Ministério da SaúdeExplicador
Ministro da Saúde em 2026: Alexandre Padilha comanda a pasta desde 10 de março de 2025
Médico infectologista formado pela Unicamp, ele voltou ao posto que ocupou de 2011 a 2014, no governo Dilma Rousseff, quando nasceu o Mais Médicos.

Alexandre Padilha é o ministro da Saúde desde 10 de março de 2025, segundo o Ministério da Saúde. Médico infectologista, ele responde hoje pelo Sistema Único de Saúde (SUS), pelo calendário de vacinação e pelos remédios gratuitos do Farmácia Popular, serviços que chegam a qualquer posto de saúde do país.
É a segunda vez que Padilha ocupa a cadeira. Ele comandou a pasta de janeiro de 2011 a fevereiro de 2014, no governo Dilma Rousseff, e voltou depois de dois anos como ministro das Relações Institucionais. Com isso, entrou no grupo de dois nomes que chefiaram o ministério duas vezes desde 1990; o outro é Adib Jatene.
- MinistroAlexandre Padilha, desde 10 de março de 2025
- SedeEsplanada dos Ministérios, Bloco G, Brasília
- CriaçãoLei 1.920, de 25 de julho de 1953
- Titulares desde março de 199024 pessoas, em 26 passagens
- Ouvidoria do SUSDisque Saúde 136
Quem é Alexandre Padilha
Paulistano, Padilha se formou em medicina na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e fez a pós-graduação em infectologia na Universidade de São Paulo (USP). Depois, voltou à Unicamp para o doutorado em saúde coletiva. As informações estão no currículo oficial publicado pelo ministério.
A carreira começou nas doenças tropicais. Entre 2000 e 2004, ele supervisionou o Núcleo de Medicina Tropical da USP. Também ajudou a implantar o Ambulatório dos Viajantes do Hospital das Clínicas, em São Paulo, onde quem vai viajar recebe orientação e vacinas. No mesmo período, coordenou projetos de pesquisa financiados pela Organização Mundial da Saúde.
A entrada no governo federal foi pela saúde indígena. De 2004 a 2005, Padilha foi diretor nacional de Saúde Indígena na Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão ligado ao ministério. Em seguida, passou à articulação com estados e municípios na Presidência da República, de 2005 a 2009, e foi ministro das Relações Institucionais de 2009 a 2010.
Na primeira passagem pelo Ministério da Saúde, de 2011 a 2014, foi criado o programa Mais Médicos, instituído pela Lei 12.871, de 22 de outubro de 2013. O programa leva médicos a cidades do interior e a periferias com poucos profissionais.
Depois de deixar Brasília, Padilha trabalhou na Prefeitura de São Paulo. Foi secretário de Relações Governamentais de janeiro a agosto de 2015 e secretário municipal de Saúde de setembro de 2015 a dezembro de 2016. Em 2022, foi reeleito deputado federal por São Paulo com 140.037 votos, segundo o currículo oficial, e hoje está licenciado do mandato.
Na Câmara, foi relator do piso nacional da enfermagem, segundo a galeria do ministério. O valor do piso da enfermagem em 2026 depende da categoria e da carga horária de cada profissional.
A posse da segunda passagem foi no Palácio do Planalto, em Brasília. No discurso, ele apontou a espera por consultas e exames com especialistas como prioridade. “Chego ao Ministério da Saúde com uma obsessão: reduzir o tempo de espera para quem precisa de atendimento especializado”, disse Padilha na cerimônia de 10 de março de 2025.
Padilha é um dos ministros que ficaram no governo depois do prazo legal para quem disputaria a eleição de 2026. A Lei Complementar 64, de 1990, exigia que candidatos deixassem o cargo até 4 de abril; ele não concorreu. A troca de 18 pastas nesse período está na lista dos ministros do governo federal.
Do SUS à Anvisa: o trabalho da pasta
O ministério é o responsável nacional pelo SUS, o sistema público que atende de graça qualquer pessoa no país, do posto de saúde ao transplante. A Constituição de 1988 criou o sistema, e a Lei 8.080, de 19 de setembro de 1990, organizou o funcionamento dele. Estados e municípios dividem a gestão: as prefeituras cuidam das unidades básicas, e o governo federal coordena e financia boa parte da rede.
A Lei 14.600, de 2023, que organiza os ministérios, lista nove áreas de competência da pasta:
- política nacional de saúde;
- coordenação e fiscalização do SUS;
- saúde ambiental e ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, inclusive de trabalhadores e de indígenas;
- informações de saúde;
- insumos críticos para a saúde;
- vigilância e controle sanitário de fronteiras, portos e aeroportos;
- vigilância de drogas, medicamentos e alimentos;
- pesquisa científica e tecnológica em saúde;
- produtos, serviços e inovação em fármacos e medicamentos, para fortalecer a indústria da saúde no país.
