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Maior rodovia do Brasil: BR-230 lidera no traçado oficial e BR-116 é a mais longa já construída

A malha federal em uso soma 74.977,2 km, dos quais 89,5% têm asfalto, segundo o Sistema Nacional de Viação atualizado pelo DNIT em outubro de 2026.

Pista simples da BR-116 entre morros na Bahia, com caminhão, ônibus e placa de proibido ultrapassar
Caminhão e ônibus seguem pela pista simples da BR-116 no interior da Bahia, em imagem de 2012.Foto: Agência CNT de Notícias / Flickr · CC BY 2.0

A maior rodovia do Brasil é a BR-230, a Transamazônica, com 4.989,7 km no traçado oficial. O dado é do Sistema Nacional de Viação (SNV) do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Contando só o que já foi construído, a mais longa é a BR-116, com 4.449,1 km em uso, todos asfaltados.

A diferença entre as duas listas vem dos trechos planejados. A Transamazônica tem 837,9 km que ainda não existem como estrada federal, 686,1 km deles no Amazonas. Já a BR-116 tem só 52,7 km nessa situação, no Ceará e em São Paulo. Os números são da versão do SNV de outubro de 2026, planilha que o DNIT atualizou em 21 de outubro.

  • Maior no traçado oficialBR-230 (Transamazônica), 4.989,7 km
  • Maior já construídaBR-116, 4.449,1 km, 100% pavimentada
  • Malha federal em uso74.977,2 km
  • Pavimentada67.129,4 km (89,5%)
  • Pista dupla7.502,4 km, mais 936,5 km em obras de duplicação
  • Concedida16.138,1 km
  • FonteSNV do DNIT, versão de outubro de 2026

O próximo feriadão é o de Finados, em 2 de novembro de 2026, uma segunda-feira. Para quem vai pegar a estrada, saber o número da BR ajuda a entender placas e quilômetros. O primeiro algarismo diz para onde a rodovia corre, e o quilômetro recomeça do zero em cada estado.

A tabela abaixo traz as 12 rodovias federais mais longas pelo traçado oficial. A coluna “em uso” exclui os trechos planejados, e a coluna “concedida” mostra quanto está nas mãos de concessionárias que cobram pedágio.

RodoviaTraçado oficial (km)Em uso (km)Pavimentada (km)Pista dupla (km)Concedida (km)Estados
BR-2304.989,74.151,82.562,1192,433,07
BR-1014.577,63.646,23.637,51.447,11.636,712
BR-1164.501,84.449,14.449,11.072,72.203,410
BR-1634.470,73.430,23.217,0508,22.718,06
BR-3644.322,13.871,23.858,8317,91.287,56
BR-1583.960,32.528,22.335,329,818,58
BR-1533.589,43.290,93.220,8364,21.537,48
BR-1743.167,72.214,11.724,910,00,04
BR-1352.515,11.835,11.721,0221,4109,54
BR-2512.487,0719,8680,120,1367,25
BR-2102.467,8812,4332,20,70,04
BR-2422.398,31.910,91.598,116,427,73

Fonte: DNIT, Sistema Nacional de Viação, outubro de 2026

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BR-116, Transamazônica, BR-101, BR-163 e BR-364 trecho a trecho

A BR-116 é a rodovia federal mais longa em uso no Brasil, com 4.449,1 km, segundo o SNV do DNIT de outubro de 2026. Ela vai da avenida 13 de Maio, em Fortaleza (CE), até a ponte sobre o rio Jaguarão, na fronteira com o Uruguai. Ela passa por dez estados e tem 1.072,7 km de pista dupla.

O maior pedaço está na Bahia, com 944,6 km, seguido de Minas Gerais (816,7 km) e Rio Grande do Sul (660,3 km). Em São Paulo, onde corre como Via Dutra e Régis Bittencourt, os 523,6 km em uso são todos de pista dupla. É a rodovia com mais quilômetros concedidos entre as cinco maiores depois da BR-163: 2.203,4 km.

