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Cor ou raça no Brasil pelo Censo 2022: pardos são 45,3% da população
A Bahia tem a maior fatia de pessoas pretas do país, 22,4%, e o Rio Grande do Sul, a maior de brancos, 78,4%, segundo os dados do IBGE.

Os pardos são o maior grupo de cor ou raça do Brasil, com 45,3% da população, segundo o Censo 2022 do IBGE. São 92,1 milhões de pessoas. Os brancos somam 43,5%, e os pretos, 10,2%.
Os indígenas são 0,6% e os amarelos, 0,4%, pela pergunta de cor ou raça. Na série que o IBGE compara desde 1991, é a primeira vez que os pardos passam os brancos. Os números estão na publicação “Identificação étnico-racial da população, por sexo e idade”, divulgada em 22 de dezembro de 2023.
- Pardos92,1 milhões de pessoas, 45,3%
- Brancos88,3 milhões, 43,5%
- Pretos20,7 milhões, 10,2%
- Indígenas1,2 milhão, 0,6%
- Amarelos850,1 mil, 0,4%
- Pretos e pardos somados112,7 milhões, 55,5%
- Total recenseado203,1 milhões de pessoas
- Data de referênciaNoite de 31 de julho para 1º de agosto de 2022
Esses percentuais têm efeito direto na vida de quem vai estudar. Nas instituições federais de ensino superior, parte das vagas reservadas pela Lei de Cotas (Lei 12.711/2012) vai para pretos, pardos, indígenas e quilombolas. Essa parte é, no mínimo, igual à proporção desses grupos na população do estado, “segundo o último censo” do IBGE.
Se você tem filho no ensino médio de olho no Sisu 2027, é essa conta que define quantas vagas cada curso separa no seu estado.
O total de indígenas pela pergunta de cor ou raça é de 1.227.642 pessoas. Quem mora em localidade indígena e escolheu outra cor recebe uma segunda pergunta, “você se considera indígena?”. Com as duas formas de contagem, a população indígena no Censo 2022 chega a 1.694.836 pessoas, 0,8% do país, segundo o IBGE.
Cor ou raça estado por estado
Os pardos são o maior grupo em 22 das 27 unidades da Federação, segundo o Censo 2022 do IBGE. Os brancos lideram em São Paulo, no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. No Rio de Janeiro, onde os brancos também lideram, a vantagem é mínima: 42,0% contra 41,6% de pardos.
| Estado | Pardos | Brancos | Pretos | Indígenas | Amarelos |
|---|---|---|---|---|---|
| Rondônia | 59,2% | 30,7% | 8,7% | 1,1% | 0,3% |
| Acre | 66,3% | 21,4% | 8,6% | 3,5% | 0,2% |
| Amazonas | 68,8% | 18,4% | 4,9% | 7,7% | 0,2% |
| Roraima | 57,3% | 20,6% | 7,7% | 14,1% | 0,1% |
| Pará | 69,9% | 19,3% | 9,8% | 0,9% | 0,2% |
| Amapá | 65,3% | 21,4% | 11,8% | 1,4% | 0,1% |
| Tocantins | 62,1% | 23,2% | 13,2% | 1,2% | 0,2% |
| Maranhão | 66,4% | 20,1% | 12,6% | 0,8% | 0,1% |
| Piauí | 64,8% | 22,6% | 12,3% | 0,2% | 0,1% |
| Ceará | 64,7% | 27,9% | 6,8% | 0,5% | 0,1% |
| Rio Grande do Norte | 50,9% | 39,5% | 9,2% | 0,3% | 0,2% |
| Paraíba | 55,6% | 35,7% | 8,0% | 0,6% | 0,1% |
| Pernambuco | 55,3% | 33,6% | 10,0% | 0,9% | 0,2% |
| Alagoas | 60,4% | 29,3% | 9,6% | 0,6% | 0,2% |
| Sergipe | 61,6% | 25,2% | 12,9% | 0,2% | 0,1% |
| Bahia | 57,3% | 19,6% | 22,4% | 0,6% | 0,1% |
| Minas Gerais | 46,8% | 41,1% | 11,8% | 0,2% | 0,2% |
| Espírito Santo | 49,8% | 38,6% | 11,2% | 0,3% | 0,1% |
| Rio de Janeiro | 41,6% | 42,0% | 16,2% | 0,1% | 0,1% |
| São Paulo | 33,0% | 57,8% | 8,0% | 0,1% | 1,2% |
| Paraná | 30,1% | 64,6% | 4,2% | 0,2% | 0,9% |
| Santa Catarina | 19,2% | 76,3% | 4,1% | 0,3% | 0,2% |
| Rio Grande do Sul | 14,7% | 78,4% | 6,5% | 0,3% | 0,1% |
| Mato Grosso do Sul | 46,9% | 42,4% | 6,5% | 3,5% | 0,7% |
| Mato Grosso | 56,0% | 32,3% | 9,9% | 1,6% | 0,3% |
| Goiás | 54,2% | 36,2% | 9,2% | 0,2% | 0,2% |
| Distrito Federal | 48,7% | 40,0% | 10,7% | 0,2% | 0,5% |
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022 (tabela 9605 do Sidra), em % da população de cada estado.
