Regiões do Brasil: o Norte é a maior, e o Sudeste concentra 41,6% da população
O Centro-Oeste tem o maior PIB por habitante, R$ 71,2 mil em 2023, e o Nordeste reúne 1.794 dos 5.571 municípios, segundo o IBGE.

O Brasil tem cinco regiões oficiais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O Norte é a maior, com 45,2% do território, e o Sudeste é a mais populosa, com 89 milhões de moradores em 2026.
A divisão existe para organizar as estatísticas oficiais e agrupa os 26 estados e o Distrito Federal sem cortar nenhum deles ao meio. É ela que aparece nos livros escolares, nos resultados do Censo e nas contas do Produto Interno Bruto (PIB).
| Região | Estados | Área (km²) | % do território | População em 2026 | % da população | Habitantes por km² | % do PIB em 2023 |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Norte | 7 | 3.849.537 | 45,2% | 18.929.341 | 8,8% | 4,9 | 5,8% |
| Nordeste | 9 | 1.552.175 | 18,2% | 57.366.981 | 26,8% | 37,0 | 13,8% |
| Centro-Oeste | 3 e o DF | 1.606.354 | 18,9% | 17.401.676 | 8,1% | 10,8 | 10,6% |
| Sudeste | 4 | 924.558 | 10,9% | 89.015.421 | 41,6% | 96,3 | 53,0% |
| Sul | 3 | 576.737 | 6,8% | 31.498.532 | 14,7% | 54,6 | 16,8% |
| Brasil | 26 e o DF | 8.509.361 | 100% | 214.211.951 | 100% | 25,2 | 100% |
Fonte: IBGE, Áreas Territoriais 2025, estimativa da população de 1º de julho de 2026 e Contas Regionais 2023.
41,6%
dos brasileiros moram no Sudeste, região que ocupa apenas 10,9% do território nacional
Fonte: IBGE, estimativa de 2026 e Áreas Territoriais 2025
Estados e capitais de cada região
O Nordeste é a região com mais estados, nove, e o Sul e o Centro-Oeste são as que têm menos, três cada um, segundo a divisão regional do IBGE. O Centro-Oeste inclui ainda o Distrito Federal, onde fica Brasília, a capital do país desde 1960.
- NorteAcre (Rio Branco), Amapá (Macapá), Amazonas (Manaus), Pará (Belém), Rondônia (Porto Velho), Roraima (Boa Vista) e Tocantins (Palmas)
- NordesteAlagoas (Maceió), Bahia (Salvador), Ceará (Fortaleza), Maranhão (São Luís), Paraíba (João Pessoa), Pernambuco (Recife), Piauí (Teresina), Rio Grande do Norte (Natal) e Sergipe (Aracaju)
- Centro-OesteGoiás (Goiânia), Mato Grosso (Cuiabá), Mato Grosso do Sul (Campo Grande) e Distrito Federal (Brasília)
- SudesteEspírito Santo (Vitória), Minas Gerais (Belo Horizonte), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) e São Paulo (São Paulo)
- SulParaná (Curitiba), Rio Grande do Sul (Porto Alegre) e Santa Catarina (Florianópolis)
A conta de municípios segue outra ordem. O Nordeste tem 1.794, o Sudeste, 1.668, o Sul, 1.191, o Centro-Oeste, 468, e o Norte, 450, pelo cadastro de localidades do IBGE.
Ou seja: a maior região do país tem o menor número de prefeituras. No Amazonas, os 62 municípios têm em média mais de 25 mil km² cada um, área maior que a de Sergipe inteiro. As siglas e capitais aparecem também na lista de estados e capitais do Brasil.
O Norte ocupa 3,85 milhões de km² e tem 18,9 milhões de moradores pela estimativa de 2026 do IBGE, com 4,9 habitantes por km², a menor densidade do país. É a região da Amazônia, o maior dos biomas do Brasil, com 4.215.433 km², segundo o IBGE.
A floresta tropical úmida domina a paisagem, cortada pelo rio Amazonas e seus afluentes. O Pará tem a maior economia da região. O Amazonas abriga a Zona Franca de Manaus, e lá a indústria de transformação responde por 32,6% do valor gerado no estado, a maior fatia do país nessa atividade, segundo o IBGE.
O Nordeste reúne 57,4 milhões de moradores, 26,8% dos brasileiros, e é a segunda região mais populosa. Oito das nove capitais da região ficam no litoral, de São Luís a Salvador; só Teresina, no Piauí, está no interior.
O interior é o domínio da Caatinga, que ocupa 10,1% do território nacional, segundo o IBGE, e é o único bioma exclusivamente brasileiro, segundo o Ministério do Meio Ambiente. A Bahia tem a maior economia da região, com R$ 431,0 bilhões em 2023, seguida de Pernambuco e do Ceará.
