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Energia solar por estado: Minas Gerais lidera, e São Paulo tem a maior geração nos telhados
São 4,67 milhões de sistemas solares de micro e minigeração ligados às distribuidoras, e 3,73 milhões deles são da classe residencial, pelo cadastro da Aneel.

Minas Gerais tem a maior potência solar do país, 15.177 megawatts (MW), segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A conta junta usinas e painéis em telhados. Nos telhados e nas pequenas usinas ligadas às distribuidoras, a chamada geração distribuída, quem lidera é São Paulo, com 7.569 MW.
O país inteiro soma 77.628 MW de potência solar em outubro de 2026. A conta usa o cadastro de usinas da Aneel e a relação de sistemas de micro e minigeração de 10 de outubro. Sete em cada dez megawatts solares (69,3%) estão em casas, comércios, fazendas e indústrias, e não em grandes usinas.
- Potência solar total77.628 MW (outubro de 2026)
- Geração distribuída53.790 MW em 4.665.874 sistemas
- Usinas centralizadas23.839 MW em operação
- Imóveis com créditos9.035.944 unidades consumidoras
- Líder no totalMinas Gerais, 15.177 MW
- Líder nos telhadosSão Paulo, 7.569 MW
- Cidade com mais sistemasCampo Grande (MS), 50.809
77.628 MW
é a potência solar instalada no Brasil, somando usinas e sistemas de micro e minigeração
Fonte: Aneel, outubro de 2026
A tabela mostra os 27 estados pela potência total. A coluna da geração distribuída reúne os sistemas de micro e minigeração ligados à rede das distribuidoras. A das usinas traz as centrais solares em operação no Sistema de Informações de Geração da Aneel (Siga).
| Posição | Estado | Geração distribuída (MW) | Sistemas | Usinas (MW) | Total (MW) |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Minas Gerais | 6.398,4 | 484.700 | 8.778,2 | 15.176,6 |
| 2º | São Paulo | 7.568,8 | 786.162 | 1.224,6 | 8.793,4 |
| 3º | Paraná | 6.862,8 | 335.680 | 33,1 | 6.895,9 |
| 4º | Bahia | 2.962,8 | 326.627 | 3.221,2 | 6.184,0 |
| 5º | Ceará | 1.807,3 | 152.692 | 2.297,9 | 4.105,2 |
| 6º | Rio Grande do Sul | 3.939,0 | 428.168 | 66,2 | 4.005,2 |
| 7º | Piauí | 872,7 | 90.528 | 2.448,3 | 3.321,0 |
| 8º | Mato Grosso | 3.192,1 | 242.627 | 27,8 | 3.219,9 |
| 9º | Rio Grande do Norte | 1.064,0 | 124.083 | 2.113,2 | 3.177,2 |
| 10º | Pernambuco | 1.565,9 | 172.059 | 1.505,2 | 3.071,1 |
| 11º | Mato Grosso do Sul | 1.928,5 | 180.410 | 904,9 | 2.833,4 |
| 12º | Goiás | 2.414,9 | 186.748 | 365,2 | 2.780,1 |
| 13º | Santa Catarina | 2.307,9 | 199.932 | 30,9 | 2.338,8 |
| 14º | Rio de Janeiro | 2.052,8 | 204.508 | 6,9 | 2.059,7 |
| 15º | Pará | 1.673,2 | 162.472 | 18,1 | 1.691,2 |
| 16º | Espírito Santo | 1.373,1 | 111.526 | 36,2 | 1.409,3 |
| 17º | Paraíba | 655,4 | 56.582 | 714,8 | 1.370,3 |
| 18º | Maranhão | 1.108,7 | 97.458 | 4,4 | 1.113,1 |
| 19º | Rondônia | 778,3 | 66.760 | 17,7 | 796,0 |
| 20º | Tocantins | 760,9 | 67.541 | 6,3 | 767,2 |
| 21º | Alagoas | 645,5 | 57.127 | 4,9 | 650,4 |
| 22º | Distrito Federal | 589,5 | 35.993 | 0,9 | 590,4 |
| 23º | Amazonas | 454,7 | 25.944 | 3,8 | 458,4 |
| 24º | Sergipe | 318,8 | 27.430 | 0,8 | 319,6 |
| 25º | Acre | 207,5 | 19.326 | 0,7 | 208,3 |
| 26º | Amapá | 165,0 | 13.894 | 4,0 | 169,1 |
| 27º | Roraima | 121,3 | 8.897 | 2,1 | 123,4 |
| Brasil | 53.789,7 | 4.665.874 | 23.838,5 | 77.628,2 |
Fonte: Aneel, relação de empreendimentos de micro e minigeração distribuída (10 de outubro de 2026) e Siga (25 de outubro de 2026).