O Pará tem a maior proporção de pardos do país, 69,9%, e o Rio Grande do Sul, a maior de brancos, 78,4%. Na Bahia, 22,4% dos moradores se declararam pretos, a maior fatia entre os estados, mais que o dobro da média nacional. Roraima concentra a maior parcela de indígenas, 14,1%, e São Paulo, a de amarelos, 1,2%.
Em números absolutos, o retrato é outro, porque pesa o tamanho de cada estado. São Paulo, o mais populoso, abriga 14,6 milhões de pardos, mais do que a população inteira de qualquer estado do Nordeste, segundo o IBGE. Minas Gerais vem em seguida, com 9,6 milhões, e a Bahia, com 8,1 milhões.
O ranking de moradores está no guia de estados por população.
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022
A diferença entre as regiões é grande. No Norte, 67,2% dos moradores se declararam pardos e 3,1% indígenas, a maior fatia indígena do país. O Nordeste tem a maior proporção de pretos, 13,0%.
No Sudeste, os brancos são 49,9%, e no Sul chegam a 72,6%. No Centro-Oeste, os pardos são 52,4%, e Mato Grosso do Sul tem 3,5% de indígenas, atrás só de Roraima, Amazonas e Acre.
Nas capitais, Salvador tem a maior proporção de pessoas pretas, 34,1%, mais de um terço dos moradores, segundo o IBGE. Manaus lidera entre os pardos, com 69,6%, e Florianópolis entre os brancos, com 76,4%. Boa Vista tem a maior fatia indígena, 4,4%, e a cidade de São Paulo, a maior de amarelos, 2,1%.
Brasília tem os mesmos números do Distrito Federal, na tabela dos estados.
| Capital | Pardos | Brancos | Pretos | Indígenas | Amarelos |
|---|---|---|---|---|---|
| Porto Velho (RO) | 63,4% | 26,3% | 9,4% | 0,6% | 0,3% |
| Rio Branco (AC) | 65,4% | 24,4% | 9,5% | 0,5% | 0,3% |
| Manaus (AM) | 69,6% | 23,7% | 5,6% | 0,9% | 0,2% |
| Boa Vista (RR) | 62,1% | 24,7% | 8,5% | 4,4% | 0,2% |
| Belém (PA) | 61,9% | 26,3% | 11,5% | 0,2% | 0,3% |
| Macapá (AP) | 63,4% | 23,5% | 12,8% | 0,2% | 0,1% |
| Palmas (TO) | 57,2% | 29,7% | 12,5% | 0,2% | 0,4% |
| São Luís (MA) | 57,2% | 26,4% | 16,2% | 0,2% | 0,1% |
| Teresina (PI) | 60,8% | 24,5% | 14,4% | 0,1% | 0,1% |
| Fortaleza (CE) | 60,0% | 32,7% | 7,0% | 0,1% | 0,1% |
| Natal (RN) | 46,6% | 43,2% | 9,8% | 0,2% | 0,2% |
| João Pessoa (PB) | 50,6% | 39,7% | 9,2% | 0,3% | 0,1% |
| Recife (PE) | 48,5% | 38,9% | 12,3% | 0,2% | 0,2% |
| Maceió (AL) | 54,4% | 34,0% | 11,2% | 0,2% | 0,2% |
| Aracaju (SE) | 55,4% | 29,7% | 14,4% | 0,3% | 0,2% |
| Salvador (BA) | 49,1% | 16,5% | 34,1% | 0,2% | 0,1% |
| Belo Horizonte (MG) | 42,6% | 43,6% | 13,5% | 0,1% | 0,2% |
| Vitória (ES) | 41,6% | 45,6% | 12,4% | 0,2% | 0,2% |
| Rio de Janeiro (RJ) | 38,7% | 45,4% | 15,6% | 0,1% | 0,2% |
| São Paulo (SP) | 33,4% | 54,3% | 10,1% | 0,2% | 2,1% |
| Curitiba (PR) | 20,1% | 74,4% | 4,1% | 0,1% | 1,3% |
| Florianópolis (SC) | 16,3% | 76,4% | 6,7% | 0,2% | 0,5% |
| Porto Alegre (RS) | 13,4% | 73,6% | 12,6% | 0,2% | 0,2% |
| Campo Grande (MS) | 45,4% | 45,1% | 7,2% | 1,1% | 1,1% |
| Cuiabá (MT) | 54,9% | 30,7% | 13,6% | 0,2% | 0,5% |
| Goiânia (GO) | 48,0% | 43,6% | 7,9% | 0,1% | 0,4% |
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022 (tabela 9605 do Sidra), em % da população de cada capital.
