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Brasil teve 948,9 mil casamentos e 428,3 mil divórcios em 2024, segundo o IBGE
Os casamentos que terminam em divórcio duram em média 13,8 anos, contra 16 anos em 2010, e a guarda compartilhada virou a mais comum nos divórcios judiciais.

Os cartórios do Brasil registraram 948.925 casamentos civis em 2024, alta de 0,9% sobre 2023, segundo o IBGE. No mesmo ano, o país teve 428.301 divórcios, queda de 2,8%. Para cada 100 casamentos entre pessoas de sexos diferentes, houve 45,7 divórcios.
O número de casamentos voltou a subir depois da queda de 2023, mas segue abaixo do período anterior à pandemia. Entre 2015 e 2019, o Brasil registrava em média 1.076.280 casamentos por ano, pelas Estatísticas do Registro Civil do IBGE.
- Casamentos em 2024948.925
- Divórcios em 2024428.301
- Casamentos entre pessoas do mesmo sexo12.187, recorde da série iniciada em 2013
- Idade média ao casar (solteiros)31,5 anos para homens e 29,3 anos para mulheres
- Tempo médio até o divórcio13,8 anos
- Mês com mais casamentosNovembro, com 97.862
- FonteIBGE, Estatísticas do Registro Civil 2024, divulgadas em 10 de dezembro de 2025
A tabela traz os casamentos e os divórcios de cada estado em 2024. As taxas permitem comparar estados com populações de tamanhos diferentes. A de casamentos considera a população de 15 anos ou mais, e a de divórcios, a de 20 anos ou mais.
| Estado | Casamentos em 2024 | Casamentos por 1.000 hab. (15+) | Divórcios em 2024 | Divórcios por 1.000 hab. (20+) |
|---|---|---|---|---|
| Rondônia | 12.158 | 8,9 | 6.148 | 4,9 |
| Distrito Federal | 20.236 | 8,4 | 8.461 | 3,8 |
| Tocantins | 8.562 | 7,0 | 3.236 | 2,9 |
| Acre | 4.566 | 7,0 | 1.656 | 2,9 |
| Espírito Santo | 22.747 | 6,9 | 6.288 | 2,1 |
| Mato Grosso | 20.040 | 6,8 | 3.584 | 1,3 |
| Mato Grosso do Sul | 15.094 | 6,7 | 7.624 | 3,7 |
| São Paulo | 239.050 | 6,4 | 122.034 | 3,5 |
| Paraná | 59.338 | 6,2 | 23.397 | 2,7 |
| Minas Gerais | 103.130 | 5,9 | 52.616 | 3,2 |
| Goiás | 33.644 | 5,7 | 18.778 | 3,5 |
| Paraíba | 18.472 | 5,6 | 6.330 | 2,1 |
| Santa Catarina | 36.111 | 5,5 | 16.547 | 2,7 |
| Alagoas | 13.700 | 5,5 | 6.420 | 2,8 |
| Roraima | 2.813 | 5,5 | 110 | 0,2 |
| Pernambuco | 39.316 | 5,2 | 16.155 | 2,3 |
| Pará | 33.497 | 5,0 | 7.356 | 1,2 |
| Rio de Janeiro | 70.940 | 5,0 | 39.942 | 3,0 |
| Ceará | 35.422 | 4,8 | 13.712 | 2,0 |
| Amapá | 2.759 | 4,7 | 451 | 0,9 |
| Bahia | 55.603 | 4,7 | 27.297 | 2,5 |
| Amazonas | 14.442 | 4,6 | 5.158 | 1,9 |
| Rio Grande do Norte | 12.724 | 4,6 | 4.616 | 1,8 |
| Maranhão | 22.471 | 4,2 | 10.239 | 2,1 |
| Rio Grande do Sul | 36.615 | 4,0 | 14.392 | 1,7 |
| Sergipe | 6.792 | 3,7 | 2.710 | 1,6 |
| Piauí | 8.683 | 3,2 | 3.044 | 1,2 |
| Brasil | 948.925 | 5,6 | 428.301 | 2,7 |
Fonte: IBGE, Estatísticas do Registro Civil 2024 (tabelas 4412, 5933 e 5937 do Sidra e informativo), dezembro de 2025. Divórcios somam os concedidos em primeira instância e os feitos por escritura em cartório, entre pessoas de sexos diferentes.
