Belo HorizonteGuia
O que fazer em Belo Horizonte: Pampulha, Mercado Central e botecos enchem um fim de semana
Inhotim, a cerca de 60 km da capital, abre de graça às quartas-feiras, e a Praça do Papa voltou a receber visitantes em agosto, depois de obras.

Os ônibus de Belo Horizonte não cobram tarifa aos domingos e feriados desde 14 de dezembro de 2025, pelo Catraca Livre, da Prefeitura. Para quem visita, isso deixa mais barato o roteiro clássico da capital mineira, que vai da Lagoa da Pampulha ao Mercado Central.
A cidade tem 2.415.872 moradores, pela estimativa do IBGE para 2025, e foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897, já planejada para ser capital. Ao sul, a Serra do Curral fecha o horizonte e abriga os mirantes mais procurados.
A fama, porém, vem da mesa. Belo Horizonte recebeu da Unesco o título de Cidade Criativa da Gastronomia em 2019, e o concurso de petiscos Comida di Buteco nasceu aqui, em 2000, segundo a Prefeitura.
A Pampulha de Niemeyer
O cartão-postal da cidade é a Pampulha. Em volta da lagoa, o Conjunto Moderno da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer nos anos 1940, reúne quatro prédios. São a Igreja São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Iate Tênis Clube e o Museu de Arte da Pampulha. Tem paisagismo de Roberto Burle Marx e painéis de Candido Portinari.
Em 2016, a Unesco inscreveu o conjunto na lista do Patrimônio Mundial. Foi o primeiro bem moderno do Brasil reconhecido na categoria Paisagem Cultural, segundo a Prefeitura. Em maio, o conjunto completou 83 anos.
Para a secretária municipal de Cultura, Cida Falabella, o conjunto segue vivo no cotidiano da cidade. “A Pampulha reúne memória, arte, paisagem e inovação, mantendo sua capacidade de inspirar diferentes gerações e reafirmando a relevância cultural, turística e simbólica para Belo Horizonte”, disse ela.
O museu está fechado. A restauração do antigo cassino, que abriga o acervo desde 1957, custará R$ 29,1 milhões e está em licitação. As obras estão previstas para o primeiro semestre de 2027, segundo a Prefeitura. A igreja e a orla seguem abertas ao público.
Na água, a novidade é o Capivarã, catamarã que voltou a levar turistas pela lagoa em 27 de dezembro de 2025, depois de décadas sem passeios. Na fase de teste, gratuita, fez 311 viagens e levou 7.415 passageiros, com saída do Centro de Atendimento ao Turista Veveco, na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 855.
Um decreto de agosto fixou os preços da nova fase, que ainda não tem data para começar.
- InteiraR$ 20
- Meia-entradaR$ 10
- Morador de BHR$ 12, com comprovante de residência
- GrátisCrianças de até 12 anos e inscritos no CadÚnico
O presidente da Belotur, a empresa municipal de turismo, Eduardo Cruvinel, comentou as tarifas em agosto. “O turismo náutico permitirá um novo olhar sobre a Lagoa, aproximando ainda mais os belo-horizontinos desse patrimônio e oferecendo aos visitantes uma experiência qualificada e singular na capital mineira”, disse.
A Belotur também oferece passeios guiados gratuitos em 2026: são 15 roteiros, 8 a pé e 7 em micro-ônibus, de abril de 2026 a janeiro de 2027. As datas e as inscrições saem aos poucos no Portal Belo Horizonte, da Prefeitura.
Quem gosta de futebol está em casa. O Mineirão fica na região da Pampulha, e a Arena MRV, no bairro Califórnia. As duas recebem jogos da tabela do Brasileirão e grandes shows. Pela agenda de shows no Brasil, o Rush toca no Mineirão em 1º de fevereiro de 2027, e o Foo Fighters, na Arena MRV, em 18 de fevereiro.
Do Mercado Central à Serra do Curral
No centro, o Mercado Central, na Avenida Augusto de Lima, 744, é a parada obrigatória. Fundado em 1929, completou 97 anos em setembro. Nos corredores há queijo, doce de leite, cachaça e bares de balcão. Abre de segunda a sábado, das 8h às 18h, e aos domingos e feriados, das 8h às 13h.
Na entrada do mercado, uma estátua de bronze homenageia Dona Lucinha, cozinheira e autora de livro sobre a cozinha mineira. O restaurante que leva o nome dela funciona na Rua Padre Odorico, 38, na Savassi.
Aos domingos, a Avenida Afonso Pena vira feira. A Feira de Artes, Artesanato e Produtores de Variedades, a Feira Hippie, ocupa o trecho entre a Praça Sete e a Avenida Carandaí, das 8h às 14h. São cerca de 1.800 expositores, segundo a Prefeitura.
Ao lado, o Parque Municipal Américo Renné Giannetti é o programa mais simples com crianças: tem lagos, brinquedos e sombra. Abre de terça a sábado, das 7h às 21h, e aos domingos, das 7h às 17h.
Para ver a cidade do alto, suba a Avenida Afonso Pena até a Praça do Papa, reinaugurada em 7 de agosto de 2026, depois de obras de revitalização. Um pouco acima fica o Mirante do Mangabeiras, com entrada gratuita, na encosta da Serra do Curral. O fim da tarde é o horário mais disputado.