Minas Gerais lidera a energia solar no Brasil porque soma as duas frentes, segundo a Aneel. O estado tem 8.778 MW em usinas centralizadas, o maior parque do país, e 6.398 MW em geração distribuída, o terceiro maior. Nenhum outro estado aparece entre os três primeiros nas duas listas.
As maiores usinas mineiras ficam no norte e no noroeste do estado: Janaúba soma 2.104 MW, Arinos, 1.695 MW, e Jaíba, 1.430 MW, pelo Siga.
Minas também tem o maior número de imóveis que recebem créditos de energia: 2.573.605 unidades consumidoras, mais que o dobro das 1.068.789 de São Paulo. O número inclui os imóveis que recebem créditos à distância, como no autoconsumo remoto: uma usina num terreno abate a conta de casas e lojas do mesmo dono.
As grandes usinas estão sobretudo no Nordeste. Depois de Minas, os maiores parques centralizados ficam na Bahia (3.221 MW), no Piauí (2.448 MW), no Ceará (2.298 MW) e no Rio Grande do Norte (2.113 MW). Nesses quatro estados, como em Minas Gerais e na Paraíba, as usinas superam a geração distribuída. Nos outros 21, os telhados e as pequenas usinas levam vantagem.
No Sul e em boa parte do Centro-Oeste, o sol chega à rede quase só pela geração distribuída. O Paraná tem 6.863 MW em geração distribuída e apenas 33 MW em usinas centralizadas. Mato Grosso, Goiás e Santa Catarina seguem o mesmo desenho, com mais de 85% da potência solar em micro e minigeração.
Fonte: Aneel, relação de empreendimentos de micro e minigeração distribuída, 10 de outubro de 2026
O Norte tem a menor potência, mas não fica de fora. O Pará soma 162.472 sistemas, mais que o Ceará ou o Espírito Santo, e Rondônia passa de 66 mil. Roraima, com 8.897 sistemas e 121 MW, fecha a lista.
Quantas casas têm energia solar no Brasil
O Brasil tinha 3.733.921 sistemas solares de micro e minigeração na classe residencial em outubro de 2026, segundo a Aneel, com 28.130 MW de potência. A classe reúne 80% dos sistemas e 52% da potência da geração distribuída. Na média, cada sistema residencial tem 7,5 quilowatts (kW).
Comércios e serviços vêm em segundo lugar na potência, com sistemas maiores, e o campo aparece logo depois. As propriedades rurais somam 392.790 sistemas e 6.652 MW, mais que todas as indústrias juntas.
| Tipo de imóvel | Sistemas | Potência (MW) |
|---|---|---|
| Residencial | 3.733.921 | 28.130,0 |
| Comercial | 420.559 | 14.300,8 |
| Rural | 392.790 | 6.652,4 |
| Industrial | 56.987 | 3.668,6 |
| Poder público | 13.104 | 621,5 |
Fonte: Aneel, relação de empreendimentos de micro e minigeração distribuída, 10 de outubro de 2026.
A maior parte gera para o próprio imóvel: 3.472.388 sistemas, com 35.844 MW. O autoconsumo remoto reúne 1.163.913 sistemas e 14.439 MW. A geração compartilhada, em que consórcios e cooperativas dividem uma usina, tem 23.048 sistemas, e os condomínios, 6.018.
Quase todos são de microgeração, a faixa de até 75 kW definida na Lei 14.300/2022: 4.644.712 sistemas, com 43.598 MW. As 21.162 unidades de minigeração, acima de 75 kW, respondem por 10.192 MW, quase um quinto da potência distribuída.
