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Calendário de vacinação infantil do SUS soma 31 doses do nascimento aos 9 anos

Aos 2 meses, o bebê recebe quatro imunizantes no mesmo dia, e a instrução de 2026 trocou a primeira pneumocócica pela versão que protege contra 20 tipos.

Profissional de luvas aplica injeção no braço, com termômetro e frascos sobre a mesa
Profissional de saúde aplica vacina no braço de um paciente adulto, em imagem de 2021.Foto: AVAKAphoto / Pixabay · licença Pixabay

Do nascimento aos 9 anos, a criança recebe 31 doses de vacina gratuitas no Sistema Único de Saúde (SUS), sem contar a gripe anual, segundo o Ministério da Saúde. A conta segue a Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação de 2026. São 12 datas no calendário, e a mais cheia é aos 15 meses, com cinco doses.

As vacinas do bebê começam na maternidade, com a BCG e a hepatite B. Aos 2 meses vêm quatro de uma vez, e o primeiro ano termina com a tríplice viral e o reforço da meningite, aos 12 meses. Depois, os reforços se concentram aos 15 meses e aos 4 anos, e a vacina do HPV fecha a infância, aos 9 anos.

A tabela abaixo segue a chamada agenda oportuna, que é a idade em que cada dose protege mais, segundo o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

IdadeVacinasDoenças que previne
Ao nascerBCG e hepatite BFormas graves da tuberculose e hepatite B
2 mesesPenta (1ª), poliomielite inativada (1ª), rotavírus (1ª) e pneumocócica 20-valente (1ª)Difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, infecções por Haemophilus influenzae tipo b, paralisia infantil, diarreia por rotavírus, pneumonia e meningite pneumocócica
3 mesesMeningocócica C (1ª)Meningite e infecção generalizada pelo meningococo C
4 mesesPenta (2ª), poliomielite inativada (2ª), rotavírus (2ª) e pneumocócica 10-valente (2ª)As mesmas dos 2 meses
5 mesesMeningocócica C (2ª)Meningite pelo meningococo C
6 mesesPenta (3ª), poliomielite inativada (3ª) e covid-19 (1ª); gripe a partir desta idadeAs da penta, paralisia infantil, covid-19 e gripe
7 mesesCovid-19 (2ª)Covid-19
9 mesesCovid-19 (3ª) e febre amarela (1ª)Covid-19 e febre amarela
12 mesesPneumocócica 20-valente (reforço), meningocócica ACWY (reforço) e tríplice viral (1ª)Pneumonia, meningites, sarampo, caxumba e rubéola
15 mesesDTP (1º reforço), poliomielite inativada (1º reforço), tríplice viral (2ª), varicela (1ª) e hepatite ADifteria, tétano, coqueluche, paralisia infantil, sarampo, caxumba, rubéola, catapora e hepatite A
4 anosDTP (2º reforço), poliomielite inativada (2º reforço), febre amarela (reforço) e varicela (2ª)Difteria, tétano, coqueluche, paralisia infantil, febre amarela e catapora
9 anosHPV (dose única)Verrugas genitais e cânceres do colo do útero, vulva, vagina, ânus, pênis, boca e garganta

Fonte: Ministério da Saúde, Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação 2026.

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  • OndeSala de vacina da unidade básica de saúde (UBS) mais perto de casa
  • PreçoGratuito, nas salas de vacina da rede pública
  • O que levarCaderneta de vacinação e documento da criança; sem a caderneta, a vacina não é negada
  • GripeTodo ano, dos 6 meses aos 5 anos; duas doses com 30 dias de intervalo na primeira vez
  • DúvidasDisque Saúde, telefone 136

31

doses de vacina recebe a criança no SUS do nascimento aos 9 anos, sem contar a gripe anual

Fonte: Ministério da Saúde, Calendário Nacional de Vacinação 2026

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Vacinas do bebê por idade, da maternidade aos 4 anos

Até o primeiro aniversário, o bebê recebe 21 doses de vacina no SUS, distribuídas em nove datas, contando a maternidade, segundo a Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação de 2026, do Ministério da Saúde. A proteção começa antes do parto, com duas vacinas aplicadas na gestante.

