Museu do Amanhã, no Rio, abre de quinta a terça e cobra R$ 10 todo dia 10
Inaugurado em 2015 na Praça Mauá, o museu de ciências recebeu cerca de 836 mil visitantes em 2024, metade deles sem pagar ingresso.

O Museu do Amanhã, na Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro, abre de quinta a terça, das 10h às 18h, segundo o próprio museu. A inteira custa R$ 40. Todo dia 10, o ingresso cai para R$ 10, em comemoração aos dez anos da instituição.
O prédio branco à beira da Baía de Guanabara, projetado pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, foi inaugurado em 17 de dezembro de 2015. Virou símbolo da recuperação da Zona Portuária, a área do Porto Maravilha, e passou de 8 milhões de visitantes na primeira década.
É um museu de ciências diferente do habitual. Em vez de vitrines com objetos antigos, propõe o que chama de “uma jornada de exploração dos próximos 50 anos”.
O percurso usa telas, instalações e jogos sobre o universo, o planeta e as escolhas da humanidade. Em 2024, recebeu cerca de 836 mil pessoas, e metade entrou de graça, segundo o relatório institucional do museu.
836 mil
visitantes passaram pelo Museu do Amanhã em 2024, metade deles com entrada gratuita
Fonte: relatório institucional do Museu do Amanhã, 2024
- EndereçoPraça Mauá, 1, Centro, Rio de Janeiro (RJ)
- HorárioQuinta a terça, das 10h às 18h; última entrada às 17h
- FechaÀs quartas-feiras; abre nos feriados
- InteiraR$ 40
- Meia-entradaR$ 20, com documento que comprove o direito
- Dia 10R$ 10 para todos, sem meia sobre esse valor
- GratuidadeCom documento comprobatório, conforme a política do museu
- IngressoVale na hora marcada e nos 59 minutos seguintes
- Como chegarVLT Linha 1, Parada dos Museus, a cerca de 200 metros
- EstacionamentoNão há próprio; o mais perto fica na Avenida Rio Branco, 1
A gestão é do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), e o museu foi concebido com a Prefeitura do Rio, segundo o site oficial. Os preços e horários acima foram conferidos no site oficial do museu em 27 de outubro de 2026.
- 1Museu do Amanhã museuPraça Mauá, 1, CentroMuseu de ciências; quinta a terça, das 10h às 18h; R$ 40
- 2Museu de Arte do Rio museuPraça Mauá, 5, CentroMuseu de arte do outro lado da praça
- 3Praça Mauá parqueCentroPraça à beira da baía, ponto de partida do Boulevard Olímpico
- 4Boulevard Olímpico parqueOrla Prefeito Luiz Paulo Conde, GamboaCalçadão à beira da baía, com o mural Etnias
- 5AquaRio criançasPraça Muhammad Ali, GamboaAquário marinho da Zona Portuária
- 6Cais do Valongo museuAvenida Barão de Tefé, SaúdeSítio arqueológico, Patrimônio Mundial da Unesco desde 2017
- 7Pedra do Sal vida noturnaRua Argemiro Bulcão, SaúdeBerço do samba carioca, com rodas ao ar livre
- 8Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira museuRua Pedro Ernesto, 80, GamboaMuhcab, museu municipal com entrada gratuita
- 9Mosteiro de São Bento museuRua Dom Gerardo, 68, CentroMosteiro beneditino no alto do Morro de São Bento
- 10Igreja da Candelária museuPraça Pio X, CentroIgreja no início da Avenida Presidente Vargas
Mapa: © colaboradores do OpenStreetMap. Toque num nome da lista para vê-lo no mapa.
O que ver no Museu do Amanhã, do Cosmos ao Nós
A exposição principal do Museu do Amanhã se chama Do Cosmos a Nós e é uma narrativa multimídia em cinco momentos. Cada um está ligado a uma pergunta: de onde viemos, quem somos, onde estamos, para onde vamos e como queremos ir, segundo a Prefeitura do Rio. As áreas são Cosmos, Terra, Onde Estamos?, Amanhãs e Nós.
A visita começa pelo Cosmos, um domo com projeção em 360 graus que leva o visitante por galáxias, pelo interior do Sol e pelo coração dos átomos, segundo o museu. Ao lado fica a área Horizontes Cósmicos, com seis telas interativas. No Cosmos, fotos e celulares não são permitidos.
Em seguida vem a Terra, com três cubos de sete metros de altura dedicados à matéria, à vida e ao pensamento. Por fora do cubo da matéria, cerca de 180 fotografias ampliadas mostram o planeta; por dentro, placas tectônicas, correntes marinhas, ventos e luz solar explicam o ritmo do clima.
O cubo da vida traz o DNA e fotos de expedições à Baía de Guanabara. O do pensamento mostra o sistema nervoso por fora e, por dentro, centenas de imagens sobre a diversidade das culturas humanas.
