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Religião no Brasil pelo Censo 2022: católicos são 56,8% e evangélicos, 26,8%

O Piauí tem a maior proporção de fiéis da Igreja Católica, 77,4%, e o Acre é o único estado onde os evangélicos superam os católicos, com 44,8%.

Catedral Metropolitana de Brasília e estátuas dos evangelistas na praça em frente, sob céu azul
Visitantes circulam na praça da Catedral Metropolitana de Brasília, ao lado das estátuas dos evangelistas, em imagem de 2025.Foto: xiquinhosilva / Wikimedia Commons · CC BY 4.0

Os católicos são 56,8% dos brasileiros com 10 anos ou mais, ou 100 milhões de pessoas, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os evangélicos vêm em seguida, com 26,8%, e as pessoas sem religião somam 9,3%.

Os números saem das tabelas do Censo publicadas no Sidra, o banco de dados do IBGE, consultado em outubro de 2026. Na primeira divulgação, em 6 de junho de 2025, com resultados preliminares da amostra, o instituto informou 56,7% de católicos e 26,9% de evangélicos.

  • Católicos100 milhões de pessoas, 56,8%
  • Evangélicos47,3 milhões, 26,8%
  • Sem religião16,3 milhões, 9,3%
  • Outras religiosidades4,0%
  • Espíritas3,3 milhões, 1,8%
  • Umbanda e candomblé1,8 milhão, 1,1%
  • Quem foi contado176,1 milhões de pessoas de 10 anos ou mais

A pergunta do Censo foi feita a quem tem 10 anos ou mais, no questionário da amostra. O grupo umbanda e candomblé inclui outras religiões afro-brasileiras, e o de outras religiosidades inclui também quem declarou mais de uma religião ou uma crença mal definida, segundo o IBGE.

Estados mais católicos e mais evangélicos

O Piauí é o estado mais católico do Brasil, com 77,4% dos moradores de 10 anos ou mais, e o Acre é o mais evangélico, com 44,8%, segundo o Censo 2022 do IBGE. O Acre é também o único estado onde os evangélicos superam os católicos.

EstadoCatólicosEvangélicosSem religião
Piauí77,4%15,6%4,3%
Ceará70,4%20,7%5,3%
Paraíba69,0%20,8%6,2%
Sergipe67,8%18,3%9,1%
Rio Grande do Norte67,0%21,4%7,4%
Maranhão64,6%25,3%7,1%
Santa Catarina64,3%23,4%6,3%
Alagoas64,2%22,9%9,3%
Minas Gerais63,5%24,8%5,7%
Paraná62,9%26,1%6,0%
Rio Grande do Sul60,7%21,3%8,8%
Tocantins59,1%31,1%6,2%
Pernambuco58,7%25,3%10,4%
Bahia57,0%23,4%12,9%
Mato Grosso57,0%30,1%8,1%
Pará54,5%35,2%7,0%
Mato Grosso do Sul52,6%32,2%8,5%
São Paulo52,2%27,3%10,5%
Goiás51,9%32,6%8,4%
Amapá51,2%36,3%7,7%
Distrito Federal49,7%29,2%11,3%
Amazonas47,9%39,3%7,4%
Espírito Santo47,8%35,4%11,5%
Rondônia41,0%41,0%12,9%
Rio de Janeiro38,9%32,0%16,9%
Acre38,8%44,8%11,4%
Roraima37,7%35,1%17,7%

Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022, pessoas de 10 anos ou mais, tabela 10183 do Sidra.

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Rondônia é o caso mais apertado. Os católicos somam 550.324 pessoas e os evangélicos, 549.382, uma diferença de 942 moradores, segundo o IBGE.

942

pessoas separam católicos e evangélicos em Rondônia, entre 1,3 milhão de moradores com 10 anos ou mais

Fonte: IBGE, Censo 2022

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Em Roraima, a distância é de 11,6 mil pessoas a favor dos católicos.

O Rio de Janeiro tem a menor proporção de católicos do Sudeste, 38,9%, a maior fatia de espíritas do país, 3,5%, e a maior de umbanda e candomblé do Sudeste, 2,6%. Roraima tem a maior proporção de pessoas sem religião, 17,7%, seguido pelo Rio, com 16,9%.

O Rio Grande do Sul lidera em umbanda e candomblé, com 3,2% dos moradores, segundo o IBGE. Para comparar esses números com o tamanho de cada estado, vale ver a população dos estados em 2026.