O Centro-Oeste tem 1,61 milhão de km² e 17,4 milhões de moradores, a menor população entre as cinco regiões. O coração da região é o Planalto Central, terra do Cerrado, com uma estação de chuvas e outra seca bem marcadas.
Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul fica o Pantanal, que o IBGE descreve como a maior planície de inundação contínua do planeta. A região é a força do campo: Mato Grosso colheu 51,6 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, 28,6% do total do país, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O Sudeste concentra 89,0 milhões de moradores e 96,3 habitantes por km², a maior densidade do país. O estado de São Paulo sozinho gerou R$ 3,44 trilhões em 2023, segundo as Contas Regionais do IBGE.
A paisagem mistura a Mata Atlântica das serras do Mar e da Mantiqueira com o Cerrado do interior de Minas Gerais e de São Paulo. No norte de Minas aparece também a Caatinga.
O Sul é a menor região, com 576.737 km², e tem 31,5 milhões de moradores. Tem clima subtropical, com geadas no inverno das áreas mais altas, e é a única região onde existe o Pampa, bioma que cobre a metade sul do Rio Grande do Sul.
O norte gaúcho, Santa Catarina e quase todo o Paraná ficam na Mata Atlântica, com as matas de araucária do Planalto Sul. O Paraná, com R$ 670,9 bilhões em 2023, e o Rio Grande do Sul, com R$ 650,1 bilhões, são a quarta e a quinta economias do país.
Maior região, região mais populosa e região mais rica
A região Norte é a maior do Brasil, com 3.849.537 km², segundo as Áreas Territoriais 2025 do IBGE. O Sudeste é a mais populosa, com 89.015.421 moradores em 1º de julho de 2026.
Só o Amazonas, com 1.558.704 km², tem mais área que os nove estados do Nordeste somados, segundo o IBGE. Na outra ponta, o Sul inteiro cabe quase sete vezes no Norte.
Em população, a ordem quase se inverte. O Norte e o Centro-Oeste, somados, têm 36,3 milhões de moradores, menos que os 57,4 milhões do Nordeste.
São justamente as regiões menos povoadas que crescem mais rápido. Entre o Censo 2022 e a estimativa de 2026, o Norte ganhou 1,57 milhão de moradores, e o Centro-Oeste, 1,11 milhão, pelos dados do IBGE.
Fonte: IBGE, Censo 2022 e estimativa de 1º de julho de 2026
Esse ritmo deve durar mais no Centro-Oeste. Pelas Projeções da População do IBGE, revisão de 2024, o Sudeste chega ao pico de moradores em 2036 e o Nordeste em 2037, e depois passa a encolher. O Sul atinge o máximo em 2046, o Norte em 2048 e o Centro-Oeste só em 2056.
O país inteiro para de crescer antes, em 2041, como explica o guia da população do Brasil em 2026.
Qual é a região mais rica depende da régua. Em tamanho da economia, o Sudeste lidera com folga, com R$ 5,80 trilhões em 2023, segundo as Contas Regionais do IBGE. Dividido pela população, o Centro-Oeste fica na frente, com R$ 71.200,72 por habitante. A região inclui o Distrito Federal, que tem o maior PIB por habitante do país, R$ 129.790,44.
| Região | PIB em 2023 (R$ bilhões) | % do PIB em 2023 | % do PIB em 2010 | PIB por habitante (R$) | Crescimento em 2023 |
|---|---|---|---|---|---|
| Sudeste | 5.799,5 | 53,0% | 56,1% | 68.357,91 | 2,7% |
| Sul | 1.834,4 | 16,8% | 16,0% | 61.274,54 | 2,6% |
| Nordeste | 1.513,1 | 13,8% | 13,5% | 27.681,97 | 2,9% |
| Centro-Oeste | 1.159,8 | 10,6% | 9,1% | 71.200,72 | 7,6% |
| Norte | 636,6 | 5,8% | 5,3% | 36.678,53 | 2,9% |
Fonte: IBGE, Contas Regionais 2010 a 2023.
A tabela mostra uma economia que se espalha pelo mapa. O Sudeste perdeu 3,1 pontos de participação desde 2010, e todas as outras regiões ganharam espaço. O Centro-Oeste foi a que mais avançou em 2023, com alta de 7,6% em volume, mais que o dobro do Norte e do Nordeste. O ranking completo está no guia do PIB dos estados.
Desde quando valem as cinco regiões do IBGE
A divisão do Brasil em Norte, Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste foi criada pelo Decreto 67.647, de 23 de novembro de 1970, que estabeleceu “para fins estatísticos” a Divisão Regional do Brasil. Os nomes e o número de regiões continuam os mesmos, mas o mapa dos estados dentro delas mudou desde então.