4.449,1 km

é a extensão em uso da BR-116, única entre as cinco maiores BRs com todo o trecho construído asfaltado

Fonte: DNIT, SNV de outubro de 2026

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A BR-230, a Transamazônica, é a rodovia federal mais longa no traçado oficial, com 4.989,7 km entre o porto de Cabedelo (PB) e Benjamin Constant (AM), segundo o DNIT. Corta sete estados: Paraíba, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará e Amazonas.

Dos 4.151,8 km em uso, 2.562,1 km (61,7%) têm asfalto. Outros 1.584,4 km são de terra ou cascalho, divididos quase meio a meio entre o Pará (803,3 km) e o Amazonas (781,1 km). No Pará está o maior trecho estadual da rodovia, com 1.584,9 km.

A BR-101 é a segunda mais longa no traçado oficial, com 4.577,6 km, e a que atravessa mais estados: 12, do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Começa no Farol do Calcanhar, em Touros (RN), e termina em Rio Grande (RS), depois de uma travessia de balsa de 4,5 km a partir de São José do Norte.

Ela acompanha a costa em boa parte do caminho. Também tem a maior extensão de pista dupla entre as rodovias da tabela, com 1.447,1 km. Em Santa Catarina, 442 km da BR-101 são duplicados, quase todo o trecho no estado. Em São Paulo, 436 km do traçado coincidem com estradas estaduais e aparecem como planejados no SNV.

A BR-163 soma 4.470,7 km entre Tenente Portela (RS) e a fronteira com o Suriname, no Pará, mas 945,5 km paraenses estão só no papel. A rodovia corta Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Pará, e chega pavimentada até a entrada sul de Santarém (PA).

É a rodovia com mais quilômetros concedidos no país, 2.718 km, pelo levantamento do DNIT. Mato Grosso tem 381,6 km de pista dupla da BR-163, e o Pará concentra os 157,4 km que ainda não têm asfalto. A produção de soja por estado ajuda a entender o peso desse corredor.

A BR-364 é a maior rodovia diagonal do país, com 4.322,1 km entre Limeira (SP) e a fronteira com o Peru, no Acre. Dos 3.871,2 km em uso, 99,7% são pavimentados. O trecho de São Paulo, de 316 km, coincide com rodovias estaduais.

BR-1164.449,1
BR-2304.151,8
BR-3643.871,2
BR-1013.646,2
BR-1633.430,2
BR-1533.290,9
BR-1582.528,2
BR-1742.214,1

Fonte: DNIT, Sistema Nacional de Viação, outubro de 2026

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Logo depois das cinco maiores vêm a BR-158, com 3.960,3 km no traçado oficial, e a BR-153, com 3.589,4 km, que vai do Pará ao Rio Grande do Sul. A BR-174 liga Mato Grosso ao marco BV-8, na fronteira com a Venezuela, em Roraima, e tem 3.167,7 km no traçado.

Como funciona a numeração das rodovias federais

A numeração das rodovias federais segue o artigo 14 da Lei 12.379/2011: a sigla BR vem seguida de três algarismos, e o primeiro indica a categoria da estrada. Os outros dois, pela mesma lei, mostram a posição da rodovia em relação a Brasília e aos pontos cardeais, conforme regra definida pelo DNIT.

O texto legal define que o zero vale “para as rodovias radiais” e o 4, “para as rodovias de ligação”. No meio ficam o 1 das longitudinais, o 2 das transversais e o 3 das diagonais. O SNV de outubro de 2026 tem 167 rodovias federais com eixo principal cadastrado.

CategoriaComeça comDireçãoQuantas sãoMaior pelo traçado oficial
RadiaisBR-0Saem de Brasília para os extremos do país8BR-010, 2.039,5 km
LongitudinaisBR-1Norte-sul15BR-101, 4.577,6 km
TransversaisBR-2Leste-oeste21BR-230, 4.989,7 km
DiagonaisBR-3Noroeste-sudeste ou nordeste-sudoeste30BR-364, 4.322,1 km
De ligaçãoBR-4Qualquer direção, entre rodovias ou até cidades e fronteiras93BR-407, 1.541,5 km

Fonte: Lei 12.379/2011 e DNIT, Sistema Nacional de Viação, outubro de 2026

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As radiais vão de 05 a 95, de cinco em cinco e no sentido horário, a partir de Brasília, segundo o DNIT. A BR-010 segue para o norte, até Belém. A BR-040 desce rumo ao Rio de Janeiro e a BR-050, rumo a São Paulo.