Na volta, vale reservar uma mesa de comida mineira. O Xapuri, na Rua Mandacaru, 260, perto da lagoa, cozinha em fogão a lenha. À noite, os botecos de esquina da Savassi e de Santa Tereza fazem o resto do roteiro.
Para um dia inteiro fora, o Inhotim fica em Brumadinho, a cerca de 60 km da capital. O museu de arte contemporânea a céu aberto completa 20 anos em 2026 e abre de quarta a domingo. A inteira custa R$ 65, e às quartas-feiras a entrada é gratuita, com retirada antecipada do ingresso.
Festas, clima e chegada
O calendário da cidade é cheio, e o Carnaval de rua ocupa o começo do ano.
6,6 milhões
de foliões acompanharam o Carnaval de 2026, em 457 desfiles de blocos de rua ao longo de 23 dias
Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte, fevereiro de 2026
“O Carnaval reafirma Belo Horizonte como um destino que combina cultura, hospitalidade e experiências autênticas”, disse Eduardo Cruvinel no balanço da festa. Os 349 mil turistas daquele Carnaval movimentaram, com os moradores, R$ 1,4 bilhão, segundo a estimativa da Prefeitura.
- Janeiro e fevereiroCarnaval de rua; em 2027, a programação oficial vai de 23 de janeiro a 14 de fevereiro, segundo a Prefeitura
- Abril e maioComida di Buteco; em 2026, foram 127 bares na capital, com petisco a R$ 40
- Julho e agostoArraial de Belô, com concurso de quadrilhas; em 2026, foram cinco dias entre 24 de julho e 2 de agosto, no Mineirinho, de graça
- 15 de agostoFeriado municipal de Nossa Senhora da Assunção
- NovembroSemana Internacional do Café, no Expominas; em 2026, de 11 a 13 de novembro
- 8 de dezembroFeriado municipal da Imaculada Conceição
- 12 de dezembroAniversário da cidade
A Semana Internacional do Café está entre os eventos da agenda de congressos e feiras de negócios até novembro.
O inverno é a estação seca. Julho tem média de 5,4 mm de chuva, e dezembro, de 339,1 mm, segundo as normais climatológicas do Inmet. De maio a setembro, os dias são firmes e as noites, frescas.
Quem chega de avião desembarca no Aeroporto Internacional de Confins, a cerca de 40 km do centro, ou no Aeroporto da Pampulha, de voos regionais. De ônibus, a chegada é pela Rodoviária Governador Israel Pinheiro, no centro, a poucas quadras do Mercado Central.
- Ônibus municipalR$ 6,25 nas linhas convencionais e R$ 6 nas circulares, desde 1º de janeiro de 2026
- Domingos e feriadosÔnibus sem tarifa, pelo programa Catraca Livre
- Mercado CentralGrátis; abre todos os dias
- Mirante do MangabeirasGrátis
- InhotimR$ 65; grátis às quartas-feiras
Na segunda-feira, 12 de outubro, feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, os ônibus da capital circulam sem cobrar tarifa, e o Mercado Central abre das 8h às 13h.
Como citar: Ouviram (9 out. 2026). «O que fazer em Belo Horizonte: Pampulha, Mercado Central e botecos enchem um fim de semana». ouviram.com.br/turismo/o-que-fazer-em-belo-horizonte
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
O que fazer em Belo Horizonte em um dia?
Comece pela manhã no Mercado Central, siga para a Praça da Liberdade e almoce comida mineira. À tarde, vá à Pampulha para ver a Igreja São Francisco de Assis e a orla da lagoa, e termine o dia na Praça do Papa, com vista para a cidade.
Como chegar a Belo Horizonte?
De avião, pelo Aeroporto Internacional de Confins, a cerca de 40 km do centro, ou pelo Aeroporto da Pampulha, que recebe voos regionais. De ônibus, pela Rodoviária Governador Israel Pinheiro, no centro.
Quando ir a Belo Horizonte?
De maio a setembro chove pouco: julho tem média de 5,4 mm, segundo as normais climatológicas do Inmet. Dezembro é o mês mais chuvoso, com 339,1 mm. Janeiro e fevereiro têm o Carnaval de rua, e abril e maio, o Comida di Buteco.
Quanto custa o metrô de Belo Horizonte?
A passagem custa R$ 6 desde 1º de julho de 2026, por autorização do governo de Minas. Aos domingos e feriados, quando os ônibus são gratuitos, não há integração com o metrô, que continua cobrando tarifa.
Quanto custa o petisco do Comida di Buteco?
Em 2026, cada petisco custou R$ 40 nos bares de Belo Horizonte, segundo a Prefeitura. O concurso começou em abril e foi até 10 de maio, com votação do público e de jurados.
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1. Em que ano o Conjunto Moderno da Pampulha virou Patrimônio Mundial da Unesco?
A Unesco inscreveu o conjunto em 2016. Foi o primeiro bem moderno do Brasil reconhecido na categoria Paisagem Cultural, segundo a Prefeitura.
2. Em que ano o concurso Comida di Buteco foi criado em Belo Horizonte?
O concurso nasceu em Belo Horizonte em 2000. Em 2026, a 26ª edição teve 127 bares na capital, segundo a Prefeitura.
3. Quantos foliões o Carnaval de Belo Horizonte reuniu em 2026?
Foram 6,6 milhões de pessoas, incluindo 349 mil turistas, segundo o balanço da Prefeitura.
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