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Internet chega a 95% dos domicílios do Brasil, e o Distrito Federal lidera entre os estados
Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, a parcela que usa a rede passou de 24,7% em 2016 para 74,5% em 2025, o triplo em nove anos.

O Brasil tinha 76 milhões de domicílios com internet em 2025, ou 95,0% do total, segundo o IBGE. Em 2016, a parcela era de 70,8%. Ficaram de fora 4 milhões de casas.
Entre as pessoas, 168,7 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais usaram a internet nos três meses anteriores à entrevista, ou 90,5% dessa faixa. Outros 17,7 milhões não usaram. Os dados são do módulo de tecnologia da informação e comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgado em 2 de julho de 2026.
- Domicílios com internet76 milhões, 95,0% do total (2025)
- Domicílios sem internet4 milhões
- Pessoas que usaram a internet168,7 milhões, 90,5% da população com 10 anos ou mais
- Maior parcela de casas conectadasDistrito Federal, 98,2%
- Menor parcelaAcre, 90,7%
- Aparelho mais usadoCelular, por 98,7% de quem acessa a rede
- FonteIBGE, PNAD Contínua TIC 2025
95,0%
dos domicílios brasileiros tinham algum morador usando a internet em casa em 2025
Fonte: IBGE, julho de 2026
O salto foi maior onde a rede chegava menos. No Maranhão, a parcela de casas conectadas passou de 48,7% em 2016 para 92,1% em 2025, alta de 43,4 pontos percentuais, a maior do país. No Distrito Federal, que já partia de 90,0%, o avanço foi de 8,2 pontos.
Acesso à internet por estado em 2025
O Distrito Federal tinha a maior parcela de domicílios com internet do país em 2025, 98,2%, segundo a PNAD Contínua do IBGE. Logo atrás vinham Santa Catarina (97,1%), Mato Grosso (97,0%) e Goiás (96,9%). Na outra ponta ficaram o Acre (90,7%), o Maranhão (92,1%), Alagoas (92,2%) e o Ceará (92,3%).
A tabela traz as 27 unidades da federação, com a parcela de casas conectadas em 2016, 2024 e 2025. A última coluna mostra a parcela de moradores com 10 anos ou mais que usou a internet em 2025.
| Estado | Domicílios com internet 2016 (%) | 2024 (%) | 2025 (%) | Pessoas que usaram a internet 2025 (%) |
|---|---|---|---|---|
| Distrito Federal | 90,0 | 98,1 | 98,2 | 96,8 |
| Santa Catarina | 75,1 | 96,5 | 97,1 | 93,3 |
| Mato Grosso | 69,4 | 95,8 | 97,0 | 92,8 |
| Goiás | 73,7 | 95,5 | 96,9 | 94,4 |
| São Paulo | 81,7 | 94,8 | 96,6 | 90,9 |
| Rondônia | 63,4 | 95,3 | 96,2 | 93,7 |
| Roraima | 72,5 | 94,9 | 96,1 | 92,5 |
| Mato Grosso do Sul | 75,8 | 95,7 | 95,8 | 89,3 |
| Rio de Janeiro | 78,3 | 94,8 | 95,6 | 92,8 |
| Paraná | 71,1 | 94,3 | 95,5 | 90,0 |
| Amapá | 81,0 | 93,5 | 95,3 | 93,2 |
| Rio Grande do Sul | 73,4 | 94,8 | 95,2 | 92,3 |
| Espírito Santo | 72,9 | 93,3 | 95,1 | 90,3 |
| Tocantins | 63,9 | 93,1 | 94,7 | 89,3 |
| Minas Gerais | 71,4 | 93,5 | 94,5 | 89,4 |
| Rio Grande do Norte | 66,3 | 92,3 | 94,4 | 87,4 |
| Amazonas | 64,1 | 91,3 | 94,3 | 88,5 |
| Pará | 61,1 | 91,8 | 93,5 | 89,0 |
| Sergipe | 66,3 | 92,4 | 93,5 | 91,4 |
| Paraíba | 62,2 | 91,8 | 93,3 | 89,3 |
| Pernambuco | 58,2 | 91,5 | 92,8 | 89,0 |
| Bahia | 58,2 | 91,4 | 92,7 | 89,6 |
| Piauí | 54,1 | 91,0 | 92,5 | 88,9 |
| Ceará | 56,5 | 91,5 | 92,3 | 87,4 |
| Alagoas | 56,8 | 91,9 | 92,2 | 88,4 |
| Maranhão | 48,7 | 89,4 | 92,1 | 86,2 |
| Acre | 59,8 | 87,3 | 90,7 | 87,8 |
| Brasil | 70,8 | 93,7 | 95,0 | 90,5 |
Fonte: IBGE, PNAD Contínua, módulo TIC (tabelas 7307 e 7325 do Sidra), julho de 2026.