O decreto de 1970 tinha outra lista de membros. A Guanabara, que correspondia à cidade do Rio de Janeiro, era um estado do Sudeste. Rondônia, Roraima e Amapá eram territórios federais do Norte, e Fernando de Noronha era um território do Nordeste. O Centro-Oeste tinha só Goiás, Mato Grosso e o Distrito Federal.
As mudanças vieram com a criação de estados. Mato Grosso do Sul nasceu em 1977 dentro do Centro-Oeste. Já o Tocantins trocou de região: o território era o norte de Goiás, mas a Constituição de 1988 criou o estado e determinou, no artigo 13 das Disposições Transitórias, que ele “integra a Região Norte”.
- 14/7/1941Resolução 72 do IBGE fixa um quadro de divisão regional do país para a estatística
- 23/11/1970O Decreto 67.647 cria as cinco regiões que valem até hoje
- 15/3/1975Guanabara e Rio de Janeiro se fundem em um só estado, no Sudeste
- 11/10/1977Lei Complementar 31 cria Mato Grosso do Sul, no Centro-Oeste
- 5/10/1988Constituição cria o Tocantins no Norte e transforma Roraima e Amapá em estados
- 5/10/1988Território de Fernando de Noronha é extinto e volta a Pernambuco
- 2017IBGE cria 510 regiões imediatas e 133 intermediárias, dentro dos estados
As cinco grandes regiões não são o único recorte oficial. Desde 2017, o IBGE divide os estados em regiões geográficas imediatas e intermediárias, organizadas em torno das cidades que atendem cada área com comércio, saúde, educação e emprego. Esse quadro substituiu as antigas micro e mesorregiões nas estatísticas e foi feito para guiar a divulgação dos dados do instituto por dez anos.
Outra divisão que aparece nos livros escolares são as regiões geoeconômicas, ou complexos regionais, propostas pelo geógrafo Pedro Pinchas Geiger em 1967. Elas separam o país em Amazônia, Nordeste e Centro-Sul pelo critério histórico e econômico, sem respeitar as divisas dos estados. O IBGE não usa esse recorte para divulgar seus números.
Existe ainda a Amazônia Legal, área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) definida pela Lei Complementar 124/2007. Ela junta os sete estados do Norte, Mato Grosso e o oeste do Maranhão. O IBGE também divulga números para esse recorte, que não substitui as cinco regiões.
Os números de cada região, do Censo 2022 às Contas Regionais, estão no Sidra, o banco de tabelas do IBGE na internet: basta escolher “Grande Região” como recorte territorial nas tabelas.
Como calculamos. A densidade de cada região divide a população estimada pelo IBGE para 1º de julho de 2026 pela área das Áreas Territoriais 2025. A alta da população compara o Censo 2022 com a estimativa de 2026, que usa outro método, e por isso é aproximada.
Como citar: Ouviram (25 out. 2026). «Regiões do Brasil: o Norte é a maior, e o Sudeste concentra 41,6% da população». ouviram.com.br/brasil/regioes-do-brasil-estados-e-caracteristicas
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
Qual é o maior estado do Brasil?
O Amazonas, com 1.558.704 km², pelas Áreas Territoriais 2025 do IBGE. Em seguida vêm o Pará, com 1.245.832 km², e Mato Grosso, com 903.208 km².
Qual é o menor estado do Brasil?
Sergipe, com 21.938 km², pelas Áreas Territoriais 2025 do IBGE. O Distrito Federal, que não é um estado, é ainda menor: 5.761 km².
Qual é o estado mais populoso do Brasil?
São Paulo, com 46,2 milhões de moradores pela estimativa de 1º de julho de 2026 do IBGE. Minas Gerais vem em segundo, com 21,5 milhões, e o Rio de Janeiro em terceiro, com 17,2 milhões.
Qual estado tem mais municípios?
Minas Gerais, com 853 municípios, segundo o cadastro de localidades do IBGE. São Paulo vem em seguida, com 645. Roraima é o estado com menos municípios, 15.
Qual é a capital mais populosa do Brasil?
São Paulo, com 11,9 milhões de moradores pela estimativa de 1º de julho de 2026 do IBGE. Depois vêm o Rio de Janeiro, com 6,7 milhões, e Brasília, com 3,0 milhões.
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1. Qual região tem mais estados?
O Nordeste tem nove estados, do Maranhão à Bahia. O Norte tem sete, o Sudeste quatro, e o Sul e o Centro-Oeste, três cada um, segundo o IBGE.
2. Desde quando o Tocantins faz parte da região Norte?
O Tocantins foi criado pela Constituição de 1988, que o colocou na Região Norte. Antes, o território era o norte de Goiás, no Centro-Oeste.
3. Qual região teve o maior PIB por habitante em 2023?
O Centro-Oeste teve R$ 71.200,72 por habitante, à frente do Sudeste, com R$ 68.357,91, segundo as Contas Regionais do IBGE.
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