Nas longitudinais, o número cresce de leste para oeste. A numeração vai de 00, no extremo leste, a 50, no meridiano de Brasília, e chega a 99 no extremo oeste, explica o DNIT. Por isso a BR-101, colada ao litoral, tem número baixo, e a BR-174, que cruza Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Roraima, tem número alto.

As transversais seguem a mesma lógica, mas de norte para sul: 00 no extremo norte, 50 na altura de Brasília e 99 no extremo sul. A BR-230 corta o Nordeste e a Amazônia ao norte da capital federal. A BR-290, no Rio Grande do Sul, fica no fim da escala.

Nas diagonais, os números pares indicam rodovias no sentido noroeste-sudeste, como a BR-364. Os ímpares marcam as que correm de nordeste para sudoeste, como a BR-381, cujo traçado vai de São Mateus (ES) a São Paulo, segundo os exemplos do próprio DNIT.

As rodovias de ligação usam de 00 a 50 quando ficam ao norte do paralelo de Brasília e de 50 a 99 quando ficam ao sul. A BR-470, de Navegantes (SC) a Camaquã (RS), é um dos exemplos citados pelo DNIT.

A quilometragem também tem regra. O km zero recomeça a cada estado, e a contagem vai em geral de norte para sul nas longitudinais e de leste para oeste nas transversais. A BR-163 e a BR-174 são as exceções entre as longitudinais: nelas, o quilômetro cresce do sul para o norte, segundo o DNIT.

Tamanho da malha federal, estado por estado, e trechos concedidos

O Brasil tem 74.977,2 km de rodovias federais em uso, segundo o SNV do DNIT de outubro de 2026. Desse total, 67.129,4 km (89,5%) são pavimentados e 7.502,4 km têm pista dupla. O traçado oficial completo, com trechos planejados e estradas estaduais que coincidem com ele, chega a 122.445,8 km.

936,5 km

de rodovias federais estão em obras de duplicação, e outros 878,3 km recebem pavimentação, pelo cadastro do DNIT

Fonte: DNIT, SNV de outubro de 2026

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Minas Gerais tem a maior malha federal do país, com 8.324,6 km em uso, à frente de Bahia e Rio Grande do Sul. O dado surpreende em São Paulo: o estado mais populoso tem só 1.064,7 km de BRs sob jurisdição federal. Outros 5.477,2 km do traçado federal paulista coincidem com estradas estaduais ou ainda estão planejados.

EstadoEm uso (km)Pavimentada (km)Pavimentada (%)Pista dupla (km)
MG8.324,67.697,992,51.193,3
BA7.460,76.579,988,2208,8
RS5.804,45.636,097,1452,7
MT4.952,54.262,386,1426,8
PA4.819,73.358,169,776,4
MS4.089,83.816,493,379,5
PR3.931,63.813,597,0861,6
GO3.701,63.551,595,9794,2
MA3.523,53.430,797,4144,0
PI2.661,42.484,693,425,0
SC2.430,42.414,999,4515,7
CE2.296,32.131,192,853,4
TO2.283,22.019,288,475,4
PE2.245,22.145,595,6420,3
AM2.202,4724,932,95,5
RO2.071,92.017,397,467,2
RJ1.765,21.747,399,0553,7
RN1.685,21.612,895,7146,6
RR1.549,21.166,475,314,8
PB1.297,41.289,799,4264,1
AC1.174,21.174,0100,023,5
SP1.064,71.064,7100,0647,4
ES1.032,2939,391,052,8
AP1.021,5467,445,80,0
AL1.009,21.004,899,6198,4
SE359,1359,1100,080,5
DF220,1220,1100,0120,8

Fonte: DNIT, Sistema Nacional de Viação, outubro de 2026. Pavimentada inclui pista simples, pista dupla e trechos em obras de duplicação.

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O retrato muda de região para região. No Sul, 97,5% das BRs em uso têm asfalto. No Sudeste são 93,9%, no Nordeste 93,3% e no Centro-Oeste 91,4%. No Norte, a fatia cai para 72,3%, puxada pelo Amazonas (32,9%) e pelo Amapá (45,8%), onde a rede federal ainda tem longos trechos de terra.