Campo Grande (MS) é a cidade com mais sistemas de micro e minigeração solar do Brasil, com 50.809 em outubro de 2026, segundo a Aneel. Cuiabá (MT) vem em segundo, com 45.476, e o Rio de Janeiro em terceiro, com 42.062. São Paulo, a maior cidade do país, aparece só em décimo lugar.
Pela potência, a liderança é do Distrito Federal, que a Aneel registra como um único município, Brasília: são 589,5 MW. Cuiabá tem 511,2 MW, e Foz do Iguaçu (PR), fora da lista das capitais, chega a 401,9 MW. Petrolina, no sertão pernambucano, é a única cidade do interior entre as dez com mais sistemas.
| Cidade | Sistemas | Potência (MW) |
|---|---|---|
| Campo Grande (MS) | 50.809 | 440,4 |
| Cuiabá (MT) | 45.476 | 511,2 |
| Rio de Janeiro (RJ) | 42.062 | 403,6 |
| Teresina (PI) | 38.239 | 367,8 |
| Brasília (DF) | 35.993 | 589,5 |
| Fortaleza (CE) | 33.840 | 331,5 |
| Goiânia (GO) | 33.463 | 368,2 |
| Belém (PA) | 29.276 | 263,9 |
| Petrolina (PE) | 27.308 | 198,6 |
| São Paulo (SP) | 25.569 | 249,3 |
Fonte: Aneel, relação de empreendimentos de micro e minigeração distribuída, 10 de outubro de 2026.
Quanto o sol já pesa na energia do país
A fonte solar respondeu por 14,6% da energia gerada no Sistema Interligado Nacional (SIN) de 1º de janeiro a 23 de outubro de 2026, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Em 2024, a fatia foi de 10,6%, e em 2025, de 13,1%.
O SIN é a rede que liga as usinas e as cidades de quase todo o país.
A participação cresce mês a mês desde junho. Em outubro de 2026, até o dia 23, o sol garantiu 17,7% da geração do sistema, a maior fatia mensal do ano.
Fonte: ONS, balanço de energia por subsistema, dados até 23 de outubro de 2026
O peso cresce no meio do dia, segundo o ONS. Às 11h de 29 de setembro de 2026, a fonte solar gerou 52.925 MW médios. Foi 52,6% de toda a energia do SIN naquela hora. À noite, a geração solar cai a zero, e as hidrelétricas, as eólicas e as térmicas assumem.
No balanço anual da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a geração solar chegou a 88,1 terawatts-hora (TWh) em 2025. Foi 11,4% da eletricidade do país, como mostra o guia sobre a matriz elétrica brasileira. As hidrelétricas seguem como a maior fonte.
68.146 MW
é a potência de usinas solares já autorizadas pela Aneel que ainda não começaram a ser construídas
Fonte: Aneel, Siga, 25 de outubro de 2026
Pelo Siga, 29 usinas solares estão em obras, com 1.522 MW, e outras 1.571 têm outorga, mas a obra não começou. Essas somam 68.146 MW, quase três vezes o parque centralizado em operação. A maior unidade solar em funcionamento no cadastro é Serra do Mel I, no Rio Grande do Norte, com 137,5 MW.
O que a Lei 14.300 mudou para quem gera em casa
A Lei 14.300, de 6 de janeiro de 2022, criou o marco legal da micro e minigeração distribuída e o Sistema de Compensação de Energia Elétrica (SCEE). Por ele, a energia que os painéis mandam para a rede vira crédito em quilowatts-hora, descontado do consumo do próprio imóvel ou de outro do mesmo titular.
A lei separa duas faixas. A microgeração vai até 75 kW, o tamanho de quase todos os sistemas de casas e lojas. A minigeração fica acima disso. Vai até 3 MW nas fontes que dependem do tempo, como a solar, e até 5 MW nas que podem ser acionadas a qualquer hora.
Quem já gerava energia na data da lei mantém as regras antigas até 31 de dezembro de 2045. Vale o mesmo para quem pediu a ligação à distribuidora em até 12 meses, até janeiro de 2023.
