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Casa Paulista: carta de crédito paga até R$ 16 mil do primeiro imóvel em SP
O desconto estadual vai para famílias com renda de até R$ 4.863 por mês e entra no financiamento da Caixa com recursos do FGTS, sem devolução.

O governo de São Paulo cobre de R$ 10 mil a R$ 16 mil do primeiro imóvel de quem ganha até três salários mínimos. O desconto do programa Casa Paulista depende da cidade e não precisa ser devolvido, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SDUH).
O subsídio se chama Carta de Crédito Imobiliário (CCI). Ele não é entregue em dinheiro: entra como desconto no financiamento feito pela Caixa Econômica Federal com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Na prática, a família financia um valor menor e paga parcelas menores.
Neste fim de semana, a oferta aumenta com o Feirão Casa Paulista. Segundo o governo paulista, são 2.101 cartas até domingo, 25 de outubro de 2026, na capital e em outras 18 cidades. Só em Guarulhos são 86 cartas de R$ 13 mil. Fora dos feirões, o benefício vale nos prédios autorizados pela secretaria em cada etapa do programa.
2.101
cartas de crédito estão à venda no feirão até 25 de outubro, em 19 cidades paulistas
Fonte: governo de São Paulo, 23 de outubro de 2026
- ValorR$ 16 mil na capital; R$ 13 mil, R$ 11 mil ou R$ 10 mil nas outras cidades
- Quem podeFamília com renda bruta de até três salários mínimos (R$ 4.863 por mês em 2026)
- ImóvelNovo, em empreendimento autorizado pela SDUH; nos feirões, com pelo menos dois dormitórios
- FinanciamentoPela Caixa, com recursos do FGTS
- SorteioNão há; a família procura a construtora
- DevoluçãoNão; o subsídio é a fundo perdido
- ValidadeCertificado de 90 dias, prorrogável
A carta de crédito do Casa Paulista vale R$ 16 mil na cidade de São Paulo, pela tabela da Resolução SDUH nº 17, de 19 de março de 2024. Nas cidades com 100 mil habitantes ou mais das regiões metropolitanas, são R$ 13 mil. As cidades grandes do interior recebem R$ 11 mil, e as menores, R$ 10 mil.
| Grupo | Onde vale | Valor por família |
|---|---|---|
| Recorte 1 | Município de São Paulo | R$ 16.000 |
| Recorte 2 | Cidades com 100 mil habitantes ou mais nas regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Baixada Santista, Sorocaba, Vale do Paraíba, Ribeirão Preto, Piracicaba, São José do Rio Preto e Jundiaí | R$ 13.000 |
| Recorte 3 | Cidades com 250 mil habitantes ou mais fora de região metropolitana | R$ 11.000 |
| Recorte 4 | Cidades com menos de 250 mil habitantes | R$ 10.000 |
Fonte: Resolução SDUH nº 17/2024, item 10.1.
Na prática, Guarulhos, Campinas, Sorocaba, São José dos Campos e Ribeirão Preto ficam na faixa de R$ 13 mil. Bauru e São Carlos recebem R$ 11 mil. Tupã, Marília, Araraquara e Ourinhos ficam com R$ 10 mil, conforme a lista do feirão de outubro divulgada pelo governo do estado.
O valor é por unidade comprada, e não por pessoa. Um casal que soma a renda e compra um apartamento recebe uma carta só. A família que ganha R$ 4.000 por mês em Guarulhos, por exemplo, tem R$ 13 mil abatidos do valor que vai financiar, antes de qualquer desconto federal.
Quem tem direito à carta de crédito e quem fica de fora
Tem direito à carta de crédito do Casa Paulista a família com renda bruta de até R$ 4.863 por mês em 2026, ou três salários mínimos, segundo a SDUH. Ela precisa estar comprando o primeiro imóvel e aprovar o financiamento na Caixa.