A grávida toma a dTpa a partir da 20ª semana, contra difteria, tétano e coqueluche, e a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) a partir da 28ª semana, sempre em cada gestação. Os anticorpos passam pela placenta. Segundo a instrução, o VSR é a principal causa de internação de bebês com menos de 6 meses, e a vacina da mãe protege o recém-nascido nesse período.

Na maternidade, o recém-nascido recebe a BCG, contra as formas graves da tuberculose, e a primeira dose da hepatite B, de preferência na sala de parto ou nas primeiras 12 horas de vida. Essa dose ao nascer só pode ser aplicada até 1 mês de idade; depois disso, a proteção contra a hepatite B vem pelas doses da penta.

Na consulta dos 2 meses, o bebê toma quatro vacinas no mesmo dia:

  • PentaProtege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e a bactéria Haemophilus influenzae tipo b, causa de meningite
  • Poliomielite inativada (VIP)Injeção contra a paralisia infantil
  • RotavírusGotas pela boca, contra a diarreia grave causada pelo vírus
  • Pneumocócica 20-valenteProtege contra 20 tipos de pneumococo, bactéria de pneumonias, otites e meningites

A pneumocócica é a grande mudança de 2026. A primeira dose passou a ser feita com a vacina 20-valente, e o reforço dos 12 meses também. A segunda dose, aos 4 meses, ainda usa a 10-valente, durante o que o Ministério da Saúde chama de período de transição entre as duas vacinas.

Aos 3 e aos 5 meses, o bebê recebe a meningocócica C. Aos 4 meses, repete penta, VIP, rotavírus e pneumocócica. Aos 6 meses, toma a terceira penta, a terceira VIP e a primeira dose da vacina da covid-19, que continua aos 7 e aos 9 meses, num esquema de três doses.

A gripe entra a partir dos 6 meses. Na primeira vez, são duas doses com 30 dias de intervalo; nos anos seguintes, uma dose por campanha, até os 5 anos, 11 meses e 29 dias. Aos 9 meses chega a vacina contra a febre amarela, que tem reforço aos 4 anos.

O primeiro aniversário tem três doses. São o reforço da pneumocócica 20-valente, o reforço da meningite com a vacina meningocócica ACWY, que protege contra quatro tipos da bactéria, e a primeira dose da tríplice viral, contra sarampo, caxumba e rubéola.

A rotavírus pede atenção especial, porque tem prazo curto. A primeira dose pode ser dada de 1 mês e 15 dias até 11 meses e 29 dias; a segunda, de 3 meses e 15 dias até 23 meses e 29 dias. Segundo a instrução, o bebê que perde o prazo da primeira dose não pode mais tomar nenhuma das duas.

Aos 15 meses, a criança toma cinco doses no mesmo dia, a ida ao posto mais cheia do calendário, segundo a Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação de 2026. São o primeiro reforço da DTP e da poliomielite inativada, a segunda tríplice viral, a primeira dose da varicela e a dose única da hepatite A.

A DTP, ou tríplice bacteriana, substitui a penta nos reforços e protege contra difteria, tétano e coqueluche. A instrução recomenda aplicar a segunda tríplice viral junto com a primeira varicela, em locais diferentes do corpo. A hepatite A é dose única e pode ser recuperada até os 4 anos, 11 meses e 29 dias.

Aos 4 anos vem o último bloco da primeira infância: o segundo reforço da DTP, o segundo reforço da poliomielite inativada, o reforço da febre amarela e a segunda dose da varicela. Para quem tem filho na pré-escola, é uma boa data para conferir a caderneta antes da matrícula do ano seguinte.

Depois da DTP dos 4 anos, a proteção contra difteria e tétano passa para a dupla adulto (dT). O reforço é a cada 10 anos, ou em 5 anos depois de um ferimento com risco de tétano. É a mesma regra que vale para os adultos, explicada no calendário de vacinação do adulto.

A vacina oral contra a pólio, a famosa gotinha, não faz mais parte da lista de 21 vacinas do calendário. Pela instrução de 2026, as cinco doses contra a paralisia infantil são feitas com a vacina inativada, em injeção: três no primeiro ano e duas de reforço.