Nas capitais, o retrato muda bastante de uma cidade para outra. Teresina é a capital mais católica, com 70,2% dos moradores de 10 anos ou mais, e Rio Branco é a única onde os evangélicos passam os católicos, com 47,1% contra 30,5%, segundo o IBGE.

CapitalCatólicosEvangélicosSem religiãoUmbanda e candomblé
Teresina (PI)70,2%19,4%5,8%0,8%
Aracaju (SE)60,4%20,4%10,7%1,4%
Fortaleza (CE)60,0%26,3%7,6%0,6%
Natal (RN)58,6%24,6%9,9%0,5%
Curitiba (PR)55,5%25,5%10,0%1,3%
João Pessoa (PB)55,4%29,1%8,1%0,6%
Belém (PA)55,2%33,4%5,7%0,8%
Porto Alegre (RS)54,5%13,2%15,6%6,4%
São Luís (MA)53,7%30,4%9,3%0,7%
Florianópolis (SC)53,2%14,5%18,4%2,1%
Belo Horizonte (MG)53,1%27,3%9,8%0,8%
Macapá (AP)52,9%33,9%7,1%0,7%
Cuiabá (MT)52,6%31,3%7,6%1,0%
Maceió (AL)51,9%29,9%12,3%0,7%
São Paulo (SP)50,7%23,2%13,5%2,3%
Brasília (DF)49,7%29,2%11,3%0,9%
Vitória (ES)49,0%28,0%14,8%0,8%
Palmas (TO)48,9%36,9%7,9%0,3%
Recife (PE)47,5%27,8%14,9%0,9%
Goiânia (GO)46,8%33,9%9,2%0,7%
Campo Grande (MS)45,6%34,3%10,3%0,9%
Manaus (AM)44,4%39,5%8,8%0,5%
Salvador (BA)44,0%24,3%18,5%2,8%
Rio de Janeiro (RJ)43,6%25,5%16,1%3,6%
Porto Velho (RO)40,5%38,7%13,1%0,7%
Boa Vista (RR)36,4%34,2%18,1%0,4%
Rio Branco (AC)30,5%47,1%14,8%0,4%

Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022, pessoas de 10 anos ou mais, tabela 10183 do Sidra.

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Porto Alegre tem a maior proporção de seguidores de umbanda e candomblé entre as capitais, 6,4%, o dobro da média gaúcha, de 3,2%. Salvador lidera entre as capitais em pessoas sem religião, com 18,5%, logo à frente de Florianópolis, com 18,4%.

Católicos, evangélicos e sem religião desde 2010

A proporção de católicos caiu 8,3 pontos percentuais entre 2010 e 2022, de 65,0% para 56,7%, nos resultados preliminares do Censo divulgados pelo IBGE em junho de 2025. A queda foi um pouco menor que a da década anterior, de 9,0 pontos.

Os evangélicos fizeram o caminho oposto e ganharam 5,2 pontos no período, segundo o IBGE. As pessoas sem religião subiram 1,3 ponto, e a fatia de espíritas recuou 0,3 ponto.

Grupo20102022Variação
Católicos65,0%56,7%−8,3 pontos
Evangélicos21,7%26,9%+5,2 pontos
Umbanda e candomblé0,3%1,0%+0,7 ponto

Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022, resultados preliminares da amostra, junho de 2025; pessoas de 10 anos ou mais.

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O IBGE registra a religião dos brasileiros desde o primeiro recenseamento, em 1872. São 150 anos de série, com mudanças de método ao longo do tempo, mas que mostram, segundo o instituto, a transformação do cenário religioso do país.

Nas cidades, a fé católica ainda é a mais comum. Os católicos são maioria absoluta em 4.881 municípios e o grupo mais numeroso em 5.322, segundo o IBGE. Os evangélicos predominam em 244 municípios e passam da metade da população em 58.

Entre as grandes regiões, o catolicismo é maioria em todas. O Nordeste tem a maior proporção, 63,9%, seguido pelo Sul, com 62,4%, segundo o Censo 2022.

RegiãoCatólicosEvangélicosSem religiãoEspíritas
Nordeste63,9%22,5%8,9%0,8%
Sul62,4%23,6%7,1%1,9%
Centro-Oeste52,8%31,4%8,9%2,0%
Sudeste52,2%28,0%10,6%2,7%
Norte50,8%36,8%8,2%0,4%

Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022, pessoas de 10 anos ou mais, tabela 10183 do Sidra.

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O Norte tem a maior presença evangélica, 36,8%, e o Sudeste concentra as maiores fatias de espíritas e de pessoas sem religião. No grupo de tradições indígenas, 74,5% das pessoas se declararam indígenas pela cor ou raça, segundo o IBGE, um retrato que conversa com os dados da população indígena no Censo.

