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Renda per capita por estado: Distrito Federal lidera com R$ 4.538 por pessoa
Pela PNAD Contínua, o Maranhão ficou com R$ 1.219 por morador em 2025, e sete unidades da federação ficaram abaixo do salário mínimo de R$ 1.518.

A renda domiciliar per capita do Brasil foi de R$ 2.316 por mês em 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Distrito Federal tem o maior valor do país, R$ 4.538 por morador, e o Maranhão, o menor, R$ 1.219.
O número soma tudo o que as famílias recebem, de salários a aposentadorias, pensões, aluguéis e benefícios sociais, e divide pelo total de moradores, incluindo crianças e idosos. É a régua mais direta do dinheiro que chega a cada pessoa, e não do quanto a economia produz.
O cálculo vem da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua e foi divulgado em 27 de fevereiro de 2026. Ele tem uso prático: o Tribunal de Contas da União (TCU) aplica esses valores na divisão do Fundo de Participação dos Estados (FPE), o dinheiro federal que ajuda a pagar escolas, hospitais e servidores estaduais.
- Brasil em 2025R$ 2.316 por pessoa, por mês
- Em 2024R$ 2.069 por pessoa (valor nominal)
- Maior rendaDistrito Federal, R$ 4.538
- Menor rendaMaranhão, R$ 1.219
- Acima da média nacional10 das 27 unidades da federação
- Abaixo do salário mínimo de 20257 estados
- FonteIBGE, PNAD Contínua, divulgação de 27 de fevereiro de 2026
Renda per capita por estado em 2025
A renda per capita por estado em 2025, segundo o IBGE, vai de R$ 4.538 no Distrito Federal a R$ 1.219 no Maranhão. Dez unidades da federação ficam acima da média nacional de R$ 2.316: o Distrito Federal, três dos quatro estados do Sudeste (todos menos o Espírito Santo), os três do Sul e os três do Centro-Oeste.
A tabela traz o valor oficial de 2025 e o de 2024, os dois em reais da época, sem correção pela inflação. A última coluna compara cada estado com a média do Brasil: 100 é exatamente a média, 50 é a metade.
| Posição | Estado | 2025 (R$) | 2024 (R$) | Variação nominal | Brasil = 100 |
|---|---|---|---|---|---|
| 1º | Distrito Federal | 4.538 | 3.444 | +31,8% | 196 |
| 2º | São Paulo | 2.956 | 2.662 | +11,0% | 128 |
| 3º | Rio Grande do Sul | 2.839 | 2.608 | +8,9% | 123 |
| 4º | Santa Catarina | 2.809 | 2.601 | +8,0% | 121 |
| 5º | Rio de Janeiro | 2.794 | 2.490 | +12,2% | 121 |
| 6º | Paraná | 2.762 | 2.482 | +11,3% | 119 |
| 7º | Mato Grosso do Sul | 2.454 | 2.169 | +13,1% | 106 |
| 8º | Goiás | 2.407 | 2.098 | +14,7% | 104 |
| 9º | Minas Gerais | 2.353 | 2.001 | +17,6% | 102 |
| 10º | Mato Grosso | 2.335 | 2.276 | +2,6% | 101 |
| 11º | Espírito Santo | 2.249 | 2.111 | +6,5% | 97 |
| 12º | Tocantins | 2.036 | 1.737 | +17,2% | 88 |
| 13º | Rondônia | 1.991 | 1.717 | +16,0% | 86 |
| 14º | Roraima | 1.878 | 1.538 | +22,1% | 81 |
| 15º | Rio Grande do Norte | 1.819 | 1.616 | +12,6% | 79 |
| 16º | Amapá | 1.697 | 1.514 | +12,1% | 73 |
| 16º | Sergipe | 1.697 | 1.473 | +15,2% | 73 |
| 18º | Pernambuco | 1.600 | 1.453 | +10,1% | 69 |
| 19º | Piauí | 1.546 | 1.350 | +14,5% | 67 |
| 20º | Paraíba | 1.543 | 1.401 | +10,1% | 67 |
| 21º | Amazonas | 1.484 | 1.238 | +19,9% | 64 |
| 22º | Bahia | 1.465 | 1.366 | +7,2% | 63 |
| 23º | Alagoas | 1.422 | 1.331 | +6,8% | 61 |
| 24º | Pará | 1.420 | 1.344 | +5,7% | 61 |
| 25º | Acre | 1.392 | 1.271 | +9,5% | 60 |
| 26º | Ceará | 1.390 | 1.225 | +13,5% | 60 |
| 27º | Maranhão | 1.219 | 1.077 | +13,2% | 53 |
| — | Brasil | 2.316 | 2.069 | +11,9% | 100 |
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, divulgações de 28 de fevereiro de 2025 e 27 de fevereiro de 2026.