Rondônia lidera nas duas listas, com 8,9 casamentos e 4,9 divórcios por 1.000 moradores. O Distrito Federal vem em segundo nas duas. Na ponta oposta, o Piauí tem a menor taxa de casamentos, 3,2, e Roraima a menor de divórcios, 0,2.
O número baixo de Roraima e do Amapá pede cuidado. O IBGE informa que teve dificuldades para coletar os dados de divórcios em tabelionatos, varas de família e centros de conciliação em 2024. Por isso, pode haver contagem abaixo da real. Em Roraima, a pesquisa recebeu só 16 divórcios judiciais no ano.
Fonte: IBGE, Estatísticas do Registro Civil (tabela 4412 do Sidra), dezembro de 2025
Desde 2013, primeiro ano desta série do IBGE, o maior número foi o de 2015, com 1,14 milhão de casamentos. Em 2020, primeiro ano da pandemia de covid-19, o total caiu para 757 mil, uma queda de 26,1% em relação a 2019.
Por região, só o Nordeste teve menos casamentos em 2024 que em 2023, com queda de 1,4%. O Centro-Oeste teve a maior alta, de 2,6%, seguido pelo Sul, com 2,3%. A taxa de casamentos vai de 4,7 por 1.000 moradores no Nordeste a 6,6 no Centro-Oeste, segundo o IBGE.
Idade média para casar e os meses com mais casamentos
Os homens solteiros se casaram em média aos 31,5 anos no Brasil em 2024, e as mulheres solteiras, aos 29,3 anos, segundo as Estatísticas do Registro Civil do IBGE. A diferença de cerca de dois anos se repete em todas as regiões, com médias de 31,0 a 33,0 anos para eles e de 28,8 a 30,3 anos para elas.
Nos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, a idade é mais alta. Homens solteiros que se casaram com homens tinham em média 34,7 anos, e mulheres que se casaram com mulheres, 32,5 anos.
31,5 anos
era a idade média dos homens solteiros ao se casar no civil em 2024; a das mulheres era 29,3 anos
Fonte: IBGE, dezembro de 2025
O casamento depois dos 40 ficou comum, num país que também vive o envelhecimento da população. Em 2004, 8,5% das mulheres que se casaram tinham 40 anos ou mais; em 2024, a parcela chegou a 25,3%. Entre os homens, ela subiu de 13,2% para 31,3% no mesmo período, segundo o IBGE.
Parte dessa mudança vem do recasamento. Em 2024, 31,1% dos casamentos entre pessoas de sexos diferentes tinham ao menos um noivo divorciado ou viúvo, contra 13,5% em 2004. Nesses casos, a idade média do homem era 45,3 anos, e a da mulher, 41,5 anos.
O fim do ano concentra as cerimônias. Em 2024, novembro teve 97.862 casamentos, o maior número do ano, seguido de perto por dezembro, com 97.125. Fevereiro, mês de carnaval, teve o menor movimento, com 56.316, segundo o IBGE.
| Mês da cerimônia | Casamentos em 2024 |
|---|---|
| Janeiro | 66.108 |
| Fevereiro | 56.316 |
| Março | 68.238 |
| Abril | 73.317 |
| Maio | 79.291 |
| Junho | 74.408 |
| Julho | 77.227 |
| Agosto | 75.844 |
| Setembro | 84.133 |
| Outubro | 87.434 |
| Novembro | 97.862 |
| Dezembro | 97.125 |
Fonte: IBGE, Estatísticas do Registro Civil (tabela 4412 do Sidra), por mês de ocorrência. Outros 11.409 casamentos registrados em 2024 foram celebrados em anos anteriores.
