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São Paulo, Minas e Bahia concentram 42% das viagens nacionais dos brasileiros

O gasto médio de quem pernoitou fora foi de R$ 1.843 em 2024 e passou de R$ 3.000 quando o destino era Alagoas ou o Ceará, mostra a pesquisa do IBGE.

Lagoa de água esverdeada entre dunas de areia nos Lençóis Maranhenses
Lagoa entre dunas no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Maranhão, sexto parque mais visitado do país, em imagem de setembro de 2024.Foto: ELVIO GUSMÃO SANTOS / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

São Paulo, Minas Gerais e Bahia foram o destino de 42% das viagens nacionais dos brasileiros em 2024, segundo o IBGE. Para quem planeja as férias de verão, a pesquisa mais recente do instituto sobre turismo mostra para onde o país viaja e quanto gasta em cada lugar.

A PNAD Contínua Turismo, divulgada em outubro de 2025, contou 19,9 milhões de viagens dentro do país no período pesquisado. Em 80,9% delas, o viajante não saiu da própria região. Somadas as idas ao exterior, o carro foi o principal transporte em 50,7% das viagens, o avião em 14,7% e o ônibus de linha em 11,9%.

A praia continua na frente, mas perde espaço. Sol e mar motivaram 44,6% das viagens de lazer em 2024, contra 55,5% em 2020. No mesmo período, cultura e gastronomia passaram de 15,5% para 24,4%. Natureza, ecoturismo e aventura ficaram com 21,7%.

Estado de destinoViagens em 2024Parte do totalGasto médio por viagemGasto por pessoa por dia
São Paulo4,35 milhões21,9%R$ 1.702R$ 295
Minas Gerais2,03 milhões10,2%R$ 1.269R$ 235
Bahia1,99 milhão10,0%R$ 2.711R$ 305
Rio de Janeiro1,38 milhão6,9%R$ 2.194R$ 348
Paraná1,25 milhão6,3%R$ 1.588R$ 270
Rio Grande do Sul1,21 milhão6,1%R$ 1.637R$ 285
Santa Catarina1,04 milhão5,2%R$ 2.556R$ 323
Goiás741 mil3,7%R$ 1.750R$ 264
Pernambuco716 mil3,6%R$ 2.422R$ 351
Pará708 mil3,6%R$ 1.085R$ 181

Fonte: IBGE, PNAD Contínua Turismo 2024, divulgada em outubro de 2025. Gastos referentes a viagens com pernoite.

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A Bahia foi o estado que mais ganhou viajantes de um ano para o outro: 140 mil viagens a mais que em 2023. São Paulo segue muito à frente, mesmo com 343 mil viagens a menos.

Do litoral nordestino à serra gaúcha

O IBGE mede as viagens por estado. Para chegar ao nível do destino, uma régua oficial é a visitação dos parques nacionais, contada pelo ICMBio e divulgada em maio pelo Ministério do Turismo. Oito dos dez parques mais visitados ficam no Rio de Janeiro ou no Nordeste.

Tijuca recebe mais que o dobro de visitantes do Iguaçu (mil visitantes em 2025)
Tijuca (RJ)4.900
Iguaçu (PR)2.200
Jericoacoara (CE)1.300
Fernando de Noronha (PE)792
Serra da Bocaina (RJ/SP)727
Lençóis Maranhenses (MA)654
Restinga de Jurubatiba (RJ)335
Serra dos Órgãos (RJ)330
Ubajara (CE)238
Brasília (DF)235

Fonte: Ministério do Turismo, com dados do ICMBio, maio de 2026 (valores arredondados)

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O Nordeste recebe 27,4% das viagens e tem o maior gasto médio do país, R$ 2.523 por viagem. Três de seus parques estão entre os seis mais visitados: Jericoacoara, no Ceará, Fernando de Noronha, em Pernambuco, e os Lençóis Maranhenses, Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.

No litoral que vai de Salvador a Natal, chove mais de abril a julho. Em Fortaleza, o pico é abril, com 385 mm, e de agosto a novembro a média fica abaixo de 21 mm por mês. Os dados são das normais climatológicas do Inmet, que resumem 30 anos de medições.

Nos Lençóis, a temporada de lagoas cheias vai até setembro, segundo o Ministério do Turismo. O caminho mais prático, pelo ICMBio, é voar até São Luís e seguir por estrada até Barreirinhas ou Santo Amaro. Para Noronha, há voos diários do Recife, com cerca de uma hora, informa a administração da ilha.

O Sudeste concentra 41,2% das viagens. No Rio, o Parque Nacional da Tijuca, onde fica o Cristo Redentor, é o mais visitado do país. A Serra da Bocaina, entre Rio e São Paulo, e a Serra dos Órgãos, com mais de 200 km de trilhas, também estão entre os dez primeiros.

Minas Gerais, segundo estado mais visitado, tem o menor gasto médio do Sudeste, R$ 1.269 por viagem. O inverno é a estação seca: em Belo Horizonte, chove 5,4 mm em julho e 339,1 mm em dezembro, pelas médias do Inmet. É a janela mais firme para cidades históricas e trilhas.

No Sul, o Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR), recebeu mais de 2,2 milhões de pessoas em 2025. A região divide o ano em dois, com praia no verão e frio na serra no inverno. Em São Joaquim (SC), a máxima média de julho é de 14,6 °C; em Caxias do Sul (RS), de 17,3 °C.

Santa Catarina tem o maior gasto médio do Sul, R$ 2.556 por viagem. Se você pensa na ilha para o verão, o guia de Florianópolis detalha praias, trilhas e bairros.