Entre as pessoas, a ordem muda um pouco. O Distrito Federal também lidera, com 96,8% dos moradores de 10 anos ou mais conectados, seguido por Goiás (94,4%) e Rondônia (93,7%). O Maranhão tem a menor parcela, 86,2%, e Rio Grande do Norte e Ceará vêm logo acima, com 87,4% cada.
Basta um morador usar a internet para o domicílio contar como conectado, e por isso a taxa das casas fica sempre acima da taxa das pessoas. Em São Paulo, o estado mais populoso do país, 96,6% das casas tinham internet, mas 3,7 milhões de moradores com 10 anos ou mais não usaram a rede em 2025.
Todas as regiões passaram de 92% das casas conectadas. O Centro-Oeste tem a maior parcela, e o Nordeste, a menor, mas foi também o Nordeste que mais avançou desde 2016.
Fonte: IBGE, PNAD Contínua TIC, julho de 2026
Em 2016, só 57,7% das casas nordestinas tinham internet, contra 78,1% no Sudeste. Em 2025, a distância entre as duas regiões caiu para 3,1 pontos percentuais. Na Região Norte, a parcela foi de 63,3% para 94,1% no mesmo período, segundo o IBGE.
Quem usa a internet, quem fica de fora e por quê
Entre os brasileiros com 60 anos ou mais, 74,5% usaram a internet em 2025, contra 24,7% em 2016, segundo a PNAD Contínua do IBGE. É a faixa de idade que mais cresceu na pesquisa, mas ainda fica mais de 20 pontos percentuais abaixo dos adultos de 20 a 49 anos.
Fonte: IBGE, PNAD Contínua TIC (tabela 7334 do Sidra), julho de 2026
Os idosos são também a maioria de quem está fora da rede. Dos 17,7 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais que não usaram a internet em 2025, 9,1 milhões tinham 60 anos ou mais, pelos números do IBGE.
Para essa faixa, a rede abre acesso a aplicativos de banco e aos serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelo Meu INSS. Quem não usa a internet pode pedir os mesmos serviços pelo telefone 135.
O celular ajudou a encurtar essa distância. Em 2025, 80,3% das pessoas com 60 anos ou mais tinham telefone celular para uso próprio, contra 60,7% em 2016. Na população inteira com 10 anos ou mais, a parcela era de 89,8%, segundo o IBGE.
Para pais e estudantes, o dado que chama atenção está na faixa de 10 a 13 anos. Nela, 84,4% usaram a internet em 2025, contra 94,8% dos adolescentes de 14 a 19 anos. Ficaram fora da rede 1,8 milhão de crianças dessa idade.
A diferença pesa em tarefas escolares, pesquisas e inscrições feitas pela internet, como o cadastro escolar de Minas Gerais.
A zona rural foi a que mais avançou. Em 2016, só 35,0% das casas no campo tinham internet, contra 76,5% nas cidades. Em 2025, as taxas chegaram a 88,0% e 95,8%, e a distância caiu de 41,5 para 7,8 pontos percentuais, segundo o IBGE.