Maio, o mês das noivas na tradição brasileira, aparece só em quinto lugar. O segundo semestre reúne 55,4% das cerimônias com mês conhecido, puxado por setembro, outubro, novembro e dezembro.
Para quem planeja casar, o primeiro semestre é o período mais tranquilo. De janeiro a junho de 2024 foram 417,7 mil cerimônias, contra 519,6 mil de julho a dezembro, segundo o IBGE.
Os casamentos entre pessoas do mesmo sexo cresceram 8,8% em 2024, de 11.198 para 12.187, o maior número desde 2013, quando a série começou. As uniões entre mulheres somaram 7.876, ou 64,6% do total, e subiram 12,1%; entre homens, foram 4.311, alta de 3,3%, segundo o IBGE.
Esses casamentos são possíveis em qualquer cartório do país desde a Resolução 175, de 14 de maio de 2013, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A norma proibiu os cartórios de recusar o casamento civil ou a conversão de união estável entre pessoas do mesmo sexo.
Em 2024, o Centro-Oeste teve a maior alta desse tipo de casamento (28,2%), e o Norte, a única queda (4,2%).
Número de divórcios e tempo médio de casamento
O Brasil teve 428.301 divórcios entre casais de sexos diferentes em 2024, 2,8% a menos que os 440.827 de 2023, segundo as Estatísticas do Registro Civil do IBGE. Foi a primeira queda depois de três anos seguidos de alta. Do total, 350.407 foram concedidos pela Justiça, em primeira instância, e 77.894 foram feitos por escritura em cartório.
Fonte: IBGE, Estatísticas do Registro Civil (tabelas 5933 e 5937 do Sidra), dezembro de 2025
O casamento que termina em divórcio dura cada vez menos. Em 2024, o tempo médio entre a data do casamento e a da sentença ou da escritura foi de 13,8 anos, contra 16,0 anos em 2010. Nas regiões, a média variou de 12,6 a 15,0 anos, segundo o IBGE.
13,8 anos
foi o tempo médio entre o casamento e o divórcio no Brasil em 2024, contra 16,0 anos em 2010
Fonte: IBGE, dezembro de 2025
Na data do divórcio, os homens tinham em média 44,5 anos, e as mulheres, 41,6 anos. A taxa de divórcios foi de 2,7 por 1.000 pessoas com 20 anos ou mais, com o Sudeste no topo (3,3) e o Norte na base (1,9). Mesmo assim, o Norte foi a única região com mais divórcios em 2024, alta de 9,1%.
Nos divórcios decididos pela Justiça, 45,8% envolviam casais só com filhos menores de idade, e 30,4%, casais sem filhos. Nesses casos, a sentença também define com quem ficam as crianças.
A guarda compartilhada passou de 7,5% dos divórcios judiciais com filhos menores em 2014 para 44,6% em 2024. Foi a primeira vez que a guarda deixou de ficar principalmente com a mãe, que teve 42,6% dos casos, segundo o IBGE.
A Lei 13.058, de 22 de dezembro de 2014, tornou a guarda compartilhada a regra quando pai e mãe estão aptos a cuidar dos filhos.
Divórcio no cartório ou na Justiça: o que diz a lei
O divórcio em cartório é permitido no Brasil desde a Lei 11.441, de 4 de janeiro de 2007, para casais que estão de acordo sobre a separação e a divisão de bens. Em 2024, as escrituras responderam por 18,2% dos divórcios do país, e os processos judiciais, por 81,8%, segundo o IBGE.
A regra ficou mais ampla em agosto de 2024. A Resolução 571 do CNJ passou a permitir o divórcio em cartório também para casais com filhos menores de idade ou incapazes.
A condição é que a guarda, as visitas e a pensão já tenham sido resolvidas na Justiça. Antes, a presença de filhos menores obrigava o casal a passar pelo juiz.