O teto acompanha o salário mínimo, hoje de R$ 1.621, e é corrigido todo ano por resolução da secretaria. Quem soma a renda de duas ou mais pessoas da casa precisa ficar dentro do limite no total. As regras do programa pedem ainda:
- não ter imóvel residencial no próprio nome;
- não ter financiamento imobiliário ativo;
- não ter recebido atendimento habitacional da SDUH ou da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU);
- atender às exigências da Caixa para o financiamento com FGTS.
A seleção dos compradores não passa pelo governo. As construtoras vendem as unidades livremente, e só quem cumpre as regras de renda recebe o desconto, diz a resolução. Por isso não existe fila nem inscrição em cadastro estadual para essa modalidade: o caminho é escolher um empreendimento autorizado e procurar a empresa que vende.
Na média, o programa atende quem ganha pouco mais de dois salários mínimos. Levantamento da SDUH mostra que a renda média das famílias atendidas fica entre 2 e 2,3 salários mínimos, conforme a região do estado. Nos financiamentos do FGTS em geral, a média chega a 4,7 salários mínimos.
Para quem tem filhos, a regra do tamanho ajuda: nos feirões, os imóveis precisam ter no mínimo dois dormitórios, segundo o governo paulista.
Feirão Casa Paulista de outubro, cidade por cidade
O Feirão Casa Paulista de outubro de 2026 oferece 2.101 cartas de crédito, que somam mais de R$ 27,4 milhões, em 19 cidades paulistas, segundo o governo de São Paulo. O atendimento vai até domingo, 25 de outubro, e a capital concentra 539 cartas de R$ 16 mil.
Fonte: governo de São Paulo, 23 de outubro de 2026
Os pontos de venda são organizados por prefeituras, associações do setor habitacional ou construtoras, segundo a SDUH. Os horários mudam de lugar para lugar, e o ponto de Tupã fica aberto por mais tempo, até 1º de novembro.
| Cidade | Cartas | Valor | Onde e quando |
|---|---|---|---|
| São Paulo | 539 | R$ 16 mil | Sete pontos, dias 24 e 25, das 9h às 19h (Jaguaré, até 18h) |
| São José do Rio Preto | 251 | R$ 13 mil | Rua 12, 227, de 23 a 25, das 7h às 19h, e Rua Rubião Júnior, 24 e 25, das 9h às 18h, ambas no Centro; também no ponto de Ourinhos |
| Campinas | 206 | R$ 13 mil | Avenida Brasil, 228, Jardim Chapadão, 24 e 25, das 9h às 18h |
| Sorocaba | 193 | R$ 13 mil | Três pontos, no Caguassu, no Jardim dos Eucaliptos e na Vila Aeroporto, das 9h às 18h |
| Tupã | 125 | R$ 10 mil | Avenida Tamoios, 1389, Centro, de 24 de outubro a 1º de novembro, das 9h às 18h |
| São Carlos | 89 | R$ 11 mil | Avenida Dr. Carlos Botelho, 1321, Centro, 24 e 25, das 9h às 18h |
| Guarulhos | 86 | R$ 13 mil | Estrada Presidente Juscelino K. de Oliveira, 4252, Jardim Albertina, 24 e 25, das 9h às 19h |
| São José dos Campos | 78 | R$ 13 mil | Rua João Adão, 481, Residencial Gazzo, 24 e 25, das 9h às 19h |
| Taubaté | 71 | R$ 13 mil | Parque Doutor Barbosa de Oliveira, 101, Centro, 24 e 25, das 9h às 19h |
| Ribeirão Preto | 66 | R$ 13 mil | Avenida Presidente Vargas, 2035, Centro, 24 e 25, das 9h às 18h |
| Ourinhos | 64 | R$ 10 mil | Plaza Shopping, Rua Cardoso Ribeiro, 970, Vila Boa Esperança, 23 a 25, das 9h às 20h |