São Paulo, com R$ 2.956, é o estado com maior renda por pessoa, mas fica 35% abaixo do Distrito Federal. Logo atrás vem um bloco apertado de quatro estados entre R$ 2.762 e R$ 2.839: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Paraná.
Na outra ponta, os nove estados do Nordeste e quatro dos sete do Norte ficam abaixo de 80% da média nacional. Rio Grande do Norte, com R$ 1.819, é o nordestino de maior renda, e Tocantins, com R$ 2.036, lidera o Norte.
R$ 4.538
é a renda mensal por morador do Distrito Federal em 2025, 3,7 vezes a do Maranhão
Fonte: IBGE, fevereiro de 2026
O salto do Distrito Federal chama a atenção: a renda por morador passou de R$ 3.444 em 2024 para R$ 4.538 em 2025, alta nominal de 31,8%. Na série anual da PNAD Contínua corrigida pela inflação, o avanço foi de 27,7%, de R$ 3.447 para R$ 4.401 a preços de 2025, segundo o IBGE.
O salário mínimo de 2025 era de R$ 1.518. Sete estados tiveram renda média por pessoa abaixo desse valor: Maranhão, Ceará, Acre, Pará, Alagoas, Bahia e Amazonas. Em todos os outros 20, cada morador conta, em média, com pelo menos um salário mínimo por mês.
O Distrito Federal tem a maior renda domiciliar per capita do Brasil desde o início da série da PNAD Contínua, em 2012, e o Maranhão, a menor, segundo a série anual do IBGE. Em 2025, um morador do Distrito Federal contava com R$ 4.538 por mês, e um do Maranhão, com R$ 1.219, diferença de 3,7 vezes.
A origem do dinheiro também muda de um lugar para outro. No Brasil, 75,1% da renda das famílias vem do trabalho, 16,4% de aposentadorias e pensões e 3,5% de programas sociais do governo, segundo a PNAD Contínua de 2025. Nesse grupo estão o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
No Nordeste, o trabalho responde por 67,4% da renda, as aposentadorias e pensões, por 20,4%, e os programas sociais, por 8,8%. O Maranhão tem a maior fatia de benefícios sociais do país, 10,5%, seguido por Alagoas, com 10,0%. No Piauí, um quarto da renda, 24,6%, vem de aposentadorias e pensões, a maior proporção entre os estados.
No Sul e no Centro-Oeste, o peso do trabalho passa de 77%. Roraima, com 85,3%, e Mato Grosso, com 83,3%, são os estados em que o salário e o ganho do trabalho por conta própria têm a maior participação. Em Santa Catarina, os programas sociais somam 1,1% da renda, a menor fatia do país.
| Região | Trabalho | Aposentadoria e pensão | Programas sociais | Aluguel | Outras fontes |
|---|---|---|---|---|---|
| Norte | 76,2% | 13,0% | 7,5% | 1,3% | 1,9% |
| Nordeste | 67,4% | 20,4% | 8,8% | 1,4% | 2,0% |
| Sudeste | 76,3% | 15,9% | 2,1% | 2,3% | 3,5% |
| Sul | 77,2% | 16,4% | 1,6% | 2,4% | 2,4% |
| Centro-Oeste | 78,9% | 13,7% | 2,3% | 2,6% | 2,5% |
| Brasil | 75,1% | 16,4% | 3,5% | 2,1% | 2,9% |
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, rendimento de todas as fontes de 2025. A coluna “outras fontes” soma pensão alimentícia, doações e outros rendimentos.
A média esconde distâncias grandes entre as famílias. Pela série anual do IBGE, os 10% de brasileiros com menor renda viviam com R$ 268 por pessoa por mês em 2025. Os 10% do topo tinham R$ 9.117, 34 vezes mais, e o 1% mais rico, R$ 24.973.
