Brasil abre 121,3 mil vagas com carteira em setembro, e São Paulo lidera
Alagoas teve a maior alta proporcional, de 2,47%, e jovens de até 24 anos ocuparam 106.293 dos postos, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego.

O Brasil criou 121.305 empregos com carteira em setembro, abaixo dos 213.002 de um ano antes, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Para quem procura trabalho, o Novo Caged divulgado nesta quarta-feira (4) mostrou 2.214.437 contratações no mês, contra 2.093.132 desligamentos.
O saldo também ficou abaixo do registrado em agosto, de 165.827 vagas, como mostrou o Caged de agosto. Ainda assim, o estoque chegou a 48.359.577 vínculos formais. De janeiro a setembro, o país soma 1.248.914 novos postos, alta de 2,65%.
Os números foram apresentados pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. Os serviços puxaram o mês, com 81.241 vagas, seguidos pela indústria, pelo comércio e pela construção. A agropecuária foi o único grande setor com mais demissões do que contratações: fechou 4.381 postos.
| Setor | Saldo em setembro | Saldo de janeiro a setembro |
|---|---|---|
| Serviços | 81.241 | 775.774 |
| Indústria | 19.285 | 188.563 |
| Comércio | 15.697 | 25.280 |
| Construção | 9.468 | 207.434 |
| Agropecuária | -4.381 | 51.893 |
Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego, Novo Caged, 4 de novembro de 2026.
No ano, a construção é o setor que mais cresce em proporção, 7,03%, com destaque para obras de infraestrutura (82.909 vagas) e construção de edifícios (66.883). Na agropecuária, o cultivo de café abriu 7.464 postos desde janeiro, segundo o ministério.
O MTE registrou saldo positivo em 26 estados em setembro. Em números absolutos, lideraram São Paulo (19.391 vagas), Pernambuco (13.371) e Alagoas (11.110). Em proporção ao estoque de empregos, as maiores altas foram em Alagoas (2,47%), no Amapá (1,35%) e em Roraima (1,23%).
No acumulado do ano, todos os estados estão no azul. São Paulo (322.551), Minas Gerais (129.777) e Rio de Janeiro (86.489) somam mais vagas, enquanto Amapá (7,75%), Roraima (4,54%) e Piauí (4,52%) crescem mais em proporção. O retrato do desemprego em cada lugar está na taxa de desemprego por estado.
Os jovens concentraram o saldo do mês. Pessoas de até 24 anos ficaram com 106.293 das vagas abertas no mês, quase nove em cada dez. Quem tem ensino médio completo respondeu pelo maior saldo, de 82.818 postos, e mulheres (62.989) e homens (59.129) tiveram resultados parecidos.
Do total, 94.729 vagas (78,1%) foram vínculos típicos, na classificação do ministério. As outras 26.576 foram contratos não típicos, a maioria com jornada de até 30 horas semanais (17.773) ou temporária (8.359).
O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.429,41, praticamente igual ao de agosto (R$ 2.430,51) e 1,88% acima de setembro de 2025 (R$ 2.384,50), já descontada a inflação. O valor equivale a cerca de 1,5 salário mínimo de 2026, que é de R$ 1.621.
O Caged conta só os empregos com carteira informados pelas empresas. A pesquisa domiciliar do IBGE, que mede também o trabalho informal, apontou desemprego de 5,2% no trimestre de julho a setembro de 2026, ante 5,6% um ano antes.
Quem procura vaga pode se cadastrar de graça no Sistema Nacional de Emprego (Sine), que reúne as ofertas no aplicativo Carteira de Trabalho Digital. Os números por cidade e por setor estão no Painel de Informações do Novo Caged, no site do Ministério do Trabalho e Emprego.
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