A terceira área, Onde Estamos?, substituiu o antigo módulo Antropoceno na renovação da exposição. São seis totens de dez metros de altura, com vídeos sobre o impacto humano na água, no fogo, na terra e no ar, segundo o museu.
Nos Amanhãs, uma estrutura em forma de origami reúne tendências para as próximas décadas, como o aumento de cerca de 3 bilhões de pessoas na população mundial em 50 anos. Ali fica o Jogo das Civilizações, baseado num modelo estudado pela Nasa, a agência espacial americana, em que o visitante controla parâmetros para uma civilização prosperar ou entrar em colapso.
O percurso termina no Nós, ambiente organizado em torno de uma oca, símbolo das casas de conhecimento indígenas. A área troca a informação pelos valores e convida a pensar em convivência, um dos dois princípios do museu, ao lado da sustentabilidade.
Além da exposição principal, o museu mantém em cartaz a mostra Amanhã 10 anos, que celebra a primeira década da instituição, até 3 de novembro de 2026, segundo a Prefeitura do Rio.
A programação atual também inclui uma instalação artística na área externa, sobre a relação do Rio com a natureza, a cidade e a Baía de Guanabara. Há ainda uma experiência em realidade virtual que revisita exposições e a estrutura do prédio, segundo o site oficial.
Quem gosta de óculos de realidade virtual encontra outras opções na cidade no guia de onde jogar realidade virtual em São Paulo e no Rio.
O próprio prédio merece atenção. A cobertura tem grandes estruturas de aço que se movem ao longo do dia para acompanhar o sol e servem de base para placas de energia solar. A água da baía é captada para o sistema de climatização e para os espelhos d’água que cercam o museu, e depois devolvida ao mar.
Ingressos, regras e acessibilidade no Museu do Amanhã
O ingresso do Museu do Amanhã custa R$ 40 a inteira e R$ 20 a meia-entrada em outubro de 2026, segundo o site oficial. A compra é feita para um horário específico, e o bilhete vale na hora cheia escolhida e nos 59 minutos seguintes: quem reserva às 10h pode entrar até 10h59.
Todo dia 10, o museu cobra R$ 10 de todos os visitantes, em comemoração aos dez anos. Sobre esse valor promocional não há meia-entrada. Os próximos dias 10 caem numa terça-feira, 10 de novembro, e numa quinta-feira, 10 de dezembro de 2026, dois dias em que o museu abre.
A meia-entrada exige documento. Pela Lei federal 12.933/2013, têm direito estudantes, pessoas com deficiência e um acompanhante e jovens de 15 a 29 anos de baixa renda com a ID Jovem. Pelo Estatuto da Pessoa Idosa, quem tem 60 anos ou mais paga metade em atividades culturais. A gratuidade também depende de comprovação, segundo a política do museu.
Na prática, uma família de quatro pessoas, com dois adultos e dois estudantes, paga R$ 120 num dia comum. No dia 10, o mesmo grupo paga R$ 40.
As regras de visitação são poucas, mas valem para todos:
- RoupaNão se entra descalço nem sem camisa
- AgasalhoO museu recomenda um casaco leve, porque o ar-condicionado deixa o interior frio
- CriançasMenores de 12 anos só com pais ou responsáveis
- FotosLiberadas em todo o museu, menos no Cosmos; flash e bastão de selfie são proibidos
- ComidaProibida nas exposições e no auditório; lanche e piquenique são permitidos nos jardins
- AnimaisQualquer um nos jardins; na área interna, só cães-guia e animais de suporte emocional
- Wi-FiGratuito, na rede Museu do Amanhã, com cadastro
- Bicicleta120 vagas de bicicletário nos jardins externos
Para grupos escolares e não escolares, há visitas mediadas com agendamento. O programa de educação tem uma agenda própria para pessoas com deficiência e suas famílias, segundo o site oficial. Quem viaja com filhos encontra no guia do Rio de Janeiro com crianças outros passeios para a mesma viagem.
Em acessibilidade, o prédio tem elevadores, piso tátil, maquetes táteis e banheiros adaptados. Cadeiras de rodas podem ser emprestadas, em quantidade limitada, e as atividades têm tradução em Libras, a língua brasileira de sinais, inclusive nos fins de semana. A fila de prioridade permite um acompanhante.
Há um café interno, aberto no horário do museu. Objetos esquecidos ficam guardados por até 90 dias e podem ser retirados às quintas e sextas, das 10h às 16h, com comprovação de propriedade.
Como chegar e roteiros de um e dois dias na Zona Portuária
O jeito mais simples de chegar ao Museu do Amanhã é o VLT, o bonde moderno do Centro do Rio. A Linha 1, azul, para na Parada dos Museus, a cerca de 200 metros da entrada, segundo o museu. Ela circula nos sentidos Aeroporto Santos Dumont e Terminal Gentileza.