As obras também estão espalhadas. Bahia (249 km) e Rio Grande do Sul (233,3 km) lideram os trechos em obras de duplicação, segundo o SNV. Na pavimentação, os maiores canteiros ficam no Pará (162,4 km), na Bahia (140,2 km) e em Mato Grosso do Sul (100,9 km).

As concessionárias administram 16.138,1 km de rodovias federais, 21,5% da malha em uso, pelo cadastro do DNIT. Nesses trechos há cobrança de pedágio, e a empresa cuida da manutenção e das obras previstas no contrato, fiscalizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A concessão pesa mais onde há pista dupla. Dos 7.502,4 km duplicados da malha federal, 4.845,4 km (64,6%) estão em trechos concedidos. O Sudeste concentra 6.580 km concedidos, seguido do Centro-Oeste (4.454,9 km), do Sul (3.479,6 km) e do Norte (cerca de 1.600 km); no Nordeste, são só 17,5 km, na Bahia.

Para quem planeja uma viagem longa, a diferença aparece no bolso e no tempo. Uma família que sai de Curitiba para São Paulo pela BR-116 roda em trecho concedido até a chegada à capital paulista, com pedágio e pista dupla em quase todo o caminho. Quem cruza o sul do Amazonas pela Transamazônica encontra, no mesmo mapa, centenas de quilômetros sem asfalto.

Essa malha atende uma frota de veículos por estado que passou de 133 milhões em setembro de 2026. A rede é mais rala nos maiores estados em área, como Amazonas e Pará. A lista de siglas está em estados e capitais do Brasil.


O DNIT atualiza o Sistema Nacional de Viação várias vezes por ano, e a versão usada aqui é a de outubro de 2026, com dados até 21 de outubro. Concessões novas, trechos asfaltados e rodovias transferidas a estados mudam os números a cada edição.

Em caso de acidente, pane ou bloqueio em rodovia federal, o telefone da Polícia Rodoviária Federal (PRF) é o 191, que atende 24 horas.

Como calculamos. A extensão de cada BR soma os segmentos de eixo principal da planilha do SNV de outubro de 2026, com os trechos divididos com outras BRs e sem acessos, contornos e variantes. “Em uso” é o total sem os segmentos classificados como planejados, e os totais da malha usam o resumo oficial da planilha, que conta cada trecho compartilhado uma vez só.

Como citar: Ouviram (25 out. 2026). «Maior rodovia do Brasil: BR-230 lidera no traçado oficial e BR-116 é a mais longa já construída». ouviram.com.br/brasil/maiores-rodovias-do-brasil-extensao-dnit

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

O que significa a sigla BR nas placas das estradas?

BR indica que a rodovia é federal, segundo o DNIT. Rodovias estaduais usam a sigla do estado, como SP, MG ou RS, seguida do número definido por cada governo estadual.

Por que o quilômetro da rodovia volta a zero na divisa de estado?

Pela regra do DNIT, a quilometragem das BRs não é cumulativa: em cada estado a contagem recomeça do zero. Por isso o km 100 da BR-116 existe no Ceará, na Bahia, em Minas Gerais e em outros estados.

Qual é a menor rodovia federal do Brasil?

É a BR-488, com 6 km, que liga a BR-116 ao Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, segundo o Sistema Nacional de Viação do DNIT.

Uma estrada pode ter dois números de BR ao mesmo tempo?

Pode. Quando duas ou mais BRs dividem o mesmo trecho, o DNIT usa como número de referência o da rodovia de menor numeral, mas o trecho continua fazendo parte de todas elas.

Rodovia federal planejada já existe?

Não como estrada federal. Pelo guia do Sistema Nacional de Viação, o trecho planejado é uma diretriz prevista em lei que ainda não foi construída pela União; parte dele coincide com estradas estaduais que já estão em uso.

#Rodovias#DNIT#BR116#Transamazônica#BR101

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  1. 1. Qual é a rodovia federal mais longa já construída no Brasil?

  2. 2. O que indica o primeiro algarismo 2 em uma rodovia como a BR-230?

  3. 3. Aonde leva a BR-488, a menor rodovia federal do país?

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