Ministério da Saúde autoriza compra de até 20 mil doses de vacina contra a mpox
O reforço vem do fundo rotatório da Opas, num ano com 665 registros no país, 218 deles no estado do Rio, e segue reservado aos grupos de risco.

O Ministério da Saúde autorizou a compra de até 20 mil doses de vacina contra a mpox, informou a pasta na quinta-feira (5). Para o público em geral, nada muda: a vacina segue fora do calendário de rotina e reservada aos grupos de risco definidos pelo SUS.
A compra será feita pelo Fundo Rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), o canal de compras conjuntas de vacinas da organização. O objetivo é reforçar o estoque estratégico do SUS, e a decisão saiu de uma reunião na quarta-feira (4). A nota não informa o valor nem o prazo de entrega.
A pasta diz que a medida “tem caráter preventivo e estratégico”. O país confirmou 665 casos em 2026, 94% menos que os mais de 10 mil de 2022, segundo o ministério.
O Rio de Janeiro reúne cerca de um em cada três registros do ano, com 218 casos no balanço federal de 4 de novembro. O total estadual ainda está 84,2% abaixo dos cerca de 1,3 mil de 2022, numa contagem parcial que ainda pode mudar. Na capital, o aumento recente ganhou força em setembro e outubro, segundo a Prefeitura.
Na quarta-feira, o ministério enviou mais 2 mil doses ao estado, que chega a 3,5 mil em 2026. A Secretaria de Estado de Saúde coordena a distribuição às cidades, e as prefeituras aplicam.
“Reforçamos o volume de vacinas para o Rio de Janeiro para o controle dos casos atuais, assim como a preparação para as concentrações de final de ano”, disse Alexandre Padilha. O ministro da Saúde falou nas redes sociais, no sábado (31).
Os critérios de vacinação são os mesmos em todo o país, segundo o ministério:
- PrioridadePessoas com HIV/aids e CD4, exame que mede as células de defesa, abaixo de 100 por mm³
- Se sobrarem dosesPessoas com HIV e CD4 abaixo de 200, usuários de PrEP (remédio que previne o HIV) e profissionais de laboratório que manipulam amostras do vírus
- EsquemaDuas doses, com intervalo de 28 dias
- CadastroNo Centro de Referência em que a pessoa já faz acompanhamento
Há também a vacina depois do contato: quem esteve perto de um caso suspeito ou confirmado deve procurar um serviço de saúde para avaliar o risco. A dose é indicada de preferência nos primeiros quatro dias e pode ser aplicada em até 14. Nesse prazo maior, protege menos contra a infecção, mas pode ajudar a reduzir o risco de formas graves.
A prevenção do dia a dia não depende de vacina: evitar contato direto com quem tem suspeita ou confirmação da doença, não dividir objetos pessoais, higienizar as mãos com frequência, lavar roupas e desinfetar superfícies. O guia sobre sintomas e transmissão detalha como a doença passa de uma pessoa para outra.
Quem tem feridas ou erupções na pele deve procurar um serviço de saúde, em qualquer estado, orienta o ministério. No Rio, o pronto atendimento do INI/Fiocruz funciona 24 horas, na Avenida Brasil, 4.365, em Manguinhos. O telefone é (21) 3865-9595.
Informar um erro nesta matéria · Correções publicadas
EnviarMais sobre o assunto
Últimas de Brasil
- Liminar libera a volta de só três bets, e as demais seguem proibidas no Brasil
- Ciclone reforça vento no litoral do Sul, e aviso de tempestade alcança 2.595 cidades no sábado
- Rio Uruguai passa de 9 metros em Iraí, e RS confirma tornados no Norte do estado
- Resultado do vestibular da PUCPR sai por CPF, e matrícula vai até 11 de novembro
- Inmet vê chance de geada na segunda em Ponta Grossa e Curitiba, e 9 °C na capital paulista
O que você achou desta matéria?
O Ouviram confere cada dado em fontes oficiais e separa informação de opinião. Como trabalhamos · Achou um erro? Avise a redação







Comente com respeito. Leia as regras de participação: sem ofensas, sem dados pessoais de terceiros, sem links.