Crianças sem a primeira dose da tríplice bacteriana caíram de 360 mil para 50 mil (milhares)
2023360
2024255
202550

Fonte: OMS e Unicef, dados divulgados pelo Ministério da Saúde em julho de 2026

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O esforço aparece nos números. As crianças zero-dose, sem nem a primeira dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche, eram 360 mil no Brasil em 2023 e 50 mil em 2025. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), divulgados em julho de 2026 pelo Ministério da Saúde.

Segundo o mesmo relatório, a cobertura da primeira dose dessa vacina subiu 19 pontos percentuais no Brasil entre 2019 e 2025, a segunda maior alta entre 195 países avaliados, atrás apenas da Líbia. Nas Américas, o número brasileiro ficou abaixo dos registrados no México (218 mil crianças zero-dose), na Venezuela (185 mil), na Argentina (101 mil) e na Bolívia (89 mil).

O sarampo ainda pede atenção. A cobertura da primeira dose da tríplice viral foi de 93,10% em 2025, abaixo da meta de 95%, segundo o Ministério da Saúde. Em 2026, o país confirmou 61 casos importados ou relacionados à importação, segundo balanço do ministério de 16 de outubro.

Em São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, bebês de 6 a 11 meses recebem uma dose extra, a chamada dose zero, além das de rotina. Os detalhes estão na matéria sobre o sarampo em 2026.

Vacinas do adolescente, dos 9 aos 14 anos

Entre os 9 e os 14 anos, o calendário do SUS tem três vacinas próprias da idade, segundo o Ministério da Saúde: HPV aos 9 anos, dengue aos 10 e meningocócica ACWY aos 11. Todas podem ser recuperadas até 14 anos, 11 meses e 29 dias.

A vacina do HPV é dose única, para meninas e meninos, aos 9 anos. Ela protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do papilomavírus humano, ligados a verrugas genitais e a cânceres do colo do útero, do ânus, do pênis, da boca e da garganta. Quem tem de 15 a 19 anos e nunca tomou pode receber a dose em ações de resgate organizadas pelos estados.

A vacina da dengue tem duas doses, aplicadas a partir dos 10 anos, com intervalo de três meses entre elas. Depois da aplicação, o adolescente fica em observação no posto, por causa de um sinal de alerta para reações alérgicas raras identificado pelo Ministério da Saúde. São pelo menos 30 minutos para quem já teve alergia grave a remédio, alimento ou vacina, e 15 minutos para os demais.

Aos 11 anos, a meningocócica ACWY funciona como dose ou reforço contra quatro tipos da bactéria que causa a meningite, conforme o que a caderneta mostrar. A doença e os sintomas estão explicados no guia sobre meningite e vacinas no SUS.

A adolescência também é a hora de completar o que ficou para trás. Hepatite B, tríplice viral e febre amarela continuam disponíveis para quem não tomou na infância, e o reforço da dupla adulto chega 10 anos depois da DTP dos 4 anos, por volta dos 14.

Para pais e escolas, a faixa dos 9 aos 14 anos vai, em geral, do 4º ao 9º ano do ensino fundamental. A instrução prevê vacinação fora do posto, inclusive dentro das escolas, e a caderneta em dia ajuda a equipe a saber o que aplicar em cada aluno.

Dose atrasada, caderneta digital e Bolsa Família

A criança com vacina atrasada deve ir ao posto o quanto antes, porque cada vacina tem uma idade-limite no SUS, segundo a Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação de 2026. Em regra, a equipe completa as doses que faltam, sem recomeçar o esquema, e várias vacinas podem ser aplicadas no mesmo dia.

Os limites mais importantes para quem está com a caderneta atrasada são estes:

VacinaAté que idade pode ser recuperada no SUS
Hepatite B ao nascer1 mês (depois, a proteção vem pela penta)
Rotavírus1ª dose até 11 meses e 29 dias; 2ª até 23 meses e 29 dias
Meningocócica C11 meses e 29 dias (de 12 meses a 4 anos, dose única da ACWY)
BCG, poliomielite inativada, pneumocócica e hepatite A4 anos, 11 meses e 29 dias
Penta, DTP e varicela6 anos, 11 meses e 29 dias
HPV, dengue e meningocócica ACWY do adolescente14 anos, 11 meses e 29 dias
Tríplice viral e febre amarela59 anos

Fonte: Ministério da Saúde, Instrução Normativa do Calendário Nacional de Vacinação 2026.