| Bauru | 59 | R$ 11 mil | Avenida Getúlio Vargas, 60, Centro, 24 e 25, das 9h às 18h |
| Vargem Grande Paulista | 58 | R$ 10 mil | Rua do Carvalho, 400, Jardim Atalaia, 24 e 25, das 9h às 19h |
| Araçatuba | 51 | R$ 10 mil | Rua do Fico, 285, Centro, 24 e 25, das 9h às 18h |
| Araraquara | 50 | R$ 10 mil | Rua Diógenes Muniz Barreto, 870, 24 e 25, das 9h às 18h |
| Marília | 50 | R$ 10 mil | Avenida Rio Branco, 686, Centro, 24 e 25, das 9h às 18h |
| Itu | 43 | R$ 13 mil | Rua Arquiteto João Marcio de Arruda, 207, Vila Leis, 24 e 25, das 9h às 18h |
| Osasco | 7 | R$ 13 mil | No ponto da capital da Rua Carmelia Morano, 153, Jardim Arpoador |
| Suzano e Itaquaquecetuba | 5 e 2 | R$ 13 mil | Em Poá, Avenida Vital Brasil, 36, Centro, 24 e 25, das 9h às 19h |
| Santa Fé do Sul | 4 | R$ 10 mil | Rua Pedro Amaral, 2701, Boa Vista, 23 a 25, das 7h às 19h |
| Votorantim | 4 | R$ 13 mil | No ponto de Sorocaba da Rua José Ricieri Orlandi, 1285, Vila Aeroporto |
Fonte: governo de São Paulo, 23 de outubro de 2026.
Na capital, são sete pontos, todos abertos no sábado e no domingo:
- Jardim ArpoadorRua Carmelia Morano, 153, das 9h às 19h (também vende unidades de Osasco)
- ItaqueraRua Barros Cassal, 170, das 9h às 19h
- Vila CarmosinaAvenida Miguel Ignácio Curi, 111, em frente ao estacionamento E5 da Neo Química Arena, das 9h às 19h
- JaguaréAvenida Kenkiti Simomoto, 786, das 9h às 18h
- Vila GuilhermeRua Maria Cândida, 1689, das 9h às 19h
- Vila AnastácioAvenida Raimundo Pereira Magalhães, 7395, das 9h às 19h
- São MateusRua André de Almeida, 2375, das 9h às 19h
Domingo, 25 de outubro, também é dia do segundo turno das eleições, e o voto vai das 8h às 17h, horário de Brasília. Dá para votar primeiro e ir ao feirão depois, já que a maioria dos pontos fica aberta até 18h ou 19h. Os horários de cada estado estão no guia de horário de votação.
Como usar a carta e somar ao Minha Casa Minha Vida
A carta de crédito do Casa Paulista é usada na compra de um imóvel novo em empreendimento autorizado pela SDUH, segundo a Resolução SDUH nº 17/2024. A família escolhe a unidade, aprova o financiamento na Caixa e recebe um Certificado de Subsídio em seu nome, válido por 90 dias.
- Confira se a renda bruta da família, somada, fica em até R$ 4.863 por mês e se ninguém que vai assinar tem imóvel ou financiamento habitacional.
- Consulte a lista de empreendimentos com subsídio no site do Casa Paulista, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, ou vá a um ponto do feirão da sua cidade.
- Procure a construtora do empreendimento escolhido, veja as unidades disponíveis e peça a simulação do financiamento.
- Entregue à construtora e à Caixa os documentos pedidos para a análise de crédito com recursos do FGTS.
- Com o crédito aprovado, a secretaria emite o Certificado de Subsídio, com o valor da carta, em nome da família.
- Assine o contrato com a Caixa em até 90 dias; o desconto estadual entra no valor financiado.
O certificado pode ser prorrogado, mas só é usado se o contrato for assinado, diz a resolução. A carta também fica presa ao empreendimento autorizado: não dá para levá-la a outro prédio da mesma construtora, salvo remanejamento aprovado pela secretaria na mesma cidade.