Nenhum morador sabia usar a rede em 36,5% dos 4 milhões de domicílios sem internet no Brasil em 2025, o motivo mais citado, segundo a PNAD Contínua do IBGE. O preço do serviço veio em segundo, com 25,9%, e a falta de necessidade em terceiro, com 25,2%.
| Motivo para não haver internet no domicílio | Domicílios (mil) | Parte das casas sem internet (%) |
|---|---|---|
| Nenhum morador sabia usar | 1.468 | 36,5 |
| O serviço era caro | 1.041 | 25,9 |
| Falta de necessidade | 1.016 | 25,2 |
| O equipamento era caro | 113 | 2,8 |
| Não havia serviço na área | 106 | 2,6 |
| Falta de tempo | 61 | 1,5 |
| Preocupação com privacidade ou segurança | 40 | 1,0 |
| Outro motivo | 182 | 4,5 |
Fonte: IBGE, PNAD Contínua TIC (tabela 9648 do Sidra), julho de 2026.
A falta de sinal pesa pouco no total. Só 106 mil casas, ou 2,6% das desconectadas, apontaram que não havia serviço de internet onde moravam. A barreira principal está no conhecimento e no bolso, não no cabo.
Entre as pessoas, o quadro é parecido. Dos 17,7 milhões que não usaram a internet em 2025, 44,9% disseram não saber usar, 27,8% não viam necessidade e 9,0% achavam caro o serviço ou o aparelho. Outros 5,3% citaram preocupação com privacidade ou segurança, segundo o IBGE.
Celular, banda larga e 5G: como os brasileiros se conectam
O celular é o aparelho de 98,7% dos brasileiros que usaram a internet em 2025, e 34,2% se conectaram só por ele, segundo a PNAD Contínua do IBGE. A televisão aparece em segundo lugar, usada por 57,8% para acessar a rede, à frente do computador (33,4%) e do tablet (9,2%).
| Aparelho usado para acessar a internet | Parte de quem usou a rede em 2025 (%) |
|---|---|
| Telefone celular | 98,7 |
| Somente o celular | 34,2 |
| Televisão | 57,8 |
| Microcomputador | 33,4 |
| Tablet | 9,2 |
Fonte: IBGE, PNAD Contínua TIC (tabela 7337 do Sidra), julho de 2026. Uma pessoa pode usar mais de um aparelho.
A troca de lugar entre TV e computador é a maior mudança da série. Em 2016, só 11,3% de quem usava a internet acessava a rede pela televisão, e 63,2% usavam o computador, segundo o IBGE. Em nove anos, a TV quintuplicou e o computador perdeu quase metade da fatia.
Dentro de casa, a banda larga fixa, o cabo ou a fibra que chegam ao imóvel, estava em 89,2% dos domicílios conectados em 2025. A banda larga móvel, do 3G, 4G ou 5G do celular, aparecia em 85,9%, e 75,2% das casas usavam as duas, segundo o IBGE.
- Banda larga fixa e móvel75,2% dos domicílios com internet
- Somente banda larga fixa13,1%
- Somente banda larga móvel10,0%
- FonteIBGE, PNAD Contínua TIC 2025 (tabela 7313 do Sidra)
Na prática, uma em cada dez casas conectadas dependia apenas do pacote de dados do celular, sem cabo nem fibra.
Todas as 5.570 sedes de município do Brasil devem ter 5G até 31 de dezembro de 2029, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A meta está entre os compromissos do leilão realizado em novembro de 2021. As operadoras vencedoras seguem dois cronogramas, um para cidades com 30 mil habitantes ou mais e outro para as menores.
Os 1.174 municípios com 30 mil habitantes ou mais recebem a tecnologia por faixa de população. As capitais e o Distrito Federal vieram primeiro, e cada etapa fixa um número mínimo de antenas por habitante.
- 31 de julho de 2022Capitais e Distrito Federal, com ao menos 1 antena para cada 100 mil habitantes
- 31 de julho de 2025Cidades com 500 mil habitantes ou mais
- 31 de julho de 2026Cidades com 200 mil habitantes ou mais, com ao menos 1 antena para cada 15 mil habitantes
- 31 de julho de 2027Cidades com 100 mil habitantes ou mais
- 31 de julho de 2028Metade das cidades com 30 mil habitantes ou mais
- 31 de julho de 2029Todas as cidades com 30 mil habitantes ou mais
Fonte: Anatel, compromissos de abrangência do leilão do 5G.