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A partir dos 7 anos, a penta passa a ser contraindicada, e a criança sem esquema completo contra difteria, tétano e coqueluche segue com as vacinas indicadas para a idade. Na meningite C, quem chega ao posto entre 1 e 4 anos sem nenhuma dose toma só a ACWY, em dose única, e fica protegido.

Antes de sair de casa, dá para conferir pelo celular as doses registradas no nome de quem entra no aplicativo. O passo a passo divulgado pelo Ministério da Saúde em outubro de 2026 é este:

  1. Abra o aplicativo Meu SUS Digital, ou o site do programa, e entre com CPF e senha da conta gov.br.
  2. Na tela inicial, toque em Minha Saúde.
  3. Escolha Vacinas para ver o histórico de doses registradas.
  4. Na aba Documentos ficam a carteira digital e os certificados de vacinação.

Se alguma dose não aparecer ou estiver errada, o Ministério da Saúde orienta procurar a unidade onde a vacina foi aplicada, porque o usuário não pode corrigir o registro. Não ter a caderneta em mãos não impede a vacinação.

A caderneta em dia também tem peso no orçamento da família. Pela Lei 14.601/2023, que instituiu o atual Bolsa Família, cumprir o calendário nacional de vacinação é condição para continuar no programa. As outras são o pré-natal, o acompanhamento nutricional até os 7 anos e a frequência escolar. As datas de pagamento estão no calendário do Bolsa Família.

Algumas crianças têm doses a mais. Segundo a instrução, as de até 4 anos indígenas, quilombolas, ribeirinhas ou com comorbidades recebem uma dose anual da vacina da covid-19 depois das três primeiras, e as imunocomprometidas, uma a cada seis meses. Quem tem doença que baixa a imunidade também é atendido nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE).


As vacinas do calendário infantil são aplicadas o ano todo, de graça, nas salas de vacina das unidades básicas de saúde. Dúvidas sobre o atendimento podem ser tiradas pelo Disque Saúde, no telefone 136.

Como citar: Ouviram (25 out. 2026). «Calendário de vacinação infantil do SUS soma 31 doses do nascimento aos 9 anos». ouviram.com.br/servicos/calendario-de-vacinacao-infantil-sus

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

Bebê gripado pode tomar vacina?

Resfriado leve não impede a vacinação. Em caso de doença com febre moderada ou alta, a orientação do Ministério da Saúde é adiar a dose até a melhora, e a equipe da sala de vacina avalia cada caso.

O bebê vomitou a vacina do rotavírus, precisa repetir?

Não. A instrução do Ministério da Saúde manda não repetir a dose se a criança regurgitar, cuspir ou vomitar depois da gota, e seguir o esquema normalmente.

A BCG não deixou cicatriz, tem que tomar de novo?

Não. A criança vacinada na idade certa que não ficou com a marca no braço não precisa de nova dose, segundo o Ministério da Saúde; a exceção é a dose considerada inválida na hora da aplicação, como vacina vencida.

Febre amarela e tríplice viral podem ser no mesmo dia?

Em menores de 2 anos, não: o Ministério da Saúde recomenda 30 dias de intervalo entre as duas, ou no mínimo 15 dias em casos excepcionais. A partir dos 2 anos, elas podem ser aplicadas juntas.

Criança alérgica a leite pode tomar a tríplice viral?

Pode, com cuidado na escolha da vacina. Quem tem alergia à proteína do leite de vaca não deve receber a tríplice viral do Serum Institute of India e toma a de outro laboratório ou a tetraviral, segundo nota técnica do Ministério da Saúde.

Precisa levar a caderneta para vacinar a criança?

Não é obrigatório. Segundo o Ministério da Saúde, a falta da caderneta não impede a vacinação. Levar o documento, ou abrir o Meu SUS Digital, ajuda a equipe a saber quais doses faltam.

#Saúde#MinistérioDaSaúde#SUS#Vacinação#MeuSUSDigital

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  1. 1. Com quantos meses o bebê toma a primeira dose da vacina contra a febre amarela?

  2. 2. Qual vacina o bebê recebe ainda na maternidade, junto com a da hepatite B?

  3. 3. Com que idade meninas e meninos tomam a vacina do HPV no SUS?

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