Em algumas capitais, a disputa entre os dois maiores grupos fica dentro de um ponto percentual. Em Campo Grande, os pardos são 45,4% e os brancos, 45,1%. Em Belo Horizonte, os brancos têm 43,6% e os pardos, 42,6%.
Porto Alegre, com 73,6% de brancos, tem 12,6% de pretos, fatia maior que a de Fortaleza ou de Manaus.
Entre os mais de 5,5 mil municípios, os extremos são ainda mais marcados. Em Boa Vista do Ramos, no interior do Amazonas, 92,7% dos moradores se declararam pardos. Em Morrinhos do Sul, no litoral norte gaúcho, 97,4% se declararam brancos.
Assaí, no Paraná, tem 11,5% de amarelos, e Uiramutã, em Roraima, 94,5% de indígenas, segundo o IBGE.
Pretos e pardos em alta desde 1991
A população preta cresceu 42,3% entre os Censos de 2010 e 2022, de 14,5 milhões para 20,7 milhões de pessoas, segundo o IBGE. No mesmo período, a população total do Brasil aumentou 6,5%. Os pardos cresceram 11,9%, e os brancos diminuíram 3,1%.
42,3%
foi o aumento da população preta entre 2010 e 2022, mais de seis vezes o da população total
Fonte: IBGE, Censo 2022
A virada é recente. Em 1991, os brancos eram 51,6% dos brasileiros e os pardos, 42,5%. Em 2000, a distância aumentou, e só a partir de 2010 os dois grupos ficaram próximos, até a inversão em 2022.
| Censo | Brancos | Pardos | Pretos |
|---|---|---|---|
| 1991 | 51,6% | 42,5% | 5,0% |
| 2000 | 53,7% | 38,5% | 6,2% |
| 2010 | 47,7% | 43,1% | 7,6% |
| 2022 | 43,5% | 45,3% | 10,2% |
Fonte: IBGE, Censos Demográficos 1991 a 2022 (em 1991 e 2000, resultados da amostra).
Os amarelos tiveram o movimento contrário: caíram 59,2%, de 2,1 milhões em 2010 para 850,1 mil em 2022. Com isso, voltaram a cerca de 0,4% da população, nível parecido com o de 1991 e 2000.
O IBGE atribui a queda a uma mudança no questionário. Em 2022, quem escolhia a opção amarela ouvia uma mensagem de confirmação: “Considera-se como cor ou raça amarela a pessoa de origem oriental exemplo: Japonesa, Chinesa, Coreana. Você confirma sua escolha?”.
Na publicação, o instituto afirma que o resultado atesta “a efetividade da mensagem de confirmação para o informante”. Pesquisas anteriores do IBGE já mostravam que parte das pessoas que se declaravam amarelas não tinha origem oriental.
A pergunta feita em cada domicílio é uma só: “A sua cor ou raça é: branca, preta, amarela, parda ou indígena”. A resposta segue o princípio da autodeclaração: quem responde é o morador que presta as informações do domicílio, por si e pelos demais moradores da casa.
O IBGE trata raça “como uma categoria socialmente construída na interação social e não como um conceito biológico”, segundo o texto da publicação.
Segundo o IBGE, quem responde pode usar critérios variados para escolher a categoria, como origem familiar, cor da pele, traços físicos e etnia. Desde 2010, a pergunta vai para todos os moradores do país, e não só para a amostra, como ocorria em 1980, 1991 e 2000.