Para os 4.396 municípios com menos de 30 mil habitantes, a meta é por porcentagem. Pelo menos 30% deles devem ter 5G até 31 de dezembro de 2026 e 60% até o fim de 2027. A fatia sobe para 90% em 2028 e chega a todos até 31 de dezembro de 2029, segundo a Anatel.
O mesmo edital cobra 4G onde ele ainda não chega. São 7.430 localidades que não são sede de município, como vilas e distritos, e 2.349 trechos de rodovias federais, que somam 35.784 quilômetros, a totalidade das rodovias federais pavimentadas.
A cobertura das estradas tem de estar completa até 31 de dezembro de 2029, e a das localidades na faixa de 2,3 GHz, até o fim de 2028.
O leilão também obriga a levar fibra óptica até 530 sedes municipais que não tinham esse tipo de ligação. A última leva, de 27 cidades, tem prazo até 31 de dezembro de 2026, segundo a Anatel. A fibra é a estrada por onde passa o tráfego das antenas de celular e dos provedores locais.
Para saber se o 5G já funciona na sua rua, os mapas de cobertura das operadoras mostram o sinal por endereço. O celular precisa ser compatível com a faixa de 3,5 GHz, e quem vai contratar plano em outra cidade pode conferir antes o DDD de cada estado.
O IBGE divulga o módulo de internet da PNAD Contínua uma vez por ano, com os dados do ano anterior. A edição de 2025, com a tabela dos 27 estados, está no Sidra, o banco de tabelas do instituto. A próxima, com os números de 2026, deve sair em 2027.
Como citar: Ouviram (25 out. 2026). «Internet chega a 95% dos domicílios do Brasil, e o Distrito Federal lidera entre os estados». ouviram.com.br/servicos/acesso-a-internet-por-estado-ibge
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
O que o IBGE considera usar a internet?
Na PNAD Contínua, usou a internet quem tem 10 anos ou mais e acessou a rede ao menos uma vez nos três meses anteriores à entrevista, em qualquer lugar e por qualquer aparelho. O dado do domicílio indica se algum morador usava a internet em casa.
A pesquisa do IBGE mede a velocidade da internet?
Não. A PNAD Contínua pergunta se há uso, por qual aparelho e por qual tipo de conexão. Velocidade contratada e número de linhas e de acessos são acompanhados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com dados enviados pelas operadoras.
Como saber se a minha cidade já tem 5G?
As operadoras publicam mapas de cobertura por endereço, e a Anatel mantém painéis de dados com a cobertura por município. Para usar o 5G, o aparelho também precisa ser compatível com a faixa de 3,5 GHz, a principal do leilão.
Crianças menores de 10 anos entram na pesquisa?
Não nos indicadores de pessoas, que começam aos 10 anos. Elas entram só na contagem de moradores dos domicílios com e sem internet.
Quando sai a próxima pesquisa sobre internet do IBGE?
O módulo de tecnologia da informação e comunicação da PNAD Contínua é anual. A edição com os dados de 2025 saiu em 2 de julho de 2026, e a de 2026 deve sair em 2027.
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1. Qual unidade da federação tinha a maior parcela de domicílios com internet em 2025?
O Distrito Federal tinha 98,2% das casas conectadas, à frente de Santa Catarina (97,1%) e São Paulo (96,6%), segundo o IBGE.
2. Qual foi o motivo mais citado nas casas sem internet em 2025?
Nenhum morador sabia usar a internet em 36,5% das casas desconectadas; o preço apareceu em 25,9% e a falta de serviço na área em 2,6%, segundo o IBGE.
3. Que parcela das pessoas com 60 anos ou mais usava a internet em 2025?
Eram 74,5% em 2025, contra 24,7% em 2016, segundo a PNAD Contínua do IBGE.
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