Na prática, isso aparece em lugares bem conhecidos do brasileiro. O calendário nacional de vacinação, aplicado de graça nas salas de vacina das UBS, é definido pelo ministério; o calendário de vacinação de adultos mostra quais doses cada faixa de idade deve tomar. A compra e a distribuição das vacinas aos estados também passam por Brasília.
O Farmácia Popular entrega remédios e insumos de graça em farmácias credenciadas da rede privada, nas UBS e nas farmácias municipais, segundo o ministério. A lista cobre hipertensão, diabetes, asma, osteoporose, colesterol alto, rinite, doença de Parkinson, glaucoma e anticoncepção, além de fraldas geriátricas e absorventes higiênicos.
26
passagens marcam o comando do Ministério da Saúde desde março de 1990, com 24 pessoas diferentes no cargo
Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde, 2026
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), criada pela Lei 9.782, de 26 de janeiro de 1999, é vinculada ao ministério. É ela que registra remédios e vacinas, fiscaliza alimentos e cosméticos e manda recolher produtos com problema. A agência tem diretoria própria, com mandato fixo.
O Mais Médicos, regido pela Lei 12.871, de 2013, também fica sob o ministério. O programa contrata e forma médicos para unidades de saúde em regiões com falta de profissionais, e as prefeituras aderem por edital.
Ministros da Saúde desde 1990
Vinte e quatro pessoas comandaram o Ministério da Saúde desde a posse de Fernando Collor, em março de 1990, segundo a galeria oficial de ministros mantida pela Biblioteca Virtual em Saúde do ministério. A conta inclui os interinos que aparecem na galeria, como José Goldemberg, que acumulou a pasta com a da Educação de 24 de janeiro a 12 de fevereiro de 1992.
A tabela traz cada passagem com as datas da galeria e o presidente que fez a nomeação.
| Ministro | Período | Governo |
|---|---|---|
| Alceni Guerra | 15/3/1990 a 23/1/1992 | Fernando Collor |
| José Goldemberg (interino) | 24/1/1992 a 12/2/1992 | Fernando Collor |
| Adib Jatene | 13/2/1992 a 1º/10/1992 | Fernando Collor |
| Jamil Haddad | 8/10/1992 a 18/8/1993 | Itamar Franco |
| Saulo Moreira (interino) | 19/8/1993 a 29/8/1993 | Itamar Franco |
| Henrique Santillo | 30/8/1993 a 31/12/1994 | Itamar Franco |
| Adib Jatene | 1º/1/1995 a 6/11/1996 | Fernando Henrique Cardoso |
| José Carlos Seixas | 7/11/1996 a 12/12/1996 | Fernando Henrique Cardoso |
| Carlos César de Albuquerque | 13/12/1996 a 30/3/1998 | Fernando Henrique Cardoso |
| José Serra | 31/3/1998 a 20/2/2002 | Fernando Henrique Cardoso |
| Barjas Negri | 21/2/2002 a 31/12/2002 | Fernando Henrique Cardoso |
| Humberto Costa | 1º/1/2003 a 8/7/2005 | Lula |
| José Saraiva Felipe | 8/7/2005 a 31/3/2006 | Lula |
| José Agenor Álvares da Silva | 31/3/2006 a 16/3/2007 | Lula |
| José Gomes Temporão | 16/3/2007 a 31/12/2010 | Lula |
| Alexandre Padilha | 1º/1/2011 a 3/2/2014 | Dilma Rousseff |
| Arthur Chioro | 3/2/2014 a 2/10/2015 | Dilma Rousseff |
| Marcelo Castro | 5/10/2015 a 27/4/2016 | Dilma Rousseff |
| Ricardo Barros | 13/5/2016 a 2/4/2018 | Michel Temer |
| Gilberto Occhi | 2/4/2018 a 2/1/2019 | Michel Temer |
| Luiz Henrique Mandetta | 2/1/2019 a 16/4/2020 | Jair Bolsonaro |
| Nelson Teich | 17/4/2020 a 15/5/2020 | Jair Bolsonaro |
| Eduardo Pazuello | 16/9/2020 a 23/3/2021 | Jair Bolsonaro |
| Marcelo Queiroga | 23/3/2021 a 31/12/2022 | Jair Bolsonaro |
| Nísia Trindade Lima | 1º/1/2023 a fevereiro de 2025 | Lula |
| Alexandre Padilha | desde 10/3/2025 | Lula |
Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, galeria de ministros, consultada em 16 de outubro de 2026.