- 1872Primeiro recenseamento do país já pergunta a cor: brancos, pardos, pretos e caboclos
- 1940A categoria amarela entra no questionário
- 1950Instruções aos recenseadores passam a incluir o princípio da autodeclaração
- 1991Categoria indígena é incluída e o quesito passa a se chamar “cor ou raça”
- 2010A pergunta volta a ser feita a todos os moradores, e não só à amostra
- 2012Lei de Cotas vincula as vagas federais à proporção de cada grupo no último censo
- 2022Pardos passam os brancos e se tornam o maior grupo, com 45,3%
- 22 de dezembro de 2023IBGE divulga os resultados de cor ou raça do Censo 2022
Idade e sexo de cada grupo
A idade mediana varia de 23 anos entre os indígenas a 44 anos entre os amarelos, segundo a publicação do Censo 2022 do IBGE. A medida divide cada grupo em duas metades, uma mais jovem e outra mais velha. Para o Brasil como um todo, a idade mediana subiu de 29 anos, em 2010, para 35 anos, em 2022.
| Grupo | Idade mediana | Homens para cada 100 mulheres |
|---|---|---|
| Amarelos | 44 anos | 89,2 |
| Brancos | 37 anos | 89,9 |
| Pretos | 36 anos | 103,9 |
| Pardos | 32 anos | 96,4 |
| Indígenas (cor ou raça) | 23 anos | 99,1 |
| Brasil | 35 anos | 94,2 |
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022 (publicação de 22 de dezembro de 2023).
Os pardos formam um grupo mais jovem que o de brancos e pretos. Pelas tabelas do IBGE, 21,5% dos pardos têm menos de 15 anos, contra 19,2% dos brancos e 14,2% dos pretos. Entre os indígenas declarados pela cor ou raça, as crianças e os adolescentes até 14 anos são 32,8%, quase um terço do grupo.
Os idosos pesam mais entre amarelos e brancos. Pessoas de 60 anos ou mais são 29,0% dos amarelos e 18,8% dos brancos, segundo o IBGE. Entre os pretos, são 15,4%; entre os pardos, 13,0%; e entre os indígenas declarados pela cor ou raça, 9,2%.
Considerando todos os indígenas, inclusive os contados pela segunda pergunta, a idade mediana é de 25 anos.
A população preta é a única com mais homens do que mulheres: 103,9 homens para cada 100 mulheres no país, segundo o IBGE. A razão fica acima de 100 em 24 das 27 unidades da Federação.
Entre os amarelos, a proporção é a mais baixa, com 89,2 homens para cada 100 mulheres, seguida da dos brancos, com 89,9. A média do Brasil é de 94,2.
A classificação de cor ou raça do IBGE também vale nos concursos federais, que você acompanha na lista de concursos públicos abertos. A Lei 15.142, de 3 de junho de 2025, reserva 30% das vagas desses concursos a pessoas pretas e pardas, indígenas e quilombolas. A lei revogou a regra anterior, de 2014, que reservava 20%.
Os editais precisam prever um procedimento de confirmação complementar à autodeclaração de pretos e pardos, segundo o artigo 3º da lei. A regra exige padronização nacional e a participação de especialistas em relações étnicas e raciais.
Como citar: Ouviram (24 out. 2026). «Cor ou raça no Brasil pelo Censo 2022: pardos são 45,3% da população». ouviram.com.br/brasil/cor-ou-raca-da-populacao-brasileira-censo-2022
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
Qual a porcentagem de negros no Brasil?
O IBGE não usa “negro” como opção do Censo. Pelo Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288/2010), a população negra reúne pretos e pardos, que somam 112,7 milhões de pessoas, 55,5% dos brasileiros em 2022.
Qual estado tem mais pessoas pretas em números absolutos?
São Paulo, com 3,5 milhões de pessoas pretas, seguido da Bahia, com 3,2 milhões, e do Rio de Janeiro, com 2,6 milhões, segundo o Censo 2022 do IBGE. Em proporção, a Bahia lidera, com 22,4%.
Qual a cidade com mais pessoas pretas do Brasil?
Em proporção, é Serrano do Maranhão (MA), onde 58,5% dos moradores se declararam pretos, seguida de Antônio Cardoso (BA), com 55,1%, e Ouriçangas (BA), com 52,8%, segundo o Censo 2022 do IBGE.
Quem pode se declarar pardo no Censo?
Pela definição do IBGE, parda é a pessoa que se declara parda ou que se identifica com a mistura de duas ou mais opções de cor ou raça, incluindo branca, preta, parda e indígena.
Onde consultar a cor ou raça da minha cidade?
Na tabela 9605 do Sidra, o banco de dados do IBGE, que traz a população por cor ou raça de todos os municípios no Censo 2022, com a comparação com 2010.
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1. Qual estado tem a maior proporção de pessoas pretas?
Na Bahia, 22,4% dos moradores se declararam pretos no Censo 2022, segundo o IBGE; no Rio de Janeiro, são 16,2%.
2. Qual capital tem a maior proporção de pardos?
Em Manaus, 69,6% dos moradores se declararam pardos no Censo 2022, segundo o IBGE.
3. Em qual grupo de cor ou raça há mais homens do que mulheres?
Entre os pretos, há 103,9 homens para cada 100 mulheres, a maior razão de sexo entre os grupos, segundo o IBGE.
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