Religião por idade, sexo e cor

A partir dos 30 anos, quanto mais velho o brasileiro, maior a chance de ser católico, segundo o Censo 2022 do IBGE. A proporção mais baixa, 51,2%, aparece na faixa de 25 a 29 anos, e a mais alta, 72,1%, entre as pessoas de 80 anos ou mais.

A fatia de católicos cresce a partir dos 30 anos (% por faixa etária)
10 a 14 anos52,1
20 a 24 anos51,3
30 a 34 anos52,8
40 a 44 anos55,4
50 a 54 anos59,3
60 a 64 anos64,0
70 a 74 anos68,1
80 anos ou mais72,1

Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2022, tabela 10183 do Sidra

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Entre os evangélicos, o desenho é o inverso. Eles são 31,6% das crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e 18,9% das pessoas de 80 anos ou mais. A fatia sem religião chega ao pico entre os jovens de 20 a 24 anos, com 14,3%, e cai para 3,3% entre os mais idosos.

As mulheres são maioria em quase todos os grupos religiosos. Elas representam 60,6% dos espíritas, 55,4% dos evangélicos e 51,0% dos católicos, segundo o IBGE. Os homens predominam entre as pessoas sem religião, com 56,3%, e no grupo de tradições indígenas, com 50,2%.

Pela cor ou raça, 60,2% das pessoas brancas se declararam católicas, segundo os resultados preliminares do IBGE. Entre as pessoas pretas, 30,0% são evangélicas, 12,3% não têm religião e 2,3% seguem umbanda ou candomblé, a maior proporção desse grupo entre todas as cores.

Entre as pessoas pardas, 29,3% são evangélicas, e entre as amarelas, 16,2% não têm religião. Entre os espíritas, 63,8% são pessoas brancas, a maior proporção entre os grupos religiosos.

O Censo também cruzou religião e escolaridade. Entre os espíritas de 25 anos ou mais, 48,0% têm curso superior completo, contra 18,4% na média do país, segundo o IBGE. Nos seguidores de umbanda e candomblé, a proporção é de 25,5%, e entre os evangélicos, de 14,4%.

A taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais é de 1,0% entre os espíritas e de 7,8% entre os católicos, segundo o IBGE. No grupo de tradições indígenas, chega a 24,6%.


As tabelas completas, com dados de cada um dos 5.570 municípios, estão no Sidra, o banco de dados do IBGE, na seção do Censo Demográfico 2022. Dúvidas sobre os dados podem ser enviadas ao atendimento do instituto pelo telefone 0800 721 8181.

Como citar: Ouviram (24 out. 2026). «Religião no Brasil pelo Censo 2022: católicos são 56,8% e evangélicos, 26,8%». ouviram.com.br/brasil/religiao-no-brasil-censo-2022-catolicos-evangelicos

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

Qual é a cidade mais católica do Brasil?

Em 20 municípios os católicos passam de 95%, e 14 deles ficam no Rio Grande do Sul, como Montauri e Centenário, segundo o IBGE. Entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, a maior proporção é a do Crato (CE), com 81,3%.

Qual é a cidade mais evangélica do Brasil?

Os evangélicos são mais da metade da população em 58 municípios, com destaque para Arroio do Padre (RS), Arabutã (SC) e Santa Maria de Jetibá (ES), segundo o IBGE. Entre as cidades com mais de 100 mil habitantes, lidera Manacapuru (AM), com 51,8%.

Como o Censo pergunta a religião?

A pergunta é “Qual é sua religião ou culto”, feita no questionário da amostra a pessoas de 10 anos ou mais. Em terras indígenas, o texto muda para “Qual a sua crença, ritual indígena ou religião?”, segundo o IBGE.

Desde quando o Censo pergunta a religião dos brasileiros?

Desde o primeiro recenseamento, em 1872. O IBGE, criado em 1936, assumiu a coleta a partir dos Censos de 1940 e 1950.

O Censo 2022 mostra cada igreja evangélica separada?

O IBGE divulgou a religião por grandes grupos, sem identificar subgrupos nem denominações específicas, segundo a apresentação dos resultados do Censo.

#População#Censo2022#IBGE#Religião#Acre

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  1. 1. Qual estado tem a maior proporção de católicos?

  2. 2. Em qual estado os evangélicos superam os católicos?

  3. 3. Qual grupo religioso tem a maior parcela de mulheres?

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