As passagens mais longas foram as de José Serra, com quase quatro anos entre 1998 e 2002, e de José Gomes Temporão, que ficou de março de 2007 ao fim de 2010. As mais curtas foram de interinos: Saulo Moreira respondeu pela pasta de 19 a 29 de agosto de 1993, no intervalo entre Jamil Haddad e Henrique Santillo.
Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, outubro de 2026
Em 2020, três nomes passaram pelo cargo. Luiz Henrique Mandetta saiu em abril, Nelson Teich ficou de 17 de abril a 15 de maio e Eduardo Pazuello, que havia chegado como secretário-executivo em 22 de abril, foi nomeado interino no mês seguinte. Ele só aparece como titular na galeria a partir de 16 de setembro daquele ano.
Em 70 anos de ministério, a primeira mulher no comando chegou só em 2023. Nísia Trindade Lima, socióloga, já tinha sido a primeira mulher a presidir a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), de 2017 a 2022, segundo a galeria do ministério. Ela deixou o cargo em fevereiro de 2025 e, em 4 de outubro de 2026, foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro, com 67.350 votos, segundo o TSE.
- 25/7/1953Lei 1.920 cria o Ministério da Saúde, separado da antiga pasta da Educação e Saúde
- 5/10/1988Constituição cria o SUS e define a saúde como direito de todos e dever do Estado
- 19/9/1990Lei 8.080 organiza o funcionamento do SUS em todo o país
- 26/1/1999Lei 9.782 cria a Anvisa, vinculada ao ministério
- 13/4/2004Lei 10.858 autoriza a Fiocruz a fornecer remédios com ressarcimento de custos, base do Farmácia Popular
- 22/10/2013Lei 12.871 institui o programa Mais Médicos
- 1º/1/2023Nísia Trindade assume como a primeira mulher no comando da pasta
- 10/3/2025Alexandre Padilha toma posse pela segunda vez no ministério
A escolha do ministro da Saúde cabe só ao presidente da República, sem votação no Congresso. O cargo de Padilha, como o de todos os ministros, não tem prazo fixo: ele fica enquanto o presidente quiser. Quem tomar posse na Presidência em 5 de janeiro de 2027 monta a própria equipe.
Dúvidas, reclamações e denúncias sobre o atendimento no SUS vão para a Ouvidoria-Geral do SUS, pelo Disque Saúde 136, segundo o Ministério da Saúde.
Como citar: Ouviram (16 out. 2026). «Ministro da Saúde em 2026: Alexandre Padilha comanda a pasta desde 10 de março de 2025». ouviram.com.br/politica/ministro-da-saude-quem-e-2026
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
Quem escolhe o ministro da Saúde?
O presidente da República nomeia e exonera os ministros de Estado, pelo artigo 84 da Constituição, sem aprovação do Senado. O escolhido precisa ser brasileiro, ter mais de 21 anos e estar no exercício dos direitos políticos, segundo o artigo 87.
Quem foi o primeiro ministro da Saúde do Brasil?
Antônio Balbino de Carvalho Filho, que respondeu interinamente pela pasta de 6 de agosto a 22 de dezembro de 1953, segundo a galeria de ministros do Ministério da Saúde.
A Anvisa é subordinada ao Ministério da Saúde?
A Anvisa é uma autarquia sob regime especial vinculada ao Ministério da Saúde, criada pela Lei 9.782, de 1999. Os diretores têm mandato fixo, aprovado pelo Senado, e não podem ser demitidos à vontade pelo ministro.
Onde fica o Ministério da Saúde?
O edifício-sede fica na Esplanada dos Ministérios, Bloco G, em Brasília, CEP 70058-900, segundo o ministério.
Qual o telefone do gabinete do ministro da Saúde?
O ministério informa os números (61) 3315-2393 e (61) 3315-2580 para o gabinete. Para dúvidas, reclamações e denúncias sobre o SUS, o canal é o Disque Saúde 136.
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1. Em que ano foi criado o Ministério da Saúde?
A Lei 1.920, de 25 de julho de 1953, criou o ministério, separando a saúde do antigo Ministério da Educação e Saúde.
2. Em que ano foi sancionada a lei que organiza o funcionamento do SUS?
A Lei 8.080, chamada Lei Orgânica da Saúde, é de 19 de setembro de 1990. A Constituição de 1988 criou o sistema.
3. Quem ficou mais tempo no comando do Ministério da Saúde desde 1990?
José Serra ficou de 31 de março de 1998 a 20 de fevereiro de 2002, quase quatro anos, segundo a galeria do ministério.
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