Nos feirões, as regras são próprias. Os empreendimentos precisam estar contratados com a Caixa, com financiamento do FGTS, até o último dia do evento, segundo o governo paulista. Encerrado o feirão, as construtoras têm cinco dias úteis para mandar à SDUH a lista das famílias atendidas e das unidades vendidas. Só depois disso os subsídios são liberados.
O Casa Paulista e o Minha Casa Minha Vida entram no mesmo contrato, porque o empreendimento precisa estar enquadrado no programa federal com recursos do FGTS. O desconto federal chega a R$ 55 mil para renda de até R$ 5 mil, segundo o Ministério das Cidades, e se soma ao estadual.
Quem ganha até três salários mínimos fica nas faixas 1 ou 2 do Minha Casa Minha Vida, que vão até R$ 3.200 e R$ 5.000 por mês. O desconto federal varia com a renda, a cidade e o preço do imóvel. Somadas, as duas ajudas reduzem a dívida antes da primeira parcela.
A carta de crédito é só uma das frentes do Casa Paulista. A CDHU financia moradias com juro zero para famílias com renda de até cinco salários mínimos, segundo a secretaria. A parcela compromete 20% da renda, corrigida pela inflação, ou 30%, com valor fixo, e a menor é de R$ 303,60.
Segundo a SDUH, 55,4 mil moradias foram entregues com a carta de crédito desde 2023, com R$ 679,2 milhões em subsídios estaduais. Outras 60,9 mil estão em obras.
A décima etapa, aberta às construtoras em agosto de 2026, reservou mais de R$ 132,7 milhões para 10 mil moradias em 50 cidades, segundo o governo paulista. Na etapa anterior, de março, foram 12,5 mil cartas em 62 municípios. Novos feirões podem ser propostos por prefeituras, associações e construtoras, com um termo de adesão enviado à secretaria.
O feirão de outubro termina no domingo, 25, na maioria das cidades. O ponto de Tupã segue aberto até 1º de novembro, das 9h às 18h, na Avenida Tamoios, 1389, no Centro.
Como citar: Ouviram (24 out. 2026). «Casa Paulista: carta de crédito paga até R$ 16 mil do primeiro imóvel em SP». ouviram.com.br/servicos/casa-paulista-carta-de-credito-valor-quem-tem-direito-feirao
Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.
Perguntas frequentes
Autônomo ou MEI pode usar a carta de crédito do Casa Paulista?
A Resolução SDUH nº 17/2024 não exclui autônomos nem MEIs: vale o limite de três salários mínimos de renda familiar bruta. A forma de compor a renda é definida pelo banco que analisa o financiamento.
Posso usar a carta de crédito do Casa Paulista em imóvel usado?
Não. O subsídio vale só para unidades de empreendimentos novos autorizados pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação e enquadrados no Minha Casa Minha Vida com recursos do FGTS.
Família em área de risco tem prioridade na carta de crédito do Casa Paulista?
A secretaria pode indicar famílias em risco elevado apontadas pela Defesa Civil ou que recebem auxílio-moradia provisório. Elas passam pela análise do banco em empreendimentos com carta de crédito, segundo a Resolução SDUH nº 17/2024.
Por quanto tempo um prédio pode vender com a carta de crédito do Casa Paulista?
A autorização de cada empreendimento vale nove meses a partir da emissão. Ela pode ser prorrogada por igual período se ao menos 30% das unidades tiverem sido contratadas, segundo a Resolução SDUH nº 17/2024.
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1. Quanto vale a carta de crédito do Casa Paulista na cidade de São Paulo?
A capital tem o maior valor, R$ 16 mil por unidade, pela tabela da Resolução SDUH nº 17/2024.
2. Qual é a renda familiar máxima para receber o subsídio?
O limite é de três salários mínimos, ou R$ 4.863 por mês em 2026, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação.
3. Quantas cartas de crédito Guarulhos recebeu no feirão de outubro de 2026?
Foram 86 cartas de R$ 13 mil, segundo o governo de São Paulo. As 539 são da capital.
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