O Centro-Oeste é a única região em que a natureza passa a praia: 33,9% das viagens de lazer buscam ecoturismo e aventura, contra 32,9% de sol e praia. É a terra do Pantanal, de Bonito e das chapadas. De maio a setembro é a estação seca: em julho, Brasília tem 1,5 mm de chuva, e Cuiabá, 10,2 mm.

O Norte recebe 6,3% das viagens, e quem vai fica mais: 9,1 pernoites em média, contra 6,9 no país. O Pará é o destino mais procurado da região, e Belém vive neste domingo, 11 de outubro, o Círio de Nazaré. Em Manaus, os meses de menos chuva vão de julho a setembro.

A conta da viagem, região por região

Cada viagem nacional com pernoite custou em média R$ 1.843 em 2024, 8% a mais que em 2023, segundo o IBGE. Por pessoa e por dia, a média ficou em R$ 268. O número é o que os viajantes declararam gastar, não uma tabela de preços.

R$ 1.843

É quanto os brasileiros gastaram, em média, em cada viagem nacional com pernoite feita em 2024

Fonte: IBGE, outubro de 2025

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Região de destinoGasto médio por viagemPor pessoa, por diaPernoites em média
NordesteR$ 2.523R$ 2887,8
SulR$ 1.943R$ 2936,2
Centro-OesteR$ 1.704R$ 2776,9
SudesteR$ 1.684R$ 2816,2
NorteR$ 1.263R$ 1929,1

Fonte: IBGE, PNAD Contínua Turismo 2024, divulgada em outubro de 2025.

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Os destinos mais caros estão no Nordeste: Alagoas (R$ 3.790), Ceará (R$ 3.006) e Bahia (R$ 2.711). No outro extremo, quem foi a Rondônia gastou R$ 930. A renda pesa: famílias com menos de meio salário mínimo por pessoa gastaram R$ 806 por viagem, e as de quatro salários ou mais, R$ 3.032.

Alguns destinos têm taxa própria. Em Fernando de Noronha, a taxa de preservação ambiental custa R$ 105,79 por dia em 2026, e sete dias saem por R$ 672,85, pela tabela da administração da ilha. Por exemplo, um casal que fica uma semana paga R$ 1.345,70, fora o ingresso do parque nacional marinho, cobrado à parte.

Se você tem filho na escola, confira o calendário escolar antes de comprar as passagens. Em oito das 13 redes estaduais com data oficial, as aulas vão até 18 de dezembro.

Ponha também a caderneta de vacinação na lista. O Ministério da Saúde recomenda a vacina contra a febre amarela a partir dos 9 meses, pelo menos dez dias antes da viagem.

O movimento não é só de brasileiros. O país recebeu 9.287.196 turistas internacionais em 2025, 37,1% a mais que em 2024, segundo a Embratur. Nos voos domésticos, foram 101,2 milhões de passageiros, a primeira vez acima de 100 milhões, de acordo com a ANAC.


Para viajar sem gastar dias de férias, restam quatro feriados nacionais em 2026 colados ao fim de semana. São duas segundas-feiras, 12 de outubro e 2 de novembro, e duas sextas, 20 de novembro e 25 de dezembro.

Em Noronha, a taxa pode ser paga pela internet antes do embarque. Quem fica além do período declarado sem autorização paga em dobro pelos dias a mais, segundo a administração da ilha.

Como citar: Ouviram (8 out. 2026). «São Paulo, Minas e Bahia concentram 42% das viagens nacionais dos brasileiros». ouviram.com.br/turismo/destinos-nacionais-mais-procurados

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

Qual o destino mais barato para viajar no Brasil?

Pela pesquisa do IBGE, o menor gasto médio por viagem com pernoite em 2024 foi em Rondônia (R$ 930), seguido de Acre (R$ 1.019), Amapá (R$ 1.061) e Piauí (R$ 1.067). É a média do que os viajantes declararam gastar, não uma tabela de preços.

Onde os brasileiros se hospedam quando viajam?

Em 40,7% das viagens de 2024, na casa de amigos ou parentes, segundo o IBGE. Hotel, resort ou flat aparecem em 18,8% das viagens, pousada em 5,9% e imóvel de temporada ou de aplicativo em 5,2%.

Quantos dias dura, em média, uma viagem pelo Brasil?

Foram 6,9 pernoites em média nas viagens nacionais de 2024, segundo o IBGE. Para destinos do Norte, a média sobe para 9,1 pernoites; no Nordeste, para 7,8; no Sudeste e no Sul, fica em 6,2.

Precisa pagar para entrar nos Lençóis Maranhenses?

Não. O ICMBio não cobra taxa de visitação no parque. Os passeios, porém, são feitos com agências e veículos credenciados, que cobram pelo serviço.

Qual vacina tomar antes de viajar pelo Brasil?

O Ministério da Saúde recomenda a vacina contra a febre amarela para toda a população a partir dos 9 meses de idade. Ela é gratuita no SUS e deve ser tomada pelo menos dez dias antes da viagem. Uma dose protege por toda a vida.

Quantos brasileiros não viajam por falta de dinheiro?

Em 2024, nenhum morador viajou em 80,7% dos domicílios do país no período pesquisado pelo IBGE. A falta de dinheiro foi o motivo mais citado, por 39,2%, seguida de falta de tempo (19,1%) e de não ter necessidade (18,4%).

#ViagensPeloBrasil#IBGE#ICMBio#Nordeste#ParquesNacionais

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  1. 1. Qual estado recebeu mais viagens nacionais em 2024, segundo o IBGE?

  2. 2. Qual foi o parque nacional mais visitado do Brasil em 2025?

  3. 3. Em qual região a natureza supera a praia como motivo das viagens de lazer?

  4. 4. Qual estado teve o maior gasto médio por viagem em 2024?

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