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População do Brasil em 2026 chega a 214,2 milhões de habitantes, segundo o IBGE

O país ganhou 790.914 moradores em um ano e deve parar de crescer em 2041, com 220,4 milhões de pessoas, pelas projeções do instituto.

Mar de prédios de São Paulo visto do alto do Edifício Copan, com a serra ao fundo
Prédios do centro de São Paulo, a cidade mais populosa do país, vistos do Edifício Copan, em imagem de 2007.Foto: Andre Deak / Wikimedia Commons · CC BY 2.0

O Brasil tem 214.211.951 habitantes em 1º de julho de 2026, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número saiu em 28 de agosto e representa alta de 0,37% sobre 2025, quando o país tinha 213.421.037 moradores. Em um ano, foram 790.914 pessoas a mais, cerca de 2,2 mil por dia.

O ritmo é cada vez mais lento. De 2024 para 2025, a alta tinha sido de 0,39%. Pelas Projeções da População do IBGE, revisão 2024, o país deve parar de crescer em 2041, com 220.425.299 habitantes, e começar a encolher no ano seguinte.

IndicadorNúmeroReferência
População estimada214.211.9511º de julho de 2026
População no Censo203.080.7561º de agosto de 2022
Crescimento em um ano0,37% (790.914 pessoas)2025 a 2026
Pico projetado220.425.2992041
População projetada199.228.7082070
Filhos por mulher1,572023
Nascimentos registrados2.376.9012024
Idade média36,6 anos2026 (projeção)

Fonte: IBGE (Estimativas da População 2026, Censo 2022, Projeções da População revisão 2024 e Estatísticas do Registro Civil 2024)

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214.211.951

habitantes estimados pelo IBGE em 1º de julho de 2026, alta de 0,37% em um ano

Fonte: IBGE, agosto de 2026

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A estimativa entra na conta do Tribunal de Contas da União (TCU) para dividir o Fundo de Participação dos Estados e o dos Municípios. São repasses federais que chegam a todos os governos estaduais e aos 5.569 municípios. Uma cidade que ganha moradores pode subir de faixa e receber mais dinheiro para saúde, escola e asfalto.

Por isso a lista sai todo ano no Diário Oficial da União até 31 de agosto, como manda a Lei 8.443/1992, a lei orgânica do TCU. O ranking completo das 27 unidades está em estados do Brasil por população.

Sudeste concentra, Centro-Oeste cresce

O Sudeste concentra 89.015.421 habitantes, 41,6% da população do país, segundo a estimativa do IBGE para 1º de julho de 2026. O Nordeste vem em seguida, com 57,4 milhões, 26,8% do total. Sul, Norte e Centro-Oeste completam a lista, nessa ordem.

O crescimento, porém, corre em sentido contrário ao tamanho. O Centro-Oeste foi a região que mais cresceu de 2025 para 2026, 0,94%, puxado por Mato Grosso e Goiás. Norte e Sul vieram depois. Sudeste e Nordeste, as duas regiões mais populosas, cresceram só 0,21% cada uma.

RegiãoCenso 202220252026% do paísAlta em um anoPico projetado
Sudeste84.840.11388.825.64389.015.42141,6%0,21%2036
Nordeste54.658.51557.244.48557.366.98126,8%0,21%2037
Sul29.937.70631.310.80931.498.53214,7%0,60%2046
Norte17.354.88418.801.28218.929.3418,8%0,68%2048
Centro-Oeste16.289.53817.238.81817.401.6768,1%0,94%2056
Brasil203.080.756213.421.037214.211.951100%0,37%2041

Fonte: IBGE, Censo 2022, Estimativas da População 2025 e 2026 e Projeções da População, revisão 2024

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Entre os estados, só três cresceram mais de 1% no último ano: Roraima, com 3,01%, Santa Catarina, com 1,54%, e Mato Grosso, com 1,46%, segundo o IBGE. As menores altas foram as do Rio de Janeiro, de Alagoas e do Rio Grande do Sul. O estado gaúcho ganhou só 54 moradores de um ano para o outro.

Nas capitais, o movimento também se divide. Boa Vista, em Roraima, foi a que mais cresceu, 3,2%. Salvador, Natal, Belém e Belo Horizonte tiveram leve queda em relação a 2025, de 0,17% a 0,02%, segundo o IBGE. As 27 capitais somam 49,4 milhões de pessoas, 23,1% dos brasileiros. A lista das maiores está em cidades mais populosas do Brasil.

Uma dúvida comum é por que o Censo 2022 contou 203,1 milhões e a estimativa de 2026 traz 214,2 milhões, 11,1 milhões a mais. A diferença não equivale ao crescimento de quatro anos.