Para quem vem de outras partes da cidade, o museu indica estes caminhos:
- MetrôDesça na Estação Uruguaiana, atravesse a Avenida Presidente Vargas e siga pela Rua Acre até a Praça Mauá; outra opção é ir pela Presidente Vargas até a Igreja da Candelária e virar à esquerda na Avenida Rio Branco
- TremNa Central do Brasil, pegue o VLT Linha 3, amarela, sentido Santos Dumont, troque para a Linha 1 na Cinelândia e desça na Parada dos Museus; a pé, são cerca de 25 minutos
- BarcasDe Niterói, da Ilha do Governador ou de Paquetá, desça na Praça XV e caminhe cerca de 20 minutos ou pegue ônibus para a Praça Mauá
- AviãoO aeroporto mais próximo é o Santos Dumont, a cerca de 3,5 quilômetros
- CarroNão há estacionamento próprio; o mais perto é particular, no edifício da Avenida Rio Branco, 1
Quem vem de fora do estado pode se hospedar no próprio Centro, perto do VLT, ou na Zona Sul. Para montar a viagem, o guia do que fazer no Rio de Janeiro reúne praias, mirantes e bairros, e o de onde comer no Rio indica restaurantes e cafés.
Roteiro de um dia. Comece às 10h no museu, com duas a três horas para a exposição principal e a mostra temporária. Almoce na região da Praça Mauá e atravesse a praça até o Museu de Arte do Rio (MAR).
À tarde, caminhe pelo Boulevard Olímpico, o calçadão à beira da baía, até o mural Etnias, e termine na Pedra do Sal, reduto histórico do samba carioca.
Roteiro de dois dias. No segundo dia, conheça a história afro-brasileira da região. O Cais do Valongo, antigo porto de desembarque de africanos escravizados, é Patrimônio Mundial da Unesco desde 2017. O Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Gamboa, tem entrada gratuita, segundo a Prefeitura do Rio.
Depois, suba ao Mosteiro de São Bento e desça pela Avenida Rio Branco até a Candelária. Com crianças, o AquaRio, aquário marinho também na Zona Portuária, é uma alternativa.
O museu funciona o ano inteiro, com ar-condicionado, e serve de programa para dias de chuva ou de calor forte. Para caminhar pela Zona Portuária, as manhãs são mais frescas, e o inverno carioca, de junho a setembro, costuma ter menos chuva que o verão.
A mostra Amanhã 10 anos fica em cartaz até terça-feira, 3 de novembro de 2026. Na véspera, a segunda-feira de Finados, 2 de novembro, é feriado nacional, e o museu abre normalmente, das 10h às 18h, como em todos os feriados.
Em novembro, o museu também abre no domingo, 15, Proclamação da República, e na sexta-feira, 20, Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, feriado nacional desde 2024. A próxima promoção de R$ 10 é na terça-feira, 10 de novembro, com ingressos por horário no site oficial do museu.
Como citar: Ouviram (27 out. 2026). «Museu do Amanhã, no Rio, abre de quinta a terça e cobra R$ 10 todo dia 10». ouviram.com.br/turismo/museu-do-amanha-rio-guia-completo
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
O Museu do Amanhã abre na segunda-feira?
Abre. O museu funciona de quinta a terça, das 10h às 18h, o que inclui segunda e terça-feira. O único dia fechado na semana é a quarta.
Tem estacionamento no Museu do Amanhã?
O museu não tem estacionamento próprio. O mais perto, segundo o próprio museu, fica no edifício RB1, na Avenida Rio Branco, 1, a cerca de 100 metros, e é particular.
Pode tirar foto dentro do Museu do Amanhã?
Pode em quase todo o museu, sem flash e sem bastão de selfie. A exceção é o Cosmos, primeira área da exposição principal, onde fotos e celulares não são permitidos.
Criança pode entrar sozinha no Museu do Amanhã?
Menores de 12 anos precisam estar acompanhados dos pais ou de um responsável durante toda a visita, segundo as regras do museu.
Pode levar cachorro ao Museu do Amanhã?
Nos jardins externos, sim, qualquer animal. Na área interna, só entram cães-guia e animais de suporte emocional, acompanhados dos tutores.
Pode comer dentro do Museu do Amanhã?
Nas exposições e no auditório, comida e bebida são proibidas. Há um café interno aberto no horário do museu, e os jardins externos podem ser usados para lanche e piquenique.
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1. Que arquiteto projetou o Museu do Amanhã?
O prédio é do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e foi inaugurado em 17 de dezembro de 2015, na Praça Mauá.
2. Em que dia da semana o Museu do Amanhã não abre?
O museu funciona de quinta a terça, das 10h às 18h, inclusive feriados, segundo o próprio museu; fecha às quartas.
3. Qual é a primeira área da exposição principal?
A exposição Do Cosmos a Nós começa pelo Cosmos, um domo com projeção em 360 graus, e segue por Terra, Onde Estamos?, Amanhãs e Nós, segundo o museu.
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