Para entender quanto o seu lar está perto ou longe da média do seu estado, basta somar a renda bruta de todos os moradores e dividir pelo número de pessoas da casa. Uma família de três pessoas em Fortaleza com renda de R$ 4.500 por mês tem R$ 1.500 por pessoa, acima da média do Ceará, de R$ 1.390.
Renda por pessoa em cinco anos, já sem a inflação
A renda domiciliar per capita do Brasil subiu 24,4% acima da inflação entre 2020 e 2025, segundo a série anual da PNAD Contínua do IBGE. Passou de R$ 1.820 para R$ 2.264 por mês, a preços de 2025. É o maior valor desde o início da pesquisa, em 2012, e o quarto ano seguido de alta.
Essa série é diferente da usada no FPE. Ela segue outra metodologia e corrige os valores pela inflação, o que permite comparar o poder de compra ao longo dos anos. Por isso o valor de 2025 fica em R$ 2.264, e não em R$ 2.316, mas a tendência é a mesma nas duas contas.
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, rendimento de todas as fontes, 2025
O pior momento da série foi 2021, segundo ano da pandemia de covid-19, com R$ 1.692. De lá para cá, a renda real cresceu 33,8%. Só de 2024 para 2025, o ganho foi de 6,9% acima da inflação.
O Centro-Oeste teve a maior alta em cinco anos, de 34,3%, seguido pelo Norte, com 30,7%, e pelo Sul, com 27,7%. O Nordeste avançou 22,7%, e o Sudeste, 21,3%. Entre os estados, os maiores ganhos reais foram os de Roraima, 46,4%, Amapá, 46,2%, Tocantins, 45,3%, e Goiás, 43,9%.
O Maranhão continua com a menor renda do país, mas cresceu 37,1% em cinco anos, mais que a média nacional. No Ceará, a alta real de 2020 a 2025 foi de 4,0%, a menor do país, e no Acre, de 13,4%.
O que a renda per capita mede e como entra no FPE
Renda per capita, salário médio e PIB per capita são três números diferentes do IBGE. A renda domiciliar per capita divide tudo o que as famílias recebem por todos os moradores; o salário médio olha só quem trabalha; o PIB per capita divide a produção da economia pela população.
Por isso os valores ficam tão distantes. O salário médio no Brasil foi de R$ 3.738 por mês no 2º trimestre de 2026, pela PNAD Contínua, mas conta apenas os ocupados, sem crianças, aposentados e desempregados. Quando a mesma renda é dividida por todos os moradores da casa, a média cai.
O PIB per capita do Brasil foi de R$ 53.886,67 em 2023, segundo as Contas Regionais do IBGE, cerca de R$ 4.490 por mês. Ele mede a produção, que inclui o lucro das empresas e os impostos, e não o dinheiro que chega de fato a cada família. A tabela dos PIB dos estados mostra a mesma ordem nas pontas: Distrito Federal no topo e Maranhão no fim.
| Indicador | O que mede | Valor no Brasil | Período |
|---|---|---|---|
| Renda domiciliar per capita | Tudo o que a família recebe, dividido por todos os moradores | R$ 2.316 por mês | 2025 |
| Salário médio (rendimento do trabalho) | Quanto ganha quem está ocupado | R$ 3.738 por mês | 2º trimestre de 2026 |
| PIB per capita | Tudo o que a economia produz, dividido pela população | R$ 53.886,67 por ano | 2023 |
Fonte: IBGE, PNAD Contínua e Contas Regionais.
A renda por pessoa é também um dos três pilares do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), ao lado de saúde e educação. O IDH dos estados segue a mesma geografia: o Distrito Federal lidera e o Maranhão fica no fim da lista.
Nos programas sociais, a expressão “renda per capita” aparece com outro sentido. O Bolsa Família e o BPC usam a renda declarada pela própria família no Cadastro Único, e não a média do estado. Quem quer saber se tem direito deve procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da cidade; a lista dos benefícios do governo traz os limites de cada programa.
O Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) recebe 21,5% da arrecadação federal do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados, pelo artigo 159 da Constituição. Desde 2016, a parte do fundo que supera o valor de 2015 corrigido é dividida pela população e pelo inverso da renda domiciliar per capita.
A regra está no artigo 2º da Lei Complementar 62/1989, com a redação da Lei Complementar 143, de 17 de julho de 2013. Ela dá peso igual, metade para cada, aos dois fatores. Quanto menor a renda por pessoa de um estado, maior o seu fator de renda, e maior a sua fatia nesse pedaço do fundo.