O Censo visita todos os domicílios e registra quem foi encontrado. A estimativa parte das Projeções da População, que corrigem as pessoas que o recenseamento não alcançou, com a Pesquisa de Pós-Enumeração e os registros de nascimentos, óbitos e migração, segundo o IBGE. Para 1º de julho de 2022, essa conta chega a 210.862.983 habitantes, 7,8 milhões acima do número contado.

Por isso, para medir quanto o país cresce de fato, vale a taxa anual da própria estimativa. Ela foi de 0,39% de 2024 para 2025 e de 0,37% de 2025 para 2026. Entre os Censos de 2010 e 2022, a taxa média foi de 0,52% ao ano, a menor desde o primeiro recenseamento, em 1872, segundo o IBGE.

18729,9
190017,4
194041,2
196071,0
1980121,2
2000169,6
2010190,8
2022203,1

Fonte: IBGE, Censos Demográficos de 1872 a 2022

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O pico de 2041 e a queda

A população do Brasil deve parar de crescer em 2041, com 220.425.299 habitantes, e passar a diminuir a partir de 2042, segundo as Projeções da População do IBGE, revisão 2024, divulgadas em agosto de 2024. Em 2070, último ano do estudo, o país teria 199.228.708 moradores, menos que os 203,1 milhões contados no Censo 2022.

A virada tem uma explicação simples. Em 2042, pela primeira vez, o país deve registrar mais óbitos do que nascimentos: 2.056.484 mortes contra 2.014.434 bebês, pela projeção do IBGE. Em 2026, a conta ainda é folgada, com 2.393.079 nascimentos e 1.555.864 óbitos previstos.

2026214,2
2030217,0
2035219,4
2041220,4
2050218,4
2060211,1
2070199,2

Fonte: IBGE, Projeções da População, revisão 2024

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A revisão antecipou a queda. A projeção anterior, de 2018, previa crescimento até 2047, com 233.233.670 pessoas, e só depois o recuo. A revisão de 2024, a primeira com dados do Censo 2022, pôs o pico seis anos antes e 12,8 milhões de pessoas abaixo.

“A principal importância das Projeções é informar qual é a população do país a cada ano, pois os censos demográficos ocorrem apenas a cada dez anos”

Izabel Marri, gerente de Estudos e Análises Demográficas do IBGE, na divulgação das Projeções, em agosto de 2024

O recuo não chega a todo lugar ao mesmo tempo. Rio Grande do Sul e Alagoas devem ser os primeiros estados a perder moradores, já em 2027, e o Rio de Janeiro vem logo depois, em 2028, segundo o IBGE.

No outro extremo, Santa Catarina e Roraima só devem começar a encolher em 2064, e Mato Grosso continua crescendo até 2070, o limite do estudo.

“Alguns estados são a origem e outros, o destino desses migrantes. Isso vai fazer com que cada estado tenha sua inflexão populacional em um momento diferente”, disse Izabel Marri ao apresentar o estudo. Por região, o topo vem primeiro no Sudeste, em 2036, e por último no Centro-Oeste, em 2056.

Para Santa Catarina e Mato Grosso, que seguem recebendo moradores de outros estados, a projeção é de expansão por décadas. Santa Catarina deve ganhar 2,2 milhões de habitantes até o pico, em 2063, e Mato Grosso, 1,3 milhão até 2070, segundo o IBGE.

No mundo, o Brasil é o sétimo país mais populoso, segundo as Perspectivas da População Mundial 2024 da Organização das Nações Unidas (ONU). Estão à frente Índia, China, Estados Unidos, Indonésia, Paquistão e Nigéria. Pelos cálculos da ONU, o Brasil faz parte do grupo de países que devem atingir o pico de população entre 2025 e 2054.

Menos nascimentos e mais idosos

A taxa de fecundidade do Brasil caiu de 2,32 filhos por mulher em 2000 para 1,57 em 2023, segundo as Projeções da População do IBGE. O número está abaixo de 2,1, o nível que repõe uma geração pela seguinte.

Pela projeção, a taxa chega ao ponto mais baixo, 1,44 filho por mulher, entre 2040 e 2042, e sobe de leve até 1,50 em 2070.

Os cartórios confirmam a tendência. O país registrou 2.376.901 nascimentos em 2024, queda de 5,8% sobre 2023 e o sexto ano seguido de baixa, segundo as Estatísticas do Registro Civil do IBGE. No mesmo ano, houve cerca de 1,5 milhão de óbitos.