- 26 de dezembro de 1977Lei 6.515, a Lei do Divórcio, regulamenta o divórcio, aprovado em junho pela Emenda Constitucional 9
- 4 de janeiro de 2007Lei 11.441 cria o divórcio por escritura em cartório para casais sem filhos menores
- 13 de julho de 2010Emenda Constitucional 66 acaba com o prazo de separação antes do divórcio
- 14 de maio de 2013Resolução 175 do CNJ garante o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo
- 22 de dezembro de 2014Lei 13.058 prioriza a guarda compartilhada dos filhos
- 27 de junho de 2022Lei 14.382 leva os proclamas para a internet e permite casar por videoconferência
- Agosto de 2024Resolução 571 do CNJ libera o divórcio em cartório para casais com filhos menores, com guarda já decidida
Para casar no civil, o casal pede a habilitação no cartório de registro civil da cidade onde mora um dos noivos. O Código Civil exige certidão de nascimento, ou de casamento com a averbação do divórcio para quem já foi casado, e a declaração de duas testemunhas maiores de idade.
Com os documentos em ordem, o cartório publica os proclamas pela internet e emite o certificado de habilitação em até 5 dias, pela Lei 14.382, de 2022. O certificado vale por 90 dias, pelo Código Civil, e a cerimônia pode ser feita em qualquer cartório de registro civil do país.
As Estatísticas do Registro Civil 2024 estão no Sidra, o banco de tabelas do IBGE, com os números de cada município. O casamento civil é pedido no cartório de registro civil, e o divórcio por escritura, em qualquer tabelionato de notas do país.
Como citar: Ouviram (25 out. 2026). «Brasil teve 948,9 mil casamentos e 428,3 mil divórcios em 2024, segundo o IBGE». ouviram.com.br/brasil/casamentos-e-divorcios-no-brasil-ibge
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
União estável entra nas estatísticas de casamento do IBGE?
Não. As Estatísticas do Registro Civil contam só os casamentos civis registrados em cartório e os divórcios judiciais e por escritura. Uniões estáveis e uniões consensuais ficam fora da pesquisa, segundo o IBGE.
Casamento civil é de graça?
A Constituição diz que a celebração do casamento civil é gratuita. A habilitação, o registro e a primeira certidão são isentos para quem declara não ter condições de pagar, pelo Código Civil; nos demais casos, valem as taxas de cartório de cada estado.
Precisa de advogado para se divorciar no cartório?
Sim. Pelo Código de Processo Civil, o tabelião só lavra a escritura de divórcio se o casal estiver acompanhado de advogado ou de defensor público, que pode ser o mesmo para os dois.
Dá para fazer o divórcio online?
Sim, a escritura pode ser feita por videoconferência na plataforma e-Notariado, criada pelo Provimento 100/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O casal assina com certificado digital, com o mesmo tabelião e as mesmas regras do divórcio presencial.
Quando sai a próxima pesquisa de casamentos e divórcios do IBGE?
O IBGE divulga as Estatísticas do Registro Civil uma vez por ano, no fim do ano. A edição com os dados de 2024 saiu em 10 de dezembro de 2025, e a de 2025 deve sair no fim de 2026.
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1. Em que mês aconteceram mais casamentos no Brasil em 2024?
Novembro teve 97.862 casamentos, pouco acima de dezembro (97.125); junho teve 74.408, segundo o IBGE.
2. Qual estado tem a maior taxa de casamentos do país?
Rondônia registrou 8,9 casamentos por 1.000 moradores com 15 anos ou mais em 2024; o Piauí teve a menor taxa, 3,2, segundo o IBGE.
3. Quanto dura, em média, um casamento que termina em divórcio no Brasil?
O tempo médio entre o casamento e o divórcio foi de 13,8 anos em 2024, contra 16,0 anos em 2010, segundo o IBGE.
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