Para os demais, a lei criou uma cobrança gradual sobre a energia compensada: uma parte das tarifas que remuneram a rede da distribuidora, conhecida no setor como fio B.
- 202315% dessa parcela da tarifa
- 202430%
- 202545%
- 202660%
- 202775%
- 202890%
- A partir de 2029Regras tarifárias definidas pela Aneel
As minigerações acima de 500 kW no autoconsumo remoto, ou na geração compartilhada em que um só titular tenha 25% ou mais da energia, pagam 100% dessas parcelas até 2028. Essas usinas também pagam 40% das tarifas ligadas à transmissão e os encargos de pesquisa, eficiência energética e fiscalização.
O valor da tarifa muda de uma distribuidora para outra, como mostra o ranking da tarifa de energia por estado. A bandeira do mês também pesa na conta, como explica o guia da bandeira tarifária.
Para ver os números da sua cidade, use o painel público de geração distribuída da Aneel, com filtros por estado, município e distribuidora. A relação completa dos sistemas está no portal de dados abertos da agência.
Em 2027, a parcela do fio B cobrada sobre a energia compensada sobe de 60% para 75%, pelo artigo 27 da Lei 14.300. A regra vale para os sistemas pedidos depois de janeiro de 2023.
Como calculamos. Somamos os 53.789,7 MW de micro e minigeração solar da Aneel (10 de outubro de 2026) aos 23.838,5 MW das usinas solares em operação no Siga (25 de outubro). A fatia de 28,2% divide esse total por toda a geração distribuída (54.097,2 MW) mais todas as usinas do Siga em operação (220.924,4 MW). As fatias do ONS somam a geração horária do período.
Como citar: Ouviram (25 out. 2026). «Energia solar por estado: Minas Gerais lidera, e São Paulo tem a maior geração nos telhados». ouviram.com.br/brasil/energia-solar-por-estado-geracao-distribuida-aneel
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
Energia solar funciona em dia nublado?
Funciona, mas os painéis produzem menos com o céu encoberto e não geram nada à noite. Por isso o sistema fica ligado à rede da distribuidora: o que sobra de dia vira crédito, e à noite a casa usa a energia da rede.
Quanto tempo valem os créditos de energia solar?
Pela Lei 14.300/2022, os créditos de energia expiram 60 meses depois da fatura em que foram gerados. Os créditos mais antigos são usados primeiro, e a quantidade é contada em quilowatts-hora, não em reais.
Posso usar os créditos da energia solar em outro imóvel?
Pode, na modalidade de autoconsumo remoto, desde que os imóveis sejam do mesmo titular, pessoa física ou jurídica, e atendidos pela mesma distribuidora. Uma casa de praia, por exemplo, pode gerar créditos para o apartamento na capital se os dois estiverem na mesma área de concessão.
Precisa pedir autorização para instalar energia solar em casa?
A ligação à rede depende de uma solicitação de acesso à distribuidora local, que analisa o projeto e adapta a medição para registrar a energia que entra e a que sai. Em geral, a empresa instaladora faz o pedido em nome do dono do imóvel.
O que é geração compartilhada de energia solar?
É a modalidade em que várias pessoas ou empresas se reúnem em consórcio, cooperativa ou condomínio para dividir a energia de uma mesma usina, com todos atendidos pela mesma distribuidora. Pela Aneel, havia 23.048 sistemas nessa modalidade em outubro de 2026.
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1. Qual estado tem a maior potência solar somando usinas e telhados?
Minas Gerais soma 15.177 MW, com 8.778 MW em usinas e 6.398 MW em geração distribuída, segundo a Aneel.
2. Qual cidade brasileira tem mais sistemas de micro e minigeração solar?
Campo Grande (MS) tem 50.809 sistemas, à frente de Cuiabá (45.476) e do Rio de Janeiro (42.062), pelo cadastro da Aneel de outubro de 2026.
3. Que parcela da geração do Sistema Interligado Nacional veio do sol às 11h de 29 de setembro de 2026?
A fonte solar gerou 52.925 MW médios naquela hora, 52,6% do total, pelos dados horários do ONS.
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