AnoFilhos por mulherNascimentos no anoIdade média da população
20002,323.572.86528,3 anos
20101,752.947.29631,3 anos
20231,572.544.39335,5 anos
20261,512.393.07936,6 anos
20411,442.033.28241,7 anos
20701,501.488.16048,4 anos

Fonte: IBGE, Projeções da População, revisão 2024 (de 2024 em diante, valores projetados)

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A queda tem várias causas, que vêm de décadas. A gerente Izabel Marri citou a urbanização, a entrada das mulheres no mercado de trabalho, o aumento da escolaridade feminina e a popularização da pílula anticoncepcional. “Temos observado, no Brasil e em vários países, um adiamento da maternidade, isto é, as mulheres decidindo-se a terem seus filhos mais tarde”, afirmou ela.

A idade média das mães ao ter filhos passou de 25,3 anos em 2000 para 27,7 anos em 2020, segundo o IBGE, e deve chegar a 31,3 anos em 2070.

A fecundidade também muda de região para região. Em 2023, o Norte tinha a taxa mais alta, 1,83 filho por mulher, e o Sudeste a mais baixa, 1,48. Entre os estados, Roraima liderava, com 2,26, e o Rio de Janeiro tinha a menor, 1,39.

Para as famílias com filhos pequenos, a conta chega à escola. Com menos bebês por ano, menos crianças chegam à creche e ao 1º ano do ensino fundamental. Os 2,39 milhões de nascimentos previstos para 2026 são um terço a menos que os 3,57 milhões de 2000, pelas Projeções do IBGE.

Na outra ponta, o país envelhece. A proporção de pessoas com 60 anos ou mais quase dobrou de 2000 para 2023, de 8,7% para 15,6%, ou 33 milhões de pessoas, segundo o IBGE. Em 2070, os idosos devem ser 37,8% dos habitantes, cerca de 75,3 milhões.

A esperança de vida ao nascer subiu de 71,1 anos em 2000 para 76,4 anos em 2023 e deve chegar a 77 anos em 2026, pelas Projeções do IBGE. A pandemia derrubou o indicador para 72,8 anos em 2021, e a recuperação veio já em 2023. Os números de cada estado estão em expectativa de vida por estado.

A mortalidade infantil é a boa notícia mais clara da série. Ela caiu de 28,1 óbitos por mil nascidos vivos em 2000 para 12,5 em 2023, menos da metade, segundo o IBGE, e deve chegar a 5,8 em 2070.


A próxima estimativa oficial da população, com data de referência de 1º de julho de 2027, deve sair no Diário Oficial da União até 31 de agosto de 2027, prazo fixado pela Lei 8.443/1992. A consulta da população de cada município pode ser feita no site do IBGE, na página das Estimativas da População.

Como citar: Ouviram (25 out. 2026). «População do Brasil em 2026 chega a 214,2 milhões de habitantes, segundo o IBGE». ouviram.com.br/brasil/populacao-do-brasil-2026-estimativa-ibge

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

Quantos habitantes tem a cidade de São Paulo em 2026?

São 11.911.337 moradores, segundo a estimativa do IBGE para 1º de julho de 2026. É a cidade mais populosa do país, seguida por Rio de Janeiro, com 6.731.133, e Brasília, com 3.009.996.

O Brasil tem mais homens ou mulheres?

Mais mulheres. Pelas Projeções do IBGE, em 2026 são 109.804.639 mulheres e 104.407.312 homens, cerca de 95 homens para cada 100 mulheres.

Quantas pessoas nascem por dia no Brasil?

Pelas Projeções do IBGE, o país deve ter 2.393.079 nascimentos em 2026, cerca de 6,5 mil por dia. No mesmo ano, a projeção é de 1.555.864 óbitos, perto de 4,3 mil por dia.

Quantas cidades do Brasil têm mais de 1 milhão de habitantes?

São 15 municípios, segundo a estimativa do IBGE para 2026. Só dois não são capitais: Guarulhos, com 1.351.284 moradores, e Campinas, com 1.189.761, ambos em São Paulo.

Qual é o estado menos populoso do Brasil?

Roraima, com 761.012 habitantes em 1º de julho de 2026, segundo o IBGE. Amapá, com 809.953, e Acre, com 887.794, completam a lista dos três menores.

#População#IBGE#Censo2022#ProjeçõesDaPopulação#Fecundidade

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  1. 1. Em que ano a população do Brasil deve parar de crescer, segundo o IBGE?

  2. 2. Quantos habitantes o Brasil tinha no primeiro censo, em 1872?

  3. 3. Qual região do Brasil tem a maior fecundidade?

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