Terremoto de 7,7 no Panamá fecha o aeroporto de Tocumen, e alerta de tsunami termina
O centro do Pacífico, nos Estados Unidos, chegou a prever ondas de até 3 metros na costa panamenha, mas declarou às 16h39 de Brasília que a ameaça passou.

Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o Panamá às 14h56 de Brasília desta sexta-feira (9), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O aeroporto de Tocumen, onde fazem conexão os passageiros da Copa Airlines que saem do Brasil, suspendeu os voos. O alerta de ondas de até 3 metros na costa panamenha foi encerrado às 16h39 de Brasília.
O epicentro ficou na península de Azuero, no sul do país, a 12 quilômetros do povoado de Pitaloza Arriba e a 12,6 quilômetros de profundidade, informou o USGS. Eram 12h56 no horário local. O tremor foi sentido na Cidade do Panamá, onde prédios altos foram esvaziados por precaução.
As medições ainda variam. O Instituto de Geociências da Universidade do Panamá calculou magnitude 7,2 e contou pelo menos 12 réplicas em menos de uma hora e meia, a maior delas de 6,4, às 13h37 locais. O USGS registrou cinco réplicas de magnitude 5,0 ou mais até as 16h04 de Brasília.
O presidente José Raúl Mulino pediu à ministra de Governo, Dinoska Montalvo, e aos órgãos de emergência que informassem os efeitos do terremoto. “Não se deve usar o que aconteceu para gerar alarme e desordem”, escreveu ele nas redes sociais.
Até a tarde, o Corpo de Bombeiros do Panamá não tinha registro de mortes. As equipes avaliavam danos em Los Santos, Veraguas, Coclé e Herrera, entre eles uma igreja e um hotel em Penonomé. O Ministério da Educação do Panamá suspendeu as aulas da tarde em todas as escolas do país.
A estimativa automática de impacto do USGS deu alerta vermelho para perdas econômicas, nível que indica danos extensos prováveis, e amarelo para vítimas. O cálculo considera a população exposta e o tipo de construção da região, onde as casas mais vulneráveis são de tijolo sem reforço e de adobe.
O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico, do serviço meteorológico americano, chegou a prever ondas de 1 a 3 metros acima da maré em parte da costa do Panamá. Para Colômbia, Costa Rica, Equador, Peru, Chile e México, a previsão era de ondas menores que 30 centímetros.
Às 16h39 de Brasília, o centro informou que a ameaça tinha passado e que só pequenas variações do nível do mar podem ocorrer perto do epicentro nas próximas horas. Os boletins tratavam só do oceano Pacífico e não incluíam o Brasil.
A Colômbia descartou ameaça para a sua costa do Pacífico, segundo a Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres, e a Marinha do Peru não emitiu alerta para o litoral peruano.
Para quem viaja, o efeito mais imediato está em Tocumen, base da Copa Airlines, que liga a Cidade do Panamá a várias capitais brasileiras. A administração do aeroporto retirou passageiros e funcionários do terminal e informou que os voos só voltam depois da checagem das pistas e da torre de controle, ainda sem horário. O Itamaraty não havia divulgado nota sobre brasileiros no país até as 17h10.
Quem tem viagem com conexão no Panamá no feriadão de 12 de outubro precisa confirmar a situação do voo no site ou no aplicativo da companhia antes de ir ao aeroporto. Em voo que sai do Brasil, a assistência da Anac vale mesmo quando a causa foge ao controle da empresa, como explica o guia sobre voo atrasado ou cancelado.
Pelas regras da Anac, a companhia deve oferecer comunicação a partir de 1 hora de espera, alimentação a partir de 2 horas e hospedagem a partir de 4 horas, se houver pernoite. No Panamá, o número de emergência é o 911.
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