| Bandeira | Acréscimo a cada 100 kWh | Acréscimo em 150 kWh |
|---|---|---|
| Verde | R$ 0,00 | R$ 0,00 |
| Amarela | R$ 1,885 | R$ 2,83 |
| Vermelha patamar 1 | R$ 4,463 | R$ 6,69 |
| Vermelha patamar 2 | R$ 7,877 | R$ 11,82 |
Fonte: Aneel, valores das bandeiras tarifárias em vigor em outubro de 2026.
Outubro tem bandeira verde, depois de cinco meses de amarela, como mostra a matéria sobre a bandeira tarifária. Na prática, a bandeira pesa pouco perto da diferença entre distribuidoras. Na casa de 150 kWh, a vermelha mais alta soma R$ 11,82, enquanto a distância entre a Enel Rio e a Enel Ceará é de R$ 53,90 antes dos impostos.
Para famílias de baixa renda, há desconto garantido em lei. Pela Lei 15.235/2025, quem está no CadÚnico com renda de até meio salário mínimo por pessoa não paga os primeiros 80 kWh do mês. O cadastro é explicado no guia da Tarifa Social de Energia.
Dá para economizar também na escolha da modalidade. A tarifa branca, opcional para as residências, cobra menos fora do horário de pico e mais nas horas de pico definidas pela distribuidora, nos dias úteis. A mudança é pedida à própria distribuidora.
Como calculamos. Somamos a TUSD e a TE da classe residencial B1 convencional na tabela da Aneel vigente em 25 de outubro de 2026, em R$ por kWh. A variação compara essa soma com a da tabela anterior da mesma empresa, e a conta de 150 kWh não inclui impostos nem bandeira.
A Aneel anuncia a bandeira tarifária de novembro em 30 de outubro. Dúvidas e reclamações que a distribuidora não resolver podem ser levadas à agência pelo telefone 167, de segunda a sábado, das 8h às 20h.
Como citar: Ouviram (25 out. 2026). «Tarifa de energia por estado: kWh residencial vai de R$ 0,70 no Ceará a R$ 1,06 no Rio». ouviram.com.br/servicos/tarifa-de-energia-por-estado-ranking-aneel
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
O que são TUSD e TE na conta de luz?
TUSD é a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição, que paga o transporte da energia pelos fios da distribuidora. TE é a Tarifa de Energia, que paga a energia consumida. A tarifa residencial é a soma das duas.
Quanto é o ICMS da conta de luz?
Depende do estado. Desde a Lei Complementar 194/2022, a energia elétrica é tratada como bem essencial, e o ICMS sobre ela não pode passar da alíquota geral cobrada pelo estado.
Quando sai o reajuste da conta de luz da minha cidade?
Cada distribuidora tem uma data de aniversário no contrato de concessão, e a Aneel aprova o reajuste anual perto dessa data. A data da última alteração de cada empresa está na tabela desta página.
Quem tem direito a luz grátis pela Tarifa Social?
Famílias do CadÚnico com renda de até meio salário mínimo por pessoa não pagam os primeiros 80 kWh do mês, pela Lei 15.235/2025. Quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também tem direito.
Onde reclamar da conta de luz?
Primeiro na distribuidora, pelos canais da conta. Sem solução, a reclamação pode ser feita na Aneel, pelo telefone 167, de segunda a sábado, das 8h às 20h.
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