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Minha Casa Minha Vida aceita renda familiar de até R$ 13 mil por mês em 2026

A Faixa 1 vai até R$ 3.200 por mês, o desconto chega a R$ 55 mil e famílias do Bolsa Família ou do BPC não pagam prestação na moradia subsidiada.

Operários em andaime na fachada de prédios residenciais em obra no estado de São Paulo
Operários trabalham na fachada do Conjunto Habitacional Jabaquara, na zona sul de São Paulo, em imagem de 2018.Foto: Governo do Estado de São Paulo / Flickr · CC BY 2.0

O Minha Casa Minha Vida 2026 atende famílias com renda de até R$ 13 mil por mês, em quatro faixas, segundo o Ministério das Cidades. Quem ganha até R$ 3.200 pode disputar um imóvel subsidiado pela prefeitura. Acima disso, o caminho é financiar com juros abaixo dos de mercado e recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

As regras mudaram em abril. A Portaria nº 333 do ministério, publicada em 1º de abril, elevou os limites de renda das faixas 1 a 3. O Conselho Curador do FGTS ampliou a faixa de classe média e o valor máximo dos imóveis das faixas mais altas.

O Ouviram calculou que o limite da Faixa 1 subiu 12,3%, de R$ 2.850 para R$ 3.200, quase o dobro do reajuste de 6,79% do salário mínimo neste ano.

Faixas, tetos e juros

A renda considerada é a bruta, somada de todos os moradores da casa. Benefícios temporários ou assistenciais não entram na conta: auxílio-doença, auxílio-acidente, seguro-desemprego, BPC e Bolsa Família ficam de fora, segundo o ministério.

FaixaRenda urbana por mêsRenda rural por anoImóvel de até
Faixa 1até R$ 3.200até R$ 50.000R$ 275 mil
Faixa 2de R$ 3.200,01 a R$ 5.000de R$ 50.000,01 a R$ 70.900R$ 275 mil
Faixa 3de R$ 5.000,01 a R$ 9.600de R$ 70.900,01 a R$ 134.000R$ 400 mil
Classe médiaaté R$ 13.000—R$ 600 mil

Fonte: Portaria MCID nº 333, de 30 de março de 2026, e resoluções do Conselho Curador do FGTS

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O teto de R$ 275 mil das faixas 1 e 2 vale para cidades com mais de 750 mil habitantes. Nas que têm de 300 mil a 750 mil moradores, o limite é de R$ 270 mil; nas de 100 mil a 300 mil, de R$ 245 mil.

Os valores foram aprovados pelo Conselho Curador do FGTS em novembro de 2025. Nos municípios menores, os tetos são mais baixos e variam por região.

A régua pega muita gente perto do limite. Um casal em que os dois recebem um salário mínimo soma R$ 3.242 por mês e, por R$ 42, já entra na Faixa 2. Na prática, isso significa disputar o financiamento no banco, e não a moradia subsidiada da prefeitura.

Os juros do programa começam perto de 4% ao ano para as menores rendas, com taxas um pouco menores no Norte e no Nordeste. Na faixa de classe média, chegam a até 10% ao ano, limite fixado na Resolução nº 1.116 do Conselho Curador do FGTS.

Para comparar: no financiamento imobiliário com taxas de mercado, a média foi de 14,24% ao ano em agosto, segundo o Banco Central, como mostra o painel de juros do Ouviram.

Nas faixas 1 a 3, quem tem pelo menos três anos de trabalho com carteira assinada paga 0,5 ponto percentual a menos por ano, pelas normas do Ministério das Cidades. O saldo do fundo também pode ser usado na entrada ou para amortizar parcelas.

As famílias com renda de até R$ 5 mil podem receber ainda um desconto no preço do imóvel, pago com recursos do FGTS. O valor depende da renda, da cidade e do preço da casa e pode chegar a R$ 55 mil, ou a R$ 65 mil na Região Norte. O desconto não precisa ser devolvido: ele reduz o valor financiado já na assinatura.

Imóvel subsidiado: como entrar na fila

A moradia subsidiada é para a Faixa 1 e sai de obras contratadas com recursos da União. Não há inscrição direta no banco: quem indica as famílias é o poder público local.

  1. Atualize o CadÚnico no Cras ou no posto de cadastro da sua cidade, com todos os moradores da casa.
  2. Inscreva-se no cadastro habitacional da prefeitura, do governo do estado ou do Distrito Federal.
  3. Acompanhe a seleção. A lista segue critérios de prioridade da Portaria MCID nº 738; o Ministério das Cidades veda o sorteio.
  4. Apresente os documentos quando for chamado, para a análise do agente financeiro.
  5. Assine o contrato e receba as chaves. A prestação é calculada pela renda da família.

Pela Lei nº 14.620, têm prioridade as famílias chefiadas por mulheres e as que têm pessoas com deficiência, inclusive autismo, idosos, crianças ou adolescentes. Também passam na frente vítimas de violência doméstica, moradores de área de risco, quem perdeu a casa em desastre e pessoas em situação de rua.

Para quem tem filhos, a prioridade vale para qualquer família com criança ou adolescente, e os imóveis destinados a pessoas com deficiência devem ser adaptados. Quem recebe Bolsa Família ou BPC fica isento das prestações: para essas famílias, o imóvel subsidiado sai de graça, segundo o ministério. Condomínio, água, luz e IPTU continuam por conta dos moradores.