A lei também reduz a parcela de quem tem renda per capita acima de 72% da média nacional, em proporção ao excesso. Com a média de R$ 2.316 de 2025, o corte fica em R$ 1.667,52. Dez estados ficaram abaixo dele: Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Bahia.
Nenhum estado pode ficar com menos de 0,5% dessa parcela, e a participação de cada um na população conta no mínimo 1,2% e no máximo 7%. O IBGE envia os valores ao TCU, que calcula todo ano os coeficientes de cada estado. Por isso a divulgação de fevereiro tem efeito direto nas contas dos governos estaduais.
- 5 de outubro de 1988Constituição define no artigo 159 a partilha do Imposto de Renda e do IPI com os estados
- 28 de dezembro de 1989Lei Complementar 62 fixa em anexo o coeficiente de cada estado no FPE
- 17 de julho de 2013Lei Complementar 143 inclui população e renda domiciliar per capita no rateio
- 1º de janeiro de 2016Começa a valer a divisão do excedente pela população e pela renda
- 28 de fevereiro de 2025IBGE divulga renda per capita de 2024: R$ 2.069 no Brasil
- 27 de fevereiro de 2026IBGE divulga renda per capita de 2025: R$ 2.316 no Brasil
O IBGE divulga a renda domiciliar per capita de cada ano no fim de fevereiro do ano seguinte, para o cálculo do FPE pelo TCU. A série corrigida pela inflação, estado por estado desde 2012, fica no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), nas tabelas 7531 e 7533 da PNAD Contínua.
Como citar: Ouviram (25 out. 2026). «Renda per capita por estado: Distrito Federal lidera com R$ 4.538 por pessoa». ouviram.com.br/economia/renda-per-capita-por-estado-ibge
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
Como calcular a renda per capita da minha família?
Some a renda bruta mensal de todos os moradores da casa, de salários a aposentadorias, pensões e aluguéis, e divida pelo número de moradores, contando crianças e idosos. Uma família de quatro pessoas com R$ 4.000 por mês tem renda per capita de R$ 1.000.
Qual renda per capita dá direito ao Bolsa Família?
A Lei 14.601/2023 fixa o limite em R$ 218 por pessoa por mês. A conta é feita no Cadastro Único, com a renda que a família declara, e não usa os números da PNAD Contínua.
Qual renda per capita dá direito ao BPC?
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) exige renda familiar de até um quarto do salário mínimo por pessoa, pela Lei 8.742/1993. Com o mínimo de R$ 1.621 em 2026, o limite é de R$ 405,25 por pessoa.
Por que Roraima aparece com dois valores de renda per capita?
O IBGE divulgou R$ 1.878 para Roraima em 2025, mas informa que, por decisão da Justiça Federal em um mandado de segurança de 2020, o valor usado para o estado é R$ 1.764. Em 2024, os números eram R$ 1.538 e R$ 1.445.
Quando sai a renda per capita de 2026?
Os valores de 2024 e de 2025 foram divulgados pelo IBGE no fim de fevereiro do ano seguinte, em 28 de fevereiro de 2025 e em 27 de fevereiro de 2026. A série anual completa da PNAD Contínua sai depois, no Sidra, o banco de tabelas do instituto.
A renda per capita do IBGE é bruta ou líquida?
É bruta. O IBGE soma os rendimentos efetivamente recebidos no mês, antes de descontos como contribuição ao INSS e Imposto de Renda retido na fonte.
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1. Qual unidade da federação teve a menor renda domiciliar per capita em 2025?
Segundo o IBGE, o Maranhão teve R$ 1.219 por pessoa, abaixo do Ceará, com R$ 1.390, e do Acre, com R$ 1.392.
2. Quanto foi a renda domiciliar per capita do Brasil em 2025?
O IBGE calculou R$ 2.316 por morador por mês, com base na PNAD Contínua, para o rateio do Fundo de Participação dos Estados.
3. Qual estado ficou em segundo lugar na renda per capita de 2025, atrás do Distrito Federal?
São Paulo teve R$ 2.956 por pessoa, segundo o IBGE. Rio Grande do Sul, com R$ 2.839, e Santa Catarina, com R$ 2.809, vêm em seguida.
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