Recenseadores do IBGE visitam produtores de Rio Claro, Tangará da Serra e Cururupu até dezembro
O ensaio do Censo Agropecuário de 2027 cobre cerca de 2.300 estabelecimentos em São Paulo e Mato Grosso, além de um quilombo e uma reserva extrativista no Maranhão.

O IBGE começou nesta terça (3) o último ensaio do Censo Agropecuário de 2027, com visitas a sítios, fazendas e comunidades em cinco cidades. Quem produz em Rio Claro (SP), Barra do Bugres e Tangará da Serra (MT) ou Cururupu e Mirinzal (MA) pode receber um recenseador até 4 de dezembro.
O Censo Experimental é a etapa de testes mais ampla do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Segundo o instituto, funciona como um ensaio geral, depois de pelo menos dois anos de planejamento: põe à prova sistemas, logística de campo, treinamento das equipes e métodos de coleta.
Em Rio Claro, no interior paulista, a coleta foi dimensionada para cerca de 1.258 estabelecimentos agropecuários, com 24 recenseadores, supervisores e um centro local de controle. Em Barra do Bugres e Tangará da Serra, a operação deve alcançar cerca de 1.052 estabelecimentos e inclui ações com povos indígenas, como os da Terra Indígena Umutina.
No Maranhão, o foco são povos e comunidades tradicionais de Cururupu e Mirinzal, com a Reserva Extrativista de Cururupu e o Território Quilombola Santa Tereza. A escolha de lugares tão diferentes é proposital, diz o IBGE: o teste precisa mostrar como a operação funciona em realidades variadas do país.
“São dados necessários para que tenhamos um retrato fiel do que é o campo brasileiro”, disse Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária. A fala foi na apresentação do teste, em 27 de outubro, em Brasília.
O Censo Agropecuário é para o campo o que o Censo Demográfico é para a população do país: a fotografia mais completa. A edição de 2017 contou 5.073.324 estabelecimentos agropecuários no Brasil, segundo o IBGE. Na mesma apresentação, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Eric Moura, disse que a agricultura familiar precisa de informações localizadas para orientar políticas públicas.
A edição de 2027 traz uma novidade: o Cadastro Prévio de Estabelecimentos Agropecuários, que o IBGE anunciou em outubro. Pela plataforma digital, produtores, cooperativas, associações, sindicatos e escritórios de contabilidade podem registrar estabelecimentos e atualizar a base do censo. O cadastro servirá de base para a coleta pela internet, prevista para começar em março de 2027.
Além do ensaio nas cinco cidades, o instituto fará testes de ambientação em 24 unidades da federação, para avaliar equipamentos, sistemas e a supervisão das equipes antes da coleta nacional.
Pela Lei 5.534, de 1968, as respostas dadas ao IBGE são sigilosas, têm uso exclusivamente estatístico e não servem de prova em processo administrativo, fiscal ou judicial. O censo também não substitui documentos do imóvel rural, como o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR).
Quem receber a visita e quiser confirmar que o entrevistador é mesmo do IBGE pode ligar para a central de atendimento do instituto, no 0800 721 8181.
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