O imóvel da linha subsidiada não pode ser vendido durante os 60 meses do contrato.

Financiamento: do simulador ao contrato

Nas linhas financiadas, que valem para todas as faixas, não há fila nem inscrição. A família escolhe um imóvel novo ou usado que caiba nos limites do programa e procura um banco habilitado, como a Caixa ou o Banco do Brasil. O contrato é assinado entre a família e o banco.

  1. Faça a simulação no simulador habitacional do banco, com a renda bruta da família e o valor do imóvel.
  2. Separe os documentos: identidade, CPF, comprovantes de renda e de endereço, certidão de estado civil e extrato do FGTS, se for usá-lo.
  3. Passe pela análise de crédito, feita pelo banco com regras do Banco Central.
  4. Aguarde a avaliação do imóvel. Ele precisa estar regularizado, em condições de moradia e dentro do teto da faixa.
  5. Assine o contrato e registre-o no cartório de imóveis.

Ficam de fora quem já é dono de imóvel residencial e quem tem financiamento habitacional ativo pelo FGTS ou pelo Sistema Financeiro da Habitação, em qualquer parte do país. Também não participa quem recebeu subsídio habitacional nos últimos dez anos. Descontos para compra de material de construção não contam nessa restrição.

O programa proíbe a cobrança de qualquer taxa de cadastro ou de “priorização”, tanto na cidade quanto no campo, segundo o Ministério das Cidades. Quem pede dinheiro para garantir vaga ou adiantar a entrega da casa está aplicando golpe; a denúncia pode ser feita à prefeitura e à Polícia Civil.

Imigrantes também podem participar. Basta ter Registro Nacional Migratório válido, CPF regular, morar no Brasil de forma estável e cumprir as regras de renda, segundo o ministério. A inscrição para a moradia subsidiada é feita no cadastro habitacional da prefeitura, como a de qualquer brasileiro.

No campo, o programa tem regras próprias. Famílias de áreas rurais com renda de até R$ 50 mil por ano entram na linha subsidiada do Minha Casa Minha Vida Rural. As das faixas rurais 2 e 3, com renda de até R$ 134 mil por ano, podem financiar.


Para começar, confira em qual faixa a renda bruta da sua família se encaixa. Se for a Faixa 1, procure o cadastro habitacional da sua prefeitura e atualize o CadÚnico. Nas demais, faça a simulação no site ou no aplicativo do banco antes de visitar imóveis. A inscrição e a simulação são gratuitas.

Como calculamos. O reajuste da Faixa 1 compara o limite da Portaria MCID nº 333, de R$ 3.200, com o anterior, de R$ 2.850. O reajuste do salário mínimo compara R$ 1.621, valor de 2026 fixado pelo Decreto nº 12.797, com R$ 1.518 de 2025. A renda do casal soma dois salários mínimos de 2026.

Como citar: Ouviram (7 out. 2026). «Minha Casa Minha Vida aceita renda familiar de até R$ 13 mil por mês em 2026». ouviram.com.br/economia/minha-casa-minha-vida-2026-regras

Os dados, tabelas e gráficos próprios do Ouviram podem ser reutilizados sob a licença CC BY 4.0, com crédito ao Ouviram. Textos e fotos não estão incluídos.

Perguntas frequentes

Qual é a renda máxima para o Minha Casa Minha Vida em 2026?

R$ 13 mil por mês para famílias de áreas urbanas, na faixa de classe média, segundo o Conselho Curador do FGTS. Nas áreas rurais, a Faixa 3 vai até R$ 134 mil por ano, pela Portaria MCID nº 333, de 30 de março de 2026.

Como se inscrever no Minha Casa Minha Vida Faixa 1?

Para receber um imóvel subsidiado, procure o cadastro habitacional da prefeitura da sua cidade, ou do estado, e mantenha o CadÚnico em dia. A seleção segue critérios de prioridade definidos em portaria do Ministério das Cidades, sem sorteio.

Precisa se inscrever para financiar pelo Minha Casa Minha Vida?

Não. Nas linhas financiadas, a família escolhe um imóvel dentro dos limites do programa e vai direto a um banco habilitado, como a Caixa, que faz a análise de crédito.

Quem recebe Bolsa Família paga prestação no Minha Casa Minha Vida?

Na moradia subsidiada da Faixa 1, famílias do Bolsa Família ou que recebem o BPC ficam isentas das prestações, segundo a Lei nº 14.620. Elas continuam pagando condomínio, água, luz e IPTU.

Quem já tem casa pode participar do Minha Casa Minha Vida?

Não. Fica de fora quem é dono de imóvel residencial, tem financiamento habitacional pelo FGTS ou pelo Sistema Financeiro da Habitação ou recebeu subsídio habitacional nos últimos dez anos.

Estrangeiro pode participar do Minha Casa Minha Vida?

Pode, segundo o Ministério das Cidades, desde que tenha Registro Nacional Migratório válido, CPF regular, more no Brasil de forma estável e cumpra as mesmas regras de renda.

#MinhaCasaMinhaVida#Caixa#FGTS#MinistérioDasCidades#Habitação

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  1. 1. Qual é o limite de renda da Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida em 2026?

  2. 2. Quanto pode custar o imóvel na faixa de classe média?

  3. 3. Por quantos meses o imóvel subsidiado da Faixa 1 não pode ser vendido?

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