Eleições nos EUA nesta terça (3) renovam a Câmara e 35 cadeiras do Senado
Os republicanos controlam hoje as duas Casas do Congresso, com 218 deputados e 53 senadores, e os eleitos trabalham com Donald Trump até janeiro de 2029.

Os eleitores dos Estados Unidos renovam nesta terça-feira (3) os 435 deputados da Câmara e 35 das 100 cadeiras do Senado. Também escolhem governadores em 36 dos 50 estados. É a eleição de meio de mandato, que define quem controla o Congresso nos dois anos finais do governo de Donald Trump.
Hoje os republicanos têm 218 deputados, os democratas 214, há 1 independente e 2 cadeiras vagas, segundo o Clerk, o escritório que administra a Câmara. Para ter maioria, um partido precisa de 218 votos. No Senado, a composição atual é de 53 republicanos, 45 democratas e 2 independentes que votam com os democratas.
Essa conta explica por que a disputa pelo Senado é mais apertada. Com 47 cadeiras somadas, os democratas precisam ganhar 4 a mais para chegar a 51. Num empate de 50 a 50, quem desempata é o vice-presidente, o republicano JD Vance, como prevê a Constituição americana.
O resultado pesa sobre a agenda dos próximos dois anos. Pela Constituição dos EUA, é o Congresso que aprova o orçamento federal, cria impostos e regula o comércio com outros países. O Senado também confirma ministros, embaixadores e juízes da Suprema Corte indicados pelo presidente.
A data não muda de um ano para outro. Uma lei federal fixa as eleições para o Congresso na terça-feira seguinte à primeira segunda-feira de novembro, nos anos pares. Por isso o voto cai sempre entre 2 e 8 de novembro e não é feriado nacional nos EUA.
Para quem acompanha do Brasil, a diferença de horário mudou no domingo (1º), quando terminou o horário de verão nos EUA. Brasília agora está 2 horas à frente de Washington e Nova York. As primeiras urnas fecham às 18h no horário do leste americano, ou 20h de Brasília, nas áreas de Indiana e do Kentucky que seguem esse fuso.
As últimas seções fecham à 1h de quarta-feira (4) no horário do leste, 3h de Brasília, nas ilhas Aleutas, no Alasca. Os números da madrugada são preliminares: os estados seguem contando votos pelo correio e cédulas provisórias nos dias seguintes, e cada um tem prazo próprio para certificar o resultado.
A votação interessa de perto a uma comunidade grande. O Itamaraty estima 2,07 milhões de brasileiros nos Estados Unidos em 2025, quase 4 em cada 10 dos que vivem fora do país. Só os que já têm cidadania americana e estão registrados podem votar.
Os Estados Unidos também são o segundo maior comprador de produtos brasileiros. Foram US$ 37,7 bilhões em 2025, atrás só da China, segundo o Comex Stat do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Nos nove primeiros meses de 2026, essas vendas caíram 6,5%. Petróleo, aviões, aço e café lideraram a pauta de exportações para lá em 2025.
Os mandatos dos eleitos começam em 3 de janeiro de 2027, ao meio-dia, como manda a 20ª Emenda à Constituição dos EUA. Até lá, a Câmara atual volta a se reunir na quinta-feira (5), às 11h de Washington, 13h de Brasília, segundo o calendário do Clerk.
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